{"id":22321,"date":"2025-04-15T18:13:38","date_gmt":"2025-04-15T21:13:38","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/tema-1389-a-cartada-decisiva-do-stf-e-o-reacender-da-luta-de-classes\/"},"modified":"2025-04-15T18:13:38","modified_gmt":"2025-04-15T21:13:38","slug":"tema-1389-a-cartada-decisiva-do-stf-e-o-reacender-da-luta-de-classes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/tema-1389-a-cartada-decisiva-do-stf-e-o-reacender-da-luta-de-classes\/","title":{"rendered":"Tema 1389: a cartada decisiva do STF e o reacender da luta de classes"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 foram escritos muitos textos denunciando a atua\u00e7\u00e3o destrutiva do Supremo Tribunal Federal (STF) com rela\u00e7\u00e3o ao <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/valdete-souto-severo\/2024\/03\/01\/por-que-defender-a-justica-do-trabalho\/\">Direito do Trabalho<\/a> e \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/11\/02\/o-stf-esta-esvaziando-a-forca-da-justica-do-trabalho-alerta-desembargadora-e-um-projeto\/\">Justi\u00e7a do Trabalho<\/a>.<\/p>\n<p>Eu mesmo escrevi alguns.<\/p>\n<p>Mas a tarefa que se imp\u00f5e no momento presente n\u00e3o \u00e9 a da compila\u00e7\u00e3o de todos estes textos e sim a compreens\u00e3o de que todas as interven\u00e7\u00f5es do STF em mat\u00e9ria trabalhista compuseram o contexto de um processo, demonstrado, inclusive, pela cronologia dos textos e da progressiva gravidade dos assuntos neles destacados.<\/p>\n<p>Este processo, hoje, chegou ao seu limite extremo e nos obriga a indagar:<\/p>\n<p>O STF vai, efetivamente, determinar o fim do Direito do Trabalho e, por consequ\u00eancia, da Justi\u00e7a do Trabalho?<\/p>\n<p>A pergunta \u00e9 pertinente porque, depois de tantos rebaixamentos doutrin\u00e1rios, legislativos e jurisprudenciais, a prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica trabalhista atingiu o ponto no qual um novo abalo s\u00f3 se dar\u00e1 ruindo as bases de sustenta\u00e7\u00e3o do Direito do Trabalho. E, embora, como dito, muitas tenham sido as for\u00e7as, dentro e fora do campo jur\u00eddico, fora e dentro da pr\u00f3pria Justi\u00e7a do Trabalho e da doutrina trabalhista, n\u00e3o se pode negar o papel decisivo, assumido pelo STF a respeito, como denunciam os textos mencionados.\u00a0<\/p>\n<p>Isto se evidencia ainda mais quando, ap\u00f3s o TST, em 18\/03\/25, mordendo a isca da precariza\u00e7\u00e3o jogada pelo STF e com o objetivo de decidir, com efeito vinculante, se a \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 juridicamente v\u00e1lida, instaura um Incidente de Recurso Repetitivo (IRR) no processo <a href=\"https:\/\/tst.jus.br\/web\/guest\/-\/pejotiza%C3%A7%C3%A3o-tst-abre-prazo-para-manifesta%C3%A7%C3%B5es-em-julgamento-de-recurso-repetitivo\">E-RRAg-373-67.2017.5.17.0121<\/a> (fixando, inclusive, prazo de 15 dias para juntada de manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas), o STF, n\u00e3o querendo perder o protagonismo da destrui\u00e7\u00e3o, rapidamente reage e, em 1\u00ba\/04\/25, ou seja, ainda no curso do prazo concedido no procedimento do TST, recolhe o anzol e pauta a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 bastante importante, ali\u00e1s, fazer o registro de como se deu este mais recente movimento do STF, tanto para demonstrar que n\u00e3o foi mero acaso ou pura coincid\u00eancia, quanto para que se compreenda que o processo de ataque \u00e0s bases do Direito do Trabalho tamb\u00e9m vem sendo impulsionado pela pr\u00f3pria Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p>Pois muito bem.