{"id":13704,"date":"2025-02-17T18:29:46","date_gmt":"2025-02-17T21:29:46","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/politica-entre-fraldas-sujas-e-amor\/"},"modified":"2025-02-17T18:29:46","modified_gmt":"2025-02-17T21:29:46","slug":"politica-entre-fraldas-sujas-e-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/politica-entre-fraldas-sujas-e-amor\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica: entre fraldas sujas e amor"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"818\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/90a7fcaf1bdc720ae2aada0521331ccf-818x1024-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/90a7fcaf1bdc720ae2aada0521331ccf-818x1024-1.jpeg 818w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/90a7fcaf1bdc720ae2aada0521331ccf-240x300.jpeg 240w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/90a7fcaf1bdc720ae2aada0521331ccf-768x961.jpeg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/90a7fcaf1bdc720ae2aada0521331ccf-1227x1536.jpeg 1227w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/90a7fcaf1bdc720ae2aada0521331ccf.jpeg 1534w\" sizes=\"(max-width: 818px) 100vw, 818px\"><figcaption>Imagem: M\u00e3e Preta (1940), de Candido Portinari<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Ao GEPEF, que me ensina a amar na beleza e na sujeira<\/em><\/p>\n<p>Manifestei certo inc\u00f4modo em rela\u00e7\u00e3o a um trecho da recente entrevista dada por Maria Rita Kehl, referenciando o artigo \u201cComo d\u00f3i o dedo na ferida\u201d (2020). Quero elaborar melhor a verdade \u2013 sempre n\u00e3o-toda \u2013 de meu gesto nas redes.<\/p>\n<p>O in\u00edcio \u00e9 o <em>amor<\/em>. Talvez elementos dele sirvam como pontos de partida para o que pretendo abordar sobre pol\u00edtica. S\u00f3 h\u00e1 amor de verdade junto com a sujeira que dele tamb\u00e9m \u00e9 parte. O exemplo mais \u00f3bvio est\u00e1 no cuidado com beb\u00eas. A crian\u00e7a faz coc\u00f4. O cheiro terr\u00edvel exala da fralda e alastra-se pelo recinto. Olha-se para os c\u00e9us. A esperan\u00e7a \u00e9 de que o problema seja magicamente solucionado: algu\u00e9m limpar\u00e1 a merda. O beb\u00ea ser\u00e1 entregue limpinho e cheiroso.<\/p>\n<p>Respira-se fundo. N\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda. Encara-se o drama. A raiva \u2013 tamb\u00e9m uma sujeira afetiva \u2013 est\u00e1 l\u00e1. Limpar merda \u00e9 desagrad\u00e1vel. O beb\u00ea rechonchudo pesa. Os bra\u00e7os se estra\u00e7alham nas manobras da lavagem. Impedidas de se esquivarem, as narinas absorvem ainda mais o fedor. Al\u00e9m de tudo, a merda quase sempre resguarda surpresas: 1) Sai pelas bordas da fralda, exigindo troca de roupinha (mais trabalho no futuro com lavagem etc.); 2) Aparece esverdeada, indicando o in\u00edcio de uma diarreia; 3) O odor \u00e9 mais forte do que se supunha \u2013 e por a\u00ed vai. Tamb\u00e9m existem boas surpresas. Um coc\u00f4 durinho, por exemplo. Motivo de festejo: basta algod\u00e3o com t\u00f4nico de limpeza.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que outras partes comp\u00f5em essa cena. Em meio \u00e0 troca de fraldas aparece o bumbum fofinho do beb\u00ea. As m\u00e3ozinhas dele querem te pegar. Ele d\u00e1 aquele sorriso sedutor junto ao olhar amoroso. Logo, a tarefa ingl\u00f3ria transforma-se. Abre-se um campo para a intimidade. Tem cuidado e tem merda. Tem amor e tem raiva. Quando a miss\u00e3o acaba, \u00e9 quase certo que o amor ter\u00e1 invadido a raiva. Todavia, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio romantizar as merdas do processo para fazer valer o amor.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m pode argumentar que cenas de beb\u00eas e cuidadores s\u00e3o a pior escolha a ser feita para tratar a pol\u00edtica. Quest\u00f5es de cuidado, ainda mais com imagens rasteiras como fraldas, papinhas, v\u00f4mitos, roupas sujas etc., n\u00e3o estariam no escopo da vida adulta entre cidad\u00e3os que falam na <em>p\u00f3lis<\/em> \u2013 lugar do <em>logos<\/em>, de discursos.