{"id":104786,"date":"2026-09-16T14:18:36","date_gmt":"2026-09-16T17:18:36","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/diante-da-crise-climatica-reinventar-as-cidades\/"},"modified":"2026-09-16T14:18:36","modified_gmt":"2026-09-16T17:18:36","slug":"diante-da-crise-climatica-reinventar-as-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/diante-da-crise-climatica-reinventar-as-cidades\/","title":{"rendered":"Diante da crise clim\u00e1tica, reinventar as cidades"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"799\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/photo_4997097649383083687_w-2048x1091.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/09\/photo_4997097649383083687_w-1500x799.jpg 1500w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/09\/photo_4997097649383083687_w-300x160.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/09\/photo_4997097649383083687_w-768x409.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/09\/photo_4997097649383083687_w-1536x818.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/photo_4997097649383083687_w-2048x1091.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><figcaption>Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/SDG Local Action<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Centros urbanos ao redor do mundo s\u00e3o tanto causa quanto v\u00edtima da crise clim\u00e1tico-ecol\u00f3gica global. Apesar disso, eles poderiam se tornar portadores de solu\u00e7\u00f5es significativas.<\/p>\n<p>Com essas premissas, seis organiza\u00e7\u00f5es europeias da sociedade civil participaram de um projeto internacional para conceitualizar e projetar a transi\u00e7\u00e3o para cidades resilientes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas de forma sustent\u00e1vel. Para isso, dizem que \u00e9 essencial n\u00e3o apenas buscar solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, mas, fundamentalmente, apostar em uma mudan\u00e7a radical na forma como entendemos a economia, o bem-estar social e a participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dois anos de estudo cooperativo, o Instituto Transnacional (TNI) e o Commons Network (Rede Comum), em Amsterd\u00e3, Holanda; Oikos, em Ghent, B\u00e9lgica; FUHEM, de Madri, Espanha; NaZemi, de Brno, Tchequia; e o Instituto de Ecologia Pol\u00edtica (Institut za politi\u010dku ekologiju, IPE), de Zagreb, Cro\u00e1cia, acabam de publicar suas descobertas no Manual <em>Cidades al\u00e9m do crescimento (Cities Beyond Growth Handbook<\/em>), um guia pedag\u00f3gico para repensar a vida em grandes centros urbanos sob uma perspectiva de \u201cp\u00f3s-crescimento\u201d.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1-13.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1-13.png 680w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2025\/12\/15-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Resultante da consulta e do interc\u00e2mbio com 1.700 cidad\u00e3os em 100 pa\u00edses, essa perspectiva pressup\u00f5e a participa\u00e7\u00e3o ativa de comunidades e de governos locais em um processo que, gradualmente, os transforme em agentes de transi\u00e7\u00f5es inclusivas e democr\u00e1ticas e em dire\u00e7\u00e3o a uma economia \u201cp\u00f3s-crescentista\u201d.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 apoiado pelo programa educacional europeu Erasmus+, e tem como ponto de partida e de chegada a hip\u00f3tese de que \u201cmodelos econ\u00f4micos voltados para o crescimento n\u00e3o s\u00e3o mais sustent\u00e1veis do ponto de vista ecol\u00f3gico, social ou pol\u00edtico\u201d. Tem como principal corol\u00e1rio que qualquer economia que aspire a proporcionar condi\u00e7\u00f5es de vida dignas para as gera\u00e7\u00f5es presentes e futuras deve ir al\u00e9m do crescimento como l\u00f3gica organizativa do desenvolvimento urbano e avan\u00e7ar para uma economia p\u00f3s-crescimento baseada no bem-estar, na sufici\u00eancia e na autodetermina\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. (<em>https:\/\/www.tni.org\/es\/publicacion\/cities-beyond-growth-manual<\/em>).<\/p>\n<h3><strong>As duas faces urbanas<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 nas cidades que se concentram as maiores emiss\u00f5es de carbono e as mais graves desigualdades sociais, e \u00e9 nelas que se geram o maior n\u00famero de decis\u00f5es pol\u00edticas cruciais que impactam o destino de centenas de milh\u00f5es de pessoas. As estat\u00edsticas confirmam isso: as 1.000 maiores cidades respondem por mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, gerando aproximadamente 70% das emiss\u00f5es globais de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082), esse g\u00e1s nocivo que ret\u00e9m calor na atmosfera e gera mudan\u00e7as clim\u00e1ticas prejudiciais.