{"id":15826,"date":"2025-03-07T19:37:12","date_gmt":"2025-03-07T22:37:12","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/assim-as-mulheres-desafiam-a-mare-fascista\/"},"modified":"2025-03-07T19:37:12","modified_gmt":"2025-03-07T22:37:12","slug":"assim-as-mulheres-desafiam-a-mare-fascista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/assim-as-mulheres-desafiam-a-mare-fascista\/","title":{"rendered":"Assim as mulheres desafiam a mar\u00e9 fascista"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"700\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Firelei-Baez-Galeria-Wendy-Norris-copy.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Firelei-Baez-Galeria-Wendy-Norris-copy.jpg 900w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Firelei-Baez-Galeria-Wendy-Norris-copy-300x233.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Firelei-Baez-Galeria-Wendy-Norris-copy-768x597.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\"><figcaption>Imagem: Firelei Ba\u0301ez\/Galeria Wendy Norris<\/figcaption><\/figure>\n<p>Este texto integra o dossi\u00ea <strong><a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/categoria\/edicoes\/cult-315\/\">Viol\u00eancia de G\u00eanero<\/a><\/strong>, da edi\u00e7\u00e3o 315 da revista <em>Cult<\/em>, parceira editorial de <em>Outras Palavras<\/em><\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"184\" height=\"238\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Screenshot-2025-03-07-at-18-22-14-1132762.webp-imagem-WEBP-292-C397-292-pixels.png\" alt=\"\"><\/figure>\n<\/div>\n<p>Desde 2014, nosso pa\u00eds viu a ascens\u00e3o da extrema direita \u2013 antes tida como caricata e isolada nas pequenas rodas privadas do pensamento comum e reacion\u00e1rio \u2013 assumindo um protagonismo pol\u00edtico capaz de se apresentar como a \u201c\u00fanica sa\u00edda\u201d, e de urg\u00eancia, sobre a crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica que atravessamos no mundo. Figuras como Jair Bolsonaro saem, assim, do c\u00edrculo do folclore do baixo clero do Congresso Nacional e assumem um lugar messi\u00e2nico para a maioria da classe m\u00e9dia e da elite brasileira.<\/p>\n<p>Do outro lado, vemos o maior rev\u00e9s do campo popular e democr\u00e1tico desde o fim da ditadura, em 1985. Da elei\u00e7\u00e3o de 2014 at\u00e9 o golpe que resultou no impeachment da presidenta Dilma, era como se estiv\u00e9ssemos imersos em uma \u201cgrande noite\u201d \u2013 parafraseando Frantz Fanon \u2013 que autorizava uma crescente onda fascistizante refor\u00e7ada pela misoginia, pelo racismo e pelo \u00f3dio contra o povo. Mesmo quem se contrapunha a isso n\u00e3o conseguia enxergar uma sa\u00edda. Claro que essas quest\u00f5es j\u00e1 estavam profundamente enraizadas na estrutura da nossa sociedade e foram abertas ali como uma caixa de pandora do fascismo. A percep\u00e7\u00e3o de muitos era de que est\u00e1vamos derrotados e condenados a sermos governados por uma onda de extremismo que varria o mundo, sem que pud\u00e9ssemos fazer nada.<\/p>\n<p>Nesse contexto, os movimentos feministas assumem um papel central \u2013 o ano era 2018, e milhares de mulheres tomaram as ruas de centenas de munic\u00edpios brasileiros. Suas palavras de ordem eram claras: articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ampla. Atrav\u00e9s de encontros produzidos pela internet, buscavam construir um cord\u00e3o sanit\u00e1rio de prote\u00e7\u00e3o da democracia: de um lado, Bolsonaro; de outro, todas as pessoas que se posicionassem contra suas ideias autorit\u00e1rias. O movimento, popularmente conhecido como #EleN\u00e3o, foi a maior mobiliza\u00e7\u00e3o social da \u00faltima d\u00e9cada e simbolizou mais do que uma resist\u00eancia eleitoral \u2013 representou um marco hist\u00f3rico na luta contra a extrema direita no Brasil. Sob a perspectiva de Achille Mbembe em torno da ideia de