{"id":16735,"date":"2025-03-13T22:08:07","date_gmt":"2025-03-14T01:08:07","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/mulheres-sem-terra-denunciam-as-violencias-do-capital-no-campo-por-todo-o-pais\/"},"modified":"2025-03-13T22:08:07","modified_gmt":"2025-03-14T01:08:07","slug":"mulheres-sem-terra-denunciam-as-violencias-do-capital-no-campo-por-todo-o-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mulheres-sem-terra-denunciam-as-violencias-do-capital-no-campo-por-todo-o-pais\/","title":{"rendered":"Mulheres Sem Terra denunciam as viol\u00eancias do capital no campo por todo o pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9772-1024x768-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9772-1024x768-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9772-300x225.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9772-768x576.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9772-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9772.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Jornada Nacional de Lutas, com o lema \u201dAgroneg\u00f3cio \u00e9 viol\u00eancia e crime ambiental, a luta das mulheres \u00e9 contra o capital!\u201d. Foto: MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Em continuidade \u00e0s a\u00e7\u00f5es do 8 de mar\u00e7o por todo o pa\u00eds, do Dia Internacional da Mulher, as mulheres Sem Terra realizam sua Jornada Nacional de Lutas, com o lema \u201dAgroneg\u00f3cio \u00e9 viol\u00eancia e crime ambiental, a luta das mulheres \u00e9 contra o capital!\u201d. Ao todo, 12 mil mulheres realizaram mais de 70 atividades massivas em n\u00edvel nacional, reunindo mulheres de 23 estados e do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Entre as principais a\u00e7\u00f5es, as mulheres organizaram uma <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/03\/13\/em-jornada-de-lutas-mulheres-sem-terra-ocupam-area-da-suzano-em-aracruz-es\/\">ocupa\u00e7\u00e3o<\/a> de \u00e1rea da empresa <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/03\/13\/por-que-ocupamos-a-suzano\/\">Suzano<\/a>, em Aracruz,\u00a0 ES; denunciaram a empresa CMPC, que est\u00e1 dominando a silvicultura no Rio Grande do Sul;\u00a0 ocuparam a \u00e1rea no Per\u00edmetro de Irriga\u00e7\u00e3o Tabuleiro de Russas, em Limoeiro do Norte, CE; realizaram um escracho na subesta\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o C\u00e2mara III, da Chesf, RN; ocuparam trecho da BR-010, via de acesso a uma das maiores f\u00e1bricas de papel e celulose da Suzano no pa\u00eds, em Imperatriz, MA.\u00a0<\/p>\n<p>A Jornada conta com atividades entre 11 a 14 de mar\u00e7o e re\u00fane as mulheres do campo, das \u00e1guas e das florestas em encontros, forma\u00e7\u00f5es, plantios, marchas, protestos e ocupa\u00e7\u00f5es de terra em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. As a\u00e7\u00f5es buscam denunciar as viol\u00eancias do agro-hidro-m\u00ednero-neg\u00f3cio, que expropria corpos e territ\u00f3rios, envenena povos e terras, mercantiliza alimentos e a natureza, seca rios, aprofunda desigualdades e agrava a crise ambiental.<\/p>\n<p>Em carta manifesto, as Mulheres Sem Terra denunciam que: \u201cO capitalismo no campo tem demonstrado sua face perversa para toda a sociedade brasileira, com crimes ambientais devastadores e, ainda assim, eles continuam com seu projeto de lucro e morte. N\u00e3o podemos esquecer a lama t\u00f3xica da Vale, que atravessou Mariana e Brumadinho, do afundamento da Lagoa Munda\u00fa e dos bairros perif\u00e9ricos, causado pela Braskem em Alagoas, o desmatamento por agrot\u00f3xicos provocado por fazendeiros no Pantanal matogrossense e as mais de quatro mil den\u00fancias por crimes ambientais registrados a cada m\u00eas no Brasil.