<\/p>\n<p>De acordo com um relat\u00f3rio recente da ONU-Habitat, a ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas dedicada a promover o desenvolvimento urbano, atualmente, cerca de 3.4 bilh\u00f5es de pessoas n\u00e3o t\u00eam acesso a moradias seguras, protegidas e adequadas, incluindo mais de 1 bilh\u00e3o que vivem em assentamentos informais e favelas em condi\u00e7\u00f5es muito dif\u00edceis. Entre elas a instabilidade da ocupa\u00e7\u00e3o de seus lotes, a superlota\u00e7\u00e3o, a exposi\u00e7\u00e3o a riscos ambientais e o acesso limitado a servi\u00e7os b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 nas cidades onde se experimenta de maneira mais densa e tang\u00edvel as consequ\u00eancias do crescimento: polui\u00e7\u00e3o, desigualdade, segrega\u00e7\u00e3o espacial e excesso de trabalho, bem como o impacto amplificado de eventos clim\u00e1ticos extremos, como ondas de calor vorazes e enchentes.<\/p>\n<p>No entanto, as cidades continuam sendo os espa\u00e7os naturais onde a comunidade humana est\u00e1 organizada, onde os esfor\u00e7os cooperativos constroem alternativas e onde os governos locais poderiam agir de forma mais regular, eficaz e r\u00e1pida do que o governo federal. E, por essa raz\u00e3o, os participantes do projeto concordam que as cidades representam o cen\u00e1rio mais promissor para uma mudan\u00e7a transformadora. Desde que \u2013ressaltam\u2013 seus habitantes apostem em uma mudan\u00e7a radical na forma como entendem e vivem a economia, o cuidado social e a participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n<h3><strong>Cidades do futuro<\/strong><\/h3>\n<p>O maior problema com o conceito de \u201ccrescimento\u201d, diz o projeto <em>Cidades al\u00e9m do crescimento<\/em>, \u00e9 que, at\u00e9 agora, o indicador de refer\u00eancia considera a expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) como a principal taxa de sucesso, mesmo que este nunca tenha sido projetado com perspectivas de progresso social para todos de forma igual e menos ainda objetivando alcan\u00e7ar a sa\u00fade ambiental.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arte-1_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Arte-1_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90.png 728w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2025\/02\/Arte-1_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90-300x37.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Apesar dessa defici\u00eancia intr\u00ednseca, os Estados adotaram o PIB como conceito orientador fundamental. No entanto, o que o imp\u00e9rio do PIB conquistou foi criar uma lacuna crescente entre a chamada \u201csa\u00fade das economias\u201d e a experi\u00eancia real dos cidad\u00e3os dessas sociedades. Paradoxalmente, com frequ\u00eancia, o PIB aumenta devido a vazamentos de petr\u00f3leo, desmatamentos e enchentes, ou quando f\u00e1bricas demitem seus trabalhadores e os acionistas ficam com os lucros e outros benef\u00edcios.<\/p>\n<p>Os participantes do projeto concordam que esse modelo produz \u201ccrises ecossociais\u201d, pois possibilita \u201ca converg\u00eancia de colapsos ecol\u00f3gicos, sociais e pol\u00edticos que t\u00eam origem no capitalismo\u201d. Essa correla\u00e7\u00e3o entre \u201ccrescimento\u201d e deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade da comunidade humana \u00e9 \u00f3bvia, por exemplo, quando se considera que os 10% dos europeus com maiores rendas geram mais emiss\u00f5es de gases de efeito estufa do que os 50% mais pobres. De forma alguma existem \u201cfalhas t\u00e9cnicas suscet\u00edveis a solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas\u201d, afirmam enfaticamente as seis ONGs que promoveram o projeto, mas o que est\u00e1 em jogo aqui s\u00e3o as \u201ctend\u00eancias estruturais de uma economia dependente do crescimento\u201d econ\u00f4mico como um fim em si mesmo, sem levar em conta outras dimens\u00f5es-chave da vida, como o trabalho de cuidados n\u00e3o remunerados ou o funcionamento adequado dos ecossistemas.<\/p>\n<h3><strong>Alternativas poss\u00edveis<\/strong><\/h3>\n<p>A quest\u00e3o chave que surge do projeto \u00e9: como fazer da economia um facilitador do tipo de vida que as pessoas querem ter e do tipo de planeta que querem deixar para as futuras gera\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>A consulta promovida pelas seis ONGs europeias identifica o \u201cp\u00f3s-crescimento\u201d como a melhor op\u00e7\u00e3o de resposta. Uma mudan\u00e7a de rumo que implica nos afastarmos da expans\u00e3o infinita da produ\u00e7\u00e3o e do consumo de bens materiais para nos reorientarmos em dire\u00e7\u00e3o ao bem-estar sustentado das pessoas e do planeta. Trata-se de \u201cdecidir deliberadamente quais atividades econ\u00f4micas devem ser ampliadas (como cooperativas de energias renov\u00e1veis, sistemas alimentares comunit\u00e1rios, servi\u00e7os p\u00fablicos, cuidados) e quais devem ser reduzidas (combust\u00edveis f\u00f3sseis, especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, agricultura industrial, publicidade)\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, e n\u00e3o menos importante, essa transi\u00e7\u00e3o deve ser justa, superando, em todos os n\u00edveis, per\u00edodos anteriores de transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, que, repetidamente, concentraram o custo do crescimento nos mais vulner\u00e1veis. N\u00e3o negoci\u00e1vel: o \u201cp\u00f3s-crescimento\u201d se recusa a repetir esse padr\u00e3o hist\u00f3rico.