{"id":105784,"date":"2026-09-24T11:25:12","date_gmt":"2026-09-24T14:25:12","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/quando-a-industria-do-golpe-cabe-na-palma-da-mao\/"},"modified":"2026-09-24T11:25:12","modified_gmt":"2026-09-24T14:25:12","slug":"quando-a-industria-do-golpe-cabe-na-palma-da-mao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/quando-a-industria-do-golpe-cabe-na-palma-da-mao\/","title":{"rendered":"Quando a ind\u00fastria do golpe cabe na palma da m\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a><\/a> O mesmo celular que nos aproxima da fam\u00edlia, permite pagar uma conta, acessar um servi\u00e7o p\u00fablico, trabalhar, estudar, comprar e conversar com amigos tamb\u00e9m pode se transformar, em poucos segundos, na porta de entrada para um golpe. E, quando isso acontece, a responsabilidade costuma recair quase inteiramente sobre o usu\u00e1rio do aparelho: \u201cn\u00e3o deveria ter clicado\u201d, \u201cn\u00e3o deveria ter acreditado\u201d, \u201cprecisava ter desconfiado\u201d.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que podemos continuar tratando um problema dessa dimens\u00e3o como uma sucess\u00e3o de erros individuais? Os n\u00fameros mais recentes indicam que n\u00e3o.<\/p>\n<p>45 milh\u00f5es de brasileiros com 16 anos ou mais \u2013 <strong>32% dos usu\u00e1rios de internet \u2013 relataram ter sofrido tentativas de golpe envolvendo seus dados pessoais<\/strong>, revelou uma pesquisa do Cetic.br, divulgada em agosto de 2026. Um em cada cinco afirmou ter sido v\u00edtima efetiva. Aplicativos de mensagens foram citados por 84% daqueles que sofreram tentativas, seguidos por liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, sites e aplicativos falsos, SMS, e-mails e redes sociais.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos falando, portanto, de um fen\u00f4meno marginal. Na minha fam\u00edlia tenho in\u00fameros exemplos de tentativas e de golpes efetivados, inclusive. Estamos falando de uma dimens\u00e3o da vida social brasileira e \u00e9 preciso olhar para quem est\u00e1 do outro lado da tela.<\/p>\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o distribui seus riscos de maneira uniforme. Para quem vive do pr\u00f3prio trabalho, depende do sal\u00e1rio do m\u00eas, utiliza servi\u00e7os banc\u00e1rios digitais, recebe benef\u00edcios, vende produtos pela internet ou trabalha por aplicativos, perder dinheiro para um criminoso pode significar muito mais do que uma perda financeira abstrata. Pode significar comprometer a alimenta\u00e7\u00e3o, uma conta dom\u00e9stica, o pagamento de uma d\u00edvida ou a renda de uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse ponto que o debate sobre golpes digitais encontra o debate sobre desigualdade. N\u00e3o basta ensinar o cidad\u00e3o a desconfiar. \u00c9 necess\u00e1rio perguntar porqu\u00ea sistemas inteiros permitem que criminosos se passem por bancos, parentes, empresas e at\u00e9 \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos com tamanha facilidade.<\/p>\n<p>Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o encontrou fragilidades justamente nessa frente. Entre janeiro e setembro de 2025, foram identificados mais de 75 casos de golpes envolvendo a personifica\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, 855 p\u00e1ginas falsas e 572 ocorr\u00eancias de phishing, segundo informa\u00e7\u00f5es encontradas no Portal TCU.<\/p>\n<p>A fraude mudou de escala. E a resposta do Estado tamb\u00e9m precisa mudar: a internet tamb\u00e9m precisa de regras. Durante muito tempo, consolidou-se a ideia de que a internet seria um territ\u00f3rio essencialmente privado, em que as pr\u00f3prias empresas poderiam estabelecer as regras de funcionamento de seus ambientes.<\/p>\n<p>Mas plataformas digitais n\u00e3o s\u00e3o mais espa\u00e7os perif\u00e9ricos da vida social. Elas organizam rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas, culturais e afetivas. S\u00e3o utilizadas para trabalhar, consumir, estudar, acessar servi\u00e7os p\u00fablicos e participar do debate democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Por isso, a quest\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o deveria ser se o ambiente digital precisa de regras. A pergunta \u00e9: quais regras s\u00e3o necess\u00e1rias para que direitos fundamentais tamb\u00e9m sejam protegidos dentro dele?<\/p>\n<p>Em 2026, novas normas relacionadas ao Marco Civil da Internet estabeleceram obriga\u00e7\u00f5es para plataformas digitais envolvendo transpar\u00eancia, preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o de riscos e enfrentamento de fraudes e golpes online. E \u00e9 justamente nesse terreno que aparece uma disputa pol\u00edtica importante.