\u201d<\/p>\n<p><strong>Confira as mobiliza\u00e7\u00f5es realizadas em todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds:<\/strong><\/p>\n<h2><strong>NORDESTE<\/strong><\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/5bd10617-aec1-4d25-b8fe-49451bdb795b-1024x768-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/5bd10617-aec1-4d25-b8fe-49451bdb795b-1024x768-1.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/5bd10617-aec1-4d25-b8fe-49451bdb795b-300x225.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/5bd10617-aec1-4d25-b8fe-49451bdb795b-768x576.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/5bd10617-aec1-4d25-b8fe-49451bdb795b-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/5bd10617-aec1-4d25-b8fe-49451bdb795b.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Em Cra\u00edbas, Agreste de Alagoas, mulheres e suas fam\u00edlias ocupam a entrada da Vale Verde. Foto: MST Alagoas<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Alagoas<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira (13), cerca de 300 mulheres trabalhadoras rurais e urbanas realizaram um ato de den\u00fancia contra a Minera\u00e7\u00e3o Vale Verde, localizada no munic\u00edpio de Cra\u00edbas, interior de Alagoas.<\/p>\n<p>O ato denunciou que a atividade da minera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o tem provocado impactos ambientais e sociais graves, incluindo contamina\u00e7\u00e3o de rios, morte precoce de animais, tremores de terra e rachaduras em casas. Os relatos dos moradores apontam tamb\u00e9m que explos\u00f5es frequentes utilizadas no processo de extra\u00e7\u00e3o mineral est\u00e3o afetando comunidades vizinhas, trazendo inseguran\u00e7a para as fam\u00edlias que vivem no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Presente na regi\u00e3o desde 2007, a Minera\u00e7\u00e3o Vale Verde tem o objetivo de realizar o \u201cProjeto Serrote\u201d no Agreste de Alagoas, para a abertura de uma mina a c\u00e9u aberto para o beneficiamento e produ\u00e7\u00e3o do concentrado de cobre.<\/p>\n<p>J\u00e1 na noite desta quarta-feira (12), ocorreu o Ato Pol\u00edtico em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria, no Acampamento Dandara dos Palmares, em Macei\u00f3 (AL), reunindo apoiadoras e organiza\u00e7\u00f5es parceiras da luta pela Reforma Agr\u00e1ria. A atividade reafirmou a unidade do campo e da cidade na defesa da luta pela terra, da produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e do enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres.<\/p>\n<p><strong>Pernambuco<\/strong><\/p>\n<p>Entre os dias 13, 14 e 15 de mar\u00e7o, o MST em Pernambuco realiza o Encontro Estadual das Mulheres Sem Terra, no Centro de Forma\u00e7\u00e3o Paulo Freire, localizado no assentamento Normandia, em Caruaru. O evento reune camponesas de diversas regi\u00f5es do estado para debater a conjuntura, fortalecer a auto-organiza\u00e7\u00e3o e reafirmar a luta feminista e anticapitalista no campo.<\/p>\n<p>No estado, as mulheres Sem Terra tamb\u00e9m estiveram nas ruas de Olinda no dia 8 de mar\u00e7o, se somando \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es nacionais.<\/p>\n<p>Ainda no pr\u00f3ximo dia 15 de mar\u00e7o, as camponesas tomar\u00e3o as ruas de Caruaru em marcha, marcada pela resist\u00eancia e celebra\u00e7\u00e3o, juntamente com o bloco feminista Nem C\u00e1 Mulesta.<\/p>\n<p><strong>Sergipe<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira, dia 13, as mulheres Sem Terra de diversas regi\u00f5es de Sergipe protagonizaram a\u00e7\u00f5es na cidade de Est\u00e2ncia. Al\u00e9m de realizarem uma caminhada e fecharem a BR-101, as camponesas distribu\u00edram mais de 5 toneladas de alimentos a quem passava pela rodovia durante o trancamento.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 reafirma a luta contra as viol\u00eancias do agroneg\u00f3cio e a destrui\u00e7\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m destaca a solidariedade e o compromisso com as comunidades que enfrentam a precariedade nas estradas. As mulheres camponesas utilizaram a a\u00e7\u00e3o para denunciar o modelo agroexportador que agrava a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e perpetua desigualdades.