{"id":17767,"date":"2025-03-20T18:18:11","date_gmt":"2025-03-20T21:18:11","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/mulheres-do-mst-e-indigenas-se-unem-em-defesa-do-territorio-ava-guarani-em-guaira-pr\/"},"modified":"2025-03-20T18:18:11","modified_gmt":"2025-03-20T21:18:11","slug":"mulheres-do-mst-e-indigenas-se-unem-em-defesa-do-territorio-ava-guarani-em-guaira-pr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mulheres-do-mst-e-indigenas-se-unem-em-defesa-do-territorio-ava-guarani-em-guaira-pr\/","title":{"rendered":"Mulheres do MST e ind\u00edgenas se unem em defesa do territ\u00f3rio Av\u00e1 Guarani, em Gua\u00edra (PR)"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-17-1024x768-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-17-1024x768-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-17-300x225.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-17-768x576.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-17-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-17.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>A\u00e7\u00e3o simboliza a solidariedade na luta pela terra entre o povo Ava Guarani e o MST. Foto: Diangela Menegazzi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Setor de Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura do MST no PR<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>A luta em defesa do territ\u00f3rio uniu mulheres Sem Terra e ind\u00edgenas nesta quinta-feira, 20 de mar\u00e7o, em Gua\u00edra, oeste do Paran\u00e1. Camponesas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) doaram cerca de 5 mil quilos de alimentos ao povo ind\u00edgena Ava Guarani da regi\u00e3o. Os alimentos s\u00e3o produzidos nos acampamentos e assentamentos do Movimento das regi\u00f5es norte e noroeste do estado.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres, em uma semana de trabalho j\u00e1 vem fazendo a colheita, preparando essas cestas com muito carinho, com muito amor, trazendo o que n\u00f3s temos de melhor para compartilhar. Isso \u00e9 muito satisfat\u00f3rio, e fortalecer essa alian\u00e7a tem um significado muito importante: o MST tamb\u00e9m defende a luta pela terra, tamb\u00e9m defende as causas ind\u00edgenas. E isso para n\u00f3s \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de parceria, companheirismo\u201d, diz Sandra Ferrer, assentada na comunidade Eli Vive e da dire\u00e7\u00e3o estadual do MST.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p><em>As cestas ser\u00e3o distribu\u00eddas tamb\u00e9m para outras comunidades ind\u00edgenas da regi\u00e3o, com uma variedade de alimentos que inclui arroz, feij\u00e3o, banana, batata-doce, ab\u00f3bora, \u00f3leo e sal. Foto: Diangela Menegazzi.<\/em><\/p>\n<p>Para Sandra, a a\u00e7\u00e3o tem como objetivos principais viabilizar a luta do povo Ava Guarani, diante das viol\u00eancias intensas que esse povo tem sofrido do latif\u00fandio, e chamar a aten\u00e7\u00e3o das autoridades \u00e0s viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos na regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA gente entende que o MST \u00e9 um movimento de luta, que tamb\u00e9m luta pela terra, que tamb\u00e9m luta pela preserva\u00e7\u00e3o da vida. Pela continuidade da vida. Por isso recebemos voc\u00eas aqui hoje com muito respeito e muita honra, ser\u00e3o sempre bem-vindos. A gente conta muito com a ajuda de voc\u00eas\u201d, afirma Ilson Okaju, representante da aldeia Tekoha Yvy Okaju.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p><em>Doa\u00e7\u00e3o \u00e9 um marco da alian\u00e7a entre povo o Ava Guarani e MST. Foto: Ednubia Ghisi<\/em><\/p>\n<p>A partilha de alimentos ocorre sob um contexto de ataque e viol\u00eancia extrema. A comunidade Yvy Okaju, em que foi realizada a partilha de alimentos, \u00e9 uma das sete ocupa\u00e7\u00f5es em retomadas pelo povo Ava Guarani Terra Ind\u00edgena (TI) Guasu Guavir\u00e1, em julho de 2024. Desde ent\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena sofre constante viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica por parte de grupos armados ligados a fazendeiros locais.