{"id":21260,"date":"2025-04-10T02:00:00","date_gmt":"2025-04-10T05:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/cora-coralina-o-coracao-da-literatura-no-brasil\/"},"modified":"2025-04-10T02:00:00","modified_gmt":"2025-04-10T05:00:00","slug":"cora-coralina-o-coracao-da-literatura-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/cora-coralina-o-coracao-da-literatura-no-brasil\/","title":{"rendered":"Cora Coralina, o cora\u00e7\u00e3o da literatura no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Aos 40 anos de morte de Cora Coralina, a <a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/\" data-type=\"page\" data-id=\"733503\">TVT News<\/a> explica a hist\u00f3ria de vida da poeta que nasceu ainda no Imp\u00e9rio e viu a <a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/redemocratizacao-completa-40-anos\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/redemocratizacao-completa-40-anos\/\">posse de Jos\u00e9 Sarney<\/a> que simbolizou a redemocratiza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a ditadura militar de 1964 a 1985. Aqui tamb\u00e9m se encontra tr\u00eas poemas escritos pela goiana e informa\u00e7\u00f5es sobre o Museu Cora Coralina, localizado na cidade de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Um dos poucos s\u00edmbolos da cultura goiana exportado para todo o pa\u00eds e para o mundo, a poeta Cora Coralina, nasceu e viveu grande parte da vida no cora\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, escreveu sobre o ruralismo, sobre a vida, sobre ser mulher, sobre o trabalho, sobre o simples e o complexo, em uma grande autobiografia em forma de poesia.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Quem foi Cora Coralina?<\/h3>\n<\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" data-dominant-color=\"787878\" data-has-transparency=\"false\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"848\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cora-coralina-peb.jpg\" alt=\"cora-coralina-o-coracao-da-literatura-no-brasil-cora-coralina-viveu-na-cidade-de-goias-onde-hoje-tem-22-mil-habitantes-foto-museu-cora-coralina-reproducao-tvt-news\" title=\"Cora Coralina, o cora\u00e7\u00e3o da literatura no Brasil 1\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cora-coralina-peb.jpg 600w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cora-coralina-peb-212x300.jpg 212w\"><figcaption>Cora Coralina viveu na cidade de Goi\u00e1s, onde hoje tem 22 mil habitantes. Foto: Museu Cora Coralina\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A querida Anna Lins dos Guimar\u00e3es Peixoto Bretas, que mais tarde se torna Cora Coralina, nasceu nos \u00faltimos tr\u00eas meses do Imp\u00e9rio brasileiro, no dia 20 de agosto de 1889. E morreu, aos 95 anos, em 10 de abril de 1985 \u2014 nesta quinta-feira (10) completa 40 anos de sua morte.<\/p>\n<p>Ela era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimar\u00e3es Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de dona Jacyntha Luiza do Couto Brand\u00e3o. Ou seja, sua fam\u00edlia teve contato direto com as pol\u00edticas imperialistas.<\/p>\n<p>Anna viveu grandes momentos de transi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais no Brasil. Na inf\u00e2ncia, Cora Coralina viu a escravid\u00e3o desaparecer lentamente, a escravatura foi abolida oficialmente um ano antes de seu nascimento, mas os impactos n\u00e3o foram imediatos e at\u00e9 hoje a sociedade lida com os resqu\u00edcios dos mais de 300 anos de escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Viu, ainda que n\u00e3o se lembre por ser rec\u00e9m nascida, o regime imperial cair e a Rep\u00fablica surgir. <\/p>\n<p>Ela nasceu na cidade de Goi\u00e1s, na \u00e9poca capital do estado e hoje conhecida como Goi\u00e1s Velho. O local foi um centro de efervesc\u00eancia cultural e econ\u00f4mico da regi\u00e3o, devido ao garimpo de ouro durante o per\u00edodo imperial. Ainda sim, o munic\u00edpio \u00e9 pequeno, ruas estreitas feitas de pedras, calmaria no ar e vendas de doces. Em pesquisa mais recente do IBGE, Goi\u00e1s Velho tem apenas 22 mil habitantes.