<\/p>\n<p><strong>Bahia<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira (13), cerca de 300 fam\u00edlias agricultoras realizaram duas ocupa\u00e7\u00f5es de terras improdutivas na regi\u00e3o da Chapada Diamantina, na Bahia.<\/p>\n<p>As \u00e1reas ocupadas est\u00e3o localizadas nos munic\u00edpios de Nova Reden\u00e7\u00e3o e Boa Vista do Tupim e h\u00e1 anos permanecem improdutivas. As mulheres Sem Terra reivindicam que esses territ\u00f3rios sejam destinados \u00e0 Reforma Agr\u00e1ria, garantindo \u00e0s fam\u00edlias agricultoras o direito de produzir alimentos saud\u00e1veis, gerar emprego e viver com dignidade no campo.<\/p>\n<p>J\u00e1 na manh\u00e3 desta quarta-feira (12), cerca de 600 mulheres Sem Terra ocuparam um trecho da BR-101, pr\u00f3ximo a Gontijo, no sentido de Itamaraju, no extremo sul da Bahia. A ocupa\u00e7\u00e3o da rodovia \u00e9 uma das diversas a\u00e7\u00f5es organizadas nacionalmente, marcando a resist\u00eancia das mulheres contra a explora\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios camponeses. O protesto tamb\u00e9m se soma \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es do Dia Internacional da Mulher, reafirmando o protagonismo feminino na luta por soberania alimentar, justi\u00e7a social e defesa dos bens naturais.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>Para\u00edba<\/strong><\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (13), cerca de 300 mulheres Sem Terra realizaram ato no litoral Paraibano, em frente \u00e0 empresa de energia solar Atiaia,\u00a0 no munic\u00edpio de Caapor\u00e3, na divisa entre a Para\u00edba e Pernambuco. Participaram as camponesas e camponeses de acampamentos e assentamentos de todo o litoral paraibano.<\/p>\n<p>Na tarde desta quarta-feira (12),\u00a0 no Pr\u00e9-assentamento Wanderley Caixe, em Pedras de Fogo, ocorreu uma forma\u00e7\u00e3o de cerca de 130 mulheres que vivem nos acampamentos e assentamentos localizados na v\u00e1rzea e litoral do estado. Ao longo da forma\u00e7\u00e3o foram realizadas oficinas e uma marcha.<\/p>\n<p>Ainda nesta quinta-feira (13), as mulheres Sem Terra paraibanas tamb\u00e9m se somaram \u00e0 16\u00aa Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, ocupando as ruas do munic\u00edpio de Esperan\u00e7a (PB), para denunciar os impactos dos mega projetos energ\u00e9ticos. Assim como as agricultoras do Polo da Borborema, as camponesas marcharam contra o arrendamento injusto das terras, a inviabiliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente e do modo de vida campon\u00eas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Cear\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Na madrugada desta quinta-feira (13), as Mulheres Sem Terra ocuparam a \u00e1rea no Per\u00edmetro de Irriga\u00e7\u00e3o Tabuleiro de Russas, localizado no munic\u00edpio de Limoeiro do Norte, Cear\u00e1. A a\u00e7\u00e3o reuniu mais de 200 fam\u00edlias e traz o debate sobre a Reforma Agr\u00e1ria na regi\u00e3o, conhecida como um dos principais espa\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio no Estado. A terra ocupada pertence \u00e0 Uni\u00e3o e est\u00e1 sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).<\/p>\n<p><strong>Piau\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>As Mulheres Sem Terra piauienses ocuparam a sede da Agespisa, em S\u00e3o Jo\u00e3o do Piau\u00ed. Nos \u00faltimos meses, o governo do estado tem promovido uma s\u00e9rie de privatiza\u00e7\u00f5es no estado, uma delas, \u00e9 a Agespisa, que impacta diretamente a popula\u00e7\u00e3o, denunciando o descaso do governo com a popula\u00e7\u00e3o piauiense, mas principalmente com as fam\u00edlias assentadas da Reforma Agr\u00e1ria. A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m denuncia a forma como a capital tem se apropriado dos