<\/p>\n<p>De um lado, organiza\u00e7\u00f5es como a <strong>Coaliz\u00e3o Direitos na Rede<\/strong> defendem regras de transpar\u00eancia, prote\u00e7\u00e3o de direitos, responsabiliza\u00e7\u00e3o e maior equil\u00edbrio na rela\u00e7\u00e3o entre usu\u00e1rios e plataformas. A Coaliz\u00e3o re\u00fane mais de cinquenta organiza\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e da sociedade civil dedicadas aos direitos digitais.<\/p>\n<p>De outro, h\u00e1 resist\u00eancia pol\u00edtica e empresarial a diferentes propostas de amplia\u00e7\u00e3o da regula\u00e7\u00e3o das plataformas. Esse conflito n\u00e3o \u00e9 apenas jur\u00eddico, mas tamb\u00e9m uma disputa sobre quem deve assumir os custos da seguran\u00e7a no ambiente digital: o usu\u00e1rio, o Estado ou as pr\u00f3prias empresas que controlam as plataformas. Mas essa \u00e9 uma discuss\u00e3o que precisa ser feita publicamente.<\/p>\n<h4><strong>Crian\u00e7as n\u00e3o podem ser tratadas como consumidores comuns<\/strong><\/h4>\n<p>Se os adultos j\u00e1 enfrentam um ambiente digital complexo, o que dizer das crian\u00e7as?<\/p>\n<p>Uma crian\u00e7a n\u00e3o deveria entrar em um ambiente concebido para maximizar aten\u00e7\u00e3o, perman\u00eancia e coleta de dados como se tivesse a mesma capacidade de compreens\u00e3o e defesa de um adulto.<\/p>\n<p>O Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente <strong>(ECA) Digital,<\/strong> institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 15.211\/2025 e em vigor desde mar\u00e7o de 2026, representa uma mudan\u00e7a importante nesse debate. A legisla\u00e7\u00e3o estabelece responsabilidades para fam\u00edlia, sociedade, Estado e plataformas e prev\u00ea mecanismos de prote\u00e7\u00e3o de dados, aferi\u00e7\u00e3o de idade, supervis\u00e3o parental e regras espec\u00edficas para redes sociais, publicidade e jogos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante, contudo, n\u00e3o simplificar a lei dizendo que \u201cadolescentes at\u00e9 14 anos est\u00e3o proibidos de criar contas\u201d. A regra \u00e9 mais ampla e mais complexa: nas redes sociais, contas de crian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 16 anos devem estar vinculadas \u00e0 conta de um respons\u00e1vel legal, al\u00e9m de existirem regras espec\u00edficas de idade m\u00ednima e de verifica\u00e7\u00e3o conforme o servi\u00e7o e o tipo de conte\u00fado.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a \u00e9 importante porque reconhece uma realidade que durante muito tempo foi negligenciada: a crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 sujeito de direitos no ambiente digital. Ela n\u00e3o pode ser deixada sozinha diante de mecanismos capazes de capturar sua aten\u00e7\u00e3o, explorar seus dados e apresentar conte\u00fados inadequados.<\/p>\n<p>O risco n\u00e3o est\u00e1 apenas no conte\u00fado expl\u00edcito. Est\u00e1 tamb\u00e9m na possibilidade de coopta\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o, aliciamento e constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com adultos mal-intencionados. Por isso, proteger nossas crian\u00e7as no ambiente digital n\u00e3o significa afast\u00e1-las da tecnologia, mas impedir que sejam entregues a um ambiente que n\u00e3o foi pensado para proteg\u00ea-las.<\/p>\n<h4><strong>Seguran\u00e7a sem transformar prote\u00e7\u00e3o em vigil\u00e2ncia<\/strong><\/h4>\n<p>H\u00e1 outro desafio igualmente importante: combater golpes sem construir uma sociedade submetida \u00e0 vigil\u00e2ncia permanente.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse ponto que a contribui\u00e7\u00e3o do cientista e professor Ergon Cugler para o debate sobre prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes no ambiente digital \u00e9 bastante interessante. Em documento apresentado \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados, Cugler questiona solu\u00e7\u00f5es baseadas em reconhecimento facial para identificar pessoas e aponta riscos relacionados \u00e0 coleta de dados biom\u00e9tricos, vieses, discrimina\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o e uso secund\u00e1rio dessas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio governo j\u00e1 utiliza diferentes mecanismos de autentica\u00e7\u00e3o no gov.br, incluindo senha, QR Code, bancos credenciados, certificados digitais e mecanismos adicionais de seguran\u00e7a, como a verifica\u00e7\u00e3o em duas etapas.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sobre querermos mais ou menos tecnologia. A quest\u00e3o \u00e9 outra: que tecnologia, para qual finalidade, com quais salvaguardas e sob qual controle democr\u00e1tico?<\/p>\n<h4><strong>O Estado precisa chegar antes do golpe<\/strong><\/h4>\n<p>Uma das iniciativas que merece entrar nesse debate \u00e9 a proposta apresentada pela deputada estadual Dani Balbi, no Rio de Janeiro. O Projeto de Lei 6.361\/2025 prop\u00f5e uma Pol\u00edtica Estadual de Enfrentamento a Golpes Digitais e prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o do chamado \u201cDisque Golpe\u201d, com a ideia de oferecer orienta\u00e7\u00e3o e atendimento \u00e0s v\u00edtimas. Outros projetos apresentados pela parlamentar tratam da responsabiliza\u00e7\u00e3o de plataformas e da soberania digital.