{"id":20660,"date":"2025-04-07T20:49:52","date_gmt":"2025-04-07T23:49:52","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/mst-realiza-mais-de-20-mobilizacoes-no-inicio-da-jornada-em-defesa-da-reforma-agraria\/"},"modified":"2025-04-07T20:49:52","modified_gmt":"2025-04-07T23:49:52","slug":"mst-realiza-mais-de-20-mobilizacoes-no-inicio-da-jornada-em-defesa-da-reforma-agraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mst-realiza-mais-de-20-mobilizacoes-no-inicio-da-jornada-em-defesa-da-reforma-agraria\/","title":{"rendered":"MST realiza mais de 20 mobiliza\u00e7\u00f5es no in\u00edcio da Jornada em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/4584d523-0ec8-4e01-a42c-d2144df3feca-819x1024-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/4584d523-0ec8-4e01-a42c-d2144df3feca-819x1024-1.jpeg 819w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/4584d523-0ec8-4e01-a42c-d2144df3feca-240x300.jpeg 240w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/4584d523-0ec8-4e01-a42c-d2144df3feca-768x960.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/4584d523-0ec8-4e01-a42c-d2144df3feca.jpeg 1080w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\"><figcaption><em>Foto: MST em Pernambuco<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Lays Furtado<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Lan\u00e7ada no dia primeiro de abril, a tradicional Jornada de Lutas em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria do MST j\u00e1 conta com 21 a\u00e7\u00f5es em 10 estados, mobilizando cerca de 10 mil fam\u00edlias reivindicando o direito \u00e0 Reforma Agr\u00e1ria e fomento para a produ\u00e7\u00e3o da agricultura familiar.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio das mobiliza\u00e7\u00f5es, \u00e0s a\u00e7\u00f5es de protesto e ocupa\u00e7\u00f5es de latifundi\u00e1rio ocorreram nos estados do Par\u00e1, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Pernambuco, Sergipe, Goi\u00e1s, Rio de Janeiro, Minas Gerais e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No entanto, a Jornada de Lutas segue em curso no m\u00eas de abril, at\u00e9 o pr\u00f3ximo dia 17,\u00a0 Dia Internacional de Lutas em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria, que marca os 29 anos do Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s, crime executado pela pol\u00edcia militar a mando do fazendeiro Ricardo Marcondes de Oliveira, deixando 21 trabalhadores Sem Terra assassinados, e 69 pessoas mutiladas, durante uma marcha na BR-155, no Par\u00e1.<\/p>\n<p>Margarida Silva, da dire\u00e7\u00e3o nacional do MST, afirma que o conjunto das mobiliza\u00e7\u00f5es da Jornada t\u00eam sido importantes para denunciar o modelo de agroneg\u00f3cio, e apontar para o modelo de agricultura que possa possibilitar soberania alimentar no pa\u00eds. Ela explica que as atividades tem o objetivo de:\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAnunciar a Reforma Agr\u00e1ria Popular como alternativa \u00e0 crise ambiental e clim\u00e1tica, como tamb\u00e9m solucionar os problemas sociais que o nosso pa\u00eds vive, com o nosso lema, Ocupar para o Brasil alimentar, compreendendo que atrav\u00e9s da ocupa\u00e7\u00e3o de terra, podemos fazer o enfrentamento \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de terra no Brasil, mas tamb\u00e9m produzir comida, comida saud\u00e1vel para o povo brasileiro, comida com pre\u00e7o justo para que todas as pessoas possam ter acesso \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o.\u201d \u2013 defende a dirigente.<\/p>\n<p><strong>Confira as a\u00e7\u00f5es do MST j\u00e1 realizadas ao longo dessa primeira semana de Jornada:<\/strong><\/p>\n<p><strong>PERNAMBUCO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Goiana<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 deste s\u00e1bado (5), 800 fam\u00edlias Sem Terra ocuparam a Usina Santa Teresa, em Goiana (PE). A \u00e1rea faz parte de um grupo de latif\u00fandios que vem acumulando uma s\u00e9rie de d\u00edvidas e irregularidades nos \u00faltimos anos, territ\u00f3rio que n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social h\u00e1 d\u00e9cadas. O territ\u00f3rio \u00e9 reivindicado para fins de Reforma Agr\u00e1ria, para que a \u00e1rea falida e degradada pelo monocultivo da cana, possa ser recuperada para produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis pela agricultura familiar camponesa.