{"id":18275,"date":"2025-03-24T18:49:24","date_gmt":"2025-03-24T21:49:24","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/o-jogo-de-luz-e-sombra-em-ainda-estou-aqui\/"},"modified":"2025-03-24T18:49:24","modified_gmt":"2025-03-24T21:49:24","slug":"o-jogo-de-luz-e-sombra-em-ainda-estou-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-jogo-de-luz-e-sombra-em-ainda-estou-aqui\/","title":{"rendered":"O jogo de luz e sombra em Ainda estou aqui"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"758\" height=\"423\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Screenshot-2025-03-24-at-18-47-59-172478058366ce1027d8210_1724780583_3x2_md.jpg-imagem-JPEG-768-C397-432-pixels.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Screenshot-2025-03-24-at-18-47-59-172478058366ce1027d8210_1724780583_3x2_md.jpg-imagem-JPEG-768-C397-432-pixels.png 758w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Screenshot-2025-03-24-at-18-47-59-172478058366ce1027d8210_1724780583_3x2_md.jpg-imagem-JPEG-768-\u00d7-432-pixels-300x166.png 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Screenshot-2025-03-24-at-18-47-59-172478058366ce1027d8210_1724780583_3x2_md.jpg-imagem-JPEG-768-\u00d7-432-pixels-219x121.png 219w\" sizes=\"auto, (max-width: 758px) 100vw, 758px\"><\/figure>\n<p><em>\u201cNem sempre o que \u00e9, parece; mas o que parece seguramente \u00e9\u201d.<\/em><br \/><em>\u201cAs apar\u00eancias enganam\u201d.<br \/>(Ditados brasileiros, aparentemente contradit\u00f3rios).<\/em><\/p>\n<h3><strong>1.<\/strong><\/h3>\n<p>Os dois ditados da ep\u00edgrafe acima se aplicam ao filme de Walter Salles, e n\u00e3o s\u00e3o contradit\u00f3rios. Pelo contr\u00e1rio. Como sempre, no mundo dos ditados se encontram tanto uma afirmativa quanto sua nega\u00e7\u00e3o. \u201cDevagar se vai ao longe\u201d, diz um; \u201cquem espera, desespera\u201d, diz o outro, logo ao lado. A \u201cverdade\u201d n\u00e3o pertence nem a um nem ao outro, separadamente. A sabedoria est\u00e1 em jogar com seu equil\u00edbrio, reconhecendo quando um se aplica, e quando o outro.<\/p>\n<p>Assim acontece com o filme, que faz um jogo alternado ou simult\u00e2neo com os claros e os escuros. E como se ver\u00e1, a clareza oculta e revela seu lado escuro; enquanto o escuro esconde e revela a clareza do que as apar\u00eancias luminosas ocultam.<\/p>\n<p>Este jogo come\u00e7a pelo t\u00edtulo, tomado do livro de Marcelo Rubens Paiva (que n\u00e3o li, esclare\u00e7o). O \u201cainda estou aqui\u201d se refere a quem deixou de estar ali, mas cuja aus\u00eancia afirma a presen\u00e7a de sua den\u00fancia.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o uma anota\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. Li muitos coment\u00e1rios \u2013 pertinentes e relevantes \u2013 sobre o impacto pol\u00edtico do filme, tanto como revis\u00e3o do passado, quanto como interven\u00e7\u00e3o em nosso complexo presente, em que pululam no Brasil e no mundo inteiro os saudosos dos fascismos e das ditaduras. Tamb\u00e9m li muitos elogios, todos mais que merecidos, \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da premiada Fernanda Torres e tamb\u00e9m a de sua m\u00e3e, Fernanda Montenegro, nos momentos finais do filme, como uma Eunice Paiva acometida de Alzheimer. Mas muito pouco \u2013 quase nada, na verdade \u2013 li sobre o filme em si e sua linguagem cinematogr\u00e1fica. \u00c9 o que vou abordar aqui, pelo menos em parte.<\/p>\n<h3><strong>2.<\/strong><\/h3>\n<p>Advirto que s\u00f3 assisti o filme uma \u00fanica vez. Portanto, tudo aqui est\u00e1 sub judice de minha mem\u00f3ria, onde se embaralham as imagens do filme com as lembran\u00e7as dos tempos que ele evoca, que tamb\u00e9m vivi dramaticamente.<\/p>\n<p>O que mais me marcou ao ver o filme foi o que l\u00e1 no t\u00edtulo e no come\u00e7o deste artigo chamei de jogo claro\/escuro.<\/p>\n<p>Uma constante no filme \u00e9 a conviv\u00eancia na tela de imagens claras com imagens escuras. Estas podem estar no pano de fundo daquelas, ou ao lado. Por exemplo, nos muitos closes dos rostos dos personagens, em que ou eles aparecem iluminados contra um fundo escuro ou ao lado de um canto escurecido da tela.