territ\u00f3rios e dos recursos naturais, atrav\u00e9s dos parques de energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Rio Grande do Norte<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira (13),o coletivo de mulheres do MST no Rio Grande do Norte realizou a\u00e7\u00e3o na subesta\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o C\u00e2mara III, da Chesf, uma das maiores do estado, localizada na comunidade de Queimadas, no munic\u00edpio de Jo\u00e3o C\u00e2mara, regi\u00e3o do Mato Grande. As mulheres buscaram denunciar o avan\u00e7o do capital energ\u00e9tico nas comunidades tradicionais do estado em manifesta\u00e7\u00e3o. Contratos abusivos, problemas de sa\u00fade, sociais e conflitos territoriais s\u00e3o algumas das consequ\u00eancias do avan\u00e7o das energias renov\u00e1veis no estado potiguar.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 conhecida como Capital Nacional dos Ventos, por apresentar um dos maiores polos de concentra\u00e7\u00e3o de complexos e\u00f3licos do pa\u00eds. A \u00e1rea apresenta uma grande concentra\u00e7\u00e3o de assentamentos, a exemplo do Maraj\u00f3, Modelo I e II, Maria da Paz, Brinco de Ouro, Lim\u00e3o, Primeiro de Junho e outros, que acumulam mais de 500 fam\u00edlias diretamente atingidas.<\/p>\n<h2><strong>SUDESTE<\/strong><\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/22435d20-05d6-41c8-a50a-f2bfe63cf762-1024x682-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/22435d20-05d6-41c8-a50a-f2bfe63cf762-1024x682-1.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/22435d20-05d6-41c8-a50a-f2bfe63cf762-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/22435d20-05d6-41c8-a50a-f2bfe63cf762-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/22435d20-05d6-41c8-a50a-f2bfe63cf762.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Mulheres Sem Terra ocupam \u00e1rea da Suzano Papel e Celulose, em Aracruz (ES). Foto: Priscila Ramos<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n<p>Durante esta quinta-feira (13), cerca de mil Mulheres Sem Terra dos estados do Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Minas Gerais reuniram-se para ocupar uma \u00e1rea da empresa Suzano, no munic\u00edpio de Aracruz (ES). Atualmente, existem 22 \u00e1reas em conflito com a Suzano somente no Esp\u00edrito Santo, e em todo o Brasil, as demais negocia\u00e7\u00f5es de conflito n\u00e3o t\u00eam avan\u00e7ado.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>Mais de 100 mulheres assentadas e acampadas do MST de diversas regi\u00f5es do estado de S\u00e3o Paulo, realizaram ato na sede do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), na capital, na manh\u00e3 desta quinta-feira (13), para apresentar a pauta de reivindica\u00e7\u00f5es da Reforma Agr\u00e1ria que continua paralisada no estado.<\/p>\n<p>No estado de S\u00e3o Paulo, existem aproximadamente 5 mil fam\u00edlias acampadas ainda aguardando a terra. As Mulheres Sem Terra reivindicam que o governo fa\u00e7a cumprir a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e desaproprie imediatamente as terras devolutas e improdutivas para que essas fam\u00edlias saiam da condi\u00e7\u00e3o de acampadas e possam se desenvolver a partir da agricultura familiar.<\/p>\n<p><strong>Minas Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 do dia 8 de mar\u00e7o, as Mulheres Sem Terra participaram do Ato #8M em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, para lutar contra as viol\u00eancias e pela igualdade junto com os sindicatos, partidos e movimentos do campo popular. Tamb\u00e9m houveram atividades regionais no estado com forma\u00e7\u00e3o e mutir\u00f5es de plantio de \u00e1rvores, exercitando a teoria e pr\u00e1tica na luta pela regenera\u00e7\u00e3o ambiental e contra o capital.