{"id":105777,"date":"2026-09-24T17:48:34","date_gmt":"2026-09-24T20:48:34","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/seminario-da-reporter-brasil-debate-condicoes-de-trabalho-na-cadeia-produtiva-da-moda\/"},"modified":"2026-09-24T17:48:34","modified_gmt":"2026-09-24T20:48:34","slug":"seminario-da-reporter-brasil-debate-condicoes-de-trabalho-na-cadeia-produtiva-da-moda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/seminario-da-reporter-brasil-debate-condicoes-de-trabalho-na-cadeia-produtiva-da-moda\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio da Rep\u00f3rter Brasil debate condi\u00e7\u00f5es de trabalho na cadeia produtiva da moda"},"content":{"rendered":"<p><strong>DE S\u00c3O PAULO (SP) \u2014 <\/strong>Representantes de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, entidades da sociedade civil, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, setor privado e organiza\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 defesa de direitos trabalhistas e da popula\u00e7\u00e3o migrante participaram, nos dias 1\u00ba e 2 de setembro, em S\u00e3o Paulo (SP), do Semin\u00e1rio Nacional sobre as Condi\u00e7\u00f5es de Trabalho na Cadeia Produtiva da Moda e T\u00eaxtil.<\/p>\n<p>Promovido pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil <\/strong>com recursos do Instrumento de Vizinhan\u00e7a, Desenvolvimento e Coopera\u00e7\u00e3o Internacional da Uni\u00e3o Europeia, o encontro teve o apoio do MPT-SP (Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho de S\u00e3o Paulo), do projeto Rea\u00e7\u00e3o em Cadeia, coordenado pelo MPT na Bahia, do InPACTO (Instituto Pacto Nacional pela Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo) e da Comiss\u00e3o Especial de Direito da Moda da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>Durante os dois dias do evento, os participantes debateram os desafios do combate \u00e0 superexplora\u00e7\u00e3o na cadeia produtiva da moda, incluindo a submiss\u00e3o de trabalhadores migrantes a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o no setor, e poss\u00edveis estrat\u00e9gias de enfrentamento do problema.\u00a0<\/p>\n<p>A terceiriza\u00e7\u00e3o \u2014 e, em alguns casos, a quarteiriza\u00e7\u00e3o \u2014 do processo produtivo e a press\u00e3o de grandes marcas de roupas para que oficinas de costura entreguem pe\u00e7as a pre\u00e7os baixos e em prazos curtos foram apontados como alguns dos principais fatores para a realidade de baixa remunera\u00e7\u00e3o, jornadas exaustivas e condi\u00e7\u00f5es degradantes sofridas por parte dos trabalhadores do setor.<\/p>\n<p>\u201cMal conseguimos sobreviver recebendo R$ 5 por uma pe\u00e7a que poderia ser R$ 25 ou R$ 40, por exemplo\u201d, disse uma das participantes, a boliviana Nina Sinani, que vive h\u00e1 16 anos no Brasil. Hoje ela atua no Instituto Linhas Divinas, realizando acolhimento e forma\u00e7\u00e3o profissional de migrantes, com foco na costura.\u00a0<\/p>\n<p>Sinani relacionou a baixa remunera\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cdist\u00e2ncia\u201d entre as grandes marcas e quem executa a costura. \u201cAs marcas grandes terceirizam, quarteirizam, ent\u00e3o fazem uma pir\u00e2mide. Acabamos costurando as pe\u00e7as das marcas grandes\u201d, afirma, referindo-se ao trabalho de pequenas oficinas.<\/p>\n<h2>Quando o trabalho na costura entra em casa<\/h2>\n<p>Os participantes destacaram, ainda, que a precariedade trabalhista na moda ganha uma nova dimens\u00e3o nos casos em que a costura \u00e9 feita dentro da pr\u00f3pria casa onde vivem as costureiras.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo a boliviana Hiordana Bustamante, da Conexi\u00f3n Migrante, a \u201cnaturaliza\u00e7\u00e3o\u201d das jornadas extensas e m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho no setor precisa ser compreendida a partir da realidade dos migrantes, que ao chegar ao Brasil encontram barreiras para acessar outras posi\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho, mesmo com forma\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia em outras \u00e1reas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cE assim se torna normal trabalhar 14, 16 ou at\u00e9 mais horas em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, dormir no mesmo espa\u00e7o onde se trabalha. Torna-se normal n\u00e3o ter direitos\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>A costureira e ativista boliviana Yolanda Marlene Cortes Palacios, da Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Imigrantes Luz e Vida, tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o para uma rotina em que a costura dentro de casa se mistura aos cuidados com a fam\u00edlia. \u201cSer\u00e1 que essa mulher estava junto com os filhos na m\u00e1quina? Ser\u00e1 que dormia normalmente como a gente, com oito horas de descanso?