{"id":101006,"date":"2026-08-20T14:26:50","date_gmt":"2026-08-20T17:26:50","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/meu-encontro-com-honestino\/"},"modified":"2026-08-20T14:26:50","modified_gmt":"2026-08-20T17:26:50","slug":"meu-encontro-com-honestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/meu-encontro-com-honestino\/","title":{"rendered":"Meu encontro com Honestino"},"content":{"rendered":"<p>Ando em tempos de compartilhar a luta pol\u00edtica, a meu modo algo inafast\u00e1vel, nessa fase da exist\u00eancia mais na fun\u00e7\u00e3o de retaguarda, com a tentativa de, passado j\u00e1 dos 80, aproximar-me de mim, esquadrinhar um pouco minha subjetividade, tarefa por si condenada ao insucesso, mas sigo, como em busca de uma utopia.<\/p>\n<p>Revelo uma coisa, e isso n\u00e3o foi nem ser\u00e1 resolvido: no decorrer de minha pris\u00e3o e mesmo depois, descobri o quanto consegui soterrar de acontecimentos vividos por mim. As pessoas me dizem, me contam de minha participa\u00e7\u00e3o em tantos epis\u00f3dios, provam por a mais b, e eu nego de modo categ\u00f3rico. A negativa decorre do fato de eu n\u00e3o me lembrar mesmo. Tais epis\u00f3dios sempre dizem respeito \u00e0 pol\u00edtica, e aqui por pol\u00edtica entenda-se o per\u00edodo da milit\u00e2ncia anterior \u00e0 pris\u00e3o e durante alguns anos ap\u00f3s.<\/p>\n<p>N\u00e3o resolvi e de fato n\u00e3o me preocupei em elucidar essa quest\u00e3o. Sei, isso sei: foi a maneira encontrada por mim de deixar coisas essenciais daquele per\u00edodo no subsolo, mem\u00f3rias do subsolo, muito bem guardadas, resguardadas ao ponto de n\u00e3o serem permitidas a mim mesmo o conhecimento delas. Coisas do inconsciente. Sei n\u00e3o ter sido uma escolha \u2013 pudesse, eu faria tal escolha. Ao menos, n\u00e3o foi consciente, obviamente.<\/p>\n<p>Deu-se isso comigo, e ponto final. Muitos e muitos epis\u00f3dios. N\u00e3o vou cit\u00e1-los, esse \u00e9 apenas o lead, como dizemos em jornalismo.<\/p>\n<p>Assisti nos \u00faltimos dias ao filme sobre Honestino Guimar\u00e3es. Um excelente documento, registro da mem\u00f3ria daquele tempo sombrio. Fui assaltado pela lembran\u00e7a de um dos <em><strong>esquecimentos<\/strong>, <\/em>a envolver Honestino. Provocado por uma querida companheira: Isabel Gouv\u00eaa.<\/p>\n<p>Esclare\u00e7o: eu a conheci, muito jovem, secundarista do Col\u00e9gio Vocacional, em S\u00e3o Paulo. Eu, militante de AP, fazia trabalho pol\u00edtico no movimento secundarista e me aproximei muito dos estudantes daquele col\u00e9gio, institui\u00e7\u00e3o de vanguarda, professora Maria Nilde Mascellani \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Isabel Gouv\u00eaa, uma das quais me aproximei e consegui traz\u00ea-la para a milit\u00e2ncia. E \u00e9 exatamente ela a fazer a ponte com a hist\u00f3ria de Honestino Guimar\u00e3es, um dos desaparecidos pol\u00edticos, um dos b\u00e1rbaros crimes da ditadura militar. *<\/p>\n<p>Ela, morando na Bahia faz d\u00e9cadas, ** num encontro fortuito, havia me revelado ter me encontrado e a Honestino Guimar\u00e3es, juntos, em S\u00e3o Paulo. Eu, me matassem na tortura, n\u00e3o me lembraria disso e, portanto, n\u00e3o falaria do encontro. E se o encontrei naquela vez, ocasi\u00e3o testemunhada por ela, provavelmente tive outros encontros com ele, os dois, do movimento estudantil, os dois, militantes de AP.