<\/p>\n<h2><strong>SUL<\/strong><\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-13-at-08-1024x683-1.webp\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-13-at-08-1024x683-1.webp 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-13-at-08-300x200.webp 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-13-at-08-768x512.webp 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-13-at-08-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-13-at-08.webp 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>As mulheres sem terra v\u00e3o se manter em vig\u00edlia contra a silvicultura\u00a0no Bioma Pampa. Foto: Rafa Dotti<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Santa Catarina<\/strong><\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 7, cerca de 100 mulheres camponesas ocuparam a pra\u00e7a de S\u00e3o Jos\u00e9 do Cedro, no extremo oeste de Santa Catarina. As manifestantes reafirmaram a Jornada Nacional de Luta das Camponesas \u201cPela vida das Mulheres seguimos na defesa da agroecologia e da democracia, contra o fascismo, o patriarcado e o racismo.\u201d Neste ato, as atividades contaram com a participa\u00e7\u00e3o das companheiras e companheiros da PJR, MST, MMTU, Fetraf, lideran\u00e7as da igreja e representantes de mandatos.<\/p>\n<p><strong>Rio Grande do Sul<\/strong><\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, mais de mil Mulheres Sem Terra estiveram mobilizadas nesta quinta-feira (13), em quatro regi\u00f5es, para denunciar o avan\u00e7o da silvicultura e a preocupa\u00e7\u00e3o com o que esse avan\u00e7o provoca no bioma Pampa. O principal alvo da mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a empresa CMPC, que est\u00e1 dominando a silvicultura no estado. As a\u00e7\u00f5es acontecem em Gua\u00edba, Porto Alegre, Pelotas, Santana do Livramento e Tupanciret\u00e3 com marchas, interven\u00e7\u00f5es culturais, debates e plantio de mudas. Ocorreu tamb\u00e9m a entrega de uma Not\u00edcia de Fato, com uma den\u00fancia sobre a desregulamenta\u00e7\u00e3o das normas ambientais relacionadas \u00e0 silvicultura e seus impactos socioambientais no Rio Grande do Sul ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, assinada por diversas entidades.<\/p>\n<p><strong>Paran\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira (13), as Mulheres do coletivo Marmitas da Terra do Paran\u00e1, foram ao territ\u00f3rio ind\u00edgena Cristo Purun\u00e3, localizado no Morro do Cristo, em S\u00e3o Luiz do Purun\u00e3, para realizar mais uma a\u00e7\u00e3o de solidariedade.<\/p>\n<p>O reconhecimento da trajet\u00f3ria de lutas na consolida\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e do trabalho desempenhado \u00e0 frente do coletivo Marmitas da Terra rendeu a Adriana Oliveira, que tamb\u00e9m comp\u00f5e a dire\u00e7\u00e3o estadual do MST no Paran\u00e1, uma homenagem prestada pela Assembleia Legislativa do Estado (Alep). O evento aconteceu na noite da \u00faltima ter\u00e7a-feira (11), no Plenarinho da Casa, sob proposi\u00e7\u00e3o da deputada Ana J\u00falia e em alus\u00e3o ao Dia da Mulher.<\/p>\n<p>J\u00e1 na noite da \u00faltima segunda-feira (10), mulheres, homens e crian\u00e7as do Coletivo Marmitas da Terra, e convidadas, se uniram para debater e produzir arte. Esta foi mais uma a\u00e7\u00e3o que comp\u00f5e o \u201cAromas de Mar\u00e7o\u201d, iniciativa que visa promover atividades que valorizem a diversidade, coletividade e a criatividade como ferramentas de luta e de constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 da \u00faltima sexta-feira (7), 500 camponesas e camponeses Sem Terra realizaram uma marcha at\u00e9 a Prefeitura Municipal, em Reserva do Igua\u00e7u (PR), para denunciar a amea\u00e7a de despejo de 110 fam\u00edlias da comunidade Resist\u00eancia Camponesa. A mobiliza\u00e7\u00e3o integrou o Encontro Estadual das Mulheres Sem Terra do Paran\u00e1, iniciado no dia anterior, com companheiras Sem Terra de diversas regi\u00f5es do estado. No per\u00edodo da tarde, a mobiliza\u00e7\u00e3o foi em frente ao F\u00f3rum da Comarca de Pinh\u00e3o, onde se reuniram com a ju\u00edza titular Nat\u00e1lia Calegari Evangelista.