<\/p>\n<p><strong>Riacho das Almas<\/strong><\/p>\n<p>As Fam\u00edlias Sem Terra de Pernambuco ocuparam a Fazenda Galdino, do munic\u00edpio de Riacho das Almas (PE), a \u00e1rea possui 500 hectares e \u00e9 denunciada poder se tratar de uma propriedade improdutiva. Dessa forma, o Movimento defende a desapropria\u00e7\u00e3o imediata da \u00e1rea para cria\u00e7\u00e3o de assentamento.<\/p>\n<p><strong>\u00c1guas Belas e Iati<\/strong><\/p>\n<p>Nesta noite deste s\u00e1bado (5), mais um latif\u00fandio improdutivo foi ocupado na zona rural de \u00c1guas Belas e Iati. A \u00e1rea, conhecida como Fazenda Barra da Ribeira possui aproximadamente 400 hectares e \u00e9 denunciada pelas fam\u00edlias Sem Terra por se tratar de uma propriedade improdutiva. O MST defende a imediata desapropria\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, com o objetivo de transform\u00e1-la em um territ\u00f3rio produtivo, gerador de trabalho, renda e alimento saud\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Petrolina<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 deste domingo (6), cerca de mil fam\u00edlias Sem Terra ocuparam o latif\u00fandio improdutivo da fazenda CopaFruit, em Petrolina (PE). A \u00e1rea fica localizada nas proximidades do Instituto Federal do munic\u00edpio, (IF-Sert\u00e3oPE), e \u00e9 reivindicada para o assentamento das fam\u00edlias camponesas.<\/p>\n<p><strong>Limoeiro<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s 10 anos de abandono no polo industrial desativado de Pernambuco, em Limoeiro,\u00a0 Agreste Setentrional, uma nova vida come\u00e7a a surgir com a chegada de 205 fam\u00edlias ocupando o territ\u00f3rio desde este \u00faltimo domingo (6). A ocupa\u00e7\u00e3o realizada pelas fam\u00edlias Sem Terra denuncia a improdutividade da propriedade. Dessa forma, o Movimento defende a imediata desapropria\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, com o objetivo de transform\u00e1-la em um territ\u00f3rio produtivo, gerador de trabalho, renda e alimento saud\u00e1vel para o povo Limoeirense.<\/p>\n<p><strong>Tacaratu<\/strong><\/p>\n<p>Neste 6 de abril, durante a Jornada Nacional de Lutas do Abril Vermelho, cerca de 250 fam\u00edlias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a Fazenda Boi Caju, localizada no munic\u00edpio de Tacaratu (PE). A a\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a luta hist\u00f3rica pela reforma agr\u00e1ria e denuncia a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no estado e em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Altinho e Ibirajuba\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Neste domingo (6), \u00e0s fam\u00edlias Sem Terra de Pernambuco, fincaram a bandeira do MST em \u00e1rea conhecida por Fazenda Mandioca, como forma de denunciar o completo abandono e improdutividade da propriedade, a \u00e1rea fica situada entre os munic\u00edpios de Altinho e Ibirajuba, no Agreste Central.<\/p>\n<p><strong>Pombos<\/strong><\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (7), fam\u00edlias do MST ocuparam a Usina Nossa Senhora do Carmo, localizada no munic\u00edpio de Pombos (PE), em reivindica\u00e7\u00e3o por Reforma Agr\u00e1ria, como projeto da classe trabalhadora para enfrentar a grave situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar que atinge milh\u00f5es de brasileiros e, em especial, 2,1 milh\u00f5es de pernambucanos.<\/p>\n<p>Fundada em 1918 como Usina Santa P\u00e2nfila e renomeada em 1944, a usina operou por d\u00e9cadas sob um modelo concentrador de terras e riquezas, deixando em seu rastro comunidades empobrecidas e trabalhadores sem acesso \u00e0 terra.<\/p>\n<p>Desde 2007, o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (INCRA) j\u00e1 reconhecia o potencial dessas terras para fins de reforma agr\u00e1ria e chegou a iniciar processos nesse sentido. No entanto, os tr\u00e2mites foram paralisados, e a fun\u00e7\u00e3o social da terra continuou sendo desrespeitada.