<\/p>\n<p>Assistindo ao filme, provoquei-a. Precisava p\u00f4r no papel, e ela n\u00e3o se fez de rogada: abriu tudo, carinhosamente. Era final da d\u00e9cada de 1960, come\u00e7o dos anos 1970, eu ainda estava em S\u00e3o Paulo, ca\u00e7ado de todo jeito pela repress\u00e3o, clandestino, j\u00e1 Pedro Luiz Vian, nome de minha identidade ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Isabel cursava o terceiro ano colegial. Costumava ir a Campinas nos finais de semana. Para a ch\u00e1cara de uma amiga ou ent\u00e3o para a rep\u00fablica estudantil universit\u00e1ria onde moravam amigos queridos. N\u00e3o s\u00f3: tamb\u00e9m um namorado.<\/p>\n<p>Numa dessas idas, bate \u00e0 porta da casa onde funcionava a resid\u00eancia. O namorado abre a portinhola e tem uma rea\u00e7\u00e3o entre lac\u00f4nica e tomado por algum mal-estar.<\/p>\n<p>At\u00f4nita, Isabel, n\u00e3o se sentindo bem-vinda, uma sensa\u00e7\u00e3o ruim desconcertada, quem sabe uma outra namorada. Ele, ent\u00e3o, toma da m\u00e3o dela, segue para o jardim da frente e explica: o padre-coordenador da rep\u00fablica estudantil orientara os estudantes a n\u00e3o receber visitas naquele dia.<\/p>\n<p>No por\u00e3o da casa, estava escondido um casal de perseguidos pol\u00edticos, e o cuidado se impunha face \u00e0 ditadura militar, naquele momento a todo vapor, prendendo, sequestrando, matando, desaparecendo com pessoas.<\/p>\n<p>Desfeito o mal-entendido, ela entende perfeitamente a situa\u00e7\u00e3o e resolve se retirar. Ele a acompanha at\u00e9 o port\u00e3o exatamente quando o padre-coordenador ia chegando. Isabel pede desculpas por ter vindo naquele dia, n\u00e3o sabia daquela situa\u00e7\u00e3o, e ia embora.<\/p>\n<p>\u00c9 surpreendida pela rea\u00e7\u00e3o do padre. Nada de ir embora, fique conosco. E explicou: havia uma beb\u00ea de apenas oito meses, uma loirinha convivendo com o casal no por\u00e3o havia v\u00e1rios dias sem tomar sol. Ela poderia pegar a crian\u00e7a e lev\u00e1-la para passear na pra\u00e7a, sem despertar suspeitas. Passaria por m\u00e3e da menina, at\u00e9 porque ela, Isabel, tamb\u00e9m tinha cabelos loiros arruivados. Topou, emocionada, n\u00e3o obstante um frio na barriga, a alternar medo e coragem.<\/p>\n<p>O padre entrou e pouco minutos ap\u00f3s surgiu empurrando um carrinho de beb\u00ea, a crian\u00e7a dentro, e uma mamadeira com \u00e1gua. O sacerdote n\u00e3o usava batina \u2013 apenas um clergyman indicava a condi\u00e7\u00e3o dele.<\/p>\n<p>Combinou com Isabel: ele tamb\u00e9m iria para a pra\u00e7a. Ficaria acompanhando-as de longe, sem qualquer contato. Tudo transcorreu tranquilamente, a crian\u00e7a passeou, bebeu \u00e1gua, tomou sol, como planejado.<\/p>\n<p>Isabel volta para a rep\u00fablica, como <em>boa m\u00e3e, <\/em>e entrega a bebezinha. Faz men\u00e7\u00e3o de se despedir, e ent\u00e3o a segunda surpresa: o padre a convida para dormir na casa. Dia seguinte, repetiria o passeio com a menina, novo banho de sol. Aceitou.<\/p>\n<p>No jantar, depois de o padre ter tomado o cuidado de fechar todas as janelas da casa, ela viu surgir, sa\u00eddo do por\u00e3o, o casal, pais da menina. Participaria da Ceia de Natal antecipada \u2013 per\u00edodo natalino.