
Os avanços e as perspectivas das políticas públicas da população negra no governo Lula foram alvo de debate na 7ª Plenária Nacional da Unegro (União de Negras e Negros pela Igualdade), que aconteceu entre 17 e 19 de julho em Brasília (DF).
Sob a perspectiva das eleições de 2026, o encontro também serviu para celebrar os 38 anos da entidade, completados no último dia 14. Ao final da plenária, os delegados aprovaram a Carta de Brasília, sob o título “O Brasil não se curva!” — Defender a soberania, derrotar o bolsonarismo e reeleger Lula (confira a íntegra aqui).
De acordo com a Carta, o momento exige posicionamento bem definido, pois não há espaço para neutralidade face ao avanço da extrema direita. É lembrado que a disputa eleitoral também já é alvo de pressões externas, sendo que o governo dos Estados Unidos tenta exercer influência com base no ataque à soberania nacional, pela tentativa de pressionar o governo Lula com o aumento de tarifas contra produtos brasileiros.
“É ainda mais grave que, diante dessas pressões, o bolsonarismo atue contra os interesses nacionais, recorra ao apoio de forças estrangeiras para proteger seus líderes e procure transformar ataques ao país em arma eleitoral. Quem trabalha contra o Brasil não pode se apresentar como patriota. Derrotar o bolsonarismo é defender a independência nacional, a democracia e os direitos do povo”, diz o texto.
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Também é ressaltado que o bolsonarismo vai além de candidaturas ou lideranças, pois é “um projeto autoritário que estimula o racismo, o machismo, a LGBTfobia, o ódio e a violência; ataca os direitos da classe trabalhadora; enfraquece as políticas públicas; e ameaça as instituições democráticas. Seu projeto aprofunda a violência contra as mulheres negras, alimenta o genocídio da juventude negra, nega direitos a pretas e pretos e persegue comunidades quilombolas, povos de terreiro e comunidades tradicionais de matriz africana. Sua derrota precisa acontecer nas urnas, nas ruas, nos territórios e na batalha das ideias.”
Nesse aspecto, o documento destaca a importância histórica das eleições desse ano e coloca como tarefa central a reeleição do presidente Lula, como forma de impedir o retorno da extrema direita, combater o racismo e defender a soberania e a igualdade.
“Defender o Brasil exige políticas de equidade racial, o fim da escala 6×1 sem redução salarial, educação pública, combate ao analfabetismo, proteção do SUS e oportunidades reais para o povo negro e para toda a classe trabalhadora”.


Tarefas imediatas
Foram definidas cinco tarefas imediatas para os militantes da Unegro como parte da luta política e antirracista em defesa do Brasil:
- Defender a soberania nacional;
- Derrotar o bolsonarismo e a extrema direita;
- Reeleger Lula;
- Eleger uma forte bancada negra, democrática e popular;
- Manter o povo mobilizado antes, durante e depois das eleições.
“O momento exige unidade, coragem e luta. Defender a soberania, derrotar o bolsonarismo e reeleger Lula são partes de uma mesma tarefa histórica: impedir o retrocesso e fazer o Brasil avançar com democracia, equidade racial, justiça social e poder popular”, conclui a carta.
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