<\/p>\n<\/p>\n<blockquote>\n<p>Goi\u00e1s, minha cidade\u2026<br \/>Eu sou aquela amorosa<br \/>de tuas ruas estreitas,<br \/>curtas,<br \/>indecisas,<br \/>entrando,<br \/>saindo<br \/>uma das outras.<br \/>Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa.<br \/>Eu sou Aninha.<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u2013 Cora Coralina em <em>Minha Cidade<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ela come\u00e7ou os estudos na escola Mestre Silvina, a professora tamb\u00e9m havia sido docente da m\u00e3e de Cora Coralina. Mas por ser mulher precisou abandonar a forma\u00e7\u00e3o na terceira s\u00e9rie do prim\u00e1rio. Na \u00e9poca, a fam\u00edlia tamb\u00e9m tinha se mudado para uma fazenda mais afastada.<\/p>\n<p>O problema foi contornado pela m\u00e3e, dona Jacyntha, que era uma mulher muito culta, escrevia e falava outras l\u00ednguas, entre elas o franc\u00eas. A m\u00e3e fez com que Anna estudasse em casa e, assim, criou carinho pela literatura.<\/p>\n<p>A amiga pessoal da poeta e diretora do <a href=\"https:\/\/www.museucoracoralina.com.br\/site\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.museucoracoralina.com.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Museu Cora Coralina<\/a>, Marlene Vellasco, conta que depois da morte do pai, a situa\u00e7\u00e3o financeira da fam\u00edlia ficou dif\u00edcil, mas a literatura resistiu, \u201cela esperava na porteira da fazenda os livros do Gabinete Liter\u00e1rio que chegavam em carro de boi, Cora Coralina foi uma leitora voraz e aprendeu a escrever pela literatura\u201d.<\/p>\n<p>Em 1899, aos 14 anos come\u00e7ou a escrever os primeiros textos que seriam publicados mais tarde em jornais da cidade de Goi\u00e2nia \u2014 inaugurada em 1933 e que se tornou capital em 1942.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da juventude da vida adulta, Cora vai para S\u00e3o Paulo com o advogado Cant\u00eddio Tolentino de Figueiredo Bretas, com quem viveu por 24 anos at\u00e9 a morte dele. Com Cant\u00eddio, Cora teve seis filhos: Paraguassu Amaryllis, En\u00e9ias, Cant\u00eddio, Jacyntha, \u00cdsis e Vic\u00eancia. En\u00e9ias e \u00cdsis falecem antes dos seis meses de vida.<\/p>\n<figure><img data-dominant-color=\"978055\" data-has-transparency=\"false\" decoding=\"async\" width=\"765\" height=\"1024\" sizes=\"(max-width: 765px) 100vw, 765px\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/galeria-14.jpg\" alt=\"\" title=\"Cora Coralina, o cora\u00e7\u00e3o da literatura no Brasil 2\" srcset=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/galeria-14-765x1024.jpg 765w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/galeria-14-224x300.jpg 224w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/galeria-14-768x1028.jpg 768w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/galeria-14.jpg 800w\"><figcaption>Goi\u00e1s Velho. Foto: Museu Cora Coralina\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ficou no estado de S\u00e3o Paulo por 45 anos, retornando para Goi\u00e1s em 1956. Primeiro, passou anos em Jabuticabal criando os seus filhos. Em 1924, ela se mudou para a capital paulista. Na primeira semana na terra da garoa, Cora Coralina teve que ficar presa em um hotel em frente \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o da Luz.<\/p>\n<p>Na respectiva data, a cidade estava em um cen\u00e1rio de guerra civil pela Revolta Paulista, que fez parte do movimento tenentista. A Primeira Guerra Mundial j\u00e1 tinha come\u00e7ado e terminado. A Semana de Arte Moderna tamb\u00e9m havia acontecido e Cora Coralina n\u00e3o havia sido convidada, ela j\u00e1 tinha alguns textos publicados em peri\u00f3dicos, mas nenhum livro.