{"id":18145,"date":"2025-03-22T14:22:22","date_gmt":"2025-03-22T17:22:22","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/o-que-e-a-crise-de-direcao\/"},"modified":"2025-03-22T14:22:22","modified_gmt":"2025-03-22T17:22:22","slug":"o-que-e-a-crise-de-direcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-que-e-a-crise-de-direcao\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a crise de dire\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><b><i>\u201cAinda que enterrem a verdade, n\u00e3o sepultam a virtude.\u201d<br \/>\n<\/i><\/b><b><i>\u201cAl\u00e9m ou aqu\u00e9m, sempre vejas com quem.\u201d<br \/>\n<\/i><\/b><b><i>\u201cN\u00e3o h\u00e1 ausentes sem culpas, nem presentes sem desculpas.\u201d<br \/>\n<\/i><\/b><span>\u2013 Prov\u00e9rbios populares portugueses<\/span><\/p>\n<p><span>Crise de dire\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ideia poderosa. O conceito busca explicar que existe um hiato entre os interesses dos trabalhadores e a capacidade da classe de construir organiza\u00e7\u00f5es sociais ou pol\u00edticas que controlam, e lideran\u00e7as que estejam \u00e0 altura de defend\u00ea-las, seja por imaturidade objetiva \u2013 juventude, hetereogeneidade \u2013\u00a0 ou subjetiva \u2013 pouca instru\u00e7\u00e3o, falta de tradi\u00e7\u00e3o \u2013, o que nos remete ao baixo n\u00edvel de consci\u00eancia de classe. O conceito se aplica, frequentemente, \u00e0 representa\u00e7\u00e3o popular, porque a classe dominante n\u00e3o tem as mesmas dificuldades. Os capitalistas det\u00eam controle da riqueza e do poder, e podem selecionar nas fileiras de suas fam\u00edlias, ou entre talentos de outras classes, os seus chefes pol\u00edticos. Ainda que n\u00e3o seja incomum a baixa qualidade de seus partidos, n\u00e3o ocorrem dissid\u00eancias sociais nas lideran\u00e7as burguesas. Lideran\u00e7as dos partidos que defendem a ordem capitalista podem ser mais conservadoras ou liberais, mais extremistas de direita ou mais democr\u00e1ticas, mas n\u00e3o vacilam e nunca renegam os interesses que representam. \u201cDi\u00e1sporas\u201d de classe s\u00e3o raras.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Existem duas posi\u00e7\u00f5es extremas, mas igualmente equivocadas sobre o tema da crise de dire\u00e7\u00e3o nos movimentos dos trabalhadores e seus aliados, ou seja, da esquerda. A primeira \u00e9 daqueles que argumentam que este conceito \u00e9 errado ou o subestimam, e defendem que corresponde a uma teoria moral da \u201ctrai\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 justo que a hist\u00f3ria deixa li\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o perdoa ningu\u00e9m. Esse reducionismo \u2013 \u201cas massas merecem os partidos que t\u00eam\u201d \u2013 \u00e9 um exagero abrupto. A ingenuidade, inexperi\u00eancia, e inseguran\u00e7a das massas n\u00e3o explica tudo. A segunda \u00e9 daqueles que a superestimam e consideram que a chave de explica\u00e7\u00e3o de todas as derrotas \u00e9 o papel das dire\u00e7\u00f5es. \u00c9 justo que os impasses da luta pelo socialismo, depois de tantas crises do capitalismo e revolu\u00e7\u00f5es interrompidas e derrotadas, n\u00e3o podem ser entendidas sem o papel de aparelhos que desenvolveram interesses pr\u00f3prios. A presen\u00e7a da socialdemocracia e do estalinismo, as duas for\u00e7as mais influentes na esquerda do s\u00e9culo XX na Europa e, em menor medida, nos pa\u00edses perif\u00e9ricos, dividiu as classes trabalhadoras, e seus erros foram chave para muitas derrotas, mas isso n\u00e3o explica tudo. O maior obst\u00e1culo de todas as revolu\u00e7\u00f5es foi a contrarrevolu\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Um exemplo cl\u00e1ssico da primeira posi\u00e7\u00e3o, que foi chave na divis\u00e3o entre a maioria da socialdemocracia europeia e sua ala esquerda, liderada por L\u00eanin e Trotsky na c\u00e9lebre confer\u00eancia de Zimmerwald de 1915, pode ser encontrado na avalia\u00e7\u00e3o do que foi o comportamento do proletariado diante da Primeira Guerra Mundial: suas responsabilidades na conflagra\u00e7\u00e3o, e sua fragilidade diante do apelo do discurso nacionalista-imperialista, sobretudo na Fran\u00e7a e Alemanha, mas, tamb\u00e9m, na Inglaterra e R\u00fassia. \u00c9 um fato inquestion\u00e1vel que a maioria dos trabalhadores europeus apoiou a pol\u00edtica beligerante de seus governos no in\u00edcio da guerra, e esse estado de esp\u00edrito exerceu uma enorme press\u00e3o sobre os seus partidos. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que nem todas as classes oper\u00e1rias da Europa seguiram o caminho dos alem\u00e3es e franceses: os su\u00ed\u00e7os e os italianos n\u00e3o o fizeram, e n\u00e3o foram os \u00fanicos. Mais importante, em pouco tempo, as atrocidades e aberra\u00e7\u00f5es exigidas pela guerra de trincheiras deslocaram a opini\u00e3o dos setores mais massivos da classe de apoio entusi\u00e1stico para hesita\u00e7\u00e3o e, depois, para a hostilidade \u00e0 guerra. Finalmente, \u00e9 vital compreender qual foi a din\u00e2mica dos fatos, na sua articula\u00e7\u00e3o causal, de conjunto: a mesma classe trabalhadora que sucumbiu ao apelo nacionalista no in\u00edcio da Guerra, protagonizou na R\u00fassia em 1917 a primeira revolu\u00e7\u00e3o socialista da hist\u00f3ria e, em 1918 uma fulminante revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica democr\u00e1tica que derrubou o Kaiser na Alemanha, e proclamou a Rep\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p><span>Na avalia\u00e7\u00e3o de um processo hist\u00f3rico \u00e9 preciso evitar perder a perspectiva da totalidade: por isso mesmo deve ser considerado enigm\u00e1tico o balan\u00e7o \u201cir\u00f4nico\u201d de uma suposta \u201ctrai\u00e7\u00e3o\u201d do proletariado alem\u00e3o contra si mesmo e contra os interesses dos trabalhadores europeus, como se n\u00e3o fosse comum \u00e0s classes populares agirem contra os seus interesses. N\u00e3o s\u00f3 o fazem, dentro de certos limites, e por um certo per\u00edodo de tempo at\u00e9 que os acontecimentos mesmos demonstrem pela for\u00e7a viva das suas consequ\u00eancia, quem est\u00e1 sendo beneficiado, e quem est\u00e1 sendo prejudicado, como o fazem de forma recorrente. N\u00e3o \u00e9 nada excepcional. Ao contr\u00e1rio, essa \u00e9 uma das regularidades hist\u00f3ricas mais frequentes, e por isso mesmo \u00e9 que a hist\u00f3ria tem um grau de incerteza e imprevisibilidade t\u00e3o elevado. Os oprimidos s\u00e3o, na maioria das circunst\u00e2ncias, n\u00e3o s\u00f3 dominados, mas dirigidos pela classe dominante. Isso \u00e9 a crise de dire\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>As massas n\u00e3o aprendem pol\u00edtica na escola. Os trabalhadores, como todas as classes sociais ascendentes no passado hist\u00f3rico, passaram pela cruel escola do aprendizado pol\u00edtico-pr\u00e1tico para construir pela experi\u00eancia uma consci\u00eancia de onde estavam localizados os seus interesses de classe. Nada substitui essa experi\u00eancia. N\u00e3o parece, portanto, razo\u00e1vel retirar conclus\u00f5es te\u00f3ricas definitivas sobre o nacionalismo \u201cincorrig\u00edvel\u201d do proletariado dos pa\u00edses centrais, ou reformismo \u201cteimoso\u201d dos pa\u00edses perif\u00e9ricos. O tema \u00e9 vital porque, se os trabalhadores dos pa\u00edses centrais n\u00e3o os impedirem, os imperialismos modernos, provavelmente, arrastar\u00e3o a humanidade em novas hecatombes guerreiras que amea\u00e7am a sobreviv\u00eancia do que entendemos como civiliza\u00e7\u00e3o. Mas a experi\u00eancia somente n\u00e3o \u00e9 o bastante. Sem a incid\u00eancia da luta pol\u00edtica de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias a maioria dos trabalhadores n\u00e3o se eleva \u00e0 consci\u00eancia da luta pelo poder. Outra quest\u00e3o mais complexa, portanto, diz respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es do proletariado com suas dire\u00e7\u00f5es: que a socialdemocracia se adaptou \u00e0s press\u00f5es de sua base social \u00e9 um fato incontroverso e, nesse sentido, em um tribunal da hist\u00f3ria, se existisse, n\u00e3o haveria \u201cabsolvi\u00e7\u00e3o\u201d para o proletariado alem\u00e3o. Afinal, a socialdemocracia n\u00e3o teria feito sen\u00e3o o que os trabalhadores que o apoiavam queriam (e esperavam) que ela fizesse. Seria ent\u00e3o razo\u00e1vel a conclus\u00e3o que considera a dificuldade dos explorados e oprimidos se organizarem, fundamentalmente, pelo papel de lideran\u00e7as pouco consequentes uma \u201cteoria das trai\u00e7\u00f5es\u201d, ou uma vers\u00e3o conspirativa da luta pol\u00edtica? Nenhuma classe na sociedade contempor\u00e2nea pode se expressar somente atrav\u00e9s de um partido, nem a burguesia, nem a classe m\u00e9dia, nem os trabalhadores.. H\u00e1 uma inevit\u00e1vel luta de partidos na esquerda, entre os mais moderados que apostam em uma