{"id":20268,"date":"2025-04-04T20:37:53","date_gmt":"2025-04-04T23:37:53","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/teses-preliminares-sobre-o-conceito-de-eco-civilizacao\/"},"modified":"2025-04-04T20:37:53","modified_gmt":"2025-04-04T23:37:53","slug":"teses-preliminares-sobre-o-conceito-de-eco-civilizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/teses-preliminares-sobre-o-conceito-de-eco-civilizacao\/","title":{"rendered":"Teses preliminares sobre o conceito de eco-civiliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"535\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/marx-ecologia-2-e1718393353179-1-1024x535-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/marx-ecologia-2-e1718393353179-1-1024x535-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/marx-ecologia-2-e1718393353179-1-300x157.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/marx-ecologia-2-e1718393353179-1-768x401.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/marx-ecologia-2-e1718393353179-1.jpg 1273w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<p><em>Por\u00a0John Bellamy Foster<br \/>P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX, durante a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial na Inglaterra, a cidade de Newcastle era o centro da ind\u00fastria carvoeira. A express\u00e3o \u201clevar carv\u00e3o para Newcastle\u201d surgiu, ent\u00e3o, para indicar a inutilidade de se levar alguma coisa para um lugar onde essa coisa j\u00e1 existe em abund\u00e2ncia. Para um pensador ocidental, falar sobre civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica (ou ecociviliza\u00e7\u00e3o) a uma audi\u00eancia na China \u00e9 como levar carv\u00e3o para Newcastle, uma vez que \u00e9 precisamente na China que esse conceito est\u00e1 mais altamente desenvolvido.<\/p>\n<p>Ainda assim, defenderei que a no\u00e7\u00e3o de \u201cecociviliza\u00e7\u00e3o\u201d est\u00e1 intrinsecamente relacionada ao marxismo. Portanto, essa apresenta\u00e7\u00e3o estar\u00e1 direcionada ao exame do conceito de ecociviliza\u00e7\u00e3o a partir de uma perspectiva marxista ecol\u00f3gica mais abrangente. A este respeito, tenho dez teses preliminares sobre a ecociviliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1.O conceito de civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica tem origens marxistas e \u00e9 inerentemente socialista<\/strong><\/p>\n<p>A primeira vez que este conceito apareceu como uma vis\u00e3o sistem\u00e1tica foi no final da d\u00e9cada de 1970 e nos anos 1980, na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, inspirado pelas considera\u00e7\u00f5es do pensamento ecol\u00f3gico de Karl Marx e imediatamente adotado pelos pensadores chineses. At\u00e9 hoje o conceito n\u00e3o tem praticamente qualquer presen\u00e7a no Ocidente, uma vez que est\u00e1 radicalmente separado da no\u00e7\u00e3o de civiliza\u00e7\u00e3o capitalista, assim como das vis\u00f5es euroc\u00eantricas da modernidade.<sup>[1]<\/sup><\/p>\n<p>A perspectiva filos\u00f3fica fundamental da eco-civiliza\u00e7\u00e3o tem ra\u00edzes profundas nas primeiras no\u00e7\u00f5es civilizacionais da modernidade, ou da rela\u00e7\u00e3o ativa do ser humano com o mundo org\u00e2nico-material, como descrito pelos pensadores marxistas Joseph Needham e Samir Amin em suas cr\u00edticas ao eurocentrismo<\/p>\n<p>Esta perspectiva filos\u00f3fica org\u00e2nico-materialista emergiu no per\u00edodo conhecido como Era Axial,<sup>[i]<\/sup>\u00a0particularmente na civiliza\u00e7\u00e3o hel\u00eanica e no per\u00edodo dos Estados Combatentes na China, entre os s\u00e9culos V e III a.C. O pr\u00f3prio Karl Marx abra\u00e7ou uma vis\u00e3o org\u00e2nico-materialista desde cedo, desenvolvendo uma no\u00e7\u00e3o de seres humanos como seres auto-mediadores da natureza \u2014 uma no\u00e7\u00e3o que rompia com o mecanicismo ocidental e com as concep\u00e7\u00f5es euroc\u00eantricas da modernidade, influenciada por seu encontro com a filosofia materialista epicurista.