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo em que morou na capital paulista, a casa de Cora ficava na mesma rua do escritor Monteiro Lobato \u2014 fortemente criticado atualmente pelos teor racista das obras. Na \u00e9poca, irreverente, os filhos de Cora e de Monteiro se tornaram amigos.<\/p>\n<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEla sempre viveu nesse mundo intelectual, participou de encontro de escritores, criou o jornal <em>A Rosa<\/em> em 1907 com amigos, ela foi muito al\u00e9m do seu tempo. Ela foi uma mulher que que rompeu todas as barreiras\u201d, afirmou Vellasco.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Depois, Cora Coralina viu o filho Cant\u00eddio participar da revolu\u00e7\u00e3o constitucionalista em 1932, liderada por Get\u00falio Vargas. A pr\u00f3pria poeta se alistou como enfermeira e costureira de uniformes.<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos depois, o marido Cant\u00eddio Tolentino de Figueiredo Bretas faleceu. Para sobreviver, ela passou a vender livros pela Editora Jos\u00e9 Olympio e foi colaboradora do jornal O Estado de S. Paulo. Com o tempo, retornou para o interior do estado paulista, em Pen\u00e1polis produziu e vendeu lingui\u00e7a caseira e banha de porco.<\/p>\n<p>A diretora do museu resume Cora Coralina como trabalhadora, sempre esteve ativa produzindo poemas, cuidando da fam\u00edlia e vendendo o que fosse necess\u00e1rio para ter renda. Um dos produtos que tamb\u00e9m lhe deu fama foi os doces cristalizados, passas, gla\u00e7ados.<\/p>\n<p>Uma das especialidades era o alfenim feito de a\u00e7\u00facar, \u00e1gua e lim\u00e3o ou vinagre, que \u00e9 modelado em formas de animais, flores, pessoas e outros objetos.<\/p>\n<p>Nessa fase, Cora completa 50 anos. A marca da idade lhe resultou v\u00e1rios momentos de transforma\u00e7\u00e3o em que mais tarde descreveu como \u201ca perda do medo\u201d. Ela ent\u00e3o decidiu atender pelo pseud\u00f4nimo e abandonar o nome de batismo.<\/p>\n<p>Em 1956, Cora Coralina, aos 67 anos, retorna sozinha para a cidade de Goi\u00e1s, onde viveu os doces que se tornaram t\u00edpicos da regi\u00e3o.<\/p>\n<\/p>\n<blockquote>\n<p>Eu sou aquela mulher<br \/>que ficou velha,<br \/>esquecida,<br \/>nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,<br \/>contando est\u00f3rias,<br \/>fazendo adivinha\u00e7\u00e3o.<br \/>Cantando teu passado.<br \/>Cantando teu futuro.<\/p>\n<p>\u2013 Cora Coralina em <em>Minha Cidade<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<figure><img data-dominant-color=\"826f3b\" data-has-transparency=\"false\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cidade-de-goias.jpg\" alt=\"cora-coralina-o-coracao-da-literatura-no-brasil-as-casas-as-ruas-as-pedras-o-relevo-o-cerrado-e-a-cidade-de-goias-foi-inspiracao-para-os-poemas-foto-museu-cora-coralina-reproducao-tvt-news\" title=\"Cora Coralina, o cora\u00e7\u00e3o da literatura no Brasil 3\" srcset=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cidade-de-goias-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cidade-de-goias-300x169.jpg 300w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cidade-de-goias-768x432.jpg 768w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cidade-de-goias-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cidade-de-goias.jpg 1600w\"><figcaption>As casas, as ruas, as pedras, o relevo, o cerrado e a cidade de Goi\u00e1s foi inspira\u00e7\u00e3o para os poemas. Foto: Museu Cora Coralina\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/p>\n<p>Quase uma d\u00e9cada depois de retornar para a terra natal, aos 75 anos da poeta, o primeiro livro foi publicado oficialmente: <em><a href=\"https:\/\/a.co\/d\/bVzSB8Y\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/a.co\/d\/bVzSB8Y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Poemas dos Becos de Goi\u00e1s e est\u00f3rias mais<\/a><\/em>, pela Editora Jos\u00e9 Olympio, a mesma que Cora vendeu livros ap\u00f3s a morte do marido. A publica\u00e7\u00e3o aconteceu no primeiro ano da ditadura militar. A obra completa 60 anos de circula\u00e7\u00e3o em 2025.