{"id":13688,"date":"2025-02-17T17:56:10","date_gmt":"2025-02-17T20:56:10","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/maioria-dos-rios-brasileiros-esta-secando-com-riscos-para-seguranca-hidrica-e-alimentar\/"},"modified":"2025-02-17T17:56:10","modified_gmt":"2025-02-17T20:56:10","slug":"maioria-dos-rios-brasileiros-esta-secando-com-riscos-para-seguranca-hidrica-e-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/maioria-dos-rios-brasileiros-esta-secando-com-riscos-para-seguranca-hidrica-e-alimentar\/","title":{"rendered":"Maioria dos rios brasileiros est\u00e1 secando, com riscos para seguran\u00e7a h\u00eddrica e alimentar"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" width=\"1024\" height=\"624\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/ponte-marechal-hermes.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/ponte-marechal-hermes-1024x624.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/ponte-marechal-hermes-300x183.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/ponte-marechal-hermes-768x468.jpg 768w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/ponte-marechal-hermes.jpg 1255w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p>Um artigo publicado na\u00a0<em>Nature Communications<\/em>\u00a0no final de 2024 alerta para um fen\u00f4meno cr\u00edtico no Brasil: mais da metade dos rios analisados no pa\u00eds est\u00e3o perdendo \u00e1gua para aqu\u00edferos subterr\u00e2neos, especialmente em regi\u00f5es \u00e1ridas e de agricultura intensiva, levantando importantes quest\u00f5es sobre a gest\u00e3o integrada dos recursos h\u00eddricos no pa\u00eds. O fen\u00f4meno amea\u00e7a ecossistemas, a agricultura e o abastecimento humano.<\/p>\n<p>A pesquisa, intitulada \u201cWidespread potential for streamflow leakage across Brazil\u201d [Amplo potencial de vazamento de fluxo de rios pelo Brasil], analisou dados de 17.972 po\u00e7os, selecionados a partir de um universo de 146.234 registros, e constatou que aproximadamente 55% dos po\u00e7os apresentam n\u00edveis de \u00e1gua abaixo da superf\u00edcie dos rios pr\u00f3ximos, indicando que os cursos d\u2019\u00e1gua est\u00e3o infiltrando \u00e1gua no subsolo em vez de receb\u00ea-la. <\/p>\n<p>\u201cA irriga\u00e7\u00e3o descontrolada est\u00e1 secando rios perenes. Sem pol\u00edticas, o pre\u00e7o ser\u00e1 pago pelo agro e pelo meio ambiente\u201d, alerta Jos\u00e9 Gescilam Uch\u00f4a (autor principal).\u00a0Segundo os autores, essa condi\u00e7\u00e3o indica que uma fra\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel dos cursos d\u2019\u00e1gua pode estar \u201cvazando\u201d para os aqu\u00edferos, fen\u00f4meno que, em regi\u00f5es de clima seco e \u00e1reas de intenso uso agr\u00edcola, pode agravar problemas de escassez de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Os pesquisadores \u2013 liderados por Jos\u00e9 Gescilam S. M. Uch\u00f4a (USP S\u00e3o Carlos), Paulo Tarso S. Oliveira (UFMS), Andr\u00e9 S. Ballarin (Calgary-Canad\u00e1), entre outros \u2013 enfatizam que as intera\u00e7\u00f5es entre rios e aqu\u00edferos desempenham papel crucial na disponibilidade de \u00e1gua e na manuten\u00e7\u00e3o dos ecossistemas fluviais, al\u00e9m de influenciar os ciclos biogeoqu\u00edmicos e o clima. \u201cNossos resultados ressaltam a necessidade de se adotar uma gest\u00e3o conjunta de \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas, especialmente em um cen\u00e1rio de aumento da demanda h\u00eddrica e de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, afirmam os autores.<\/p>\n<p>O estudo serve como um alerta para uma crise silenciosa: a interconex\u00e3o entre rios e aqu\u00edferos est\u00e1 sendo rompida por atividades humanas e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A combina\u00e7\u00e3o de dados locais e sensoriamento remoto surge como caminho para evitar colapsos h\u00eddricos, mas a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 urgente.