<\/p>\n<p>Tudo se passa no bojo de um <a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-suspende-processos-em-todo-o-pais-sobre-licitude-de-contratos-de-prestacao-de-servicos\/\">Recurso Extraordin\u00e1rio (ARE 1532603)<\/a>, interposto pelo reclamante (um trabalhador), com o objetivo de reformar decis\u00e3o proferida pelo TST, que, em Recurso de Revista (PROCESSO N\u00ba TST-AIRR-262-33.2020.5.09.0014), havia reformado decis\u00e3o do Regional que, contrariando a decis\u00e3o de primeiro grau, reconheceu o v\u00ednculo de emprego, com o fundamento da exist\u00eancia de fraude na contrata\u00e7\u00e3o por meio da \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d, operada, no caso, pela via de uma \u201cfranquia\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o relator do processo, no TST, ministro Alexandre Luiz Ramos, o STF, no Tema 725, com repercuss\u00e3o geral, \u201cdecidiu pela licitude da terceiriza\u00e7\u00e3o por \u2018pejotiza\u00e7\u00e3o\u2019, ante a inexist\u00eancia de irregularidade na contrata\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica formada por profissionais liberais\u201d, citando a seguinte Ementa:<\/p>\n<p>\u201cCONSTITUCIONAL, TRABALHISTA E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NA RECLAMA\u00c7\u00c3O. OFENSA AO QUE DECIDIDO POR ESTE TRIBUNAL NO JULGAMENTO DA <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=4620584\">ADPF 324<\/a> E DO <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciarepercussao\/verandamentoprocesso.asp?incidente=4952236&amp;numeroprocesso=958252&amp;classeprocesso=re&amp;numerotema=725\">TEMA 725 DA REPERCUSS\u00c3O GERAL<\/a>. RECURSO PROVIDO.\u00a0 1. A controv\u00e9rsia, nestes autos, \u00e9 comum tanto ao decidido no julgamento da ADPF 324 (Rel. Min. ROBERTO BARROSO), quanto ao objeto de an\u00e1lise do Tema 725 (RE 958.252, Rel. Min. LUIZ FUX), em que esta CORTE fixou tese no sentido de que: \u2018\u00c9 l\u00edcita a terceiriza\u00e7\u00e3o ou qualquer outra forma de divis\u00e3o do trabalho entre pessoas jur\u00eddicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidi\u00e1ria da empresa contratante\u2019. 2. A Primeira Turma j\u00e1 decidiu, em caso an\u00e1logo, ser l\u00edcita a terceiriza\u00e7\u00e3o por \u2018pejotiza\u00e7\u00e3o\u2019, n\u00e3o havendo falar em irregularidade na contrata\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica formada por profissionais liberais para prestar servi\u00e7os terceirizados na atividade-fim da contratante (Rcl 39.351 AgR; Rel. Min. ROSA WEBER, Red. p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o: ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 11\/5\/2020). 3. Recurso de Agravo ao qual se d\u00e1 provimento.\u201d (Rcl 47843 AgR, Relator(a): C\u00c1RMEN L\u00daCIA, Relator(a) p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o: ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 08\/02\/2022, PROCESSO ELETR\u00d4NICO DJe-068 DIVULG 06-04-2022 PUBLIC 07-04-2022)\u00a0<\/p>\n<p>O reclamante se insurgiu contra tal decis\u00e3o e manejou Recurso Extraordin\u00e1rio para o STF, mas foi negado seguimento ao recurso.<\/p>\n<p>O reclamante, ent\u00e3o, interp\u00f4s Agravo de Instrumento, visando a reforma da decis\u00e3o e, assim, o conhecimento do Recurso Extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em 10\/02\/25, o relator do processo no STF, ministro Gilmar Mendes, em decis\u00e3o monocr\u00e1tica, n\u00e3o acolheu os embargos, manteve a decis\u00e3o de n\u00e3o recebimento do Recurso Extraordin\u00e1rio e aumentou para 10% o percentual do c\u00e1lculo de honor\u00e1rios advocat\u00edcios a que havia sido condenado o reclamante.<\/p>\n<p>Inconformado, o reclamante interp\u00f4s Agravo Regimental, visando a reforma desta \u00faltima decis\u00e3o, por meio de julgamento da respectiva Turma a que integra o relator no STF.