<\/p>\n<p>Em vida lan\u00e7ou mais dois livros: <em>Meu Livro de Cordel (1976)<\/em> e <em>Vint\u00e9m de Cobre \u2013 Meias Confiss\u00f5es de Aninha (1983)<\/em>.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" data-dominant-color=\"726f6a\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/quarto-de-cora-coralina-3.jpg\" alt=\"cora-coralina-o-coracao-da-literatura-no-brasil-roupas-e-outros-itens-da-poeta-goiano-se-mantem-conservados-em-museu-foto-museu-cora-coralina-reproducao-tvt-news\" title=\"Cora Coralina, o cora\u00e7\u00e3o da literatura no Brasil 4\" srcset=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/quarto-de-cora-coralina-3-683x1024.jpg 683w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/quarto-de-cora-coralina-3-200x300.jpg 200w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/quarto-de-cora-coralina-3-768x1152.jpg 768w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/quarto-de-cora-coralina-3.jpg 800w\"><figcaption>Roupas e outros itens da poeta goiano se mantem conservados em museu. Foto: Museu Cora Coralina\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A fama absoluta pelo pa\u00eds aconteceu ap\u00f3s o escritor Carlos Drummond de Andrade ler os textos da goiana, se impressionar e enviar uma carta endere\u00e7ada para o estado de Goi\u00e1s. Na \u00e9poca, Drummond de Andrade n\u00e3o sabia o endere\u00e7o de Cora.<\/p>\n<p>Conhecida em todo o estado, a carta chegou na Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG) que fez com que chegasse em Cora. A poeta goiana respondeu e eles viraram amigos de cartas, mesmo sem se conhecerem.<\/p>\n<p>Carlos Drummond de Andrade considerou Cora Coralina a pessoa mais importante do estado: \u201cCora Coralina, para mim a pessoa mais importante de Goi\u00e1s. Mais do que o governador, as excel\u00eancias parlamentares, os homens ricos e influentes do Estado\u201d.<\/p>\n<p>A m\u00eddia nacional descobriu a exist\u00eancia da poeta a partir dessas cartas e as falas de Drummond de Andrade. Jornalistas procuraram a cidade de Goi\u00e1s no mapa, visitaram o casar\u00e3o no Rio Vermelho e conheceram a doceira Cora Coralina.<\/p>\n<p>Cora Coralina morreu em 10 de abril de 1985 em decorr\u00eancia a uma pneumonia. Aos 95 anos de idade, ela j\u00e1 tinha assistido o <a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/tag\/golpe-de-estado\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/tag\/golpe-de-estado\/\">golpe da ditadura militar<\/a> acontecer, viu o regime cair e a redemocratiza\u00e7\u00e3o ocorrer com a posse de Jos\u00e9 Sarney.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Conhe\u00e7a a obra da goiana<\/h3>\n<\/p>\n<p>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui j\u00e1 entendeu que Cora Coralina viveu uma vida e tanto. C\u00e9lebres momentos da hist\u00f3ria brasileira tangenciaram a vida da pr\u00f3pria autora. Mas o elemento que mais respingou foi a simplicidade da vida no interior.<\/p>\n<p>Os poemas, num geral, formam uma autobiografia riqu\u00edssima. O primeiro livro se chama <em>Poemas dos Becos de Goi\u00e1s<\/em> porque foram os becos que a pr\u00f3pria Cora percorreu. Caminhos percorridos pelos escravocratas, pelos escravizados, pelos representantes do imp\u00e9rio, pelos representantes da rep\u00fablica, pelos goianos trabalhadores simples e pelos fazendeiros, pelas crian\u00e7as, pelos jovens, pelos sonhadores, pelas mulheres, por todos durante uma hist\u00f3ria de 95 anos.<\/p>\n<\/p>\n<h5>A TVT News separou alguns poemas para voc\u00ea conhecer a goiana:<\/h5>\n<\/p>\n<blockquote>\n<p>Minha Cidade<\/p>\n<p>Goi\u00e1s, minha cidade\u2026<br \/>Eu sou aquela amorosa<br \/>de tuas ruas estreitas,<br \/>curtas,<br \/>indecisas,<br \/>entrando,<br \/>saindo<br \/>uma das outras.