<\/p>\n<h3><strong>Marcos conceituais do projeto<\/strong><\/h3>\n<p>Existem v\u00e1rios marcos conceituais que as seis ONGs envolvidas nesse projeto consideraram. De forma alguma s\u00e3o conceitos conflitantes; mas, s\u00e3o representativos de perspectivas complementares. E, devidamente harmonizados, ponto de partida para a convic\u00e7\u00e3o comum de que crescimento econ\u00f4mico n\u00e3o \u00e9, necessariamente, sin\u00f4nimo de progresso social. Al\u00e9m disso, que o desenho de economias em torno do verdadeiro desenvolvimento humano e ecol\u00f3gico \u00e9 algo t\u00e3o necess\u00e1rio quanto poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O <em>decrescimento<\/em>, que visa explicitamente reduzir os setores mais prejudiciais da economia (como o consumo de energia e de bens materiais) e investir mais no que \u00e9 vital para a vida humana. A <em>economia do bem-estar<\/em>, que d\u00e1 prioridade absoluta ao bem-estar humano e ecol\u00f3gico antes do PIB e que sempre leva em conta os limites planet\u00e1rios em detrimento dos apetites individuais e corporativos. A <em>economia do donut<\/em>, uma forma espacial e visual que representa em um mapa at\u00e9 que ponto uma cidade ou um pa\u00eds atende simultaneamente \u00e0s necessidades sociais de seus moradores \u2013o anel interno\u2013 e permanece dentro dos limites planet\u00e1rios \u2013o anel externo. E a <em>economia do Estado estacion\u00e1rio<\/em>, enraizada na tradi\u00e7\u00e3o da economia ecol\u00f3gica, que sustenta que a economia deve estabilizar seu fluxo de energia e de materiais dentro dos limites regenerativos e assimilativos dos ecossistemas para alcan\u00e7ar um desenvolvimento qualitativo sem expans\u00e3o quantitativa. O consenso fundamental \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o de que crescimento n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de progresso social, e que projetar explicitamente economias em torno do florescimento humano e ecol\u00f3gico \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1rio quanto poss\u00edvel.<\/p>\n<h3><strong>A sufici\u00eancia como conceito orientador<\/strong><\/h3>\n<p>Um princ\u00edpio essencial nessa busca por alternativas \u00e9 o da \u201csufici\u00eancia\u201d, se procura <em>garantir o suficiente <\/em>em vez de maximizar a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Energia suficiente para que a comunidade possa se proteger do frio ou do calor extremos; comida suficiente para uma boa nutri\u00e7\u00e3o; moradia suficiente para viver com dignidade; tempo suficiente para cuidar-nos mutuamente.<\/p>\n<p>Diferentemente do conceito de \u201cefici\u00eancia\u201d, que comumente implica reduzir o consumo individual ao ponto de austeridade ou priva\u00e7\u00e3o, o conceito de sufici\u00eancia prop\u00f5e reduzir o consumo no n\u00edvel do sistema como um todo, levando em conta e de forma respons\u00e1vel os limites da energia planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o proposta pelas seis ONGs tamb\u00e9m favorece uma forma alternativa e mais respons\u00e1vel de responder a duas quest\u00f5es inevit\u00e1veis: quanto \u00e9 suficiente e para quem. No caso hipot\u00e9tico da popula\u00e7\u00e3o das cidades europeias, por exemplo, uma economia de sufici\u00eancia energ\u00e9tica significaria mais seguran\u00e7a, mais tempo dispon\u00edvel e para compartilhar. E se algu\u00e9m precisa reduzir, sem d\u00favida \u00e9 a camada superior do consumo.<\/p>\n<p>Tecnicamente falando, as organiza\u00e7\u00f5es que participaram desse projeto concluem consensualmente que uma interven\u00e7\u00e3o na chave do p\u00f3s-crescimento desacelera, reduz e reconstitui os fluxos materiais da urbaniza\u00e7\u00e3o. Em termos pol\u00edticos, tal interven\u00e7\u00e3o busca articular as pol\u00edticas anticapitalistas ou p\u00f3s-capitalistas necess\u00e1rias para alcan\u00e7ar esse objetivo. Ambas as dimens\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias e complementares.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Rose Lima.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Um conjunto de organiza\u00e7\u00f5es cr\u00edticas ao sistema prop\u00f5e mudan\u00e7a radical, a come\u00e7ar pela economia. Resili\u00eancia urbana exige reverter, inclusive, o excesso de trabalho: efici\u00eancia \u00e9 garantir o suficiente<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/outras-cidades\/diante-da-crise-climatica-reinventar-as-cidades\/\">Diante da crise clim\u00e1tica, reinventar as cidades<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":104787,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[80530,1011,154,23339,27531,570,30105,12421,1005,2387],"tags":[],"class_list":["post-104786","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-centros-urbanos","category-cidades","category-crise-climatica","category-desigualdades-sociais","category-emissoes-de-carbono","category-mudancas-climaticas","category-outras-cidades","category-progresso-social","category-sustentabilidade","category-urbanizacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104786","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104786"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104786\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}