{"id":101549,"date":"2026-08-24T18:53:42","date_gmt":"2026-08-24T21:53:42","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-crise-climatica-ja-move-montanhas\/"},"modified":"2026-08-24T18:53:42","modified_gmt":"2026-08-24T21:53:42","slug":"a-crise-climatica-ja-move-montanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-crise-climatica-ja-move-montanhas\/","title":{"rendered":"A crise clim\u00e1tica j\u00e1 move montanhas"},"content":{"rendered":"<figure><figcaption>Arte: Alisa Gao \/ The Atlantic<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Por <strong>Christian Elliott<\/strong>, no <em>The Atlantic <\/em>| Tradu\u00e7\u00e3o: <strong>R\u00f4ney Rodrigues<\/strong><\/p>\n<p>Em escalas de tempo geol\u00f3gicas, a Terra \u00e9 um lugar din\u00e2mico. Placas tect\u00f4nicas se deslocam. Continentes se movem. Montanhas sobem e descem. Mas, durante o per\u00edodo de perman\u00eancia da humanidade no planeta, o ch\u00e3o sob nossos p\u00e9s permaneceu, em grande parte, est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Esse per\u00edodo est\u00e1vel pode agora ter chegado ao fim. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas come\u00e7aram na atmosfera, onde os gases de efeito estufa se acumulam, retendo o calor do sol. As \u00e1guas do planeta reagiram \u2014 os padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o se alteraram, geleiras e calotas polares come\u00e7aram a derreter, e o oceano absorveu generosamente calor e di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<div>\n<div><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/14--27.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/14--27.png 680w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2025\/12\/14-1-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Quando as \u00e1guas da Terra se deslocam, o solo s\u00f3lido tamb\u00e9m se desloca. Agora, o aquecimento est\u00e1 desestabilizando o solo em todo o planeta, e a geologia est\u00e1 se tornando uma ci\u00eancia em tempo real. Em cada vez mais lugares, o ch\u00e3o est\u00e1 cedendo.<\/p>\n<p>No Alasca, na Noruega, na Groenl\u00e2ndia, no Chile e na Nova Zel\u00e2ndia, bem como em todos os Alpes europeus, as montanhas est\u00e3o se desmoronando. \u00c0 medida que as geleiras recuam \u2014 algumas a taxas sem precedentes \u2014, deixam para tr\u00e1s penhascos inst\u00e1veis que antes eram sustentados pelo gelo. Em 2023, um deles desabou em um fiorde na Groenl\u00e2ndia e gerou uma onda de 200 metros que enviou ondula\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da Terra, detectadas em esta\u00e7\u00f5es de monitoramento em todo o mundo por nove dias. No Alasca, no ano passado, um tsunami gerado por deslizamento de terra atingiu um fiorde frequentado por navios de cruzeiro. Na Su\u00ed\u00e7a, no mesmo ano, parte de uma geleira de montanha se despreendeu completamente, soterrando a vila de Blatten em um deslizamento de terra catacl\u00edsmico. Na \u00faltima d\u00e9cada, os cientistas coletaram exemplos dram\u00e1ticos suficientes desse fen\u00f4meno para sugerir que eles claramente n\u00e3o s\u00e3o incidentes isolados, mas parte de um padr\u00e3o que liga a perda de geleiras ao risco de deslizamentos de terra.<\/p>\n<p>E esses deslizamentos podem se tornar ainda maiores. Quando as geleiras derreteram ap\u00f3s o \u00faltimo m\u00e1ximo glacial, h\u00e1 cerca de 20 mil anos, os deslizamentos que se seguiram foram ordens de magnitude maiores do que qualquer um que tenhamos visto na hist\u00f3ria registrada. Mas, como algumas das geleiras atuais persistiram na paisagem por mais tempo do que as daquele per\u00edodo glacial, elas tiveram tempo para esculpir penhascos \u00edngremes e inst\u00e1veis. Isso significa que \u201cainda n\u00e3o vimos os limites superiores dos deslizamentos de terra\u201d, disse-me Kristian Svennevig, ge\u00f3logo do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico da Dinamarca e Groenl\u00e2ndia. Nas regi\u00f5es \u00e1rticas, num futuro pr\u00f3ximo, a magnitude dos deslizamentos pode exceder qualquer coisa que os cientistas conhe\u00e7am no registro geol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Juntamente com as geleiras, o permafrost mant\u00e9m as montanhas unidas em altas altitudes e latitudes em todo o mundo. Ele tamb\u00e9m est\u00e1 em recuo, como os cientistas previram na d\u00e9cada de 1980 e como agora se tornou aparente em todas as extens\u00f5es do \u00c1rtico. Na cordilheira Brooks, lar do oleoduto Trans-Alasca, montanhas h\u00e1 muito congeladas come\u00e7aram a se deformar e desmoronar espontaneamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas, \u00e0 medida que sua \u201ccola\u201d de permafrost cede. \u201cEstamos empurrando essas montanhas para um estado de desequil\u00edbrio, no qual elas precisam ajustar suas encostas para corresponder ao clima de hoje\u201d, disse-me o ge\u00f3logo independente do Alasca, Bretwood Higman. Elas s\u00e3o essencialmente \u00edngremes demais para este regime de temperatura mais quente.