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"817\" height=\"525\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Captura-de-Tela-2025-02-17-as-17.38.07.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Captura-de-Tela-2025-02-17-as-17.38.07.png 817w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Captura-de-Tela-2025-02-17-as-17.38.07-300x193.png 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Captura-de-Tela-2025-02-17-as-17.38.07-768x494.png 768w\" sizes=\"(max-width: 817px) 100vw, 817px\"><figcaption><em><sup>Preval\u00eancia de rios potencialmente perdedores e ganhadores em todo o Brasil. A maioria dos rios perdedores est\u00e1 em terras secas ou em regi\u00f5es com forte atividade agr\u00edcola, conforme indicado nas subparcelas: Unidades de Gerenciamento de Recursos H\u00eddricos Brasileiras de S\u00e3o Francisco (b), Unidades de Gerenciamento de Recursos H\u00eddricos Verde Grande (c). Apenas rios com pelo menos um po\u00e7o por 100 km de comprimento s\u00e3o classificados como rios potencialmente perdedores e ganhadores.<\/sup><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Principais descobertas<\/strong><\/p>\n<p>Os autores destacam que as regi\u00f5es mais afetadas s\u00e3o \u00e1reas secas (com \u00edndice de aridez abaixo de 0,65) e polos agr\u00edcolas, como as bacias do S\u00e3o Francisco e do Verde Grande, onde mais de 60% dos rios s\u00e3o classificados como \u201cperdedores\u201d. <\/p>\n<p>\u201cA alta preval\u00eancia de rios \u2018perdedores\u2019 desafia a no\u00e7\u00e3o de que rios sempre ganham \u00e1gua de aqu\u00edferos. \u00c9 urgente integrar a gest\u00e3o de \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas, especialmente em regi\u00f5es secas,\u201d diz Paulo Tarso S. Oliveira (USP).\u00a0Os pesquisadores ressaltam ainda que, com a diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos aqu\u00edferos, h\u00e1 um risco crescente de que os fluxos fluviais se reduzam ainda mais, podendo levar \u00e0 secagem de cursos d\u2019\u00e1gua em \u00e1reas cr\u00edticas e impactar a disponibilidade de \u00e1gua para o abastecimento, a agricultura e os ecossistemas.<\/p>\n<p>O uso excessivo de \u00e1guas subterr\u00e2neas para irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 apontado como um dos principais motores do fen\u00f4meno. \u201cEssa redu\u00e7\u00e3o tem sido associada ao aumento da capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua subterr\u00e2nea, especialmente para irriga\u00e7\u00e3o, como observado em uma das maiores fronteiras agr\u00edcolas, conhecida como\u00a0Matopiba\u00a0[Tocantins, parte da Bahia, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o]. A irriga\u00e7\u00e3o consome 90% da \u00e1gua, reduzindo a disponibilidade nos rios\u201d, explica\u00a0o estudo.<\/p>\n<p>O artigo destaca a urg\u00eancia de pol\u00edticas que equilibrem produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e sustentabilidade h\u00eddrica, um desafio central para o Brasil e o mundo. De acordo com o estudo, \u00e9 preciso repensar urgentemente a gest\u00e3o h\u00eddrica.<\/p>\n<p><strong>Clima e geologia ampliam o problema<\/strong><\/p>\n<p>O estudo identificou correla\u00e7\u00f5es significativas entre a perda de \u00e1gua fluvial e fatores clim\u00e1ticos (baixa rela\u00e7\u00e3o precipita\u00e7\u00e3o\/evapotranspira\u00e7\u00e3o) e geol\u00f3gicos (regolito espesso, que facilita a drenagem subterr\u00e2nea). \u201cRegi\u00f5es com solo mais profundo tendem a ter aqu\u00edferos mais eficientes em captar \u00e1gua dos rios\u201d, observa a pesquisa.<\/p>\n<p>Os autores tamb\u00e9m utilizaram o\u00a0<em>\u00cdndice de Bacia Efetiva<\/em>\u00a0(derivado de sensoriamento remoto) para mapear a conectividade entre rios e aqu\u00edferos. \u201cEm bacias exportadoras de \u00e1gua subterr\u00e2nea, mais de 60% dos po\u00e7os est\u00e3o abaixo dos rios, confirmando a tend\u00eancia de perda\u201d, alerta.