<\/p>\n<p>Todavia, o feminismo ensina que o trabalho com a \u201csujeira\u201d da vida \u00e9 parte da pol\u00edtica. Tanto a esfera privada, quanto os cuidados reprodutivos (casa, limpeza, crian\u00e7as etc.) integram a base material da vida. Exigem debates sobre distribui\u00e7\u00f5es mais justas. Por isso, o lema \u201co pessoal \u00e9 pol\u00edtico\u201d vai na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao que defende Maria Rita Kehl em seu \u201cLugar de cala-se\u201d:<\/p>\n<p>O que seria da democracia se cada um de n\u00f3s s\u00f3 fosse autorizado a se expressar em rela\u00e7\u00e3o a temas concernentes \u00e0 sua experi\u00eancia pessoal? O que seria do debate p\u00fablico? Cada um na sua casinha\u2026? O que seria da solidariedade, essa atitude baseada na identifica\u00e7\u00e3o com o nosso semelhante na diferen\u00e7a, se s\u00f3 consegu\u00edssemos nos solidarizar com quem vive as mesmas experi\u00eancias que n\u00f3s?<\/p>\n<p>Embora difira do lema feminista nessa passagem, o artigo segue com alguns argumentos que considero pertinentes, dentre os quais se destaca o seguinte: \u201cNenhuma \u2018palavra de ordem\u2019 se manteve mais atual, ao longo dos s\u00e9culos, do que o lema da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa: igualdade, liberdade e fraternidade\u201d.<\/p>\n<p>Ainda que j\u00e1 tenha sido exaustivamente discutido e explicitado pelos movimentos e estudos tidos como \u201cidentit\u00e1rios\u201d, insisto que o alvejado \u201clugar de fala\u201d n\u00e3o significa manter-se na pr\u00f3pria casinha. Embora as redes sociais favore\u00e7am esse modelo narc\u00edsico e eg\u00f3ico, os estudos interseccionais de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero n\u00e3o s\u00e3o identit\u00e1rios. N\u00e3o se trata do eu narc\u00edsico. O que se pretende \u00e9 situar a emiss\u00e3o das palavras nos diferentes estratos que comp\u00f5em as estruturas de poder. O intuito n\u00e3o \u00e9 calar, mas garantir que debates se deem com maior isonomia. Se padr\u00f5es de desigualdade se perpetuam nas estruturas de poder \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 uma simples diferen\u00e7a \u2013, eles tamb\u00e9m precisam ser politicamente considerados nas discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>Ou seja, a aposta no lema \u201cliberdade, igualdade e fraternidade\u201d n\u00e3o ocorre em um territ\u00f3rio liso, no qual as palavras s\u00e3o neutras. Bases materiais que sustentam lugares de poder n\u00e3o se anulam por completo na emiss\u00e3o discursiva. Em raz\u00e3o da opress\u00e3o hist\u00f3rica, palavras tamb\u00e9m podem destoar em peso e for\u00e7a. Da\u00ed o apelo de comunidades ligadas pelas quest\u00f5es de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero para que se leve em conta outras facetas de desigualdades sociopol\u00edticas e hist\u00f3ricas nos debates.<\/p>\n<p>Nessa seara, n\u00e3o \u00e9 incomum que \u201csujeiras\u201d, antes soterradas, sejam trazidas \u00e0 luz. Desqualificar tais manifesta\u00e7\u00f5es ou julg\u00e1-las pela r\u00e9gua moral entre dois polos antag\u00f4nicos \u2013 certo e errado \u2013 pode significar recalcar mais uma vez elementos que levaram s\u00e9culos para emergir. No limite, suprimir partes sujas da vida e dos discursos pode redundar em processos de abstra\u00e7\u00e3o dos corpos falantes. \u00c9 o procedimento da extrema-direita. Como ensina Judith Butler, h\u00e1 corpos que se tornam mera morte a ser limpa de territ\u00f3rios, enquanto h\u00e1 corpos que pronunciam seus vereditos e determinam quem \u00e9 ou n\u00e3o mat\u00e1vel \u2013 concreta ou simbolicamente.