{"id":17115,"date":"2025-03-16T13:21:10","date_gmt":"2025-03-16T16:21:10","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/pesquisas-de-universidades-do-rs-apontam-caminhos-para-o-enfrentamento-da-crise-climatica\/"},"modified":"2025-03-16T13:21:10","modified_gmt":"2025-03-16T16:21:10","slug":"pesquisas-de-universidades-do-rs-apontam-caminhos-para-o-enfrentamento-da-crise-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pesquisas-de-universidades-do-rs-apontam-caminhos-para-o-enfrentamento-da-crise-climatica\/","title":{"rendered":"Pesquisas de universidades do RS apontam caminhos para o enfrentamento da crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<section>\n<div>\n<p><span>Durante cerca de nove horas de evento, pesquisadores de universidades federais do Rio Grande do Sul apresentaram a s\u00edntese de seus estudos feitos no \u00e2mbito do projeto <\/span><span>\u201cRS: Resili\u00eancia &amp; Sustentabilidade\u201d. Promovido pela ent\u00e3o Secretaria para Apoio \u00e0 Reconstru\u00e7\u00e3o do RS (SERS), do governo federal, em coopera\u00e7\u00e3o com a Funda\u00e7\u00e3o Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo (FESPSP), a confer\u00eancia cient\u00edfica realizado na \u00faltima sexta-feira (14), no sal\u00e3o de atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, foi o \u00e1pice do projeto que subsidiou linhas de pesquisas j\u00e1 existentes nas universidades federais ga\u00fachas sobre temas que se relacionam com a crise clim\u00e1tica, adapta\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span>Ex-ministro da SERS, Paulo Pimenta recordou, durante a abertura do evento, que uma de suas primeiras a\u00e7\u00f5es ao assumir a pasta foi chamar as universidades para dialogar. Havia o entendimento de que, para al\u00e9m das medidas emergenciais que a urg\u00eancia da cat\u00e1strofe impunha, era preciso criar condi\u00e7\u00f5es para discutir os desafios do futuro. \u201cEsse semin\u00e1rio \u00e9 feito da compreens\u00e3o que temos da ci\u00eancia para que possamos construir a\u00e7\u00f5es no momento presente. N\u00e3o podemos abrir m\u00e3o da intelig\u00eancia e das pesquisas cient\u00edficas produzidas por nossas universidades\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span>Ex-secret\u00e1rio-executivo da SERS e atualmente chefe do escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o do governo federal no RS, Maneco Hassen recordou das dificuldades vividas no momento mais grave da enchente que devastou o estado ga\u00facho em maio de 2024 e destacou que, desde ent\u00e3o, o governo federal j\u00e1 investiu mais de R$ 80 bilh\u00f5es no RS. At\u00e9 o momento, 419 mil fam\u00edlias e 50 mil empresas acessaram algum dos aux\u00edlios emergenciais criados pelo governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Na \u00faltima semana, o governo federal assinou o contrato da casa de n\u00famero mil entregue para uma fam\u00edlia v\u00edtima da enchente. \u201cIsso d\u00e1 uma ideia do tamanho da trag\u00e9dia no estado\u201d, avaliou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Por sua vez, Jo\u00e3o Ferrer, um dos consultores do projeto, destacou na abertura a capacidade cient\u00edfica das universidades ga\u00fachas e a grande intelig\u00eancia produzida por elas, que devem ser ouvidas para colaborar no enfrentamento da crise clim\u00e1tica. \u201cN\u00e3o quer dizer que somos contra o conhecimento de pa\u00edses estrangeiros, h\u00e1 complementaridade e n\u00e3o diverg\u00eancia\u201d, ponderou.<\/span><\/p>\n<p><span>Ricardo Pereira da Silva, diretor de projetos da FESPSP, destacou que desde sua funda\u00e7\u00e3o, h\u00e1 92 anos, a entidade sempre atuou no campo da pesquisa para melhorar as rela\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas, colaborando para o desenvolvimento social. \u201c\u00c9 uma funda\u00e7\u00e3o que se mant\u00e9m viva pelo seu dinamismo e que, por meio de uma coordenadoria de projetos, tenta junto com parceiros regionais desenvolver aspectos que v\u00e3o melhorar a vida das pessoas\u201d, ressaltou.\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span>Anfitri\u00e3 do evento, a reitora da UFRGS, M\u00e1rcia Barbosa, recordou que cientistas da Rede Clima alertam h\u00e1 10 anos para as chuvas na regi\u00e3o Sul do Brasil, a seca na Amaz\u00f4nia e o desmatamento no Centro-Oeste. \u201cEm maio de 2024, come\u00e7ou a chover forte para a surpresa de zero cientistas\u201d, lamentou, afirmando que o desastre ocorreu por falta de preparo e que \u00e9 preciso cuidar dos riscos. Ela ainda criticou o fato das universidades normalmente serem chamadas somente no momento da emerg\u00eancia. \u201cChega de universidade \u2018band-aid\u2019\u201d, cobrou. \u00a0 <\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<section><\/section>\n<section>\n<div>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-261030\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-2048x1481-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"741\" srcset=\"https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-1024x741.jpg 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-300x217.jpg 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-768x555.jpg 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-1536x1111.