<\/p>\n<p><strong>Implica\u00e7\u00f5es globais e alertas<\/strong><\/p>\n<p>O decl\u00ednio simult\u00e2neo de \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas amea\u00e7a a seguran\u00e7a h\u00eddrica e alimentar. \u201cO Brasil \u00e9 um dos maiores exportadores agr\u00edcolas do mundo. Se os rios continuarem secando, isso impactar\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e ecossistemas\u201d, prev\u00ea o texto. Dados do estudo mostram que 90% dos rios analisados tiveram redu\u00e7\u00e3o de vaz\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas, com 11 deles apresentando tend\u00eancias significativamente negativas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a infiltra\u00e7\u00e3o de poluentes superficiais nos aqu\u00edferos preocupa. \u201c\u00c1guas contaminadas por fertilizantes podem comprometer a qualidade dos aqu\u00edferos, agravando crises sanit\u00e1rias\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>Chamado para a\u00e7\u00e3o integrada<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores defendem a gest\u00e3o conjunta de \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas. \u201cPol\u00edticas p\u00fablicas precisam considerar que rios e aqu\u00edferos s\u00e3o um \u00fanico sistema. A expans\u00e3o da irriga\u00e7\u00e3o sem controle \u00e9 insustent\u00e1vel\u201d, afirmam. O estudo sugere o uso de ferramentas como o\u00a0<em>\u00cdndice de Bacia Efetiva<\/em>\u00a0para orientar decis\u00f5es em \u00e1reas com poucos dados locais.<\/p>\n<p><strong>Limita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa ressalta limita\u00e7\u00f5es, como a escassez de dados hidrogeol\u00f3gicos detalhados em escala nacional. \u201cPrecisamos de monitoramento cont\u00ednuo e investimento em infraestrutura de dados\u201d, conclui. Os autores planejam expandir a an\u00e1lise para outros pa\u00edses tropicais, onde a press\u00e3o sobre recursos h\u00eddricos tamb\u00e9m \u00e9 cr\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Acesso aos dados<\/strong><\/p>\n<p>Os dados do estudo est\u00e3o dispon\u00edveis publicamente no Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de \u00c1guas Subterr\u00e2neas (SIAGAS) do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil.<\/p>\n<p>Para lidar com as limita\u00e7\u00f5es dos dados dispon\u00edveis em escala nacional, os autores desenvolveram um novo \u00edndice, o Effective Catchment Index (ECI) [\u00cdndice de Bacia Efetiva], que permite estimar, de forma indireta, a conectividade entre os rios e os aqu\u00edferos. Eles destacam que essa ferramenta pode ser extremamente \u00fatil para orientar a gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos em regi\u00f5es onde os dados de monitoramento s\u00e3o escassos.<\/p>\n<p>Edson Wendland (USP) observa que\u00a0\u201co uso de ferramentas como o \u00cdndice de Bacia Efetiva \u00e9 vital para regi\u00f5es com poucos dados, mas precisamos de monitoramento cont\u00ednuo.\u201d<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, o estudo traz \u00e0 tona um panorama preocupante: a vulnerabilidade dos recursos h\u00eddricos brasileiros frente ao uso intensivo e \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, ao mesmo tempo em que oferece novas ferramentas \u2013 como o ECI \u2013 para melhor compreender e gerenciar as complexas intera\u00e7\u00f5es entre \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas.<\/p>\n<h3>Principais Resultados:<\/h3>\n<ol start=\"1\">\n<li><strong>Rios \u201cperdedores\u201d dominam regi\u00f5es \u00e1ridas e agr\u00edcolas<\/strong>:\n<ul>\n<li><strong>56,4% dos rios<\/strong>\u00a0avaliados s\u00e3o classificados como perdedores, com perdas mais acentuadas em \u00e1reas secas (\u00edndice de aridez &lt; 0,65) e polos agr\u00edcolas, como o Matopiba (fronteira entre MA, TO, PI e BA) e a Bacia do S\u00e3o Francisco.<\/li>\n<li>Na Bacia do Verde Grande (MG),\u00a0<strong>74% dos rios<\/strong>\u00a0perdem \u00e1gua, impulsionados pela irriga\u00e7\u00e3o, que consome 90% dos recursos h\u00eddricos locais.