<sup>[2]<\/sup><\/p>\n<p>No entanto, grande parte desta vis\u00e3o ficou submersa no marxismo posterior, e foi completamente extinta na tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica marxista ocidental. Na China, a continuidade da civiliza\u00e7\u00e3o a partir do tao\u00edsmo (que tem paralelos com o epicurismo), do confucionismo e do neoconfucionismo, significou a perpetua\u00e7\u00e3o dessas vis\u00f5es org\u00e2nico-materialistas iniciais, tornando a China mais receptiva \u00e0 ecologia e \u00e0s perspectivas ecol\u00f3gicas de Marx em particular.<sup>[3]<\/sup><\/p>\n<p><strong>2.Embora tenha ra\u00edzes filos\u00f3ficas antigas, a civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, enquanto perspectiva hist\u00f3rica transformadora, \u00e9 um produto da sociedade p\u00f3s-revolucion\u00e1ria e do desenvolvimento do socialismo<\/strong><\/p>\n<p>Ela reflete a no\u00e7\u00e3o de seres humanos como seres automediadores da natureza, que \u00e9 parte integrante da vis\u00e3o completa de Karl Marx sobre o desenvolvimento humano sustent\u00e1vel, incorporada em sua teoria da ruptura metab\u00f3lica. Esta abordagem rejeita qualquer no\u00e7\u00e3o de que a ecociviliza\u00e7\u00e3o seja um produto direto do pr\u00e9-modernismo ou do p\u00f3s-modernismo, ou que possa ser explicada, como alguns te\u00f3ricos da ecologia chineses propuseram, pelo encadeamento das civiliza\u00e7\u00f5es tradicional, agr\u00edcola, industrial e ecol\u00f3gica.<sup>[4]<\/sup><\/p>\n<p><strong>3.O conceito de civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica socialista na China foi o que mais completamente incorporou essas ideias<\/strong><\/p>\n<p>A civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica socialista deve ser considerada um desenvolvimento dentro do socialismo. \u00c9 importante enfatizar que n\u00e3o pode existir qualquer conceito de \u201cciviliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica capitalista\u201d, uma vez que o capitalismo \u00e9 inerentemente alheio e destrutivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza\/ecologia.<\/p>\n<p>Assim, falar de civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica socialista \u00e9 simplesmente falar de socialismo completo, como realiza\u00e7\u00e3o plena do desenvolvimento humano sustent\u00e1vel, que incorpora tanto a igualdade substantiva quanto a sustentabilidade ecol\u00f3gica; significa a reconcilia\u00e7\u00e3o da humanidade com a natureza.<\/p>\n<p><strong>4.A civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica aponta para aquilo que os marxistas chineses apresentaram como a necessidade de \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia harmoniosa entre a humanidade e a natureza\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Essa ideia \u00e9 sustentada pelos princ\u00edpios b\u00e1sicos do socialismo. Portanto, \u00e9 antit\u00e9tica \u00e0 chamada moderniza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, entendida como uma filosofia\u00a0<em>mecanicista<\/em>\u00a0e como um projeto puramente tecnocr\u00e1tico no Ocidente.<sup>[5]<\/sup><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, ela adota algumas das mesmas tecnologias necess\u00e1rias \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, por\u00e9m utilizadas em conformidade com os princ\u00edpios socialistas, exigindo rela\u00e7\u00f5es sociais diferentes. O que \u00e9 crucial aqui \u00e9 a concep\u00e7\u00e3o fundamentalmente diferente de moderniza\u00e7\u00e3o no marxismo chin\u00eas e no pensamento ecol\u00f3gico.<sup>[6]<\/sup><\/p>\n<p><strong>5.O conceito de \u201ccomunidade de vida\u201d, desenvolvido pela teoria ecol\u00f3gica socialista na China, \u00e9 essencial para definir a civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p>Ele possui tr\u00eas dimens\u00f5es: (a) uma comunidade de vida com os ecossistemas; (b) \u201ca comunidade de vida da humanidade e da natureza\u201d; e (c) uma s\u00edntese dial\u00e9tica, constituindo a \u201ccomunidade de toda a vida na terra\u201d e um \u201cfuturo compartilhado\u201d.<sup>[7]<\/sup><\/p>\n<p>Como escreveu o grande conservacionista estadunidense do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, Aldo Leopold, \u201cAbusamos da terra porque a consideramos uma mercadoria que nos pertence. Quando vemos a terra como uma comunidade \u00e0 qual pertencemos, podemos us\u00e1-la com amor e respeito\u201d. Aldo Leopold prop\u00f4s uma \u00e9tica da terra que ampliava \u201cos limites da comunidade (\u2026) a fim de incluir solos, \u00e1guas, plantas, animais ou, coletivamente, a terra\u201d.