<\/p>\n<p>Isabel, tomada de profunda emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do por\u00e3o, surgiram Honestino Guimar\u00e3es e a esposa dele, Isaura Botelho, m\u00e3e de Juliana, ele um dos mais procurados militantes pol\u00edticos do Brasil.<\/p>\n<p>Uma enxurrada de sentimentos, pensamentos, quase uma vertigem, ela t\u00e3o jovem e parte daquele encontro, cora\u00e7\u00e3o em descompasso.<\/p>\n<p>N\u00e3o lembra nada da conversa do decorrer do jantar.<\/p>\n<p>Quase estupefata de estar \u00e0 frente de um homem de tanta coragem, tanta entrega, dedica\u00e7\u00e3o, tanta disposi\u00e7\u00e3o em enfrentar a ditadura, admirada diante do grau de doa\u00e7\u00e3o \u00e0 luta pela liberta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Celebrava intimamente tamb\u00e9m a mesma atitude daquela mulher, daquela m\u00e3e, envolvida naquela batalha de um pa\u00eds sitiado. E ela ainda foi surpreendida com um ato, para ela, supremo, ao final do jantar, no momento do brinde com vinho: Honestino se levanta, sorrindo, alegre, ergue a ta\u00e7a e diz entusiasmado:<\/p>\n<p>\u2013 Um brinde \u00e0 vida!<\/p>\n<p>Dia seguinte, Isabel repete o passeio com a menina, e depois volta para S\u00e3o Paulo, ainda sob o impacto daquelas \u00faltimas horas, especialmente pela energia poderosa, confiante e amorosa de Honestino.<\/p>\n<p>Agora, vou deixar-me entregue ao relato de Isabel, personagem dela. Passado algum tempo, ela toma um \u00f4nibus na avenida Brigadeiro Lu\u00eds Ant\u00f4nio, e o sobressalto: no banco de tr\u00e1s, sentados, conversando, Honestino Guimar\u00e3es e Emiliano Jos\u00e9.<\/p>\n<p>\u2013 Fiquei paralisada por alguns segundos, e rapidamente Emiliano gesticulou en\u00e9rgica e discretamente um N\u00c3O com as m\u00e3os \u00e0 altura do joelho para eu n\u00e3o falar com eles e nem se aproximar. Aquele mil\u00e9simo de segundo que na ditadura entend\u00edamos tudo, sempre vivendo no fio da navalha.<\/p>\n<p>O \u00f4nibus com pouca gente. Isabel, pernas tr\u00eamulas e pesando feito chumbo. Cora\u00e7\u00e3o disparado, quase sem respirar, paga a passagem, passa na roleta, e senta no meio do \u00f4nibus junto ao corredor, sem olhar para tr\u00e1s um segundo sequer.<\/p>\n<p>\u2013 Algum tempo depois, Emiliano passou por mim, fez um discreto gesto carinhoso, passando a m\u00e3o no alto de minha cabe\u00e7a, e afagando meu cabelo, sem palavra ou contato visual. Foi um alento.<\/p>\n<p>Logo depois, Isabel desce do \u00f4nibus, as pernas ainda bambas. Parada na cal\u00e7ada, aguardando o \u00f4nibus seguir. Da janela do banco de tr\u00e1s, Honestino se vira para ela e manda um beijo com o doce olhar dele. Uma recorda\u00e7\u00e3o eterna, enquanto vida tiver.<\/p>\n<p>\u2013 Posso ver e sentir ainda hoje a cena, nitidamente. Depois, nunca mais o vi e tempos depois os boatos de sua morte\u2026 boatos, sempre boatos, tudo ent\u00e3o nebuloso, secreto, terr\u00edvel.<\/p>\n<p>Emiliano, Isabel reencontrar\u00e1 em Salvador, em 1979, trabalhando na sucursal do <em>Estad\u00e3o<\/em>, em 1979.<\/p>\n<p>\u2013 Dei um grito de felicidade: \u201cEmiliano, voc\u00ea est\u00e1 vivo!!! O gaiato se beliscou no bra\u00e7o: Acho que sim\u201d.<\/p>\n<p>Estava.<\/p>\n<p>Ainda estou aqui.