\u00a0<\/p>\n<p>O ataque mais violento\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/01\/04\/ava-guaranis-sofrem-4-ataque-em-sete-dias-em-guaira-pr-quatro-sao-baleados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ocorreu entre o final de 2024 e o in\u00edcio de 2025<\/a>, quando pistoleiros atiraram em quatro pessoas ind\u00edgenas, sendo uma crian\u00e7a, um adolescente e dois adultos, al\u00e9m de atear fogo em casas da comunidade. Cinco pessoas ind\u00edgenas seguem com balas alojadas no corpo desde ent\u00e3o, sem conseguir atendimento digno de sa\u00fade.<\/p>\n<p>De acordo com Paulina Kunha Takua Rocay Ponhy Martines, lideran\u00e7a da tekoa Yvy Okaju, o direito ao territ\u00f3rio n\u00e3o se negocia. H\u00e1 uma tentativa de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, por parte do Estado, mas isso n\u00e3o significa que o direito esteja sendo negociado: \u201cA partir do momento que uma crian\u00e7a est\u00e1 dentro da barriga de uma m\u00e3e, ela j\u00e1 tem o direito de lutar e de ter um territ\u00f3rio garantido pelo governante do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Paulina tamb\u00e9m denuncia a campanha de mentiras empreendida por parte da m\u00eddia local, sobretudo por ve\u00edculos de r\u00e1dio. \u201cFalam que somos paraguaios, que n\u00e3o somos daqui, que ter\u00edamos que voltar de onde viemos. Mas eu pergunto, o que ele [radialista] acha? Para ele, de onde viemos? N\u00f3s viemos desta terra. N\u00f3s n\u00e3o viemos do outro lado do mar. Nunca fomos, ou pertencemos, do outro mundo, do outro lado do mar. N\u00f3s somos daqui. N\u00f3s somos um povo origin\u00e1rio, da etnia Ava Guarani, e sempre estivemos aqui. \u00c0 nossa hist\u00f3ria n\u00e3o se pode colocar um marco temporal\u201d, afirma.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p><em>Casas queimadas durante ataque de pistoleiros, no in\u00edcio de janeiro de 2025. Foto: Comunidade Ava Guarani\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A pintura coletiva de um grande muralismo, em conjunto entre as mulheres do Coletivo de Juventude do MST e mulheres ind\u00edgenas, tamb\u00e9m faz parte da a\u00e7\u00e3o. Segundo Ana Clara Garcia Lazzarin, do Coletivo de Juventude, marcar o espa\u00e7o com cultura faz parte da identidade da Juventude Sem Terra: \u201cEstamos aqui construindo, junto com o povo Ava Guarani, as mulheres Sem Terra e ind\u00edgena, essa mensagem visual e escrita \u2013 tem uma for\u00e7a muito grande nessa atividade, principalmente pela retomada da juventude estar presente em todas as frentes.\u201d<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p><em>Mulher ind\u00edgena da comunidade participa da constru\u00e7\u00e3o de muralismo. Foto: Diangela Menegazzi.<\/em><\/p>\n<h2>A\u00e7\u00e3o est\u00e1 integrada a lutas coletivas<\/h2>\n<p>A a\u00e7\u00e3o de solidariedade faz parte da Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra que ocorre todos os  anos, no m\u00eas de mar\u00e7o, como parte das mobiliza\u00e7\u00f5es em torno do Dia Internacional das Mulheres. Neste ano, a Jornada apresentou como lema \u201cAgroneg\u00f3cio \u00e9 viol\u00eancia e crime ambiental, a luta das mulheres \u00e9 contra o capital\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, a a\u00e7\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de ajudar a denunciar e cobrar as autoridades a respeito da viol\u00eancia que o povo Ava Guarani tem sofrido. \u201cAl\u00e9m de levar acolhimento pra essas fam\u00edlias ind\u00edgenas, tamb\u00e9m queremos chamar aten\u00e7\u00e3o das autoridades para o que acontece, de tanta viol\u00eancia que maltrata o povo ind\u00edgena\u201d, explica Sandra.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o envolve comunidades de acampamentos e assentamentos do MST e cooperativas da Reforma Agr\u00e1ria das regi\u00f5es norte e noroeste. Ao todo ser\u00e3o 450 cestas, com uma diversidade de alimentos como arroz, feij\u00e3o, banana, batata-doce, ab\u00f3bora, \u00f3leo e sal.\u00a0<\/p>\n<figure><figcaption><em>Foto: Ednubia Ghisi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"278076\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-18-768x1024-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-18-768x1024-1.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-18-225x300.jpg 225w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-18-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-18.