O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, criticou o “chilique” e “pânico estranho” do governo de Israel em relação ao acordo firmado entre Washington e Teerã, ao reiterar que a gestão norte-americana fez “um trabalho muito bom para aquele país”. A declaração foi dada em entrevista ao jornal The New York Times, publicada nesta quinta-feira (18/06).
“Há um pânico estranho no sistema israelense que percebo, no qual eles assumem que tudo o que for benéfico para o Irã vai acontecer — mas acontecerá sem que os iranianos mudem qualquer comportamento.. E eu simplesmente não entendo por que alguém acharia isso verdade”, disse. “Não é assim que o acordo foi redigido. […] acho todo esse surto em Israel um pouco estranho”.
As autoridades israelenses, incluindo aliados do gabinete político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, criticaram o acordo assinado entre os iranianos e norte-americanos, alegando que o texto não aborda suas supostas preocupações referentes ao desenvolvimento do programa nuclear. Além disso, impediria que o Exército sionista continuasse agredindo o território do Líbano sob pretexto de combater o Hezbollah, aliado do Irã.
“Fizemos um trabalho muito bom por aquele país e governo em particular, e acho que a ideia de que fizemos um acordo terrível não é sustentada pelos fatos”, afirmou o vice norte-americano.
Em coletiva na Casa Branca nesta quinta-feira, Vance não descartou a possibilidade de cessarem os ataques de Tel Aviv contra o território do Líbano, mas que espera que tanto o movimento de resistência libanês Hezbollah e o Exército israelense cumpram o acordo de cessar-fogo.
“Isso é sobre a paz regional”, afirmou a autoridade. “E isso significa que esperamos que o Hezbollah não vá disparar foguetes e drones contra os israelenses. Mas também esperamos que os israelenses não fiquem à loucura no Líbano”.

X/@JDVance
Uma das condições para a assinatura por parte do Irã exigia que o regime sionista retirasse as suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o governo de Israel não se comprometeu a isso, desta forma, continuando seus combates no território vizinho. Em recente ataque israelense a Beirute, o presidente norte-americano Donald Trump chegou a manifestar forte rejeição.
Vance sugere que Israel não deveria criticar Trump
Na coletiva, o vice-presidente ainda destacou que a Casa Branca sob o líder republicano foi o “único compreensivo” com o governo de Netanyahu, sustentando que o gabinete israelense não deveria “atacar o único aliado poderoso que resta”.
“Dois terços das armas que protegem seu país foram fabricadas por mãos norte-americanas e pagas com os dólares dos impostos dos contribuintes norte-americanos”, ressaltou.
“O problema para Israel não é Donald J. Trump e qualquer um em Israel que pense que seu maior problema é o presidente dos Estados Unidos precisa acordar e sentir a realidade da situação em que o país está”, acrescentou.
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