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-2048x1481-1.jpg 2048w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-100x72.jpg 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-500x362.jpg 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-720x521.jpg 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-800x579.jpg 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-1080x781.jpg 1080w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8459-1600x1157.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>A filipina Sara Jane Ahmed, conselheira do V20, grupo de pa\u00edses vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Foto: Larry\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<section>\n<div>\n        Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil e no mundo    <\/div>\n<\/section>\n<section><\/section>\n<section>\n<div>\n<p><span>Tendo como olhar as \u201cvulnerabilidades e perspectivas para um futuro de prosperidade\u201d, o primeiro painel da confer\u00eancia cient\u00edfica contou com as participa\u00e7\u00f5es especiais da filipina Sara Jane Ahmed, conselheira do V20 (grupo de pa\u00edses vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas) e de Inamara M\u00e9lo, diretora de Pol\u00edticas para Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia \u00e0 Mudan\u00e7a do Clima do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/span><\/p>\n<p><span>Em 2009, 11 dos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas se reuniram nas Ilhas Maldivas para encontrar um modo de ter voz perante o mundo, dando origem ao F\u00f3rum de Vulnerabilidade Clim\u00e1tica. Seis anos depois, em 2015, foi fundado o V20. Sara destacou que, atualmente, existem 70 pa\u00edses pequenos, fr\u00e1geis e afetados por conflitos que contribuem com apenas 6% das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, apesar de serem extremamente vulner\u00e1veis \u00e0 crise do clima. \u201cS\u00e3o pa\u00edses que querem sobreviver\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span>Em sua fala, ela apresentou a necessidade de US$ 49 bilh\u00f5es por ano de investimentos para proteger as na\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis, mas lamentou que a arquitetura financeira dificulta a chegada dos recursos a quem mais precisa e que h\u00e1 barreiras econ\u00f4micas que punem os pa\u00edses com d\u00edvidas. Ao cobrar mobiliza\u00e7\u00e3o de capital para enfrentar os danos causados pelo clima, Sara explicou que muitos destes pa\u00edses, como Bangladesh, Sri Lanka e Gana, entre outros, t\u00eam planos de enfrentamento \u00e0 crise clim\u00e1tica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Olhando para a realidade brasileira, Inamara M\u00e9lo ponderou que a agenda de adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exclusiva do meio ambiente e deve ser multisetorial, abrangendo desde a economia at\u00e9 a sa\u00fade. Ao apresentar a Estrat\u00e9gia Nacional de Adapta\u00e7\u00e3o, com 16 planos setoriais, a diretora do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente afirmou que os desastres clim\u00e1ticos n\u00e3o acontecem se n\u00e3o houver a vulnerabilidade. \u201cN\u00e3o podemos olhar s\u00f3 as amea\u00e7as, precisamos agir contra as vulnerabilidades. H\u00e1 aumento das amea\u00e7as clim\u00e1ticas em todas as regi\u00f5es do Brasil, \u00e9 uma amea\u00e7a para todos n\u00f3s\u201d, afirmou, criticando que a maior parte dos recursos econ\u00f4micos acaba indo para a\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia enquanto deveriam ir antes para a agenda da preven\u00e7\u00e3o. \u201cA adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma escolha, \u00e9 uma necessidade para todos e uma responsabilidade federativa compartilhada.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Um dos debatedores convidados, o professor Rualdo Menegat, do Instituto de Geoci\u00eancias da UFRGS e coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre, ressaltou que a trag\u00e9dia ga\u00facha n\u00e3o foi \u201cculpa do c\u00e9u\u201d e que a magnitude do desastre est\u00e1 relacionada com o ambiente social. Por isso, defendeu a necessidade de entender o fator local para prevenir e se adaptar com melhores condi\u00e7\u00f5es diante dos eventos que vir\u00e3o. \u201cDevemos pensar em construir uma cultura de enfrentamento conforme nossa perspectiva e n\u00e3o com conceitos importados\u201d, argumentou. Para ele, tudo passa pelo reconhecimento da pr\u00f3pria vulnerabilidade e que a constru\u00e7\u00e3o da resili\u00eancia \u00e9 uma tarefa coletiva e n\u00e3o individual. \u201cSem considerar o lado social da cat\u00e1strofe, n\u00e3o h\u00e1 como enfrent\u00e1-la. N\u00e3o adianta termos as b\u00f3ias, se as pessoas n\u00e3o sabem us\u00e1-las.