<\/p>\n<p>Diante disso, as fam\u00edlias Sem Terra realizaram a ocupa\u00e7\u00e3o como um instrumento leg\u00edtimo de press\u00e3o social e de den\u00fancia da omiss\u00e3o do Estado, para que a \u00e1rea possa ser desapropriada para cria\u00e7\u00e3o de assentamento.<\/p>\n<p><strong>Gravat\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 deste domingo (6), 110 fam\u00edlias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a Fazenda Brasil, na regi\u00e3o serrana de Gravat\u00e1 (PE), fortalecendo a luta pela Reforma Agr\u00e1ria no munic\u00edpio. Gravat\u00e1 j\u00e1 conta com 6 assentamentos do MST, todos com produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis que abastecem a cidade e regi\u00e3o. E reivindica a nova \u00e1rea ocupada para a cria\u00e7\u00e3o de novos assentamentos, organizado o povo, construindo soberania alimentar e justi\u00e7a social no campo.<\/p>\n<p><strong>Floresta<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 deste domingo (6), no munic\u00edpio de Floresta (PE), cerca de 200 fam\u00edlias ocuparam mais um latif\u00fandio improdutivo, com a bandeira tremulando referenciando a Jornada Nacional de Lutas em defesa da Reforma Agr\u00e1ria, objetivando que a \u00e1rea dessa desapropriada para fins de Reforma Agr\u00e1ria e para a produ\u00e7\u00e3o da agricultura familiar camponesa.<\/p>\n<p><strong>RIO GRANDE DO NORTE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mossor\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 do primeiro domingo de abril (6), o MST no Rio Grande do Norte realizou a primeira ocupa\u00e7\u00e3o da Jornada de Lutas de abril, onde 200 fam\u00edlias das brigadas da regi\u00e3o oeste do estado ocupam a fazenda experimental da Universidade Federal Rural do Semi-\u00c1rido (UFERSA), \u00e1rea que estava desativada h\u00e1 mais de 3 anos, no munic\u00edpio de Mossor\u00f3, e est\u00e1 sendo reivindicada para fins de Reforma Agr\u00e1ria e para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>PARA\u00cdBA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sol\u00e2nea<\/strong><\/p>\n<p>Na madrugada deste domingo (6), cerca de 50 fam\u00edlias Sem Terra ocuparam a Fazenda Carvalho, localizada no munic\u00edpio de Sol\u00e2nea, no Brejo paraibano. A ocupa\u00e7\u00e3o denuncia a improdutividade da propriedade e reivindica a imediata desapropria\u00e7\u00e3o da mesma, com o objetivo de transform\u00e1-la em um territ\u00f3rio voltado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis, gerando trabalho, renda e dignidade para fam\u00edlias camponesas.<\/p>\n<p><strong>Santa Rita<\/strong><\/p>\n<p>Na madrugada desta segunda (7), cerca de 500 fam\u00edlias Sem Terra ocuparam uma granja localizada no munic\u00edpio de Santa Rita, na Regi\u00e3o Metropolitana de Jo\u00e3o Pessoa (PB). A ocupa\u00e7\u00e3o reivindica terras da Fazenda Olho D\u2019\u00e1gua do Rangel, uma \u00e1rea com aproximadamente 1.600 hectares e que se encontra improdutiva, sem cumprir sua fun\u00e7\u00e3o social, conforme determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O Movimento reivindica a desapropria\u00e7\u00e3o imediata da \u00e1rea para a cria\u00e7\u00e3o de assentamento, onde seja poss\u00edvel produzir alimentos saud\u00e1veis, gerar trabalho, renda e vida digna para essas fam\u00edlias.<\/p>\n<p><strong>SERGIPE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aracaju<\/strong><\/p>\n<p>Na madrugada do dia 7 de abril, cerca de 500 fam\u00edlias de acampados e assentados do MST realizaram uma ocupa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o metropolitana de Aracaju. A a\u00e7\u00e3o integra a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria, com o objetivo de enfrentar a concentra\u00e7\u00e3o de terras no Brasil, denunciar as viol\u00eancias no campo promovidas pelo agroneg\u00f3cio e dialogar com a sociedade sobre a urg\u00eancia da Reforma Agr\u00e1ria Popular.