<\/p>\n<p>No entanto, conforme antes anunciado, em 1\u00ba\/04\/25, o relator, apreciando a admissibilidade do Agravo Regimental, reconsidera a sua decis\u00e3o e decide pelo recebimento do Recurso Extraordin\u00e1rio, com o objetivo de submeter ao plen\u00e1rio do Tribunal a proposta de se conferir efeito de Repercuss\u00e3o Geral ao caso.<\/p>\n<p>De forma extremamente c\u00e9lere, em 12\/04\/25, os ministros do STF, por maioria, vencido o ministro Edson Facchin, reconheceram a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral da quest\u00e3o constitucional suscitada, acolhendo o verbete do, agora, Tema 1389:<\/p>\n<p>\u201cCompet\u00eancia e \u00f4nus da prova nos processos que discutem a exist\u00eancia de fraude no contrato civil\/comercial de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os; e a licitude da contrata\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica ou trabalhador aut\u00f4nomo para essa finalidade\u201d.<\/p>\n<p>Importante ressaltar, a prop\u00f3sito, o inteiro do teor da proposta feita pelo ministro Gilmar Mendes (e acolhida pelo plen\u00e1rio do STF), que demonstra a abrang\u00eancia real do Tema. Explicita o ministro, em sua decis\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cDiante desse cen\u00e1rio, verifica-se que a controv\u00e9rsia constitucional n\u00e3o se restringe ao caso concreto descrito no recurso e possui evidente relev\u00e2ncia jur\u00eddica, social e econ\u00f4mica. A solu\u00e7\u00e3o, a ser dada por meio da decis\u00e3o definitiva e com efeito vinculante pelo Supremo Tribunal Federal contribuir\u00e1 para a pacifica\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por fim, cumpre registrar que a discuss\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 limitada apenas ao contrato de franquia. \u00c9 fundamental abordar a controv\u00e9rsia de maneira ampla, considerando todas as modalidades de contrata\u00e7\u00e3o civil\/comercial. Isso inclui, por exemplo, contratos com representantes comerciais, corretores de im\u00f3veis, advogados associados, profissionais da sa\u00fade, artistas, profissionais da \u00e1rea de TI, motoboys, entregadores, entre outros.<\/p>\n<p>Ante o exposto, manifesto-me pela exist\u00eancia de mat\u00e9ria constitucional e de repercuss\u00e3o geral das controv\u00e9rsias referentes:<\/p>\n<p>I)<strong> <\/strong>\u00e0 compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho para julgamento das causas em que se discute a exist\u00eancia de fraude no contrato civil\/comercial de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os;<\/p>\n<p>II) \u00e0 licitude da contrata\u00e7\u00e3o civil\/comercial de trabalhador aut\u00f4nomo ou de pessoa jur\u00eddica para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, \u00e0 luz do entendimento firmado pelo STF no julgamento da ADPF 324, que reconheceu a validade constitucional de diferentes formas de divis\u00e3o do trabalho e a liberdade de organiza\u00e7\u00e3o produtiva dos cidad\u00e3os; e<\/p>\n<p>III) ao \u00f4nus da prova relacionado \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de fraude na contrata\u00e7\u00e3o civil, averiguando se essa responsabilidade recai sobre o autor da reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ou sobre a empresa contratante.