\u00a0<\/p>\n<p>Na \u00faltima quinta-feira (6) tamb\u00e9m ocorreram mutir\u00f5es de doa\u00e7\u00e3o de sangue, aulas de defesa pessoal para mulheres, e a participa\u00e7\u00e3o delas no ato unificado da Frente Feminista do estado, durante a marcha do 8M em Curitiba.<\/p>\n<h2><strong>CENTRO-OESTE<\/strong><\/h2>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/2c9782f4-1777-4eb9-b010-aa56955129b9-1024x768-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/2c9782f4-1777-4eb9-b010-aa56955129b9-1024x768-1.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/2c9782f4-1777-4eb9-b010-aa56955129b9-300x225.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/2c9782f4-1777-4eb9-b010-aa56955129b9-768x576.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/2c9782f4-1777-4eb9-b010-aa56955129b9-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/2c9782f4-1777-4eb9-b010-aa56955129b9.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Mulheres Sem Terra se mobilizam na sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Foto: Comunica\u00e7\u00e3o do MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Distrito Federal<\/strong><\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (13), mais de 350 mulheres se reuniram no Acampamento 8 de Mar\u00e7o, em Planaltina (DF), para um ato pol\u00edtico com plantio de \u00e1rvores e distribui\u00e7\u00e3o de alimentos na BR-020, que liga Bras\u00edlia a Planaltina. A a\u00e7\u00e3o teve o objetivo de promover o debate sobre a reforma agr\u00e1ria, o direito a alimentos saud\u00e1veis, e denunciar as viola\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio que envenenam os territ\u00f3rios, as \u00e1guas e os corpos de homens, mulheres e crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 200 Mulheres Sem Terra se reuniram no acampamento Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno, em Formosa, Goi\u00e1s, para o Ato Pol\u00edtico em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria, que articulou pautas relevantes sobre a luta pela Reforma Agr\u00e1ria e o enfrentamento ao agroneg\u00f3cio na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Rond\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quarta-feira (12), as Mulheres Sem Terra, em conjunto com a Via Campesina, realizaram uma audi\u00eancia em Jaru, com representantes do poder p\u00fablico para discutir a Reforma Agr\u00e1ria, a soberania alimentar e pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam dignidade \u00e0s trabalhadoras do campo, das \u00e1guas e das florestas.<\/p>\n<p>A audi\u00eancia, aconteceu em meio ao Encontro Estadual das Mulheres da Via Campesina, que ao longo de dois dias de atividades, abordaram temas como as reflex\u00f5es sobre a condi\u00e7\u00e3o das mulheres no campo, os impactos dos agrot\u00f3xicos em suas vidas, e fazer encaminhamentos para a realiza\u00e7\u00e3o da VIII Festa Camponesa.<\/p>\n<p><strong>Mato Grosso<\/strong><\/p>\n<p>No Mato Grosso, 150 Mulheres Sem Terra realizam um Ato na Assembleia Legislativa do estado, em Cuiab\u00e1, contando com o apoio de outras organiza\u00e7\u00f5es camponesas e urbanas de todas as regi\u00f5es do estado. O Ato tem objetivo de denunciar as diversas viol\u00eancias cotidianas que a assembleia tem legitimado na sua atua\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>As camponesas tamb\u00e9m repudiam alguns projetos de leis que t\u00eam sido apresentados na casa legislativa, como: a redu\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia m\u00ednima para pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos; a retirada do estado de Mato Grosso da Amaz\u00f4nia Legal, para amplia\u00e7\u00e3o das \u00e1reas desmatadas; a reclassifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de Cerrado da Amaz\u00f4nia, dentre outros<\/p>\n<h2><strong>AMAZ\u00d4NICA<\/strong><\/h2>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CAPA-Larissa-Lopes-2-1024x682-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CAPA-Larissa-Lopes-2-1024x682-1.