{"id":102034,"date":"2026-08-27T16:32:17","date_gmt":"2026-08-27T19:32:17","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/violencia-cinema-e-desejo-2\/"},"modified":"2026-08-27T16:32:17","modified_gmt":"2026-08-27T19:32:17","slug":"violencia-cinema-e-desejo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/violencia-cinema-e-desejo-2\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia, cinema e desejo"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"844\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo_4936184997262068860_w-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/08\/photo_4936184997262068860_w-1-1500x844.jpg 1500w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/08\/photo_4936184997262068860_w-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/08\/photo_4936184997262068860_w-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/08\/photo_4936184997262068860_w-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo_4936184997262068860_w-1.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><figcaption>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Anatomia do slasher<\/strong><\/h3>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><em>Acampamento Miasma<\/em> continua o projeto de criar fic\u00e7\u00f5es que s\u00e3o ao mesmo tempo coment\u00e1rios sobre o papel do espectador e o papel que as narrativas t\u00eam em moldar os sujeitos. Dessa vez, o objeto adotado \u00e9 o g\u00eanero do slasher, muito popular at\u00e9 aproximadamente o come\u00e7o dos anos 2000. Um subg\u00eanero do horror, o slasher consiste geralmente em hist\u00f3rias nas quais um assassino, muitas vezes mudo e com for\u00e7a f\u00edsica inexplicavelmente extra-humana, mata um por um os personagens do filme, at\u00e9 restar um casal ou apenas uma garota, a popular \u201cfinal girl\u201d. N\u00e3o \u00e9 incomum que nessas hist\u00f3rias exista alguma moral francamente conservadora, com jovens sendo punidos com a morte por tentarem fazer sexo ou usar drogas. Franquias como <em>Sexta-feira 13<\/em>, <em>Halloween <\/em>e <em>O Massacre da Serra El\u00e9trica<\/em> estabeleceram as bases do g\u00eanero. Nos anos 2000, a s\u00e9rie <em>P\u00e2nico <\/em>revitalizou o slasher ao brincar com os clich\u00eas e conven\u00e7\u00f5es de obras passadas. Ultimamente, produtoras como a A24 e a pr\u00f3pria Netflix t\u00eam buscado revitaliza\u00e7\u00f5es de premissas do slasher atrav\u00e9s de algumas obras originais e do resgate de velhas franquias como <em>Halloween, <\/em>que frequentemente sofrem reboots, relan\u00e7amentos e continua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 desse mundo de esgotamento que Schoenbrun parte para construir seu longa. J\u00e1 no gesto de voltar a colocar os cr\u00e9ditos na abertura do filme, como era comum nos anos 1970 e 1980, somos apresentados a toda uma maneira de funcionamento da cultura de massas. A abertura cumpre o papel de contar a hist\u00f3ria da franquia fict\u00edcia<em> Acampamento Miasma<\/em> atrav\u00e9s de imagens de fitas vhs, depois dvd \u2018s, al\u00e9m de jogos de videogames, bonequinhos, materiais de jornais, bibel\u00f4s e todo tipo de produtos. Vemos a evolu\u00e7\u00e3o de um fen\u00f4meno midi\u00e1tico que vai aos poucos sendo esquecido. Esse m\u00e9todo de apresenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 coloca o espectador diante de um clima e de um problema, at\u00e9 por apresentar a foto da protagonista, Kris (Hannah Einbinder), ao mesmo tempo em que sinaliza que o filme foi escrito e dirigido por Jane Schoenbrun. \u00c9 um gesto de embaralhamento claro entre diretora e personagem, criador e criatura que ser\u00e1 explorado ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<h3><strong>Embaralhamentos m\u00faltiplos entre fic\u00e7\u00e3o e realidade<\/strong><\/h3>\n<p>A premissa do filme vem confirmar essa primeira sugest\u00e3o dos cr\u00e9ditos. Kris \u00e9 na verdade uma diretora em ascens\u00e3o que recebeu carta branca para fazer um reboot da mencionada s\u00e9rie <em>Acampamento Miasma<\/em>, livrando-se dos tra\u00e7os de misoginia e transfobia problem\u00e1ticos do passado e tornando o universo do filme mais palat\u00e1vel \u00e0s sensibilidades \u201cwoke\u201d do presente. Para reabilitar a franquia, por\u00e9m, ela quer trazer de volta Billy (Gillian Anderson), a \u201cfinal girl\u201d do filme original, que hoje vive no acampamento onde foi filmada a obra. Temos ent\u00e3o dois conflitos: o de Kris tentando convencer Billy a participar do seu filme, e o da mesma Kris com os produtores que n\u00e3o necessariamente concordam com todas as suas propostas metaficcionais e com o resgate de Billy.