<\/p>\n<p>Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa.<br \/>Eu sou Aninha.<\/p>\n<p>Eu sou aquela mulher<br \/>que ficou velha,<br \/>esquecida,<br \/>nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,<br \/>contando est\u00f3rias,<br \/>fazendo adivinha\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cantando teu passado.<\/p>\n<p>Cantando teu futuro.<\/p>\n<p>Eu vivo nas tuas igrejas<br \/>e sobrados<br \/>e telhados<br \/>e paredes.<br \/>Eu sou aquele teu velho muro<br \/>verde de avencas<br \/>(\u2026)<\/p>\n<p>Eu sou estas casas<br \/>encostadas<br \/>cochichando umas com as outras.<br \/>(\u2026)<\/p>\n<p>Eu sou o caule<br \/>dessas trepadeiras sem classe,<br \/>nascidas na frincha das pedras:<br \/>Bravias.<br \/>(\u2026)<\/p>\n<p>Eu sou a dureza desses morros,<br \/>revestidos,<br \/>enflorados,<br \/>lascados a machado,<br \/>lanhados, lacerados.<br \/>Queimados pelo fogo.<br \/>(\u2026)<\/p>\n<p>Minha vida,<br \/>meus sentidos,<br \/>minha est\u00e9tica,<br \/>todas as vibra\u00e7\u00f5es<br \/>de minha sensibilidade de mulher,<br \/>t\u00eam, aqui, suas ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Eu sou a menina feia<br \/>da ponte da Lapa.<br \/>Eu sou Aninha.<\/p>\n<\/blockquote>\n<figure><img loading=\"lazy\" data-dominant-color=\"605745\" data-has-transparency=\"false\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"493\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/museu-cora-coralina-conheca-a-obra.jpg\" alt=\"cora-coralina-o-coracao-da-literatura-no-brasil-trechos-de-poemas-aparecem-em-parede-de-casarao-em-que-cora-viveu-a-infancia-e-a-velhice-foto-museu-cora-coralina-reproducao-tvt-news\" title=\"Cora Coralina, o cora\u00e7\u00e3o da literatura no Brasil 5\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/museu-cora-coralina-conheca-a-obra.jpg 800w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/museu-cora-coralina-conheca-a-obra-300x185.jpg 300w, https:\/\/tvtnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/museu-cora-coralina-conheca-a-obra-768x473.jpg 768w\"><figcaption>Trechos de poemas aparecem em parede de casar\u00e3o em que Cora viveu a inf\u00e2ncia e a velhice. Foto: Museu Cora Coralina\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<hr>\n<blockquote>\n<p>Meu Epit\u00e1fio<\/p>\n<p>Morta\u2026 serei \u00e1rvore,<br \/>serei tronco, serei fronde<br \/>e minhas ra\u00edzes<br \/>enla\u00e7adas \u00e0s pedras de meu ber\u00e7o<br \/>s\u00e3o as cordas que brotam de uma lira.<\/p>\n<p>Enfeitei de folhas verdes<br \/>a pedra de meu t\u00famulo<br \/>num simbolismo<br \/>de vida vegetal.<\/p>\n<p>N\u00e3o morre aquele<br \/>que deixou na terra<br \/>a melodia de seu c\u00e2ntico<br \/>na m\u00fasica de seus versos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<hr>\n<blockquote>\n<p>Todas as Vidas<\/p>\n<p>Vive dentro de mim<br \/>uma cabocla velha<br \/>de mau-olhado,<br \/>acocorada ao p\u00e9<br \/>do borralho,<br \/>olhando para o fogo.<br \/>Benze quebranto.<br \/>Bota feiti\u00e7o\u2026<br \/>Ogum. Orix\u00e1.<br \/>Macumba, terreiro.<br \/>Og\u00e3, pai-de-santo\u2026<\/p>\n<p>Vive dentro de mim<br \/>a lavadeira<br \/>do Rio Vermelho.<br \/>Seu cheiro gostoso<br \/>d\u2019\u00e1gua e sab\u00e3o.<br \/>Rodilha de pano.<br \/>Trouxa de roupa,<br \/>pedra de anil.<br \/>Sua coroa verde<br \/>de S\u00e3o-caetano.<\/p>\n<p>Vive dentro de mim<br \/>a mulher cozinheira.<br \/>Pimenta e cebola.<br \/>Quitute bem feito.<br \/>Panela de barro.<br \/>Taipa de lenha.<br \/>Cozinha antiga<br \/>toda pretinha.<br \/>Bem cacheada de picum\u00e3.<br \/>Pedra pontuda.<br \/>Cumbuco de coco.<br \/>Pisando alho-sal.<\/p>\n<p>Vive dentro de mim<br \/>a mulher do povo.<br \/>Bem prolet\u00e1ria.