reforma do capitalismo, e os mais radicais que apostam em ir al\u00e9m do capitalismo, portanto, na necessidade de uma transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria e, entre estas posi\u00e7\u00f5es extremas, media\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A forma dominante dos regimes pol\u00edticos nos pa\u00edses centrais, desde da derrota do nazifascismo em 1945, e na Am\u00e9rica Latina desde a restaura\u00e7\u00e3o capitalista na URSS em 1989\/91, foram democracias liberais que garantiram legalidade \u00e0s correntes socialistas e comunistas. A exist\u00eancia de organiza\u00e7\u00f5es de esquerda com participa\u00e7\u00e3o nos parlamentos e, mais excepcionalmente, com acesso aos governos, exerceu press\u00f5es gigantescas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem. As ilus\u00f5es reformistas n\u00e3o morrem sozinhas. Tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de propor\u00e7\u00e3o. As massas n\u00e3o s\u00e3o, politicamente, inocentes. Mas as responsabilidades das dire\u00e7\u00f5es e dos seus atos nunca foi, historicamente, irrelevante. Todo aparelho pol\u00edtico desenvolve, em alguma medida, interesses pr\u00f3prios.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Portanto, as escolhas dos sujeitos sociais n\u00e3o absolvem as responsabilidades dos sujeitos pol\u00edticos. Todos os partidos de esquerda, mais moderados ou radicais, tiveram rela\u00e7\u00f5es conflitantes com suas bases sociais em algum momento. Grandes dire\u00e7\u00f5es s\u00e3o aquelas que tiveram a lucidez e a coragem de defender os interesses de sua base social, at\u00e9 contra a vontade delas, correndo o risco de ficar em minoria. Existe nas sociedades modernas de forma ininterrupta uma luta pol\u00edtica entre os partidos que expressam, ou buscam traduzir os conflitos de interesse na sociedade; mas existe, tamb\u00e9m, para al\u00e9m de uma luta entre os partidos para conquistar o apoio de sua base social, uma disputa da base social das outras classes cujo apoio aspiram, ou necessitam, para as posi\u00e7\u00f5es que, em cada momento, correspondem melhor \u00e0 defesa de seus interesses. Isso significa que existe sempre uma defasagem entre as necessidades objetivas das classes, e o grau de consci\u00eancia ou estado de esp\u00edrito, humor,\u00a0 \u00e2nimo que a classe tem sobre os seus interesses. E em momentos de s\u00fabitas viradas do curso das situa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas o hiato \u00e9 maior.<\/span><\/p>\n<p><span>Esse hiato \u00e9 ainda mais acentuado entre os trabalhadores do que entre as classes dominantes, pela raz\u00e3o arqui-conhecida de que os trabalhadores t\u00eam sempre que vencer uma enorme quantidade de obst\u00e1culos materiais, culturais, pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos para se afirmar e constituir como classe independente. A democracia n\u00e3o \u00e9 um regime pol\u00edtico de luta entre os iguais: as classes propriet\u00e1rias lutam para exercer e preservar um dom\u00ednio e um controle sobre a vida material, e, tamb\u00e9m, sobre a vida cultural e pol\u00edtica dos trabalhadores, em condi\u00e7\u00f5es de superioridade que s\u00e3o incompar\u00e1veis. A burguesia luta por uma hegemonia sobre toda a sociedade, sob a bandeira dos seus valores e seus interesses, que s\u00e3o sempre apresentados como os interesses de todos: ela n\u00e3o ambiciona somente dominar, ela quer dirigir. A luta para conquistar hegemonia socialista entre as massas populares, dividir e arrastar uma parcela das camadas m\u00e9dias, \u00e9 a chave da estrat\u00e9gia.<\/span><\/p>\n<p><span>Os partidos de esquerda foram assim, historicamente, um instrumento de organiza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia. Devem ser um ponto de apoio para que a classe possa se defender: essa \u00e9 a sua utilidade e, se fracassarem nesse elementar prop\u00f3sito, tendem a perder autoridade, audi\u00eancia e respeito. Por isso, a f\u00f3rmula simples que prop\u00f5e resolver a quest\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com a \u201cequa\u00e7\u00e3o do reflexo\u201d \u2013 triunfam aqueles que dizem aquilo que as massas querem ouvir \u2013 \u00e9 est\u00e9ril. O problema \u00e9 imensamente mais complexo, porque todas as classes t\u00eam a expectativa de que as suas dire\u00e7\u00f5es vejam al\u00e9m do que elas mesmas foram capazes de perceber. N\u00e3o perdoam os dirigentes que se adaptaram \u00e0s press\u00f5es do momento e, ziguezagueando de acordo com as flutua\u00e7\u00f5es dos humores inst\u00e1veis das multid\u00f5es falaram, em cada momento, aquilo que a maioria queria ouvir. A hist\u00f3ria revela \u00e0 exaust\u00e3o que as classes podem ser impiedosas e inflex\u00edveis com os seus dirigentes. Esse julgamento severo s\u00f3 se imp\u00f5e diante de acontecimentos terr\u00edveis que exigem enormes sacrif\u00edcios, que transtornam a tal ponto as circunst\u00e2ncias da vida da sociedade que fazem as grandes massas, em condi\u00e7\u00f5es normais, politicamente desinteressadas, entrarem no palco da hist\u00f3ria como personagens principais. Essas circunst\u00e2ncias s\u00e3o as crises revolucion\u00e1rias. Por \u00faltimo, como organiza\u00e7\u00f5es que se apresentam e constroem como dire\u00e7\u00e3o de classe, ou disputando com os partidos burgueses a dire\u00e7\u00e3o da classe, os partidos oper\u00e1rios se prop\u00f5em, em cada circunst\u00e2ncia, interpretar onde est\u00e3o depositados os interesses da classe que pretendem representar. Mas os partidos oper\u00e1rios n\u00e3o atuam fora das press\u00f5es sociais da politica: est\u00e3o inseridos em uma ordem econ\u00f4mico-social desigual, e portanto expressam maior ou menor capacidade de resistir \u00e0s press\u00f5es das classes dirigentes da sociedade.<\/span><\/p>\n<p><span>Existe assim uma intransfer\u00edvel responsabilidade moral e pol\u00edtica, em uma esfera diferente das responsabilidades das massas, que \u00e9 pr\u00f3pria das organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e suas dire\u00e7\u00f5es. No caso dos partidos que se reivindicam de esquerda essa responsabilidade parece ser, historicamente, ainda maior, dado a enorme dificuldade de uma classe ao mesmo tempo explorada materialmente, oprimida culturalmente e dominada politicamente construir a sua independ\u00eancia. Nesse sentido, quando o SPD apoiou os cr\u00e9ditos de guerra, e defendeu perante a sua classe que os interesses do proletariado eram indissol\u00faveis dos interesses da Alemanha, o SPD traiu os trabalhadores, e seus dirigentes n\u00e3o podem ser absolvidos pelas circunst\u00e2ncias transit\u00f3rias que levaram a maioria da classe a ter a mesma opini\u00e3o. Relativamente poucos anos depois, a maioria da classe percebeu que os seus interesses n\u00e3o eram os mesmos que os do seu governo. Mas tiveram que faz\u00ea-lo sozinhos pelo caminho da experi\u00eancia, porque n\u00e3o encontraram na sua poderosa organiza\u00e7\u00e3o um alerta. Este tipo de defasagem pol\u00edtica entre e classe e dire\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afeta as outras classes da sociedade, inclusive a burguesia. \u00c9 c\u00e9lebre o exemplo de Churchill e sua luta, durante anos, contra a maioria da burguesia inglesa sobre a necessidade do Reino Unido se preparar para o esfor\u00e7o de guerra contra o nazismo. O que, no entanto, parece ser espec\u00edfico \u00e0 condi\u00e7\u00e3o do proletariado, \u00e9 que, como classe ascendente, ele tem uma enorme depend\u00eancia de encontrar nas suas organiza\u00e7\u00f5es um ponto de apoio, porque \u00e9 consciente que sua for\u00e7a depende de sua unidade, e por isso os seus setores mais massivos preferem estar mal organizados do que desorganizados. A burguesia troca de chefes muito mais facilmente e mais r\u00e1pido.<\/span><\/p>\n<div data-id=\"3a925c7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jnews_archive_title_elementor.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><em><strong>(*) Val\u00e9rio Arcary<\/strong> \u00e9 historiador e professor titular aposentado do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia de S\u00e3o Paulo.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-id=\"67151a1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jnews_archive_block_elementor.default\">\n<div>\n<div data-unique=\"jnews_module_59219_2_655f9ca9ae8fa\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<article>\n<div><\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/opiniao\/o-que-e-a-crise-de-direcao\/\">O que \u00e9 a crise de dire\u00e7\u00e3o?<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/\">Opera Mundi<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bolsonaro-vira-condenado-apos-voto-de-carmen-lucia-por-tentativa-de-golpe-de-estado\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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