<\/p>\n<p>Nesse ponto, presumo que a <em>identidade<\/em> cartesiana seja a melhor op\u00e7\u00e3o: encarnar o m\u00e9todo da d\u00favida. Se a sujeira emergiu, o debate pode se desdobrar e se enriquecer a partir dela. Ser\u00e1 uma oportunidade para refletir e separar o joio do trigo, esperando que modelos mais equ\u00e2nimes possam se expandir.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o os \u201cidentit\u00e1rios\u201d \u2013 p\u00e9ssimo nome, ali\u00e1s \u2013 a fazerem a distin\u00e7\u00e3o entre mat\u00e1veis e n\u00e3o mat\u00e1veis. A articula\u00e7\u00e3o de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero visa conceder consist\u00eancia e visibilidade aos corpos pol\u00edtica e historicamente tidos como descart\u00e1veis, invis\u00edveis ou inaud\u00edveis. Quando L\u00e9lia Gonz\u00e1lez diz \u201co lixo vai falar, e numa boa\u201d, ela indica que aquilo que parecia descart\u00e1vel finalmente assume poder em seu lugar pr\u00f3prio de fala no interior dessa estrutura patriarcal e colonialista de espolia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se trago tudo isso \u00e0 baila \u00e9 porque o momento demanda rever certa incomunicabilidade que se estabeleceu entre a esquerda de tradi\u00e7\u00e3o marxista e as chamadas lutas identit\u00e1rias (grande parte, diga-se, alinhadas a leituras marxistas). Os efeitos de tomar certas pautas como sujeiras meramente eg\u00f3icas e narc\u00edsicas \u2013 elas tamb\u00e9m podem ser isso, mas n\u00e3o s\u00e3o apenas isso \u2013 e recalc\u00e1-las mais uma vez pelo julgamento s\u00e3o avassaladores em diferentes esferas da exist\u00eancia: sexualidade, afetos, la\u00e7os, trabalho.<\/p>\n<p>A merda est\u00e1 \u00e0 mostra. Sem d\u00favida, v\u00ea-la tem um custo, mas n\u00e3o \u00e9 necessariamente ruim. Todos somos por ela respons\u00e1vel. O que emana de bocas descartadas ou oprimidas por tanto tempo nem sempre vir\u00e1 limpinho ou organizado. O que emana de bocas privilegiadas tamb\u00e9m n\u00e3o aparecer\u00e1 limpinho ou organizado. O que se extrai desse mar de lama revolto?<\/p>\n<p>Seguindo as premissas acima explicitadas, causa esp\u00e9cie a insistente cr\u00edtica aos movimentos ditos \u201cidentit\u00e1rios\u201d por parte de uma parcela antiga de intelectuais da esquerda. Situo neste ponto o meu inc\u00f4modo diante da cr\u00edtica feita n\u00e3o s\u00f3 por Maria Rita Kehl, mas por tal segmento de intelectuais. Inicialmente, o que significa o predicado \u201cidentit\u00e1rios\u201d? A rigor, identidade pode ser qualquer nome junto a algo que o predique: petista, psicanalista, brasileira\/o. Uma grande parcela desses sujeitos \u201cidentit\u00e1rios\u201d se formou com a esquerda marxista. N\u00e3o \u00e9 raro ouvir chauvinismos masculinos de tal parcela de cidad\u00e3os bem formados, mas esses \u201cdeslizes\u201d s\u00e3o frequentemente naturalizados \u2013 a viol\u00eancia deles n\u00e3o fica registrada. Na academia, perdoa-se quase cegamente o que se repete de maneira inaceit\u00e1vel. Talvez o amor tenha rela\u00e7\u00e3o com tal naturaliza\u00e7\u00e3o: por uma esp\u00e9cie de d\u00edvida em rela\u00e7\u00e3o aos antigos mestres, passa-se o pano sobre muitos absurdos.<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 rara a rea\u00e7\u00e3o desqualificante por parte de certos porta-vozes da esquerda tradicional diante de algu\u00e9m que pesquisa e busca colocar em pr\u00e1tica as articula\u00e7\u00f5es feitas pelos estudos interseccionais de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero. Hoje, em fun\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de vigil\u00e2ncia \u2013 muitas vezes excessiva, \u00e9 verdade \u2013 a esquerda tradicional parece acuada. Parece ser esse, ali\u00e1s, o ponto do artigo e das falas insistentes de Maria Rita Kehl contra os nichos ou bolhas \u201cidentit\u00e1rias\u201d.