<sup>[8]<\/sup><\/p>\n<p>Karl Marx argumentou que ningu\u00e9m \u00e9 dono da terra; nem mesmo todos os pa\u00edses e todas as pessoas do planeta podem s\u00ea-lo. S\u00e3o apenas \u201cseus possuidores, seus benefici\u00e1rios, e t\u00eam de leg\u00e1-la em melhor estado \u00e0s gera\u00e7\u00f5es seguintes, como\u00a0<em>boni patres familias<\/em>\u00a0[bons chefes de fam\u00edlia]\u201d.<sup>[9]<\/sup><\/p>\n<p><strong>6.A no\u00e7\u00e3o de sustentabilidade ecol\u00f3gica inserida no conceito de comunidade da vida \u00e9 exemplificada no \u201cPensamento de Xi Jinping sobre a Civiliza\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Xi Jinping declarou que, se tivermos de escolher entre \u201cmontanhas de ouro\u201d e \u201cmontanhas de verde\u201d, \u00e9 preciso escolher as montanhas de verde, reconhecendo que \u201cas \u00e1guas l\u00edmpidas e as montanhas verdejantes s\u00e3o ativos inestim\u00e1veis\u201d. Adotando uma abordagem materialista marxista da ecologia, Xi Jinping argumentou que a ecologia \u00e9 \u201ca forma mais inclusiva de bem-estar p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>Fazendo eco a Friedrich Engels sobre a \u201cvingan\u00e7a\u201d da natureza, Xi Jinping afirmou que \u201cqualquer dano infligido por n\u00f3s \u00e0 natureza acabar\u00e1 voltando para nos assombrar\u201d. Al\u00e9m disso, ele insiste que a quest\u00e3o da natureza vai al\u00e9m da mera sustentabilidade material, abrangendo mesmo a est\u00e9tica, como em seu conceito de \u201cBela China\u201d.<sup>[10]<\/sup><\/p>\n<p>Dessa forma, a no\u00e7\u00e3o de civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica como comunidade de vida \u00e9 expandida, adquirindo um significado social mais amplo para o trabalhador coletivo por meio da renova\u00e7\u00e3o da linha de massa.<\/p>\n<p>Marx argumentou que o roubo da natureza pelo capitalismo, resultando na ruptura metab\u00f3lica, implica o enfraquecimento da eterna base natural ou ecol\u00f3gica da civiliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Isso significa que a rela\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica precisa ser restaurada, o que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel sob o socialismo.<sup>[11]<\/sup>\u00a0Com o mundo sendo engolido por uma crise ecol\u00f3gica planet\u00e1ria, tal restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira das prioridades (desconsiderando a amea\u00e7a nuclear) a determinar o futuro da humanidade.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses ricos, caracterizados pela sobrecarga ambiental,<sup>[ii]<\/sup>\u00a0isso levanta a quest\u00e3o do decrescimento. No entanto, para a humanidade como um todo, levanta-se a quest\u00e3o do desenvolvimento humano sustent\u00e1vel e, em \u00faltima an\u00e1lise, da civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica sob o socialismo completo.<\/p>\n<p><strong>7.O conceito de decrescimento estava ausente no socialismo do s\u00e9culo XIX, muito embora Marx j\u00e1 tivesse uma vis\u00e3o de desenvolvimento humano sustent\u00e1vel. O decrescimento, enquanto processo de desacumula\u00e7\u00e3o, adquire todo o seu significado a partir de uma perspectiva marxista do sistema irracional do capitalismo monopolista\/imperialista e de suas crises de superacumula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Dessa forma, qualquer movimento decisivo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 ecologia nos pa\u00edses capitalistas centrais do sistema mundial exige um afastamento das estruturas do capitalismo monopolista\/imperialista.<sup>[12]<\/sup>\u00a0Os pa\u00edses capitalistas dominantes, que tamb\u00e9m s\u00e3o os pa\u00edses monopolistas-capitalistas e imperialistas centrais, caracterizam-se ecologicamente pela sobrecarga ambiental, com pegadas ecol\u00f3gicas que ultrapassam \u2013 em alguns casos, tr\u00eas ou quatro vezes mais \u2013 aquilo que a Terra poderia suportar, caso fossem generalizadas para a humanidade como um todo.