Fanon, poder\u00edamos dizer que essa mobiliza\u00e7\u00e3o foi um gesto concreto de busca pela sa\u00edda da \u201cgrande noite\u201d que se abateu sobre n\u00f3s depois do per\u00edodo eleitoral de 2014 e que paralisou parte da esquerda. As mulheres, assim, encontravam um caminho poss\u00edvel e um espa\u00e7o para construir a resist\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c0s v\u00e9speras do processo eleitoral de 2018, a for\u00e7a pol\u00edtica do #EleN\u00e3o pode ter sido decisiva para que a chapa que eu compunha como candidata \u00e0 vice-presid\u00eancia de Fernando Haddad chegasse ao segundo turno. Naquele mesmo ano, inaugurou-se um ciclo de pesquisas que evidenciou a diferen\u00e7a de comportamento eleitoral entre mulheres e homens. Em julho, 22% dos homens declaravam espontaneamente votar em Bolsonaro, enquanto apenas 7% das mulheres faziam o mesmo. Em outubro, outro levantamento apontava que, entre eleitores do sexo masculino, Bolsonaro tinha 37% das inten\u00e7\u00f5es de voto, enquanto entre as mulheres o n\u00famero era aproximadamente a metade: 21%, o que o deixava em empate t\u00e9cnico com Haddad, que marcava 22%. Essa diferen\u00e7a se consolidou em 2022, quando Lula venceu com 50,9% dos votos v\u00e1lidos, em grande parte devido ao voto feminino. Estima-se que 58% das mulheres tenham escolhido Lula, enquanto 52% dos homens optaram por Bolsonaro. Quando analisadas as inten\u00e7\u00f5es de voto das pessoas pardas e negras, a vantagem de Lula foi ainda maior: 57% a 35%. Esse protagonismo das mulheres \u2013 especialmente das mulheres negras \u2013 na luta contra a extrema direita n\u00e3o \u00e9 um detalhe, mas uma evid\u00eancia de que a resist\u00eancia feminina, organizada a partir de suas pr\u00f3prias experi\u00eancias e urg\u00eancias, \u00e9 uma for\u00e7a motriz de transforma\u00e7\u00e3o. O #EleN\u00e3o, como express\u00e3o dessa resist\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 enfrentou as trevas autorit\u00e1rias que amea\u00e7avam engolir a democracia brasileira, como tamb\u00e9m acendeu uma luz capaz de nos guiar para fora da \u201cgrande noite\u201d, em dire\u00e7\u00e3o a um futuro mais justo, plural e democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel afirmar, portanto, que existe uma fissura entre escolhas pol\u00edticas de mulheres e homens no Brasil. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade nacional, e a tend\u00eancia atinge pa\u00edses t\u00e3o diversos quanto Coreia do Sul, Alemanha e Estados Unidos. Alice Evans, pesquisadora da Kings College em Londres, anuncia que estamos diante de um abismo de g\u00eanero, que se torna ainda maior \u00e0 medida que mulheres e homens s\u00e3o mais jovens. Essas diverg\u00eancias baseadas em g\u00eanero exigem de n\u00f3s capacidade cr\u00edtica e respostas mais complexas do que o dedo apontado para as mulheres e o chamado identitarismo. Afinal, \u00e9 poss\u00edvel que s\u00f3 derrotemos a extrema direita se compreendermos por que as mulheres n\u00e3o aderem \u00e0s suas ideias.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da economia mundial contribui para isso. Sabemos que homens e mulheres s\u00e3o socializados de maneiras distintas, e que aos homens cabe, numa sociedade patriarcal, prover suas fam\u00edlias. Diante de uma situa\u00e7\u00e3o de crise, desemprego e subemprego, de trabalhos cada vez menos capazes de garantir dignidade, da incapacidade crescente de sair da casa dos pais, lideran\u00e7as forjadas a partir do ressentimento de g\u00eanero ganham espa\u00e7o. Trata-se de l\u00edderes que atribuem o fracasso masculino aos \u00eaxitos femininos, impossibilitados de ver a emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres como algo que beneficia a sociedade como um todo. As redes sociais, como vemos de perto no Brasil, s\u00e3o o ambiente natural em que essas lideran\u00e7as exercem sua influ\u00eancia. Nomes