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"><\/figure>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"278077\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-19-768x1024-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-19-768x1024-1.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-19-225x300.jpg 225w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-19-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/unnamed-19.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"><\/figure>\n<\/figure>\n<figure><figcaption><em>Fotos: Diangela Menegazzi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo Sandra, a a\u00e7\u00e3o de solidariedade ao povo Ava Guarani \u00e9 uma forma de enfrentar a l\u00f3gica violenta e predat\u00f3ria do agroneg\u00f3cio. \u201cEssa \u00e9 uma comunidade que vem sofrendo desde janeiro a viol\u00eancia dos fazendeiros da regi\u00e3o, uma viol\u00eancia que n\u00f3s conhecemos bem, e contra a qual nos solidarizamos\u201d, avalia.\u00a0<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p><em>A partilha de alimentos aconteceu na comunidade Yvy Okaju. Foto: Diangela Menegazzi.<\/em><\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico de viol\u00eancia e expuls\u00e3o do territ\u00f3rio\u00a0<\/h2>\n<p>A viol\u00eancia e a expuls\u00e3o dos povos Ava Guarani na regi\u00e3o oeste do Paran\u00e1 atravessa d\u00e9cadas. A\u00a0invas\u00e3o de n\u00e3o ind\u00edgenas no territ\u00f3rio vem desde a d\u00e9cada de 1930, com grande agravamento\u00a0a partir da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/03\/itaipu-50-anos-saiba-relacao-entre-usina-expulsao-dos-guarani-na-ditadura-e-atual-conflito-no-pr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Itaipu no rio Paran\u00e1<\/a>, na d\u00e9cada de 1980, durante a ditadura empresarial-militar. A barragem fez submergir 135 mil hectares de terra, grande parte desta \u00e1rea era territ\u00f3rio do Ava Guarani.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Como parte da luta pela retomada do territ\u00f3rio tradicional, os ind\u00edgenas iniciaram sete ocupa\u00e7\u00f5es na TI Guasu Guavir\u00e1, no dia 5 de julho de 2024. O territ\u00f3rio da TI j\u00e1 foi identificado e delimitado pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai) em 2018, no entanto, est\u00e1\u00a0sobreposta por 165 fazendas.\u00a0<\/p>\n<figure><figcaption><em>Protesto Guarani na cidade de Gua\u00edra, em 2017. Foto: Diego Pelizzari\/Cimi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O processo de demarca\u00e7\u00e3o segue travado por uma a\u00e7\u00e3o proposta pelas prefeituras de Gua\u00edra e Terra Roxa, acatada pela Justi\u00e7a Federal em primeira inst\u00e2ncia. A demarca\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m depende do posicionamento de inst\u00e2ncias superiores da Justi\u00e7a, mas est\u00e1 tamb\u00e9m suspensa at\u00e9 uma decis\u00e3o definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/11\/22\/sem-avancos-e-com-criticas-do-movimento-indigena-conciliacao-sobre-marco-temporal-no-stf-e-adiada-para-2025\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei do Marco Temporal<\/a>. Este impasse coloca a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena sob constante amea\u00e7a.<\/p>\n<h2>Cerca de 90% dos Ava Guarani de Gua\u00edra viv\u00eam em inseguran\u00e7a alimentar<\/h2>\n<p>O conflito permanente na regi\u00e3o faz com que a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena conviva com a fome. Um estudo realizado pelo N\u00facleo de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade \u00c9tnico-Racial da Defensoria P\u00fablica do Paran\u00e1 (DPE-PR), divulgado parcialmente no in\u00edcio de mar\u00e7o, mostrou que 90% dos ind\u00edgenas Ava Guarani de Gua\u00edra contam apenas com uma refei\u00e7\u00e3o por dia, o que se caracteriza inseguran\u00e7a alimentar. A pesquisa ouviu 67 fam\u00edlias na aldeia Yvy Okaju.\u00a0<\/p>\n<p>A visita t\u00e9cnica realizada por assistentes sociais, assessores jur\u00eddicos e defensores p\u00fablicos da Defensoria tamb\u00e9m identificaram demandas urgentes nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, moradia e renda.