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Professor da Funda\u00e7\u00e3o Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo (FESPSP), Aldo Fornazieri optou por uma abordagem mais pol\u00edtica ao destacar a quantidade e variedade de eventos clim\u00e1ticos extremos que atingiram o mundo em 2024. \u201cNenhum ano foi mais terr\u00edvel\u201d, avaliou, lembrando os furac\u00f5es no Caribe e na \u00c1sia, inunda\u00e7\u00f5es no Afeganist\u00e3o, Paquist\u00e3o e Espanha, inc\u00eandios na Gr\u00e9cia e nos Estados Unidos, secas em diversas partes do mundo, al\u00e9m da hist\u00f3rica enchente no Rio Grande do Sul. \u201cA dimens\u00e3o da guerra n\u00e3o pode ser exclu\u00edda. H\u00e1 1% da popula\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela destrui\u00e7\u00e3o ambiental igual a cinco bilh\u00f5es de pessoas. Esse 1% promove uma guerra contra os povos e o planeta\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span>Na avalia\u00e7\u00e3o de Fornazieri, n\u00e3o bastam solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas porque h\u00e1 um bloqueio das sociedades ricas para a implementa\u00e7\u00e3o de diretrizes cient\u00edficas. Enquanto n\u00e3o for combatido o 1% que promove a guerra pol\u00edtica, disse o professor, n\u00e3o haver\u00e1 solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Em sentido semelhante, defendeu n\u00e3o ter como enfrentar a crise clim\u00e1tica sem agir contra a pobreza. O professor da FESPSP avalia que j\u00e1 estamos dentro da cat\u00e1strofe ambiental e, mesmo assim, faltam recursos financeiros e vontade pol\u00edtica para mudar o cen\u00e1rio. Como exemplo, citou as recentes declara\u00e7\u00f5es de l\u00edderes europeus anunciando que ir\u00e3o aumentar os investimentos em armas. \u201cPor que gastamos tanto para produzir a morte e pouco para proteger a vida?\u201d, perguntou.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<section><\/section>\n<section>\n<div>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-261031\"><img decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-2048x1365-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-300x200.jpg 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-768x512.jpg 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-2048x1365-1.jpg 2048w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-100x67.jpg 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-450x300.jpg 450w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-500x333.jpg 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-720x480.jpg 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-800x533.jpg 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/S3A8416-1600x1067.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Da esquerda para a direita: Aldo Fornazieri, Inamara M\u00e9lo, o mediador Pedro Marques, Rualdo Menegat e Sara Jane. Foto: Larry\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<section>\n<div>\n        Pesquisas e solu\u00e7\u00f5es    <\/div>\n<\/section>\n<section><\/section>\n<section>\n<div>\n<p><span>Ao longo do semin\u00e1rio cient\u00edfico, pesquisadores de universidades ga\u00fachas apresentaram a s\u00edntese das pesquisas subsidiadas pelo <\/span><span>projeto <\/span><span>\u201cRS: Resili\u00eancia &amp; Sustentabilidade\u201d. Os enfoques variados demonstram a abrang\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e a multidisciplinaridade da tem\u00e1tica da crise clim\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p><span>No painel \u201cInunda\u00e7\u00e3o de 2024 e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Rio Grande do Sul\u201d, o professor do Instituto de Pesquisas Hidr\u00e1ulicas da UFRGS, Walter Collichonn, apresentou um estudo sobre a hist\u00f3rica enchente no RS e as caracter\u00edsticas dos rios ga\u00fachos que favoreceram o evento extremo. No mesmo painel, o professor de Ci\u00eancias Ambientais da UNIPAMPA, Rafael Cabral Cruz, abordou as \u201cEstrat\u00e9gias para Mitiga\u00e7\u00e3o das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas no bioma Pampa\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>No terceiro painel do evento, intitulado \u201cReagindo aos eventos extremos: Impactos socioecon\u00f4micos e pr\u00e1ticas de reconstru\u00e7\u00e3o\u201d, o professor de Economia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Gibran Teixeira, apresentou a pesquisa \u201cAvalia\u00e7\u00e3o dos impactos das enchentes de maio de 2024 em vari\u00e1veis econ\u00f4micas e sociais dos munic\u00edpios do Rio Grande do Sul afetados pela mancha de inunda\u00e7\u00e3o\u201d. Na sequ\u00eancia, o professor de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Gustavo