\u201d<\/p>\n<p>E nesta segunda-feira (14), completando o cerco, o ministro Gilmar Mendes proferiu decis\u00e3o determinando a suspens\u00e3o de todos os processos em tr\u00e2mite na Justi\u00e7a do Trabalho que tratam de \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d:<\/p>\n<p>\u201c\u2026determino a suspens\u00e3o nacional da tramita\u00e7\u00e3o de todos os processos que tratem das quest\u00f5es mencionadas nos presentes autos, relacionadas ao Tema 1.389 da repercuss\u00e3o geral, at\u00e9 julgamento definitivo do recurso extraordin\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Esta suspens\u00e3o atinge, inclusive, o procedimento, com consulta p\u00fablica, acima mencionado, que havia sido instaurado pelo TST, cabendo o registro de que o pr\u00f3prio TST, no procedimento em quest\u00e3o, j\u00e1 tinha determinado a suspens\u00e3o dos processos, nos mesmos termos agora fixados pelo STF:<\/p>\n<p>\u201cINCIDENTE DE RECURSO DE REVISTA REPETITIVO N\u00ba 30, pelo Eg.TST, COM DETERMINA\u00c7\u00c3O RESTRITIVA DE SUSPENS\u00c3O PROCESSUAL, conforme of\u00edcio circular n\u00ba 04 TST.NUGEP.GP, da lavra do ministro presidente do Eg.TST, Aloysio Corr\u00eaa da Veiga e decis\u00e3o proferida pelo ministro Relator Luiz Jos\u00e9 Dezena da Silva, em anexo, acerca da seguinte quest\u00e3o jur\u00eddica:<\/p>\n<p>\u2018\u00c9 v\u00e1lida a contrata\u00e7\u00e3o de trabalhador que constitui pessoa jur\u00eddica para a realiza\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o habitualmente exercida por empregados no \u00e2mbito da empresa contratante (\u2018pejotiza\u00e7\u00e3o\u2019)? E a convers\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o de emprego em rela\u00e7\u00e3o pejotizada?\u2019\u201d<\/p>\n<p>\u201cINCIDENTE DE RECURSO DE REVISTA REPETITIVO N\u00ba 29, pelo Eg.TST, COM DETERMINA\u00c7\u00c3O RESTRITIVA DE SUSPENS\u00c3O PROCESSUAL, conforme of\u00edcio circular n\u00ba 07 TST.NUGEP.GP, da lavra do ministro Presidente do Eg.TST, Aloysio Corr\u00eaa da Veiga e decis\u00e3o proferida pelo ministro Relator Alexandre Luis Ramos, em anexo, acerca da seguinte quest\u00e3o jur\u00eddica:<\/p>\n<p>\u2018\u00c0 luz da jurisprud\u00eancia vinculante firmada pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 324 nos Temas 725 e 739 de repercuss\u00e3o geral, \u00e9 poss\u00edvel o reconhecimento de v\u00ednculo de emprego do trabalhador terceirizado com a tomadora de servi\u00e7os, em raz\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o de fraude no neg\u00f3cio jur\u00eddico entabulado entre as empresas? Em caso positivo, em quais condi\u00e7\u00f5es?\u2019 \u201d<\/p>\n<p>Todo este relato demonstra, mais uma vez, que os ataques ao Direito do Trabalho e \u00e0 magistratura trabalhista v\u00eam de todos os lados.<\/p>\n<p>O fato incontest\u00e1vel \u00e9 que, diante do teor das decis\u00f5es que antecedem a fixa\u00e7\u00e3o do Tema 1389 e da abrang\u00eancia que lhe fora dada, h\u00e1 a possibilidade real e concreta de, na pr\u00e1tica, o Direito do Trabalho ser completamente aniquilado e, com ele, a Justi\u00e7a do Trabalho, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho e a Inspe\u00e7\u00e3o do Trabalho, al\u00e9m da advocacia, da doc\u00eancia e da produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica trabalhistas.<\/p>\n<p>Isto porque se o STF firmar o entendimento, de forma generalizante e com efeito vinculante, favor\u00e1vel \u00e0 autonomia absoluta do ajuste individual de vontades para negar a rela\u00e7\u00e3o de emprego e a incid\u00eancia dos direitos trabalhistas, sem se questionar sobre o modo de como o trabalho \u00e9 exercido, o resultado concreto ser\u00e1 o do desaparecimento da figura do emprego e, por consequ\u00eancia, do Direito do Trabalho, ao menos num primeiro momento.<\/p>\n<p>O que resta saber, como proposto neste texto, \u00e9 se, de fato, o STF est\u00e1 disposto a dar este passo.<\/p>\n<p>Para muitos cr\u00edticos hist\u00f3ricos da postura do STF frente \u00e0s quest\u00f5es trabalhistas, n\u00e3o h\u00e1 a menor d\u00favida de que o fim j\u00e1 est\u00e1 por vir e ocorrer\u00e1 antes do t\u00e9rmino da gest\u00e3o do atual presidente da Corte, sendo este, inclusive, o legado mais importante que pretende deixar.