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Vazão do Guaíba na cheia de junho foi de 6 a 12 vezes maior que o habitual

Os volumes de chuva registrados na bacia do rio Jacuí no mês de junho superaram 400 mm em algumas regiões, elevando o nível do Guaíba a 3,01 metros no Cais Mauá. Apesar de inferiores à cheia histórica de maio de 2024, os dados de 2025 mostram que a vazão do Guaíba atingiu 12.941 m³/s – valor de 6 a 12 vezes superior ao habitual. É o que destaca a nota técnica sobre a cheia, publicada nesta quinta-feira (3) pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS.

A cheia de 2025 foi semelhante à de 2023, especialmente à de setembro, no que se refere ao volume de chuva, embora com distribuição espacial diferente. Já a cheia de 2024 apresentou magnitude muito superior, resultado de um volume de chuva excepcionalmente alto. Os níveis d’água observados no Guaíba durante esses eventos foram compatíveis com os volumes de precipitação registrados, com pequenas variações decorrentes da distribuição espacial e temporal das chuvas e do efeito dos ventos.

Com base nas observações e nas previsões, o IPH não detectou alteração significativa na resposta do Guaíba às chuvas nos últimos anos. Até o momento, não há evidências de que um assoreamento generalizado no Guaíba ou em rios como o Jacuí e o Taquari tenha provocado elevação adicional nos níveis de cheia.

Os perfis batimétricos analisados corroboram essa avaliação, mostrando que as variações observadas no leito são compatíveis com processos naturais de erosão e deposição associados a eventos extremos, sem indicar bloqueios ou elevações relevantes que impactem significativamente a vazão do sistema. Em muitos locais do canal de escoamento, foi observada inclusive erosão.

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