<\/p>\n<p>\u201cComo ge\u00f3logo, achei chocante o qu\u00e3o difundido \u00e9 o aumento s\u00fabito da atividade de deslizamentos de terra\u201d, disse Higman. Quando voc\u00ea est\u00e1 acostumado a pensar em escalas que abrangem dezenas de milhares de anos, ver essas mudan\u00e7as acontecerem ao longo da vida humana \u2014 \u201c\u00e9 muito dram\u00e1tico.\u201d<\/p>\n<p>O degelo do permafrost em regi\u00f5es montanhosas j\u00e1 amea\u00e7a a infraestrutura. O Parque Nacional Denali est\u00e1 perto de concluir uma ponte de US$ 100 milh\u00f5es que se estender\u00e1 sobre um deslizamento de permafrost em movimento. Na cordilheira Brooks, engenheiros est\u00e3o bombeando refrigerante no subsolo para recongelar o permafrost e estabilizar os oleodutos. E as montanhas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas terras que est\u00e3o cedendo. O solo \u00e1rtico, s\u00f3lido como cimento, est\u00e1 se transformando em p\u00e2ntanos. Comunidades em todo o Alasca tiveram que se realocar \u00e0 medida que suas casas, tanques de combust\u00edvel, lagoas de esgoto e aterros sanit\u00e1rios tombam, derramam ou afundam. Em outros lugares, \u00e0 medida que enormes blocos subterr\u00e2neos de gelo antigo derretem, a terra ao redor desaba nos vazios deixados para tr\u00e1s, deformando estradas e engolindo edif\u00edcios. Na Sib\u00e9ria, o metano antes aprisionado explode sob o permafrost, causando crateras de 30 metros.<\/p>\n<p>\u201cQuando o permafrost descongela, tudo muda\u201d, disse-me Sue Natali, cientista do clima \u00e1rtico no Woodwell Climate Research Center. Natali e seus colegas tamb\u00e9m est\u00e3o vendo o degelo acelerar. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 uma possibilidade, e n\u00e3o \u00e9 algo local. \u00c9 algo pan-\u00e1rtico\u201d, disse ela.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>O clima tamb\u00e9m est\u00e1 alterando o solo em latitudes mais baixas. Uma atmosfera mais quente ret\u00e9m mais umidade, o que significa eventos de chuva mais frequentes e extremos. Nos \u00faltimos anos, os cientistas come\u00e7aram a modelar como esse tipo de chuva aumentar\u00e1 o risco de deslizamentos e a vincular eventos individuais a tempestades tornadas mais dram\u00e1ticas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cChuvas mais fortes, mais intensas e de maior dura\u00e7\u00e3o t\u00eam maior possibilidade de gerar deslizamentos de terra\u201d, disse-me Jonathan Godt, que lidera o programa de riscos de deslizamentos do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos. Esses tipos de fluxos de detritos e deslizamentos de lama agora amea\u00e7am mais comunidades. Na Carolina do Norte, o furac\u00e3o Helene desencadeou mais de 2 mil deslizamentos de terra em uma semana. Na Calif\u00f3rnia, encostas devastadas por explora\u00e7\u00e3o madeireira e inc\u00eandios florestais causados pela seca deslizam ap\u00f3s fortes chuvas \u2014 um deslizamento de lama em Montecito destruiu 100 casas e matou 23 pessoas em 2018. Os deslizamentos de terra j\u00e1 causam US$ 20 bilh\u00f5es em danos globalmente, e esse custo s\u00f3 aumentar\u00e1 com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os cientistas j\u00e1 conseguiram catalogar os efeitos do derretimento das geleiras, do degelo do permafrost e das chuvas extremas. Outras consequ\u00eancias dram\u00e1ticas das mudan\u00e7as nos padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o \u2014 erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas e terremotos \u2014 est\u00e3o apenas come\u00e7ando a ser compreendidas.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, em seu livro *Waking the Giant*, o vulcan\u00f3logo da University College London, Bill McGuire, compilou d\u00e9cadas de pesquisas sobre paleoclima para prever que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas poderiam levar a mais erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas e terremotos. Um aumento na atividade vulc\u00e2nica e tect\u00f4nica seria uma resposta natural ao fim de um per\u00edodo glacial. Durante milhares de anos, a crosta terrestre, que estava comprimida pelo gelo, vem se recuperando lentamente. Esse processo libera a press\u00e3o de falhas e vulc\u00f5es h\u00e1 muito subduzidos, como os da Isl\u00e2ndia. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas de origem antr\u00f3pica est\u00e3o apenas acelerando esses processos. E a \u00e1gua, seja de chuvas extremas ou do degelo glacial, pode percolar em rachaduras subterr\u00e2neas para aumentar a press\u00e3o sobre as rochas e reduzir o atrito ao longo das falhas, desencadeando tanto terremotos quanto erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas.<\/p>\n<p>No ano passado, pesquisadores na Su\u00ed\u00e7a e na Fran\u00e7a encontraram algumas das evid\u00eancias mais claras at\u00e9 agora de que o degelo glacial pode de fato afetar os riscos s\u00edsmicos em regi\u00f5es de alta altitude. Ap\u00f3s um per\u00edodo de intenso degelo glacial em 2015, uma s\u00e9rie de pequenos terremotos atingiu as Grandes Jorasses, no Maci\u00e7o do Mont Blanc, na fronteira entre Fran\u00e7a e It\u00e1lia; a probabilidade de um terremoto de magnitude 3,0 aumentou 10 vezes, disse-me Toni Kraft, sism\u00f3logo do Servi\u00e7o Sismol\u00f3gico Su\u00ed\u00e7o da ETH Zurique e um dos autores de um artigo relacionado. Esses tremores ainda s\u00e3o pequenos, mas podem desencadear quedas de rochas que j\u00e1 est\u00e3o em ascens\u00e3o em todos os Alpes.<\/p>\n<p>Falk Amelung, geocientista da Universidade de Miami, tamb\u00e9m argumentou \u2014 de forma um tanto controversa \u2014 que as chuvas extremas impulsionadas pelo clima podem ter levado \u00e0 dram\u00e1tica erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o K\u012blauea, no Hava\u00ed, em 2018. Os cientistas n\u00e3o conseguiram encontrar um mecanismo desencadeador \u00f3bvio para a erup\u00e7\u00e3o, e Amelung levantou a hip\u00f3tese de que a chuva havia se infiltrado no edif\u00edcio do vulc\u00e3o e aumentado a press\u00e3o dos poros na rocha, a quil\u00f4metros de profundidade, para as taxas mais altas em quase 50 anos. Os vulcanologistas do USGS n\u00e3o ficaram convencidos: uma liga\u00e7\u00e3o entre precipita\u00e7\u00e3o intensa e alguns tipos de atividade vulc\u00e2nica \u00e9 amplamente aceita, mas alguns cientistas ainda rejeitam a teoria de que uma erup\u00e7\u00e3o como a do K\u012blauea pudesse ser causada pela \u00e1gua que atinge o magma abaixo. Se Amelung e outros em seu campo estiverem certos, no entanto, at\u00e9 700 vulc\u00f5es podem estar em risco de explos\u00f5es de c\u00fapula e colapso de flancos nos pr\u00f3ximos 80 anos, ele calculou.<\/p>\n<p>\u201cO sistema deve estar fortemente tensionado, de modo que esteja pr\u00f3ximo de se romper de qualquer maneira\u201d, disse-me ele. \u201cE ent\u00e3o essa pequena mudan\u00e7a de tens\u00e3o devido \u00e0 \u00e1gua o leva ao limite.\u201d<\/p>\n<p>Durante a longa hist\u00f3ria da Terra, pequenas perturba\u00e7\u00f5es causaram oscila\u00e7\u00f5es de mil\u00eanios entre condi\u00e7\u00f5es de estufa e de glacia\u00e7\u00e3o. A quantidade de di\u00f3xido de carbono que bombeamos para a atmosfera, a uma taxa mais alta do que nunca na hist\u00f3ria geol\u00f3gica da Terra, \u00e9 uma perturba\u00e7\u00e3o bastante significativa, que ent\u00e3o causa suas pr\u00f3prias perturba\u00e7\u00f5es significativas. \u201cA crosta n\u00e3o est\u00e1 isolada. Est\u00e1 sempre conectada. O clima, as camadas fluidas, a camada s\u00f3lida \u2014 n\u00e3o se pode separ\u00e1-las\u201d, disse-me Benedikt Soja, geocientista da ETH Zurique. A atmosfera, o oceano e a terra s\u00e3o sistemas interativos, e seu fr\u00e1gil equil\u00edbrio est\u00e1 reagindo em conjunto ao estresse que colocamos sobre eles.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Impactos v\u00e3o al\u00e9m das regi\u00f5es polares. Uma onda de deslizamentos, degrada\u00e7\u00e3o do solo, terremotos e danos a infraestruturas pode estar s\u00f3 come\u00e7ando<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/terraeantropoceno\/a-crise-climatica-ja-move-montanhas\/\">A crise clim\u00e1tica j\u00e1 move montanhas<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":101550,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[15843,80682,5511,9231,1501,80683,80684,10412,570,80685,24849,68512,68241,108,5840],"tags":[],"class_list":["post-101549","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-altas-temperaturas","category-atmosfera","category-capa","category-chuvas-extremas","category-clima","category-erupcoes-vulcanicas","category-geleiras","category-humanidade","category-mudancas-climaticas","category-oceano","category-permafrost","category-planeta","category-precipitacao","category-terra","category-terra-e-antropoceno"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=101549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101549\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/101550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=101549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=101549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=101549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}