{"id":105812,"date":"2026-09-23T16:13:00","date_gmt":"2026-09-23T19:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-trabalho-numa-sociedade-ferida\/"},"modified":"2026-09-23T16:13:00","modified_gmt":"2026-09-23T19:13:00","slug":"o-trabalho-numa-sociedade-ferida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-trabalho-numa-sociedade-ferida\/","title":{"rendered":"O trabalho numa sociedade ferida"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"844\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/photo_5017289158224972935_w.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/09\/photo_5017289158224972935_w-1500x844.jpg 1500w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/09\/photo_5017289158224972935_w-300x169.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/09\/photo_5017289158224972935_w-768x432.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2026\/09\/photo_5017289158224972935_w-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/photo_5017289158224972935_w.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><figcaption>Imagem: Andrej Li\u0161akov\/Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 uma cena que tenho encontrado com frequ\u00eancia nas minhas conversas pelas ruas, nos caf\u00e9s modestos, nas universidades e at\u00e9 nas filas silenciosas onde a vida parece esperar sua vez: uma pessoa jovem, diploma na m\u00e3o, olhos cansados e uma pergunta que n\u00e3o precisa ser pronunciada para ser compreendida \u2014 \u201cfoi para isso que eu estudei?\u201d.<\/p>\n<p>Eu observo a gera\u00e7\u00e3o Z e os \u00faltimos anos da gera\u00e7\u00e3o dos millennials com uma mistura de tristeza e curiosidade sociol\u00f3gica. Eles cresceram ouvindo que a educa\u00e7\u00e3o seria uma ponte, que o esfor\u00e7o construiria uma estrada, que a dedica\u00e7\u00e3o seria recompensada. Ao chegar ao mercado de trabalho, muitos encontraram uma ponte incompleta, uma estrada de terra e uma placa curiosa dizendo: \u201cexperi\u00eancia necess\u00e1ria para o primeiro emprego\u201d. \u00c9 uma pequena ironia do nosso tempo, quase digna de uma p\u00e1gina de Machado de Assis: pede-se ao viajante que chegue ao destino antes mesmo de iniciar a viagem.<\/p>\n<p>N\u00e3o escrevo estas linhas para condenar uma gera\u00e7\u00e3o anterior, nem para transformar a juventude em s\u00edmbolo de pureza. Toda gera\u00e7\u00e3o carrega suas contradi\u00e7\u00f5es. Mas, como soci\u00f3logo que observa o cotidiano, percebo uma ferida coletiva: o ambiente de trabalho foi deteriorado e sua recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 obra de uma esta\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 necess\u00e1rio tempo, paci\u00eancia e uma reconstru\u00e7\u00e3o profunda das rela\u00e7\u00f5es entre capital e trabalho.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/14--20.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/14--20.png 680w, https:\/\/outraspalavras.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com\/media\/2025\/12\/14-1-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Entre 2016 e 2026, uma d\u00e9cada pareceu suficiente para revelar uma transforma\u00e7\u00e3o importante: o emprego deixou de ser apenas uma fonte de renda e passou a ser tamb\u00e9m uma fonte de inseguran\u00e7a. A discuss\u00e3o sobre as reformas trabalhistas e sobre novas formas de contrata\u00e7\u00e3o mostrou uma sociedade tentando responder a um dilema antigo: como produzir riqueza sem transformar o trabalhador em uma pe\u00e7a descart\u00e1vel da engrenagem? A reforma trabalhista de 2017 alterou diversos pontos da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista brasileira e abriu debates entre especialistas sobre seus efeitos na gera\u00e7\u00e3o de empregos, na informalidade e na prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Meu olhar, por\u00e9m, n\u00e3o come\u00e7a nos textos legais. Come\u00e7a na padaria onde o funcion\u00e1rio mais antigo explica ao rec\u00e9m-chegado como sobreviver ao turno; come\u00e7a na pequena empresa familiar onde o dono trabalha junto com seus empregados; come\u00e7a tamb\u00e9m nas grandes estruturas empresariais onde planilhas decidiram substituir conversas humanas. A sociedade capitalista n\u00e3o \u00e9 uma m\u00e1quina distante: ela tem rosto, h\u00e1bitos, v\u00edcios e mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>E uma dessas mem\u00f3rias, a meu ver, \u00e9 a hist\u00f3ria de como parte do empresariado brasileiro se acostumou com uma facilidade perigosa: a disponibilidade permanente de m\u00e3o de obra barata.