\u201d, questionou.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias relatadas no semin\u00e1rio foram refor\u00e7adas por um estudo da <strong>Rep\u00f3rter Brasil <\/strong>apresentado durante o evento. Um dos principais achados, segundo Tiago Rangel, o autor da pesquisa, \u00e9 que a cadeia do vestu\u00e1rio exerce press\u00e3o sobre os fornecedores e dilui as responsabilidades sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho.\u00a0<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>\u201cA marca ou o varejista pressiona por pre\u00e7o, por prazo e por flexibilidade. A press\u00e3o desce para fornecedores, para as oficinas ou fac\u00e7\u00f5es [oficinas terceirizadas que costuram pe\u00e7as para outras empresas]\u201d, explica o pesquisador, que tamb\u00e9m \u00e9 t\u00e9cnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos).\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Rangel, a terceiriza\u00e7\u00e3o e a quarteiriza\u00e7\u00e3o aumentam a dist\u00e2ncia entre quem encomenda a produ\u00e7\u00e3o e quem efetivamente costura as pe\u00e7as, dificultando identificar quem produz e em quais condi\u00e7\u00f5es. Os pre\u00e7os baixos pelas pe\u00e7as produzidas, por sua vez, exigem jornadas de trabalho cada vez maiores.<\/p>\n<p>J\u00e1 Anfr\u00edsio de Moura, do Setar-PI (Sindicato Estadual dos Trabalhadores Assalariados Rurais no Piau\u00ed), destacou que tamb\u00e9m no in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil, ou seja, ano cultivo de algod\u00e3o, ocorrem casos de explora\u00e7\u00e3o do trabalho e de submiss\u00e3o de trabalhadores a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o sindicalista, algumas das propriedades produtoras de algod\u00e3o em seu estado ficam a 100 ou 150 quil\u00f4metros dos centros urbanos. Ele afirmou que as condi\u00e7\u00f5es prometidas pelos empregadores na hora da contrata\u00e7\u00e3o n\u00e3o refletem a realidade das fazendas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO trabalhador vai trabalhar os sete dias da semana. Sai da sede da empresa para ir para o local de trabalho e chega \u00e0s sete da manh\u00e3. Mas ele s\u00f3 vai estar de volta na [sede da] empresa \u00e0s cinco e meia da tarde\u201d, relatou. A localiza\u00e7\u00e3o das fazendas, acrescentou, dificulta ainda a atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego e do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas p\u00fablicas avan\u00e7aram, mas sem mudan\u00e7a estrutural<\/h2>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Nat\u00e1lia Suzuki, gerente de Educa\u00e7\u00e3o e Pol\u00edticas P\u00fablicas da <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, resgates de trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o na cadeia da marca de roupas Zara em 2011 marcaram uma mudan\u00e7a na forma como o poder p\u00fablico enxergava o trabalho escravo em oficinas de costura.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o Projeto Perfil Resgatado, da <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, apresentado por Suzuki, 399 trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo em confec\u00e7\u00f5es entre 2011 e 2014. O n\u00famero representa mais da metade do total da s\u00e9rie hist\u00f3rica englobada pelo levantamento, que totaliza 799 v\u00edtimas entre 2006 e 2024. O maior \u00edndice de resgates ocorreu em 2014, com 171 pessoas. Em 2015, esse n\u00famero caiu para 35.