como Andrew Tate, desconhecido de muitos e \u00edcone de Pablo Mar\u00e7al, formam naquele ambiente uma gera\u00e7\u00e3o de homens com idea\u00e7\u00e3o mis\u00f3gina. Em recente pesquisa produzida pelo Netlab\/UFRJ, 76,3 mil v\u00eddeos, que somam mais de 4 bilh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es e 23 milh\u00f5es de coment\u00e1rios, foram analisados, evidenciando n\u00e3o apenas a dimens\u00e3o da audi\u00eancia desses canais, como tamb\u00e9m a lucratividade da chamada \u201cmachosfera\u201d. Na pol\u00edtica, consagra-se aquilo que Marcia Tiburi chama de \u201cmachismo publicit\u00e1rio\u201d, isto \u00e9, mais do que monetiza\u00e7\u00e3o, os mis\u00f3ginos ganham votos ao disseminar conte\u00fados que estimulam perspectivas repletas de discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia f\u00edsica ou psicol\u00f3gica contra mulheres.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria din\u00e2mica das redes sociais contribui para que homens e mulheres tenham cada vez menos coisas em comum entre si e para que homens radicalizem na defesa de suas ideias. As gera\u00e7\u00f5es anteriores conviviam entre si, partilhando experi\u00eancias formativas; j\u00e1 as de hoje s\u00e3o formadas cada vez mais de maneira fragmentada. Com o avan\u00e7o da microssegmenta\u00e7\u00e3o de dados, usu\u00e1rios recebem crescentemente conte\u00fados que refor\u00e7am suas cren\u00e7as, a partir da conex\u00e3o com seus desejos e convic\u00e7\u00f5es. Isso significa que o machismo \u00e9 refor\u00e7ado a partir do que Eli Pariser define como filtros de bolha, isto \u00e9, um isolamento intelectual produzido pela filtragem algor\u00edtmica. \u00c9 importante salientar, por\u00e9m, que, para al\u00e9m dessa automa\u00e7\u00e3o que os algoritmos promovem nas redes sociais, eles s\u00e3o, primeiro, constru\u00e7\u00e3o humana. Conforme nos lembram Deivison Mendes Faustino e Walter Lippold em <em>Colonialismo digital<\/em>, os algoritmos s\u00e3o \u201catravessados por tradi\u00e7\u00f5es, valores subjetiva e inter-subjetivamente partilhados, mas sobretudo com finalidades historicamente determinadas\u201d. Nesse sentido, racismo e misoginia, como elementos indissoci\u00e1veis do pr\u00f3prio capitalismo, parecem elementos estruturantes do processo de desenvolvimento dessas tecnologias.<\/p>\n<p>\u00c9 neste mundo em que mulheres e homens s\u00e3o cada vez mais diferentes, em que as grandes empresas ampliam seus lucros com a fragmenta\u00e7\u00e3o e a radicaliza\u00e7\u00e3o, em que mulheres organizam manifesta\u00e7\u00f5es contra a extrema direita e homens s\u00e3o cada vez mais influenciados por gurus mis\u00f3ginos e racistas, que epis\u00f3dios de viol\u00eancia contra mulheres no ambiente p\u00fablico se tornaram corriqueiros. Por isso, afirmo a necessidade de entender o papel que elas ocupam na resist\u00eancia ao avan\u00e7o da extrema direita no mundo para compreender por que s\u00e3o postas em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia quando ocupam o ambiente pol\u00edtico.<\/p>\n<p>O que pode ser mais antag\u00f4nico \u00e0s ideias mis\u00f3ginas do que uma mulher que sai do espa\u00e7o privado\/dom\u00e9stico? Quem s\u00e3o as porta-vozes dessa gera\u00e7\u00e3o de mulheres cada vez mais diferentes de homens? As mulheres que ocupam o espa\u00e7o p\u00fablico. Por isso, vemos mulheres jornalistas atacadas pelo presidente no \u201ccercadinho\u201d do Pal\u00e1cio, mulheres advogadas perseguidas por den\u00fancias de ass\u00e9dio, mulheres professoras filmadas enquanto d\u00e3o aulas. E, claro, mulheres pol\u00edticas, a express\u00e3o mais ousada do sair de casa, afinal, elas acessam os espa\u00e7os de poder. A viol\u00eancia pol\u00edtica \u00e0 qual s\u00e3o submetidas as mulheres pol\u00edticas \u00e9 ainda mais expressiva quando atravessada pelo racismo. Essas mulheres, que sempre estiveram na base da pir\u00e2mide socioecon\u00f4mica brasileira, ao ocuparem o Parlamento em todos os seus n\u00edveis, s\u00e3o a subvers\u00e3o total daquilo que, historicamente, \u00e9 reservado a elas.