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples e n\u00e3o se resume na avalia\u00e7\u00e3o da vontade ou convencimento pessoal dos ministros.<\/p>\n<p>Acabar com o Direito do Trabalho representa jogar, de uma vez, milh\u00f5es de brasileiros e brasileiras \u00e0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/08\/28\/uberizacao-no-trabalho-e-aceitar-o-pessimo-para-que-nao-fique-horrivel-aponta-especialista\/\"> maior explora\u00e7\u00e3o<\/a>, a menores sal\u00e1rios, a mais <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/04\/27\/abril-verde-nos-ultimos-dez-anos-mais-de-22-mil-pessoas-morreram-em-acidentes-de-trabalho\/\">acidentes de trabalho<\/a>, ao <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/11\/13\/entenda-as-leis-trabalhistas-em-discussao-em-pec-pelo-fim-da-escala-6x1\/\">aumento da jornada de trabalho<\/a> e ao maior sofrimento, vez que este tipo de rela\u00e7\u00e3o social regido pela lei da oferta e da procura, na realidade do desemprego estrutural, anula a vontade do trabalhador, que, concretamente, n\u00e3o possui outra forma de sobreviv\u00eancia se n\u00e3o a da submiss\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es oferecidas por quem det\u00e9m capital para comprar a sua for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/05\/01\/estamos-na-era-da-desconstrucao-do-direito-do-trabalho-pelo-stf-alerta-juiz\/\">\u2018Estamos na era da desconstru\u00e7\u00e3o do Direito do Trabalho pelo STF\u2019, alerta juiz<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/04\/14\/decisao-do-stf-sobre-pejotizacao-pode-representar-o-fim-dos-direitos-trabalhistas-alerta-jurista\/\">Decis\u00e3o do STF sobre \u2018pejotiza\u00e7\u00e3o\u2019 pode representar o fim dos direitos trabalhistas, alerta jurista<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/03\/14\/o-pl-do-assassinato-dos-direitos-trabalhistas\/\">O PL do assassinato dos direitos trabalhistas<br \/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Mas esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ruim apenas para o trabalhador individualmente considerado.<\/p>\n<p>Menores sal\u00e1rios representam menor consumo em geral, atingindo, do final do ciclo, de forma negativa, tamb\u00e9m aquele que vislumbrou um aumento imediato de lucro com a redu\u00e7\u00e3o do custo do trabalho.<\/p>\n<p>Menores sal\u00e1rios e redu\u00e7\u00e3o de consumo significam retra\u00e7\u00e3o sens\u00edvel na arrecada\u00e7\u00e3o, obstando a execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais, sobretudo na \u00e1rea de sa\u00fade e de assist\u00eancia, o que \u00e9 um problema ainda maior se considerarmos tamb\u00e9m o aumento dos mutilados nas rela\u00e7\u00f5es desregradas de trabalho.<\/p>\n<p>Menores sal\u00e1rios, menor consumo, menor arrecada\u00e7\u00e3o, maior sofrimento, fal\u00eancia dos servi\u00e7os p\u00fablicos previdenci\u00e1rios, de sa\u00fade e de assist\u00eancia conduzem tanto, de forma prim\u00e1ria, \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar, quanto, de maneira reflexa, \u00e0 inseguran\u00e7a em geral.<\/p>\n<p>O argumento da \u201clivre iniciativa\u201d em rela\u00e7\u00f5es de trabalho se apresenta, pois, como um projeto da destrui\u00e7\u00e3o do pacto de solidariedade, base do Estado Social Democr\u00e1tico de Direito. Um projeto convicto em torno da constru\u00e7\u00e3o da barb\u00e1rie, j\u00e1 que a verdade, por demais sabida, desde o s\u00e9culo 18 e que se mostrou ainda mais evidente nos m\u00faltiplos conflitos verificados durante todo o s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do s\u00e9culo 20, \u00e9 que o livre mercado n\u00e3o se autorregula e \u00e9 destrutivo de tudo e de todos.