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Unicamp se soma às universidades que romperam relações com entidade israelense

A ampla mobilização contra o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza tem surtido importantes efeitos junto a instituições brasileiras de ensino superior. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das mais prestigiadas do país, foi a mais recente a romper um convênio com entidade israelense.

Nesta terça-feira (30), a Unicamp rescindiu, unilateralmente, acordo de cooperação acadêmica com o Instituto Tecnológico Technion, de Israel. A decisão foi anunciada durante sessão do Conselho Universitário.

De acordo com o reitor da universidade, Paulo Cesar Montagner, a instituição já havia se manifestado contra a situação na Faixa de Gaza em duas outras oportunidades.

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Ele ponderou que o rompimento é a reafirmação do “posicionamento contrário ao genocídio da população palestina” e acrescentou que a decisão segue na mesma linha do posicionamento do governo brasileiro – que condena as ações israelenses – e de outras universidades do mundo, que também se mostraram contrárias à situação imposta à Faixa de Gaza.

No documento que trata do rompimento, a universidade diz que “a situação se deteriorou de tal forma que as violações aos direitos humanos e à dignidade da população palestina se transformaram em uma constante inaceitável”.

Em 2024, a Universidade Federal do Ceará também tomou essa decisão e, hoje, há uma série de movimentos promovidos por estudantes pressionando para que outras instituições façam o mesmo — por exemplo, as universidades federais Fluminense (UFF), de Minas Gerais (UFMG) e do Rio Grande do Norte (UFRN), além da USP.

Pelo mundo, protestos de estudantes e rompimento de relações envolvendo instituições de ensino contra o massacre do povo palestino por Israel também têm sido cada vez mais comuns.

Entre essas universidades estão a de Columbia (EUA) e a Católica do Chile, cujos alunos têm pressionado pela suspensão desse tipo de laço, assim como a de Pisa (Itália), Trinity College Dublin (Irlanda), Amsterdã, Utrecht e Radboud (Holanda), além de outras instituições na Noruega, Bélgica, Espanha e África do Sul, que romperam relações com entidades de Israel.

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