<\/p>\n<p>O processo eleitoral de 2024 registrou 13 vezes mais den\u00fancias de viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero e ra\u00e7a do que o anterior. Mais de 60% das mulheres prefeitas ou vice-prefeitas afirmam j\u00e1 ter sido postas em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia pelo fato de serem mulheres. As situa\u00e7\u00f5es relatadas s\u00e3o diversas: Liliane Rodrigues, candidata a vice-prefeita de Porto Velho, foi estuprada em uma reuni\u00e3o pol\u00edtica; a deputada federal carioca Tal\u00edria Petrone foi impedida de participar de atividades de sua campanha enquanto ela pr\u00f3pria e suas duas crian\u00e7as eram amea\u00e7adas de morte. \u00c1urea Carolina voltou a militar na sociedade civil depois de ser submetida \u00e0 viol\u00eancia cotidiana que atinge as mulheres num ambiente que n\u00e3o lhes pertence. As frases de amparo reproduzem, afetuosamente, a l\u00f3gica que nos liquida: voc\u00ea \u00e9 forte, ningu\u00e9m aguenta aquilo que voc\u00ea aguenta, n\u00e3o desista\/precisamos de voc\u00ea. Um caminho que reafirma a relev\u00e2ncia sem considerar qual \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de perman\u00eancia dessas mulheres no ambiente p\u00fablico.<\/p>\n<p>Amea\u00e7adas de morte ou estupro, muitas vezes vendo suas crian\u00e7as tamb\u00e9m serem expostas \u00e0 viol\u00eancia, essas mulheres vivem uma situa\u00e7\u00e3o de isolamento pol\u00edtico. Detratadas pelas m\u00e1quinas de distribui\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o, atacadas pelos l\u00edderes pol\u00edticos ou influenciadores da \u201cmachosfera\u201d, tidas como \u201cidentit\u00e1rias\u201d por setores progressistas, a solid\u00e3o se torna companheira dessas mulheres. Em pesquisa realizada pelo instituto que presido, E Se Fosse Voc\u00ea?, monitoramos as redes sociais das principais lideran\u00e7as dos poderes Executivo e Legislativo (350 no total) em uma das levas de amea\u00e7as que atingiram oito parlamentares. Apenas 14% deles manifestaram solidariedade a elas. Se partimos do pressuposto de que a agenda de quem faz pol\u00edtica passa pelas opini\u00f5es emitidas nas redes sociais, conclu\u00edmos que esse \u00e9 um tema desimportante, do qual querem manter dist\u00e2ncia. No mesmo per\u00edodo de 2023, o padre J\u00falio Lancellotti foi amea\u00e7ado de morte. Tanto as redes sociais quanto o governo se mobilizaram para reconhecer, de maneira correta, \u00e9 evidente, a relev\u00e2ncia de seu trabalho social. N\u00e3o \u00e9 preciso esfor\u00e7o para compreender o que o fazia merecedor de prote\u00e7\u00e3o e reconhecimento, enquanto as mulheres parlamentares eram abandonadas \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n<p>Gosto da ideia de O\u2019Neill de que os processos de Big Data codificam o passado ou aquilo que est\u00e1 passando. \u00c9 um indicativo de que apenas n\u00f3s, seres humanos, podemos inventar o futuro. E esse futuro, ainda n\u00e3o codificado, est\u00e1 sendo inventado por mulheres, sobretudo mulheres negras, que estabelecem a justi\u00e7a social acima do lucro e da viol\u00eancia. Barrar a viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero e ra\u00e7a \u00e9 abrir caminho para que esse novo mundo possa nascer e a humanidade trilhe, assim, a sa\u00edda da \u201cgrande noite\u201d.<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/assim-as-mulheres-desafiam-mare-fascista\/\">Assim as mulheres desafiam a mar\u00e9 fascista<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/marqueteiro-do-pl-atendeu-malafaia-e-fez-video-que-pressiona-stf-e-congresso\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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