<\/p>\n<p>E, a bem da verdade, h\u00e1 de se reconhecer que estamos caminhando firmes nesta dire\u00e7\u00e3o h\u00e1 muitos anos, uma vez que n\u00e3o fomos capazes de fazer valer, ainda que minimamente, o projeto de <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/03\/23\/artigo-or-a-reforma-da-previdencia-e-o-fim-da-seguridade-social\/\">Seguridade Social fixado na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988<\/a>, que tem como princ\u00edpios o primado do trabalho, a economia seguindo os ditames da justi\u00e7a social e os direitos trabalhistas tidos como Direitos Fundamentais, para cumprirem a fun\u00e7\u00e3o de melhorar, progressivamente, a condi\u00e7\u00e3o social dos trabalhadores.<\/p>\n<p>No entanto, algum limite ainda se imp\u00f5e e com isto se consegue segurar a derrocada plena da organiza\u00e7\u00e3o social, at\u00e9 porque, no contexto da parca regula\u00e7\u00e3o estatal que sobrevive, sobretudo por conta da atua\u00e7\u00e3o (bem mitigada) da Justi\u00e7a do Trabalho, o capital n\u00e3o pode tudo e, at\u00e9, n\u00e3o raramente, verificam-se avan\u00e7os na prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, por atua\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es coletivas de trabalhadores.<\/p>\n<p>A elimina\u00e7\u00e3o desse limite, pela vontade unilateral do STF, seria como abrir uma caixa de pandora, pois as consequ\u00eancias do fato n\u00e3o t\u00eam como ser medidas previamente.<\/p>\n<p>Estariam, ent\u00e3o, os ministros do STF, passando por cima da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, dispostos a assumir esta responsabilidade hist\u00f3rica e pessoal?<\/p>\n<p>Minha aposta \u00e9 que n\u00e3o! Mas j\u00e1 n\u00e3o sei se isto ser\u00e1 efetivamente poss\u00edvel, como tentarei demonstrar.<\/p>\n<p>A aposta feita vem da constata\u00e7\u00e3o de que a Corte Suprema de alguns anos para c\u00e1, desde quando assumiu que os direitos trabalhistas tinham sede constitucional, tem se valido, estrategicamente, da coloca\u00e7\u00e3o de processos trabalhistas em pauta, sempre que alguns de seus posicionamentos s\u00e3o postos sob olhares cr\u00edticos de setores dominantes e influentes da classe pol\u00edtica e do poder econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Gerar a expectativa de nova retra\u00e7\u00e3o de direitos trabalhista e, muitas vezes, chegar a este resultado de forma concreta tem se apresentado, ao longo dos \u00faltimos anos, sobretudo, durante e ap\u00f3s a <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/07\/20\/reformas-trabalhistas-de-temer-e-bolsonaro-nao-cumprem-promessa-de-mais-emprego\/\">\u201creforma\u201d trabalhista de 2017<\/a>, um eficiente modo de acalmar os \u00e2nimos da Faria Lima e de alterar a pauta midi\u00e1tica.<\/p>\n<p>Em outras palavras, colocar em julgamento processos que envolvem direitos trabalhistas se constituiu uma aut\u00eantica pol\u00edtica de estabiliza\u00e7\u00e3o institucional do STF.<\/p>\n<p>E \u00e9 importante notar que mesmo antes de se proferirem os julgamentos, os ministros se adiantam em cr\u00edticas p\u00fablicas ao Direito do Trabalho e \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho, tecendo loas ao mercado, \u00e0 \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o\u201d das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e \u00e0 livre iniciativa.