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Prancheta--31.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Prancheta--31.png 680w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2022\/12\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>S\u00e3o muitos os espelhamentos e confus\u00f5es poss\u00edveis entre os dilemas da diretora Schoenbrun e os de Kris. O filme se vale justamente dessa confus\u00e3o entre fic\u00e7\u00e3o e realidade para estabelecer sua linguagem. Um elemento estranho que logo chamar\u00e1 aten\u00e7\u00e3o do espectador \u00e9 o fato de que todos os personagens parecem conversar de forma muito artificial e fria, \u00e0s vezes debatendo interpreta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas sobre o horror, o cinema e a distribui\u00e7\u00e3o de filmes. Uma das produtoras fala mais de uma vez que Kris est\u00e1 fazendo uma alegoria e a diretora n\u00e3o consegue fruir as obras sem interpret\u00e1-las e construir problematiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O efeito de fazer os personagens explicitar verbalmente todas as estrat\u00e9gias poss\u00edveis do filme e at\u00e9 antecipar poss\u00edveis interpreta\u00e7\u00f5es confunde o espectador. A impress\u00e3o \u00e9 a de que todos os personagens sabem que est\u00e3o dentro de um filme e atuam mal propositalmente, causando um efeito levemente c\u00f4mico e perturbador.<\/p>\n<p>At\u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o de Pequena morte, o monstro assassino do filme, segue essa l\u00f3gica. Os produtores falam que o reboot deveria ser uma hist\u00f3ria de origem e de certa forma \u00e9 o que acontece. A lenda diz que Pequena morte teria sido uma pessoa n\u00e3o-bin\u00e1ria, que viveria alguns dias com a identidade masculina, e outros com a identidade feminina, por isso mesmo castigada violentamente por homens e mulheres conservadores de sua \u00e9poca. Em sua nova encarna\u00e7\u00e3o como Pequena morte, elu teria se tornado um monstro assassino cuja cabe\u00e7a tem o formato de uma sa\u00edda de ventila\u00e7\u00e3o. Tudo muito evidente: um nome que faz refer\u00eancia ao orgasmo, uma m\u00e1scara\/rosto que subtrai qualquer identidade\/subjetividade e nos devolve o olhar vazio e frio de algo que pode ser associado \u00e0 uma c\u00e2mera, um quadrado negro.<\/p>\n<h3><strong>Uma par\u00f3dia anti-nost\u00e1lgica<\/strong><\/h3>\n<p>Por tudo isso, <em>Acampamento Miasma<\/em> \u00e9, enquanto slasher, estranho e incoerente: os personagens est\u00e3o sempre conversando sobre fic\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de filmes; n\u00e3o h\u00e1 exatamente jumpscares e at\u00e9 mesmo as sequ\u00eancias de assassinato de forma alguma tem a inten\u00e7\u00e3o de causar medo ou apreens\u00e3o no espectador. Pelo contr\u00e1rio, em duas longas sequ\u00eancias de assassinatos, \u00e9 como se Pequena Morte vivesse em um estilizado clipe da MTV, super colorido e cool, um dos muitos anacronismos do filme. Parte de seu estranhamento vem justamente da confus\u00e3o deliberada de tempos e est\u00e9ticas cinematogr\u00e1ficas. Valoriza-se muito mais uma est\u00e9tica superficial e quase publicit\u00e1ria, sem a visceralidade e peso que se esperaria de um filme recheado de assassinatos e corpos ensanguentados (inclusive porque na maior parte das mortes de coadjuvantes, \u00e9 como se o vil\u00e3o estivesse fazendo uma verdadeira \u201climpa\u201d, eliminando as pessoas caretas e chatas). O filme arranca risos em maior quantidade do que sustos, por ser muito mais uma par\u00f3dia do que um slasher propriamente dito. \u00c9 como se Schoenbrun tivesse feito um r\u00e9quiem para o g\u00eanero.<\/p>\n<p>Se lido como par\u00f3dia, portanto, <em>Acampamento Miasma <\/em>funciona e torna-se uma pe\u00e7a de questionamento, mais do que de nostalgia ou de respostas f\u00e1ceis. Voltando \u00e0 Kris, sua rela\u00e7\u00e3o com Billy rapidamente torna-se um romance, muito mediado pela figura de Pequena Morte. Media\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra, j\u00e1 que no mundo do filme descobrimos que tudo parece vir do fundo do lago onde vive o monstro, na verdade um demiurgo criador que envia de tempos em tempos \u00e0 superf\u00edcie suas fitas de v\u00eddeo. A \u201crealidade\u201d de fato \u00e9 cria\u00e7\u00e3o do monstro orgasmo\/c\u00e2mera\/dire\u00e7\u00e3o, figura inquietante de um entrela\u00e7amento entre sexo, desejo e imagem.