Brunetto, tratou dos impactos socioecon\u00f4micos e pr\u00e1ticas de reconstru\u00e7\u00e3o tendo como estudo de caso a Serra ga\u00facha e como a enchente atingiu o solo da regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>No mesmo painel, a reitora da Universidade Federal de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Porto Alegre (UFCSPA), Lucia Pellanda, e o mestre em Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o em Sa\u00fade, Abner Freitas, apresentaram o estudo que prop\u00f5e o redesenho do sistema de sa\u00fade e a cria\u00e7\u00e3o de \u201cTerrit\u00f3rios Sanit\u00e1rios Tempor\u00e1rios\u201d em momentos de emerg\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>O quarto painel do semin\u00e1rio tratou das \u201cInova\u00e7\u00f5es para o enfrentamento da crise clim\u00e1tica: tecnologias, modelos e previs\u00f5es\u201d. O encontro come\u00e7ou com o professor de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Fabricio Harter, mostrando os resultados do estudo \u201cIntelig\u00eancia artificial na previs\u00e3o do tempo de curto prazo: reduzindo os impactos de desastres clim\u00e1ticos\u201d. Em seguida, os professores Daniel Allasia e Vagner Anabor, ambos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), apresentaram o trabalho \u201cMonitoramento e previs\u00e3o clim\u00e1tica, hidrol\u00f3gica e geot\u00e9cnica em pequenas bacias hidrogr\u00e1ficas\u201d, focado nas bacias existentes no limite entre o Pampa e os Campos de Cima da Serra, na regi\u00e3o de Santa Maria. O painel foi completado pela pesquisa de Glauber Gon\u00e7alves, professor de Ci\u00eancias Computacionais da FURG, que mostrou o trabalho \u201cAplica\u00e7\u00e3o de um Digital Twin para progn\u00f3stico e mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos da inunda\u00e7\u00e3o nas cidades \u00e0s margens da Lagoa dos Patos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>O quinto e \u00faltimo painel do semin\u00e1rio cient\u00edfico que encerrou o <\/span><span>projeto <\/span><span>\u201cRS: Resili\u00eancia &amp; Sustentabilidade\u201d tratou das \u201cAlternativas e pr\u00e1ticas de adapta\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia: o que fazer e como fazer\u201d. Nele, o professor de Economia da UFRGS, Helio Henkin, exp\u00f4s a pesquisa \u201cEstrutura produtiva e sustentabilidade: trajet\u00f3ria e desafios da economia\u00a0 ga\u00facha no contexto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d. Em seguida, as arquitetas da UFRGS In\u00eas Martina Lersch e Luciana Miron apresentaram o estudo \u201cDiretrizes do Planejamento Urbano e Regional para uma transi\u00e7\u00e3o sociot\u00e9cnica resiliente na Regi\u00e3o Hidrogr\u00e1fica do Gua\u00edba\u201d. Por fim coube ao professor do Instituto de Pesquisas Hidr\u00e1ulicas da UFRGS, Rodrigo Paiva, mostrar os resultados do trabalho \u201cAdapta\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia a cheias no Rio Grande do Sul <\/span><span>no contexto da variabilidade e mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Quando o evento estava se encaminhando para o final, Luciana Miron fez uma confid\u00eancia. Disse que muitos dos envolvidos nas diferentes linhas de pesquisa e projetos apresentados n\u00e3o se conheciam pessoalmente e n\u00e3o haviam conversado antes do in\u00edcio do projeto. No entanto, as sucessivas pesquisas apresentadas ao longo do semin\u00e1rio comprovaram a conex\u00e3o e a complementaridade entre os distintos estudos. Era a constata\u00e7\u00e3o do que havia sido mostrado durante nove horas: o enfrentamento \u00e0 crise clim\u00e1tica \u00e9 multisetorial.<\/span><\/p>\n<p><span>Essa interconex\u00e3o entre as pesquisas realizadas por diferentes pesquisadores de universidades ga\u00fachas, ressaltada pela arquiteta Luciana Miron, deu origem ao livro \u201cRS \u2013 Reflex\u00f5es para a Reconstru\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul\u201d, publicado pela editora Libretos. A obra apresenta em detalhes o resultado de todas as linhas de pesquisas apoiadas pelo projeto \u201cRS: Resili\u00eancia &amp; Sustentabilidade\u201d e est\u00e1 <\/span><a href=\"https:\/\/portal.fespsp.org.br\/store\/file_source\/FESPSP\/Documentos\/RS\/reflexao.pdf\"><span>dispon\u00edvel para download<\/span><\/a><span>. <\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/meio-ambiente\/2025\/03\/pesquisas-de-universidades-do-rs-apontam-caminhos-para-o-enfrentamento-da-crise-climatica\/\">Pesquisas de universidades do RS apontam caminhos para o enfrentamento da crise clim\u00e1tica<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/\">Sul 21<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-que-e-noticia-no-jornal-tvt-news-primeira-edicao-19-09-2025\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/jornal_tvt_news-19-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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