<\/p>\n<p>Se o olhar de algumas figuras da esquerda tradicional estivesse menos atento ao pr\u00f3prio narcisismo, talvez elas percebessem que a l\u00f3gica de cancelamentos e linchamentos \u00e9 inerente \u00e0 pr\u00f3pria engrenagem digital das redes, que opera apenas por 0 ou 1. N\u00e3o se trata de culpar \u201cidentit\u00e1rios\u201d. Ali\u00e1s, quando se instaura uma pol\u00eamica, ao contr\u00e1rio de cancelamentos o que se tem \u00e9 uma maior visibilidade para a pauta discutida que se abre em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es, inclusive recuperando aspectos importantes tratados por representantes da esquerda tradicional.<\/p>\n<p>Por isso, diria que o maior problema das cr\u00edticas dirigidas \u00e0s lutas ditas \u201cidentit\u00e1rias\u201d por parte significativa de intelectuais que representa a esquerda tradicional \u00e9 simples. Chama-se limite. Ocupam plataformas de visibilidade e opinam sobre o que n\u00e3o se deram ao trabalho de estudar. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se pode dizer que o \u201cser de esquerda\u201d nunca tenha calado ningu\u00e9m. O orgulho ressentido de cidad\u00e3os que aderiram \u00e0 extrema-direita, ali\u00e1s, relaciona-se com certo anseio envergonhado de participar da pol\u00edtica. N\u00e3o vendo espa\u00e7o nos meios mais intelectualizados e militantes \u00e0 esquerda, grudaram nos protocolos extremistas da direita. Por mais dif\u00edcil que seja admitir, esse problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos fascistas \u2013 a responsabilidade e o fracasso por haver ainda hoje fascismo no mundo \u00e9 de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Se o feminismo ensina que \u201co pessoal \u00e9 pol\u00edtico\u201d, a psican\u00e1lise ensina que o infantil est\u00e1 intensamente vivo no corpo adulto. Sobreviver ao infantil e ao pessoal, pouco articulados e elaborados, tamb\u00e9m tem sido uma tarefa pol\u00edtica. N\u00e3o d\u00e1 para negar que ainda se engatinha no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es de maior igualdade entre classes, ra\u00e7as e g\u00eaneros. Ao inv\u00e9s de desqualificar lutas importantes com cr\u00edticas rasas, ser\u00e1 necess\u00e1rio abra\u00e7ar sem pregui\u00e7a o imenso trabalho que concerne \u00e0 esquerda tradicional e \u00e0s pautas feministas, negras, ind\u00edgenas, LGBTQIAP+.<\/p>\n<p>Velhas f\u00f3rmulas psicanal\u00edticas ou marxistas usadas de maneira judicativa desqualificante n\u00e3o cabem mais. Ningu\u00e9m se salva na pureza quando dedos s\u00e3o apontados. N\u00e3o seria melhor encarar a sujeira que nos concerne como humanos ao inv\u00e9s de recha\u00e7\u00e1-la mais uma vez? Como a met\u00e1fora da fralda, acolher a sujeira da pol\u00edtica e dos la\u00e7os pode servir para uma abertura ao amor e \u00e0 maior intimidade com a nossa hist\u00f3ria como cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Maria Rita Kehl, agrade\u00e7o-lhe por tudo que voc\u00ea j\u00e1 escreveu. Se aqui me dedico a comentar sua entrevista \u00e9 porque tamb\u00e9m considero importante n\u00e3o me entregar a um bovarismo \u00e0 brasileira \u2013 me atenho \u00e0 nossa hist\u00f3ria, e voc\u00ea tem uma parte muito bonita nela.<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/politica-entre-fraldas-sujas-e-amor\/\">Pol\u00edtica: entre fraldas sujas e amor<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/diplomata-andre-correa-do-lago-sera-o-presidente-da-cop30-evento-da-onu-que-acontece-em-belem\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Quero elaborar melhor a verdade \u2013 sempre n\u00e3o-toda \u2013 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13705,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13704","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13704","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13704"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13704\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13704"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13704"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13704"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}