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Fatores-chave<\/strong>:\n<ul>\n<li><strong>Clima seco<\/strong>: Regi\u00f5es com baixa rela\u00e7\u00e3o precipita\u00e7\u00e3o\/evapotranspira\u00e7\u00e3o (P\/PET<em>P<\/em>\/<em>PET<\/em>) t\u00eam maior propens\u00e3o a rios perdedores.<\/li>\n<li><strong>Solo profundo<\/strong>: \u00c1reas com regolito (camada superficial do solo) espesso facilitam a drenagem subterr\u00e2nea.<\/li>\n<li><strong>Press\u00e3o humana<\/strong>: O bombeamento de \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente ligado ao decl\u00ednio de vaz\u00f5es. Em bacias como a do S\u00e3o Francisco, o fluxo de base (\u00e1gua subterr\u00e2nea que sustenta rios) j\u00e1 caiu 30%.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Impactos globais<\/strong>:\n<ul>\n<li><strong>Redu\u00e7\u00e3o de vaz\u00f5es<\/strong>: 90% dos rios analisados tiveram queda na vaz\u00e3o desde 1970, com 11 deles apresentando tend\u00eancias significativamente negativas.<\/li>\n<li><strong>Riscos \u00e0 qualidade da \u00e1gua<\/strong>: Infiltra\u00e7\u00e3o de poluentes agr\u00edcolas (como fertilizantes) amea\u00e7a aqu\u00edferos, essenciais para abastecimento.<\/li>\n<li><strong>Seguran\u00e7a alimentar em jogo<\/strong>: O Brasil, um dos maiores exportadores agr\u00edcolas do mundo, pode enfrentar crises produtivas se a \u00e1gua continuar escassa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<h3>Ferramentas Propostas:<\/h3>\n<p>Os pesquisadores destacaram o\u00a0<strong>\u00cdndice de Bacia Efetiva<\/strong>\u00a0(Aeff\/Atopo<em>Aeff<\/em>\u200b\/<em>Atopo<\/em>\u200b), calculado via sensoriamento remoto, como uma solu\u00e7\u00e3o para identificar bacias que exportam \u00e1gua subterr\u00e2nea (Aeff\/Atopo&lt;1<em>Aeff<\/em>\u200b\/<em>Atopo<\/em>\u200b&lt;1). Em bacias cr\u00edticas, como as do Nordeste, mais de 60% dos po\u00e7os est\u00e3o abaixo do n\u00edvel dos rios, validando a efic\u00e1cia do m\u00e9todo.<\/p>\n<h3>Recomenda\u00e7\u00f5es:<\/h3>\n<ul>\n<li><strong>Gest\u00e3o integrada<\/strong>: Tratar rios e aqu\u00edferos como um sistema \u00fanico.<\/li>\n<li><strong>Controle da irriga\u00e7\u00e3o<\/strong>: A expans\u00e3o projetada de 50% nas \u00e1reas irrigadas nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas exige regulamenta\u00e7\u00e3o rigorosa.<\/li>\n<li><strong>Investimento em dados<\/strong>: A escassez de informa\u00e7\u00f5es hidrogeol\u00f3gicas detalhadas limita a\u00e7\u00f5es precisas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Dados completos dispon\u00edveis em:\u00a0<a href=\"https:\/\/siagasweb.sgb.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIAGAS<\/a>\u00a0| Artigo original:\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41467-024-54370-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nature Communications<\/a><\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2025\/02\/17\/maioria-dos-rios-brasileiros-esta-secando-com-riscos-para-seguranca-hidrica-e-alimentar\/\">Maioria dos rios brasileiros est\u00e1 secando, com riscos para seguran\u00e7a h\u00eddrica e alimentar<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-reprimarizacao-do-brasil-e-a-possivel-virada\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Sem-titulo19-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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O fen\u00f4meno amea\u00e7a ecossistemas, a agricultura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13689,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[3821,795,3822,18,1002,3823,823,1300,1291],"tags":[],"class_list":["post-13688","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-aquiferos","category-ciencia","category-geologia","category-meio-ambiente","category-mudanca-climatica","category-recursos-hidricos","category-rios","category-seguranca-alimentar","category-seguranca-hidrica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13688"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13688\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}