<\/p>\n<p>Quando uma sociedade passa muitos anos permitindo que o custo humano seja a principal ferramenta de competitividade, cria-se uma esp\u00e9cie de conforto empresarial. O empres\u00e1rio aprende a resolver problemas reduzindo sal\u00e1rios, aumentando jornadas ou substituindo v\u00ednculos est\u00e1veis por rela\u00e7\u00f5es mais fr\u00e1geis. Aos poucos, aquilo que deveria ser uma exce\u00e7\u00e3o transforma-se em m\u00e9todo. O improviso vira modelo de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 como um homem que passa anos usando uma cadeira quebrada porque ela ainda suporta seu peso. Um dia, ele percebe que n\u00e3o tem mais uma cadeira; tem apenas um h\u00e1bito. A economia tamb\u00e9m cria h\u00e1bitos. E alguns deles s\u00e3o dif\u00edceis de abandonar.<\/p>\n<p>Foi assim que muitos processos produtivos passaram a depender de um trabalhador barato para permanecer de p\u00e9. N\u00e3o porque o trabalhador seja barato por natureza, mas porque durante muito tempo constru\u00edmos uma l\u00f3gica em que o pre\u00e7o da for\u00e7a de trabalho era tratado como vari\u00e1vel de ajuste. A empresa que deveria buscar inova\u00e7\u00e3o, qualifica\u00e7\u00e3o e efici\u00eancia muitas vezes encontrou um caminho mais curto: pressionar quem estava na base.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o curiosa. A mesma sociedade que exige produtividade do trabalhador frequentemente oferece pouca estabilidade para que ele desenvolva sua pr\u00f3pria produtividade. Queremos profissionais criativos, mas oferecemos contratos que alimentam ansiedade. Queremos inova\u00e7\u00e3o, mas conservamos estruturas que premiam o corte imediato de custos.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>O soci\u00f3logo franc\u00eas Pierre Bourdieu lembrava que as desigualdades n\u00e3o se mant\u00eam apenas pela for\u00e7a econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m pela reprodu\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos e expectativas sociais. No mundo do trabalho brasileiro, isso aparece quando a precariedade come\u00e7a a parecer normal. O jovem que aceita qualquer condi\u00e7\u00e3o porque precisa pagar o aluguel aprende uma li\u00e7\u00e3o amarga: a sobreviv\u00eancia vem antes do projeto de vida.<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo brasileiro Ricardo Antunes, ao estudar as transforma\u00e7\u00f5es do trabalho contempor\u00e2neo, chama aten\u00e7\u00e3o para a expans\u00e3o de formas de precariza\u00e7\u00e3o e para a transforma\u00e7\u00e3o do trabalhador em algu\u00e9m permanentemente dispon\u00edvel. Essa disponibilidade constante cria uma nova figura social: a pessoa que trabalha o tempo inteiro, mas nunca sente que possui seguran\u00e7a suficiente.<\/p>\n<p>Eu encontro essa figura nas hist\u00f3rias da gera\u00e7\u00e3o Z: pessoas fazendo entregas pela manh\u00e3, cursos \u00e0 noite e trabalhos tempor\u00e1rios nos intervalos. Encontro tamb\u00e9m entre millennials que entraram no mercado acreditando que uma carreira seria constru\u00edda degrau por degrau, mas descobriram que a escada poderia desaparecer antes do pr\u00f3ximo passo.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a importante entre as gera\u00e7\u00f5es anteriores e as atuais. Muitos trabalhadores mais velhos, especialmente aqueles que ingressaram no mercado em per\u00edodos de maior estabilidade industrial, ainda carregam a mem\u00f3ria de uma rela\u00e7\u00e3o mais previs\u00edvel entre emprego e futuro. N\u00e3o era um mundo perfeito; havia desigualdades, exclus\u00f5es e dificuldades. Mas existia uma expectativa mais clara de perman\u00eancia.<\/p>\n<p>Hoje, a promessa mudou. O trabalhador \u00e9 incentivado a ser uma empresa de si mesmo, uma marca ambulante, um curr\u00edculo sempre atualizado. A pessoa precisa administrar sua carreira como se fosse uma pequena startup, mesmo quando mal consegue administrar as contas do m\u00eas. \u00c9 uma grande ironia moderna: pedimos esp\u00edrito empreendedor at\u00e9 de quem apenas deseja um sal\u00e1rio digno.<\/p>\n<p>Nas redes sociais, essa ang\u00fastia ganhou humor porque, \u00e0s vezes, o humor \u00e9 a \u00faltima ferramenta dos que n\u00e3o possuem poder. Vejo jovens compartilhando a express\u00e3o \u201c\u00e9 sobre isso e t\u00e1 tudo bem\u201d para transformar pequenas derrotas di\u00e1rias em uma esp\u00e9cie de abra\u00e7o coletivo. Mas tamb\u00e9m percebo a outra face: muitas vezes n\u00e3o est\u00e1 tudo bem; apenas aprendemos a rir para suportar.<\/p>\n<p>Outro fen\u00f4meno curioso \u00e9 o uso do \u201cdo nada\u201d para descrever mudan\u00e7as repentinas: \u201cdo nada, perdi o emprego\u201d; \u201cdo nada, meu contrato acabou\u201d; \u201cdo nada, preciso come\u00e7ar novamente\u201d. A express\u00e3o parece simples, quase infantil, mas revela uma experi\u00eancia profunda: a sensa\u00e7\u00e3o de que a vida profissional perdeu continuidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos interpretar esses sinais como reclama\u00e7\u00f5es vazias. Eles s\u00e3o documentos sociais. Uma sociedade tamb\u00e9m escreve sua hist\u00f3ria atrav\u00e9s das frases que seus cidad\u00e3os repetem.