<\/p>\n<p>Ou o jogo claro\/escuro se d\u00e1 por altern\u00e2ncia. Por exemplo, entre as cenas iluminadas da paisagem carioca e as cenas escuras dos por\u00f5es da ditadura, isto \u00e9, o c\u00e1rcere dos interrogat\u00f3rios, com seus sons atrozes das torturas. Neste particular, penso que o filme \u00e9 muito feliz, denunciando a viol\u00eancia sem recorrer a exageros de ketchup e contus\u00f5es arroxeadas de um brutalismo exacerbado.<\/p>\n<p>Ou aquele jogo se d\u00e1 ainda no momento em que os rostos s\u00e3o recobertos pelo escuro dos capuzes e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Ressalto que neste contexto \u201cescurid\u00e3o\u201d n\u00e3o se refere a uma cor, sequer a uma aus\u00eancia de cor, na defini\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica. Denota, isto sim, a incapacidade ou a impossibilidade de \u201cver\u201d, como acontece com as pessoas encapuzadas.<\/p>\n<p>Ocorre que as cenas iluminadas por vezes s\u00e3o repletas de escuros. Enquanto que os escuros revelam algo que se esconde por detr\u00e1s das ilumina\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>E o filme come\u00e7a por uma destas superf\u00edcies luminosas. Depois de perder seu mandato como deputado, cassado que foi pelo Ato Institucional n<sup>o<\/sup>. 1, Rubens Paiva tenta reorganizar-se numa vida \u201cnormal\u201d com a fam\u00edlia, no Rio de Janeiro. Mas como press\u00e1gios sombrios do que est\u00e1 por vir, caminh\u00f5es cheios de militares\u00a0 e blindados rondam as ruas e os passos dos personagens.<\/p>\n<p>Estes lampejos luminosos terminam de vez quando os militares\/policiais invadem a casa da fam\u00edlia. Enquanto alguns levam embora \u2013 e para sempre \u2013 o ex-deputado, os que ficam na casa, num gesto simb\u00f3lico, fecham as cortinas das janelas: o lado escuro desce sobre todos.<\/p>\n<p>Eunice e a filha terminam sendo levadas para o calabou\u00e7o, com a escurid\u00e3o dos capuzes tapando seus rostos.<\/p>\n<p>E seguem-se os dias no escuro do c\u00e1rcere, com os interrogat\u00f3rios repetitivos, extenuantes, humilhantes, desconcertantes, absurdos.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesta sombra escura da pris\u00e3o que se revela a clareza da ditadura: diante dela, e para ela, n\u00e3o h\u00e1 inoc\u00eancia nem inocentes. Trata-se de extinguir a luz pr\u00f3pria das pessoas-alvos, fazendo-as confessar o que sabem e at\u00e9 o que n\u00e3o sabem, obrigando-as a gravitar em torno do luto a que est\u00e3o condenadas: o luto pela perda da liberdade.<\/p>\n<p>Mas no caso de Eunice Paiva h\u00e1 tamb\u00e9m o duplo luto pela perda do marido, de que gradualmente toma consci\u00eancia, e da perda de seu corpo, desaparecido nas entranhas da monstruosidade. E se instala a torpe escurid\u00e3o da mentira. Paiva \u201csumiu\u201d, foi \u201csequestrado por um grupo guerrilheiro\u201d, \u201cnunca passou por aqui\u201d, nas vers\u00f5es oficiais.<\/p>\n<p>Eunice termina por tomar conhecimento tamb\u00e9m da vida secreta de seu marido, por detr\u00e1s da luminosa \u201cnormalidade\u201d que a ocultava. Ele e alguns amigos ajudavam clandestinamente gente perseguida pela ditadura, levando e trazendo informa\u00e7\u00f5es, recebendo e distribuindo correspond\u00eancias, facilitando a fuga de pessoas ou propiciando-lhes esconderijos. Por isto ele foi preso, torturado e assassinado.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, colhendo palavras e impress\u00f5es aqui e ali, vem-lhe a certeza de que o marido foi morto. Mas a clareza dolorida desta revela\u00e7\u00e3o segue turvada pela escura impossibilidade de \u201cver\u201d o seu corpo, sequestrado novamente pela torpe decis\u00e3o, por parte de seus algozes, de al\u00e9m de cometer o crime, cometer o segundo crime de impedir o seu reconhecimento.<\/p>\n<h3><strong>3.<\/strong><\/h3>\n<p>Com este jogo de claro\/escuro, o filme adquire uma dimens\u00e3o metaf\u00f3rica. Quando Eunice e sua filha s\u00e3o encapuzadas, \u00e9 o Brasil inteiro que \u00e9 encapuzado. E naquela sala dos interrogat\u00f3rios o jogo se completa: os interrogadores, com seus \u00e1lbuns de fotografias, acuam Eunice, que, de fato, nada sabe das atividades de seu marido depois de sua cassa\u00e7\u00e3o, ressalvando-se que para a ditadura preservar vidas de pessoas perseguidas era um \u201ccrime lesa-p\u00e1tria\u201d.