<br \/>Bem linguaruda,<br \/>desabusada,<br \/>sem preconceitos,<br \/>de casca-grossa,<br \/>de chinelinha,<br \/>e filharada.<\/p>\n<p>Vive dentro de mim<br \/>a mulher roceira.<br \/>-Enxerto de terra,<br \/>Trabalhadeira.<br \/>Madrugadeira.<br \/>Analfabeta.<br \/>De p\u00e9 no ch\u00e3o.<br \/>Bem parideira.<br \/>Bem criadeira.<br \/>Seus doze filhos,<br \/>Seus vinte netos.<\/p>\n<p>Vive dentro de mim<br \/>a mulher da vida.<br \/>Minha irm\u00e3zinha\u2026<br \/>t\u00e3o desprezada,<br \/>t\u00e3o murmurada\u2026<br \/>Fingindo ser alegre<br \/>seu triste fado.<\/p>\n<p>Todas as vidas<br \/>dentro de mim:<br \/>Na minha vida \u2013<br \/>a vida mera<br \/>das obscuras!<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3>O museu Cora Coralina<\/h3>\n<\/p>\n<p>Inaugurado em 1989, pela Funda\u00e7\u00e3o Cora Coralina, no centen\u00e1rio do nascimento da poetisa, o museu fica na casa em que a poeta viveu na cidade de Goi\u00e1s, \u00e0s margens do rio Vermelho. <\/p>\n<p>O local foi passado entre as gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia e \u00e9 casar\u00e3o constru\u00eddo no s\u00e9culo 18, tendo sido uma das primeiras edifica\u00e7\u00f5es da antiga Vila Boa (Goi\u00e1s). No local tamb\u00e9m viveu o Capit\u00e3o-Mor da Coroa Portuguesa.<\/p>\n<p>Para acessar o museu de Cora Coralina \u00e9 necess\u00e1rio contribuir com um valor de R$15. A institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem fins lucrativos e todo dinheiro arrecadado \u00e9 direcionado para a manuten\u00e7\u00e3o e melhoria do acervo.<\/p>\n<p>Ele fica aberto de ter\u00e7a a s\u00e1bado das 9h \u00e0s 16h40 e aos domingos e feriados das 9h \u00e0s 13h.<\/p>\n<p>Segundo a diretora do museu, Vellasco, os principais visitantes do museu s\u00e3o os estudantes das escolas goianas que estudam a hist\u00f3ria e a cultura do estado. Sem eles, a renda do museu estaria amea\u00e7ada.<\/p>\n<p>A diretora tamb\u00e9m adiantou para a TVT News que o casar\u00e3o passar\u00e1 por uma s\u00e9rie de reformas de moderniza\u00e7\u00e3o visando aumentar a acessibilidade do acervo e revitalizar o jardim em que a poeta descansava. O dinheiro \u00e9 oriundo de editais p\u00fablicos.<\/p>\n<\/p>\n<h5>Servi\u00e7o:<\/h5>\n<p><strong>Museu Cora Coralina<\/strong><\/p>\n<p>Local: R. Dom C\u00e2ndido, 20 \u2013 Centro, Goi\u00e1s \u2013 GO<\/p>\n<p>Funcionamento: ter\u00e7a a s\u00e1bado das 9h \u00e0s 16h40 e aos domingos e feriados das 9h \u00e0s 13h<\/p>\n<p>Ingressos: R$ 15,00<\/p>\n<\/p>\n<h5>Leia mais sobre literatura na TVT News:<\/h5>\n<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/25-livros-para-ler-em-2025\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/25-livros-para-ler-em-2025\/\">25 livros para ler em 2025<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/sul-coreana-han-kang-ganha-premio-nobel-de-literatura-de-2024\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/sul-coreana-han-kang-ganha-premio-nobel-de-literatura-de-2024\/\">Sul-coreana Han Kang ganha pr\u00eamio Nobel de Literatura de 2024<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/fuvest-2026-lista-livros-apenas-autoras-mulheres\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/fuvest-2026-lista-livros-apenas-autoras-mulheres\/\">Fuvest 2026: lista de livros ter\u00e1 apenas autoras mulheres<\/a><\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/cora-coralina-o-coracao-da-literatura-no-brasil\/\">Cora Coralina, o cora\u00e7\u00e3o da literatura no Brasil<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/\">TVT News<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/estudo-mostra-que-84-dos-pretos-ja-sofreram-discriminacao-racial-no-brasil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/populacao-preta_Arquivo_-Marcello-Casal-Jr_Agencia-Brasil-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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