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no trabalhador. Est\u00e1 no modelo de desenvolvimento que se acostumou a depender da fragilidade de milh\u00f5es de pessoas. Um sistema econ\u00f4mico saud\u00e1vel precisa de empresas fortes, mas empresas fortes n\u00e3o s\u00e3o aquelas que sobrevivem eternamente pagando pouco. S\u00e3o aquelas capazes de criar valor, formar pessoas e construir rela\u00e7\u00f5es duradouras.<\/p>\n<p>Por isso, quando falo em reconstru\u00e7\u00e3o do emprego, n\u00e3o penso em retornar a um passado idealizado. O passado tamb\u00e9m tinha seus defeitos. Penso em recuperar uma ideia simples: trabalho n\u00e3o deve ser apenas uma atividade para manter algu\u00e9m vivo at\u00e9 o pr\u00f3ximo pagamento; deve ser parte de uma exist\u00eancia digna.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o desse ambiente ser\u00e1 lenta porque a destrui\u00e7\u00e3o foi cultural antes de ser apenas econ\u00f4mica. Quando empres\u00e1rios, trabalhadores e institui\u00e7\u00f5es se acostumam com determinada l\u00f3gica, mudar leis n\u00e3o basta. \u00c9 preciso mudar expectativas.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio acostumado com m\u00e3o de obra barata precisar\u00e1 reaprender a competir. O trabalhador acostumado com inseguran\u00e7a precisar\u00e1 recuperar confian\u00e7a. A sociedade acostumada com solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas precisar\u00e1 aceitar que algumas feridas exigem tempo.<\/p>\n<p>Machado de Assis talvez dissesse que o problema brasileiro nunca foi apenas o buraco, mas a elegante maneira como aprendemos a decor\u00e1-lo. Eu acrescentaria: chegou o momento de parar de enfeitar a queda e come\u00e7ar a reconstruir o ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre 2016 e 2026, vimos uma d\u00e9cada em que o trabalho foi submetido a fortes transforma\u00e7\u00f5es. A pr\u00f3xima d\u00e9cada deveria ser dedicada a perguntar menos quanto custa o trabalhador e mais quanto vale o trabalho humano.<\/p>\n<p>Porque uma sociedade que economiza demais sobre seus pr\u00f3prios trabalhadores acaba descobrindo, cedo ou tarde, que tamb\u00e9m economizou sobre seu pr\u00f3prio futuro.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. Se voc\u00ea valoriza nossa produ\u00e7\u00e3o, seja nosso apoiador e fortale\u00e7a o jornalismo cr\u00edtico: <strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post O trabalho numa sociedade ferida appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bolsonarista-que-matou-tesoureiro-do-pt-em-festa-de-aniversario-e-condenado-a-20-anos-de-prisao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Bolsonarista que matou tesoureiro do PT em festa d...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/politica-e-inteligencia-artificial-desafio-do-vies-na-regulamentacao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Pol\u00edtica e Intelig\u00eancia Artificial: desafio do vi\u00e9...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/retirada-de-indigenas-de-area-estadual-em-viamao-proposta-por-eduardo-leite-motiva-audiencia-publica-no-rs\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-3-6-150x128.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Retirada de ind\u00edgenas de \u00e1rea estadual em Viam\u00e3o, ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bolsonaro-sera-preso-quais-os-proximos-passos-entenda-na-tvt-news\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Bolsonaro ser\u00e1 preso? 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E, \u201cdo nada\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio come\u00e7ar novamente<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/trabalhoeprecariado\/o-trabalho-numa-sociedade-ferida\/\">O trabalho numa sociedade ferida<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":105813,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1014,1258,1030,76897,19517,83107,1031,1017,7491,79064,5834],"tags":[],"class_list":["post-105812","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-classe-trabalhadora","category-empreendedorismo","category-emprego","category-empresariado-brasileiro","category-geracao-z","category-jovens-brasileiros","category-mercado-de-trabalho","category-mundo-do-trabalho","category-protecao-social","category-sociedade-capitalista","category-trabalho-e-precariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105812"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105812\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}