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CAPA-Larissa-Lopes-2-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CAPA-Larissa-Lopes-2-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CAPA-Larissa-Lopes-2.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Mulheres interditam via de acesso \u00e0 f\u00e1brica da Suzano no Maranh\u00e3o e denunciam avan\u00e7o do eucalipto e crimes contra trabalhadores rurais. Foto: Larissa Lopes (MST)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Maranh\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta (13), mais de 250 mulheres do Movimento Sem Terra e de comunidades rurais da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, dos estados do Maranh\u00e3o, Par\u00e1 e Tocantins ocuparam trecho da BR-010, via de acesso a uma das maiores f\u00e1bricas de papel e celulose da Suzano no pa\u00eds, em Imperatriz, MA. Esta \u00e9 uma regi\u00e3o estrat\u00e9gica de escoamento do agroneg\u00f3cio, em den\u00fancia ao avan\u00e7o do eucalipto, viol\u00eancias contra trabalhadores rurais, pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos e contamina\u00e7\u00e3o do solo e das \u00e1guas.\u00a0<\/p>\n<p>A empresa tem amea\u00e7ado trabalhadores rurais e proibido o plantio de alimentos em territ\u00f3rios de reforma agr\u00e1ria e terras da Uni\u00e3o sob judicializa\u00e7\u00e3o, com pr\u00e1ticas de intimida\u00e7\u00e3o, uso de viol\u00eancia f\u00edsica e despejo de veneno nas planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (13), aconteceu em Parauapebas(PA), a audi\u00eancia p\u00fablica das mulheres na C\u00e2mara Municipal. Onde as trabalhadoras rurais Sem Terra realizam atividade para denunciar a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas e direitos b\u00e1sicos. Ap\u00f3s a audi\u00eancia e ato, as camponesas tamb\u00e9m realizam doa\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e0 fam\u00edlias vulner\u00e1veis, reafirmando a import\u00e2ncia da Reforma Agr\u00e1ria e produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis para o povo.<\/p>\n<p><strong>Tocantins<\/strong><\/p>\n<p>As Mulheres do MST se reuniram para mais um dia de luta e fortalecimento coletivo, no acampamento Beatriz Bandeira, em Caseara (TO). Durante o encontro, foram discutidos\u00a0 protocolos de seguran\u00e7a, experi\u00eancias e desenvolvimento de estrat\u00e9gias de enfrentamento ao agroneg\u00f3cio, \u00e0s viol\u00eancias e crimes ambientais. O espa\u00e7o, teve roda de conversa, que abordou temas como liberdade financeira e as diversas formas de viol\u00eancia que atingem as mulheres no campo e na cidade.<\/p>\n<p><strong>Roraima<\/strong><\/p>\n<p>Na noite desta quarta-feira (12), as Mulheres Sem Terra de Roraima, se reuniram no Ponto de Cultura Ulisses Mana\u00e7as, Boa Vista-RR, para debater as viol\u00eancias que afetam as afetam, em conjunto com uma oficina de autocuidado organizado pelo setor de g\u00eanero do estado, com sess\u00f5es de escalda p\u00e9s e ervas medicinais. Al\u00e9m da atividade realizada na capital, ocorrer\u00e1 outra edi\u00e7\u00e3o desse encontro de debate e autocuidado na comunidade rural de Mucaja\u00ed-RR, no pr\u00f3ximo domingo (16), com a presen\u00e7a das agricultoras familiares, onde \u00e9 desenvolvido o projeto de plantio de \u00e1rvores.<\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/03\/13\/mulheres-sem-terra-denunciam-as-violencias-do-capital-no-campo-por-todo-o-pais\/\">Mulheres Sem Terra denunciam as viol\u00eancias do capital no campo por todo o pa\u00eds<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/talita-silva-grava-album-ao-vivo-em-bh-e-aposta-na-fusao-entre-soul-rap-e-brasil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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