<\/p>\n<p>Essas enormes pegadas ecol\u00f3gicas s\u00e3o um reflexo do imperialismo econ\u00f4mico e ecol\u00f3gico. Portanto, do ponto de vista da humanidade global, estas na\u00e7\u00f5es devem reduzir, dr\u00e1stica e desproporcionalmente, o seu consumo de energia\u00a0<em>per capita<\/em>, assim como a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos e as emiss\u00f5es de carbono, juntamente com a sua expropria\u00e7\u00e3o l\u00edquida de riquezas do restante do mundo.<\/p>\n<p>Uma vez que o capitalismo monopolista promove um imenso desperd\u00edcio econ\u00f4mico como meio de acumula\u00e7\u00e3o\/financeiriza\u00e7\u00e3o, gerando pobreza artificial, e exibe n\u00edveis astron\u00f4micos de desigualdade, em que um punhado de indiv\u00edduos possuem mais riqueza do que metade da popula\u00e7\u00e3o, uma estrat\u00e9gia planejada de decrescimento \u00e9 consistente com uma dr\u00e1stica melhoria das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais para a maioria da classe trabalhadora.<sup>[13]<\/sup><\/p>\n<p><strong>8.Em todos os pa\u00edses do mundo, a crise ecol\u00f3gica planet\u00e1ria demanda uma revolu\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica envolvendo tanto as for\u00e7as produtivas quanto as rela\u00e7\u00f5es sociais<\/strong><\/p>\n<p>Para todos os casos, isto implica o desenvolvimento do proletariado ambiental em confronto com o capitalismo monopolista generalizado e o imperialismo. Na China, e em alguns outros pa\u00edses p\u00f3s-revolucion\u00e1rios, isto pode ser alcan\u00e7ado atrav\u00e9s de uma linha de massas ecorrevolucion\u00e1ria e da constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade sustent\u00e1vel, enraizada nas estruturas comunit\u00e1rias e coletivas j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p><strong>9.Para a maior parte dos pa\u00edses do Sul Global, o desenvolvimento humano sustent\u00e1vel exige uma desvincula\u00e7\u00e3o do sistema imperial de valores e a a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria de um proletariado ambiental orientada \u00e0 sobreviv\u00eancia humana e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o planejada de uma sociedade de desenvolvimento humano sustent\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p><strong>10.No pr\u00f3prio Norte Global<\/strong>, a revolu\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica exige a destrui\u00e7\u00e3o do imperialismo e a reintegra\u00e7\u00e3o de toda a humanidade sobre uma base igualit\u00e1ria, em um processo de solidariedade mundial. As pegadas ecol\u00f3gicas precisam ser niveladas globalmente. N\u00e3o h\u00e1 como o trabalho ser ecol\u00f3gico nos pa\u00edses ricos quando as bases da exist\u00eancia ecol\u00f3gica nos pa\u00edses pobres (e no planeta como um todo) s\u00e3o arruinadas.<\/p>\n<p><strong>*John Bellamy Foster<\/strong><em>\u00a0\u00e9 editor da revista Monthly Review e professor em\u00e9rito de sociologia na Universidade de Oregon<\/em>.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o:\u00a0<strong>Ricardo d\u2019Ar\u00eade<\/strong>.<\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/04\/04\/teses-preliminares-sobre-o-conceito-de-eco-civilizacao\/\">Teses preliminares sobre o conceito de eco-civiliza\u00e7\u00e3o<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/embaixada-dos-eua-no-brasil-volta-a-ameacar-moraes-diante-do-julgamento-de-bolsonaro\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/embaixada_usa_brasil_01luis_dantas-1-150x150.webp') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Rio chegou aos 60\u00ba...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0John Bellamy FosterP\u00e1gina do MST No s\u00e9culo XIX, durante a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial na Inglaterra, a cidade de Newcastle era o centro da ind\u00fastria carvoeira. 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Para um pensador ocidental, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20269,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[306,244,4345,3794],"tags":[],"class_list":["post-20268","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agroecologia","category-artigos","category-ecologia","category-marxismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20268\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}