<\/p>\n<p>A ideia cont\u00e9m uma mudan\u00e7a de perspectiva importante, que \u00e9 n\u00e3o esperar que a v\u00edtima descubra sozinha o que fazer depois que o dinheiro desapareceu.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso existir uma porta de entrada expl\u00edcita para orienta\u00e7\u00e3o, bloqueio, den\u00fancia, preserva\u00e7\u00e3o de provas e articula\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es. Porque, em muitos golpes, o tempo \u00e9 determinante.<\/p>\n<p>A v\u00edtima precisa saber imediatamente para onde ligar, o que bloquear, onde registrar a ocorr\u00eancia, como comunicar o banco, como preservar mensagens e comprovantes e como impedir que seus dados continuem sendo utilizados. A preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode come\u00e7ar depois do preju\u00edzo.<\/p>\n<h4><strong>A democracia tamb\u00e9m passa pela seguran\u00e7a digital<\/strong><\/h4>\n<p>Em um ano eleitoral, essa discuss\u00e3o ganha uma dimens\u00e3o ainda maior.<\/p>\n<p>Seguran\u00e7a p\u00fablica n\u00e3o se resume \u00e0 presen\u00e7a do Estado nas ruas. Ela tamb\u00e9m passa pela prote\u00e7\u00e3o das pessoas nos espa\u00e7os em que trabalham, compram, conversam, estudam, votam, acessam servi\u00e7os p\u00fablicos e constroem suas opini\u00f5es. A democracia contempor\u00e2nea tamb\u00e9m acontece nas plataformas.<\/p>\n<p>\u00c9 ali que circulam informa\u00e7\u00f5es, desinforma\u00e7\u00f5es, discursos pol\u00edticos, publicidade, campanhas, golpes e tentativas de manipula\u00e7\u00e3o. Por isso, discutir regras para o ambiente digital n\u00e3o deveria ser confundido com querer controlar a internet. Ao contr\u00e1rio, trata-se de discutir quais direitos devem continuar existindo quando a vida migra para a tela.<\/p>\n<p>A liberdade de express\u00e3o continua sendo fundamental. A privacidade tamb\u00e9m. O direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, igualmente. Mas nenhum desses direitos exige que o ambiente digital seja uma terra sem regras. E a democracia pressup\u00f5e regras.<\/p>\n<p>Talvez, uma das tarefas mais urgentes do nosso tempo seja fazer com que a regra que protege o cidad\u00e3o fora da internet tamb\u00e9m consiga alcan\u00e7\u00e1-lo dentro dela. Porque o golpe pode chegar por uma liga\u00e7\u00e3o, por uma mensagem, por um an\u00fancio. Pode chegar tamb\u00e9m por uma imagem produzida por intelig\u00eancia artificial ou at\u00e9 mesmo por algu\u00e9m que conhece o nosso nome, o nome dos nossos filhos, o banco onde temos conta e o servi\u00e7o p\u00fablico que acabamos de acessar.<\/p>\n<p>O problema j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas ensinar as pessoas a n\u00e3o cairem. \u00c9 construir um ambiente em que cair seja mais dif\u00edcil, denunciar seja mais f\u00e1cil e prevenir seja responsabilidade de todos \u2013 inclusive daqueles que lucram com a infraestrutura digital.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 em esperar a pr\u00f3xima v\u00edtima. Est\u00e1 em construir, agora, as condi\u00e7\u00f5es para que ela n\u00e3o exista.<\/p>\n<p><strong>Em\u00edlia Mazzei <\/strong><em>\u00e9 jornalista, m\u00e3e de dois, especialista em educa\u00e7\u00e3o do campo e coordenadora de projetos de comunica\u00e7\u00e3o e juventude desde 2017<\/em><\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/jornal-tvt-news-primeira-edicao-11-04-2025\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/TALITA_LAURA_EDUARDO-scaled-e1743801124493-2048x1154-5-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Jornal TVT News Primeira Edi\u00e7\u00e3o | 11-04-2025<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/all-her-fault-e-medianamas-ensina-muito-sobre-as-sutilezas-do-patriarcado\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">All Her Fault \u00e9 mediana,mas ensina muito sobre as ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ong-resgata-250-caes-em-uma-sala-no-reino-unido-nao-e-ia\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">ONG resgata 250 c\u00e3es em uma sala no Reino Unido: \u201c...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ministro-defende-limite-ao-uso-da-forca-policial-mas-direita-quer-manter-libera-geral\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/lewandowski_TOMAZ-SILVAAGENCIA-BRASIL-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ministro defende limite ao uso da for\u00e7a policial, ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mesmo celular que nos aproxima da fam\u00edlia, permite pagar uma conta, acessar um servi\u00e7o p\u00fablico, trabalhar, estudar, comprar e conversar com amigos tamb\u00e9m pode se transformar, em poucos segundos, na porta de entrada para um golpe. 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