<\/p>\n<p>Para Suzuki, no entanto, embora tenha havido uma institucionaliza\u00e7\u00e3o do tema no Estado brasileiro desde ent\u00e3o, a alta de resgates entre 2011 e 2014 n\u00e3o se traduziu em uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural do setor. \u201cEu acho que a gente perdeu uma oportunidade com aquele momento de acontecer um <em>turning point<\/em> [ponto de inflex\u00e3o] do comportamento da cadeia da moda\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Uma das iniciativas criadas a partir desse per\u00edodo foi o Plano Municipal para Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo, em maio de 2015. Mona Perlingeiro, coordenadora de Pol\u00edticas para Imigrantes e Promo\u00e7\u00e3o do Trabalho Decente da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de S\u00e3o Paulo, explicou no semin\u00e1rio que o plano, no entanto, n\u00e3o teve seus resultados monitorados desde ent\u00e3o, mas deve passar por uma atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Perlingeiro destacou o papel dos agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade no enfrentamento ao problema na capital paulista, uma vez que eles t\u00eam contato direto com moradores de regi\u00f5es com grande presen\u00e7a de imigrantes. Ela avaliou, no entanto, que o trabalho do poder p\u00fablico n\u00e3o deve terminar quando uma pessoa deixa uma situa\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o. \u201cDepois do resgate, o que acontece com essa pessoa? Para onde ela vai? Ela consegue se adaptar \u00e0 sociedade? Ela, de fato, \u00e9 integrada?\u201d, questionou.<\/p>\n<h2>Iniciativas para al\u00e9m do resgate<\/h2>\n<p>Gabriel Vettorazzo, oficial nacional de Produtividade e Empresas Respons\u00e1veis da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), pontuou que a atual estrutura da cadeia da moda ainda imp\u00f5e desafios \u00e0 preven\u00e7\u00e3o das viola\u00e7\u00f5es no setor, dificultando o monitoramento e a fiscaliza\u00e7\u00e3o das empresas.\u00a0<\/p>\n<p>Ele apresentou o projeto SCORE, uma experi\u00eancia da OIT que busca melhorar o ambiente de trabalho nas confec\u00e7\u00f5es. Implementada na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, as oficinas de costura subcontratadas que participaram do projeto registraram aumento m\u00e9dio de 15% na produtividade e redu\u00e7\u00e3o de 12% no \u00edndice de retrabalho, segundo resultados divulgados pela organiza\u00e7\u00e3o em 2024.<\/p>\n<p>A boliviana Sonia Limachi Quispe, por sua vez, apresentou o Cholitas Empreendedoras, coletivo criado em 2023 em S\u00e3o Paulo (SP) que re\u00fane mulheres migrantes em torno da costura e da gera\u00e7\u00e3o de renda. Segundo ela, a iniciativa tem o objetivo de ampliar a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas decis\u00f5es sobre o pr\u00f3prio trabalho.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cUm dos resultados mais importantes desse trabalho \u00e9 justamente possibilitar que essas mulheres tenham condi\u00e7\u00f5es de sair de situa\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o e de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, conquistando o direito a uma jornada mais digna, ao descanso, ao lazer, ao tempo com seus filhos\u201d, explicou.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"129686\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div>\n<div data-id=\"e5e1762\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"300\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/apoie--22.webp\" alt=\"Apoie a Rep\u00f3rter Brasil\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/apoie--22.webp 360w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apoie-1-300x250.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\">\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><strong>25 anos investigando para mudar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Rep\u00f3rter Brasil j\u00e1 ajudou a impulsionar leis, fortalecer direitos e combater o trabalho escravo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 2026, fazemos 25 anos \u2014 e vem muito mais por a\u00ed!<\/strong><\/p>\n<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p>\n<p>The post Semin\u00e1rio da Rep\u00f3rter Brasil debate condi\u00e7\u00f5es de trabalho na cadeia produtiva da moda appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/trump-ameaca-impor-tarifas-a-paises-que-nao-apoiam-seu-plano-para-a-groenlandia\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/AFP__20251113__83YF3CH__v2__MidRes__UsPresidentDonaldTrumpAndFirstLadyMelaniaTrumpAt-e1763167895626-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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