<\/p>\n<p>*Honestino Guimar\u00e3es foi preso pelo CENIMAR em 10 de outubro de 1973, e desapareceu nas m\u00e3os ensanguentadas dos torturadores da ditadura militar. A fam\u00edlia n\u00e3o p\u00f4de enterr\u00e1-lo. Entre aquele outubro e fevereiro do ano seguinte, a ditadura p\u00f4s em curso uma opera\u00e7\u00e3o de exterm\u00ednio contra a A\u00e7\u00e3o Popular. Depois dele, um dos dirigentes da organiza\u00e7\u00e3o, os generais-torturadores seguiram com a ofensiva destinada a acabar com AP. Mataram, nesse per\u00edodo, Eduardo Collier, a quem encontrei na Bahia, Fernando Santa Cruz, com quem convivi na minha gest\u00e3o na Ubes, Humberto C\u00e2mara Neto, com quem tamb\u00e9m estive em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, Jos\u00e9 Carlos Novais da Mata Machado, Gildo Macedo Lacerda e Paulo Stuart Wright, todos eles, dirigentes. A AP havia enfrentado uma dissid\u00eancia \u2013 maioria tinha seguido para o PCdoB, a partir de 1972. Seguia, no entanto, em a\u00e7\u00e3o. Tal opera\u00e7\u00e3o foi fatal para o partido \u2013 poucos anos depois, desaparecer\u00e1, ao menos aquela AP.<\/p>\n<p>** Isabel chegou \u00e0 Bahia em 1979, e na terra dos orix\u00e1s, casou-se, teve uma filha, firmou-se como excelente fot\u00f3grafa, dedicada pesquisadora. Ajudou-me no livro <strong>Em carne viva<\/strong>, quando da abordagem do epis\u00f3dio de Pau de Colher, onde quatrocentos camponeses foram mortos pela metralha de um capit\u00e3o pernambucano, Optato Gueiros. \u00cdntima daquela luta como pesquisadora, me brindou com excelentes fotos, presentes na publica\u00e7\u00e3o. E agora retirou esse epis\u00f3dio a me envolver das mem\u00f3rias do subsolo.<\/p>\n<p><strong>Emiliano Jos\u00e9 <\/strong><em>\u00e9 jornalista e escritor, autor de Lamarca: O Capit\u00e3o da Guerrilha com Oldack de Miranda, Carlos Marighella: O Inimigo N\u00famero Um da Ditadura Militar, Waldir Pires \u2013 Biografia (v. I), entre outros<\/em><\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/crise-do-inss-teve-raizes-no-governo-bolsonaro-diz-ministro-da-previdencia\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Crise do INSS teve ra\u00edzes no governo Bolsonaro, di...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/tempos-de-empreendedores-sem-capital\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/photo_5107295515078405805_y-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Tempos de empreendedores sem capital<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/senador-rogerio-critica-pedido-de-anistia-a-bolsonaro-e-diz-que-prisao-preventiva-segue-a-lei\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Senador Rog\u00e9rio critica pedido de anistia a Bolson...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/meteorologia-preve-chuvas-volumosas-para-boa-parte-do-pais\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Meteorologia prev\u00ea chuvas volumosas para boa parte...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ando em tempos de compartilhar a luta pol\u00edtica, a meu modo algo inafast\u00e1vel, nessa fase da exist\u00eancia mais na fun\u00e7\u00e3o de retaguarda, com a tentativa de, passado j\u00e1 dos 80, aproximar-me de mim, esquadrinhar um pouco minha subjetividade, tarefa por si condenada ao insucesso, mas sigo, como em busca de uma utopia. 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