<\/p>\n<p>Esse entrela\u00e7amento se intensifica quando Kris confessa a Billy seus bloqueios e quest\u00f5es de ordem sexual. \u00c9 como se ela tivesse verdadeiro tes\u00e3o no que \u00e9 propriamente da ordem da viol\u00eancia e at\u00e9 do abuso, do assassinato e da morte. Sua libido est\u00e1 nas imagens cinematogr\u00e1ficas de viol\u00eancia, por mais tenebrosas que elas sejam, e por mais que ela sinta isso como algo perturbador e equivocado. Billy ainda aprofunda essa ambiguidade, ao sugerir que na cena clim\u00e1tica em que sua personagem morre no filme original ela estava na verdade sendo sexualmente abusada. Pra piorar, ela ainda d\u00e1 a entender que nessa cena ela sentiu profundo prazer. Confus\u00e3o entre orgasmo e viol\u00eancia sexual, confus\u00e3o entre ilus\u00e3o do cinema e realidade da carne. \u00c9 esse tipo de contamina\u00e7\u00e3o que Schoenbrun explicita em seu filme.<\/p>\n<p>Uma das cenas que explora bem todas as facetas de <em>Acampamento Miasma<\/em> \u00e9 a fuga de Kris, perseguida por Pequena Morte. Absolutamente por nenhum motivo ela fica apenas de calcinha e camiseta, correndo em v\u00e3o para se esconder de seu algoz. O tropo da garota bonita prestes a ser castigada por um assassino cruel \u00e9 aqui ambiguamente parodiado e homenageado. Para o deleite de um olhar objetificador, a garota bonita corre enquanto a c\u00e2mera enfoca seu corpo, mas tudo isso \u00e9 t\u00e3o evidente, t\u00e3o ridicularizado, que ganha novos contornos.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil decodificar precisamente tudo o que Schoenbrun quis fazer com seu filme e talvez n\u00e3o seja poss\u00edvel dar imediatamente uma leitura que sirva como ponto final \u00e0s imagens e problemas que ele prop\u00f5e, e nisso est\u00e1 sua grande qualidade.<\/p>\n<p>Os personagens anunciam interpreta\u00e7\u00f5es e teses o tempo todo, mas o que ela nos devolve s\u00e3o imagens que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o facilmente decodific\u00e1veis quanto parecem, colocando em crise nossas leituras convencionais dos filmes de terror e nossa rela\u00e7\u00e3o com eles enquanto espectadores. Ela n\u00e3o criou no filme uma tese fechada sobre o desejo e as imagens, ou sobre a rela\u00e7\u00e3o entre viol\u00eancia e prazer, mas articulou v\u00e1rias quest\u00f5es de forma a deixar o espectador intrigado e pensar sobre certos problemas. Com isso, transformou o que seria uma inocente par\u00f3dia em um verdadeiro ensaio sobre sexo, fic\u00e7\u00e3o, constitui\u00e7\u00e3o de subjetividade, olhar e desejo. Talvez, ao construir uma alegoria cheia de arestas e sem uma tese clara, o que ela queria era justamente questionar a sanha interpretativa de todos n\u00f3s espectadores contempor\u00e2neos.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Revitaliza o g\u00eanero <i>slasher<\/i> e confunde fic\u00e7\u00e3o e realidade. Uma par\u00f3dia questionadora que brinca com a sanha interpretativa do espectador<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/poeticas\/violencia-cinema-e-desejo\/\">Viol\u00eancia, cinema e desejo<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":102035,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[80862,29348,488,80863,10596,37111,80864,80865,80866,40757,5499,8160,77],"tags":[],"class_list":["post-102034","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acampamento-miasma","category-assassinatos","category-cinema","category-constituicao-de-subjetividade","category-desejo","category-ficcao","category-final-girl","category-horror","category-jane-schoenbrun","category-longa-metragem","category-poeticas","category-slasher","category-violencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102034","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=102034"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/102034\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/102035"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=102034"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=102034"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=102034"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}