<\/p>\n<p>Mas a c\u00e2mara do filme, por sua vez, acua o interrogador, com a brilhante atua\u00e7\u00e3o do ator, expondo sua arrog\u00e2ncia estrutural, o fato de que, como na Inquisi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, a r\u00e9 (porque a delegacia se toga de tribunal e se transubstancia em cadafalso) \u00e9 julgada de antem\u00e3o por um crime que n\u00e3o sabe qual foi porque n\u00e3o tem o direito de saber. O \u00fanico \u201cdireito\u201d que lhe resta \u00e9 o de confessar o crime que n\u00e3o cometeu.<\/p>\n<p>A met\u00e1fora do encapuzamento retorna, mutatis mutandis, no final do filme. Eunice\/Fernanda Montenegro olha pasma, acometida de Alzheimer, para uma tela de televis\u00e3o, enquanto o restante da fam\u00edlia confraterniza em almo\u00e7o talvez domingueiro.<\/p>\n<p>Sua imagem, novamente, vale como met\u00e1fora do pa\u00eds inteiro, este Brasil opresso por pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o do esquecimento, patrocinadas por m\u00eddias corporativas que conspiraram pela ditadura, a apoiaram e estigmatizaram seus opositores como terroristas, ou de ag\u00eancias repressivas, sejam privadas ou estatais. A reportagem televisiva sobre a ditadura equivale a um mea culpa quae sera tamen, ainda que tardio, embora tenha seus m\u00e9ritos.<\/p>\n<p>Envolta na escurid\u00e3o do Alzheimer, Eunice\/Fernanda reconhece, com um t\u00edmido e\u00a0 delicado sorriso (genialidade de dire\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e c\u00e2mera) , a imagem do marido sequestrado, assassinado e de corpo desaparecido.<\/p>\n<p>Este <em>gestus<\/em> da imagem cont\u00e9m uma revela\u00e7\u00e3o profunda. Promovido pela ditadura e por seus adoradores sat\u00e2nicos de hoje, o esquecimento parece ser uma voca\u00e7\u00e3o do Brasil. N\u00e3o \u00e9. A mem\u00f3ria resiste, mesmo nos delicados melindres das nebulosidades.<\/p>\n<p>No come\u00e7o dos anos 1970, quando aconteceram o sequestro e o assassinato de Rubens Paiva, grassavam no Brasil os primeiros momentos do governo do general Em\u00edlio M\u00e9dici, catapultado em sua aceita\u00e7\u00e3o por uma burguesia satisfeita com a repress\u00e3o e uma classe m\u00e9dia seduzida pelos acenos da casa pr\u00f3pria e do segundo ou terceiro carros, no auto-proclamado \u201cmilagre brasileiro\u201d.<\/p>\n<p>Eram tempos\u00a0 a um tempo euf\u00f3ricos e sinistros, fe\u00e9ricos e de escurid\u00e3o total. Acreditavam os ditadores e seus asseclas e acredit\u00e1vamos n\u00f3s, da resist\u00eancia esmagada, torturada, assassinada, exilada ou silenciada, que nada, nunca mais, aconteceria de novo no pa\u00eds. A mesma cren\u00e7a que hoje os adoradores da ditadura e dos fascismos renascentes querem nos impingir.<\/p>\n<p>Felizmente, eles estavam, e n\u00f3s est\u00e1vamos, e eles hoje ainda est\u00e3o completamente errados. E este filme, com sua linguagem sofisticada e transparente, voejando sobre escurid\u00f5es e apag\u00f5es da mem\u00f3ria, \u00e9 uma prova disto.<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/poeticas\/o-jogo-de-luz-e-sombra-em-ainda-estou-aqui\/\">O jogo de luz e sombra em &lt;i&gt;Ainda estou aqui&lt;\/i&gt;<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lei-da-igualdade-salarial-completa-dois-anos\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Lei da igualdade salarial completa dois anos<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-reacao-da-china-contra-a-nova-tarifa-dos-eua-nao-temos-medo-de-guerra-comercial\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">A rea\u00e7\u00e3o da China contra a nova tarifa dos EUA: \u2018N...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ira-desiste-de-participar-da-copa-do-mundo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/AFP__20260303__99PD4UN__v3__MidRes__TopshotIranUsIsraelWar-1-e1773171649279-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ir\u00e3 desiste de participar da Copa do Mundo<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/morre-raimundo-pereira-o-maior-dos-jornalistas\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Morre Raimundo Pereira, o maior dos jornalistas<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNem sempre o que \u00e9, parece; mas o que parece seguramente \u00e9\u201d.\u201cAs apar\u00eancias enganam\u201d.(Ditados brasileiros, aparentemente contradit\u00f3rios). 1. 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