<\/p>\n<p>Em Sergipe, a luta pela terra se cruza com o combate \u00e0 fome. Segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), mais de 417 mil pessoas vivem em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar no estado, o que representa quase 20% da popula\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, grandes extens\u00f5es de terra seguem improdutivas, concentradas nas m\u00e3os de poucos.<\/p>\n<p><strong>CEAR\u00c1<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p>Na madrugada desta segunda-feira (7), cerca de 700 agricultores organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a Secretaria de Desenvolvimento Agr\u00e1rio (SDA), em Fortaleza, capital do Cear\u00e1.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, o MST apresenta reivindica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para o desenvolvimento dos assentamentos no estado. Entre as pautas est\u00e3o infraestrutura para os assentamentos, estradas, a\u00e7udes, po\u00e7os, mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, projetos para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis, assist\u00eancia t\u00e9cnica qualificada, desapropria\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas para assentar as fam\u00edlias que vivem acampadas, constru\u00e7\u00e3o de novas escolas do campo de ensino m\u00e9dio em assentamentos de reforma agr\u00e1ria, projetos para juventude e mulheres, projetos culturais, dentre outras.<\/p>\n<p><strong>MINAS GERAIS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Inoc\u00eancio<\/strong><\/p>\n<p>Na madrugada do dia 5 de abril, mais de 600 fam\u00edlias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam uma \u00e1rea \u00e0s margens da BR-116, no munic\u00edpio de Frei Inoc\u00eancio, no Vale do Rio Doce. A a\u00e7\u00e3o reivindica a desapropria\u00e7\u00e3o da Fazenda Rancho Grande para para cria\u00e7\u00e3o de assentamento, considerando que a propriedade n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social e deve ser destinada \u00e0 Reforma Agr\u00e1ria, como determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p><strong>S\u00c3O PAULO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rio das Pedras<\/strong><\/p>\n<p>Na madrugada desta segunda-feira (7), 400 fam\u00edlias do MST ocuparam a Usina S\u00e3o Jos\u00e9, em Rio das Pedras (SP). A mobiliza\u00e7\u00e3o denunciou os crimes cometidos pela Usina S\u00e3o Jos\u00e9, e teve como objetivo pressionar o Estado para arrecadar as terras para a Reforma Agr\u00e1ria. A empresa, que pertence ao Grupo Farias, causou a morte de 250 mil peixes no Rio Piracicaba, em julho de 2024, o que fez a empresa perder a licen\u00e7a para continuar suas atividades.<\/p>\n<p>O impacto desse crime afetou fortemente as comunidades tradicionais e pescadores da regi\u00e3o, configurando um crime socioambiental sem precedentes. Al\u00e9m disso, a Usina acumula in\u00fameras d\u00edvidas e processos trabalhistas.<\/p>\n<p>A partir da ocupa\u00e7\u00e3o da terra, na manh\u00e3 desta segunda (7), a pol\u00edcia militar de S\u00e3o Paulo realizou um despejo violento contra as fam\u00edlias, negando \u00e0s mesmas o direito Constitucional de ocupar \u00e1reas que n\u00e3o cumprem sua fun\u00e7\u00e3o social e ambiental, para fins de Reforma Agr\u00e1ria. Ap\u00f3s o despejo, as fam\u00edlias realizaram um protesto em pra\u00e7a p\u00fablica, no munic\u00edpio de Piracicaba, denunciando a\u00e7\u00e3o truculenta contra as fam\u00edlias Sem Terra.<\/p>\n<p><strong>RIO DE JANEIRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Campos dos Goytacazes<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta segunda-feira (7), 500 fam\u00edlias Sem Terra ocuparam as terras da Fazenda Santa Luzia, na Usina Sapucaia, no munic\u00edpio de Campos dos Goytacazes (RJ). Comandada pelo vice-prefeito de Campos dos Goytacazes, a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (COAGRO) acumula mais de 600 processos, chegando \u00e0 soma de mais de 13 milh\u00f5es em d\u00edvidas trabalhistas da usina Sapucaia. Os Sem Terra denunciam que essas terras, que n\u00e3o produzem nenhum alimento, est\u00e3o h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada em processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial, por essa raz\u00e3o, as fam\u00edlias do Movimento reivindicam que o INCRA conclua o processo de adjudica\u00e7\u00e3o e destine a mesma para fins de Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>GOI\u00c1S<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c1gua Fria<\/strong><\/p>\n<p>Nesta segunda (7), cerca de 500 fam\u00edlias ocuparam a Fazenda S\u00e3o Paulo, denunciando que a mesma n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social. E cobram do INCRA, bem como do conjunto do Governo Federal o assentamento imediato das fam\u00edlias acampadas, bem como a retomada das glebas p\u00fablicas do Assentamento Terra Conquistada, em \u00c1gua Fria de Goi\u00e1s para a pol\u00edtica de Reforma Agr\u00e1ria e a desapropria\u00e7\u00e3o da Fazenda S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da ocupa\u00e7\u00e3o as fam\u00edlias denunciam que vem tendo seus direitos violados pela pol\u00edcia militar do governador do estado, Ronaldo Caiado. al\u00e9m de tentativa ilegal de despejo, que foi revertida com media\u00e7\u00e3o do INCRA, as fam\u00edlias tem sido impedidas de acessar a ocupa\u00e7\u00e3o, e integrantes do movimento est\u00e3o sendo conduzidos a delegacia e autuados por \u201ctentativa de esbulho\u201d, ignorando o direito Constitucional das fam\u00edlias de lutarem por Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Goi\u00e2nia<\/strong><\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (7), o MST ocupou a Superintend\u00eancia Regional do INCRA em Goi\u00e1s, na capital Goi\u00e2nia, como parte da Jornada Nacional de Lutas \u201cOcupar para o Brasil Alimentar\u201d. Os Sem Terra denunciam que no estado h\u00e1 centenas de fam\u00edlias acampadas que est\u00e3o h\u00e1 quase uma d\u00e9cada aguardando a regulariza\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios consolidados e produtivos.<\/p>\n<p>Em 2023, 1 em cada 4 goianos convivia com algum grau de inseguran\u00e7a alimentar, segundo dados da Pnad Cont\u00ednua do IBGE. A concentra\u00e7\u00e3o de terras e a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas estruturantes seguem negando o direito b\u00e1sico \u00e0 terra, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o digna para milhares de fam\u00edlias no campo.<\/p>\n<p>Dessa forma, o Movimento defende a regulariza\u00e7\u00e3o imediata das \u00e1reas j\u00e1 ocupadas e produtivas por fam\u00edlias camponesas, garantindo seguran\u00e7a jur\u00eddica e o fortalecimento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>PAR\u00c1<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marab\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Entre os dias 31 de mar\u00e7o at\u00e9 2 de abril, uma comitiva de mais de 300 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra da regi\u00e3o de Caraj\u00e1s estiveram na Superintend\u00eancia do Incra, em Marab\u00e1 (PA), para a reuni\u00e3o das devolutivas da pauta de negocia\u00e7\u00f5es feita em dezembro de 2024.<\/p>\n<p>A Comitiva esteve na sede da superintend\u00eancia para receber as devolutivas da pauta de negocia\u00e7\u00f5es com o Governo Federal, estadual e a empresa Vale, a partir de pauta entregue em dezembro de 2024 em Parauapebas, ap\u00f3s 4 dias de ocupa\u00e7\u00e3o da Ferrovia Caraj\u00e1s. A partir do avan\u00e7o das negocia\u00e7\u00f5es, trabalhadores e trabalhadoras desocuparam a sede e aguardam para que os acordos firmados sejam realizados pelos \u00f3rg\u00e3os competentes, no que diz respeito \u00e0s pautas da Reforma Agr\u00e1ria e produ\u00e7\u00e3o de alimentos da agricultura familiar e camponesa.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/04\/07\/mst-realiza-mais-de-20-mobilizacoes-no-inicio-da-jornada-em-defesa-da-reforma-agraria\/\">MST realiza mais de 20 mobiliza\u00e7\u00f5es no in\u00edcio da Jornada em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/com-alckmin-presidentes-do-senado-e-da-camara-garantem-apoio-contra-tarifaco\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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