\u00a0<\/p>\n<p>A maioria da popula\u00e7\u00e3o local tamb\u00e9m sofre com problemas psicol\u00f3gicos como consequ\u00eancia dos ataques dos pistoleiros, e tamb\u00e9m pelo preconceito e pela discrimina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o-ind\u00edgena. A comunidade ind\u00edgena Yvy Okaju, est\u00e1 localizada a 5 km do centro da cidade e da sede da Pol\u00edcia Federal (PF).<\/p>\n<h2>Jornada das Mulheres Sem Terra<strong>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Al\u00e9m desta a\u00e7\u00e3o em Gua\u00edra, a Jornada das Mulheres Sem Terra no Paran\u00e1 realizou um\u00a0<a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/03\/08\/familias-do-mst-pr-marcham-contra-despejo-em-reserva-do-iguacu-e-por-avanco-na-reforma-agraria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Encontro Estadual em Reserva do Igua\u00e7u<\/a>, entre os dias 6 e 7 de mar\u00e7o, quando\u00a0militantes de todo o estado se uniram com as fam\u00edlias da comunidade Resist\u00eancia Camponesa e marcharam para se manifestar contra o despejo.\u00a0<\/p>\n<p>O Coletivo Marmitas da Terra tamb\u00e9m mobilizou mutir\u00f5es de doa\u00e7\u00e3o de sangue, rodas de conversa e uma<a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/03\/14\/a-gente-quer-o-que-e-nosso-de-direito-afirma-raquel-da-silva-mulher-indigena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0a\u00e7\u00e3o de solidariedade na retomada ind\u00edgena Cristo Purun\u00e3<\/a>, localizada no Morro do Cristo, em S\u00e3o Luiz do Purun\u00e3. Em assentamentos e acampamentos do MST tamb\u00e9m ocorreram forma\u00e7\u00f5es para homens e mulheres, com o tema da urg\u00eancia na supera\u00e7\u00e3o do machismo.\u00a0\u00a0<\/p>\n<figure><\/figure>\n<figure><figcaption><em>Fotos: Ednubia Ghisi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O Coletivo Marmitas da Terra tamb\u00e9m mobilizou mutir\u00f5es de doa\u00e7\u00e3o de sangue, rodas de conversa e uma<a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/03\/14\/a-gente-quer-o-que-e-nosso-de-direito-afirma-raquel-da-silva-mulher-indigena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0a\u00e7\u00e3o de solidariedade na retomada ind\u00edgena Cristo Purun\u00e3<\/a>, localizada no Morro do Cristo, em S\u00e3o Luiz do Purun\u00e3. Em assentamentos e acampamentos do MST tamb\u00e9m ocorreram forma\u00e7\u00f5es para homens e mulheres, com o tema da urg\u00eancia na supera\u00e7\u00e3o do machismo.\u00a0<\/p>\n<p><em>*Edi\u00e7\u00e3o: Solange Engelmann<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/03\/20\/mulheres-do-mst-e-indigenas-se-unem-em-defesa-do-territorio-ava-guarani-em-guaira-pr\/\">Mulheres do MST e ind\u00edgenas se unem em defesa do territ\u00f3rio Av\u00e1 Guarani, em Gua\u00edra (PR)<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/cidade-do-rio-pode-instituir-tarifa-zero-aos-domingos-e-feriados-no-brt-vlt-e-onibus\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Cidade do Rio pode instituir tarifa zero aos domin...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lula-assina-mp-e-piso-salarial-dos-professores-salta-para-r-5-130\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Lula assina MP e piso salarial dos professores sal...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mst-realiza-dispersao-de-sementes-nativas-no-quilombo-campo-grande-mg\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2961-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">MST realiza dispers\u00e3o de sementes nativas no Quilo...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/reflexao-sobre-a-participacao-no-quicumbi-em-cachoeira-do-sul\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Reflex\u00e3o sobre a participa\u00e7\u00e3o no Quicumbi em Cacho...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00e7\u00e3o simboliza a solidariedade na luta pela terra entre o povo Ava Guarani e o MST. Foto: Diangela Menegazzi Por Setor de Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura do MST no PRDa P\u00e1gina do MST A luta em defesa do territ\u00f3rio uniu mulheres Sem Terra e ind\u00edgenas nesta quinta-feira, 20 de mar\u00e7o, em Gua\u00edra, oeste do Paran\u00e1. 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