<\/p>\n<p>Este modo de atua\u00e7\u00e3o, inclusive, muitas vezes \u00e9 o quanto basta para a produ\u00e7\u00e3o do resultado pretendido, pois, al\u00e9m de acalentar os anseios empresariais, os ministros transmitem, publicamente, seus \u201crecados\u201d, tanto ao legislador, quanto \u00e0 pr\u00f3pria Justi\u00e7a do Trabalho, a qual, amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, se v\u00ea, de certo modo, coagida a cumprir a cartilha que, no entanto, conduz \u00e0 sua autodestrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cumpre observar que neste processo de \u201cconvencimento\u201d p\u00fablico o STF \u00e9 sempre auxiliado pela grande m\u00eddia, reprodutora dos interesses empresariais. A decis\u00e3o do ministro Gilmar Mendes que suspendeu o tr\u00e2mite de todos os processos na Justi\u00e7a do Trabalho que tratam de \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d, por exemplo, foi abertamente comemorada e esteve, nesta segunda, repercutida na p\u00e1gina principal dos maiores ve\u00edculos de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Parece-me, pois, que o STF n\u00e3o estar\u00e1 disposto a assumir diretamente esta responsabilidade e a abrir m\u00e3o deste mecanismo de legitima\u00e7\u00e3o perante \u00e0s for\u00e7as dominantes, at\u00e9 porque, como dito, tem conseguido, em algumas situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, atingir o objetivo de retra\u00e7\u00e3o dos direitos trabalhistas pela via transversa de \u201cconvencer\u201d o legislador e a pr\u00f3pria Justi\u00e7a do Trabalho a realizar a tarefa, bem como por meio do fornecimento de instrumentos jur\u00eddicos para que os empregadores consigam das organiza\u00e7\u00f5es sindicais de trabalhadores a \u201caceita\u00e7\u00e3o\u201d de piores condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que, dado o atual est\u00e1gio de rebaixamento a que se conduziu o Direito do Trabalho, a estrat\u00e9gia da utiliza\u00e7\u00e3o da pauta trabalhista talvez tenha atingido um est\u00e1gio de esgotamento e, assim, n\u00e3o se tenha a possibilidade de outro movimento do STF, na mesma dire\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o conduza ao efeito de, como se diz, \u201cfechar o caix\u00e3o\u201d do Direito do Trabalho, at\u00e9 porque n\u00e3o se imagina uma mudan\u00e7a de rumos do STF neste instante.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para n\u00e3o revelar tudo isto de forma assim t\u00e3o expl\u00edcita, pode ser que o STF vislumbre a \u201csa\u00edda\u201d de \u201ccriar\u201d mais uma divis\u00e3o jur\u00eddica da classe trabalhadora, fixando o preceito de que a \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 v\u00e1lida para determinados tipos de trabalhadores, os tais trabalhadores liberais e os que almejam \u201cautonomia\u201d no trabalho, de modo que, assim, n\u00e3o estariam eliminando completamente o Direito do Trabalho.<\/p>\n<p>Ocorre que o Direito do Trabalho, a partir desse postulado te\u00f3rico, estaria reservado a uma parcela ainda mais diminuta da classe trabalhadora, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual se ter\u00e1 sempre o argumento de serem pessoas privilegiadas, mesmo sendo as historicamente mais exploradas e para as quais, inclusive, j\u00e1 \u201cvalem\u201d as formas mais prec\u00e1rias e violentas de contrata\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, no bojo deste entendimento que aparentemente n\u00e3o eliminaria o Direito do Trabalho, se produziria o efeito de p\u00f4r fim \u00e0 import\u00e2ncia social, jur\u00eddica e pol\u00edtica da Justi\u00e7a do Trabalho, por meio da nega\u00e7\u00e3o de sua compet\u00eancia para apreciar a regularidade da \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Um tal posicionamento, portanto, \u00e9 o mesmo que acabar de vez com o Direito do Trabalho e com a Justi\u00e7a do Trabalho, sendo necess\u00e1rio que isto se diga e se reconhe\u00e7a de forma bastante evidenciada.<\/p>\n<p>Pode ser, ent\u00e3o, que o STF n\u00e3o diga nada e, dessa maneira, escondendo-se no transcurso indefinido da tramita\u00e7\u00e3o processual, tente matar o \u201cpaciente\u201d por asfixia, sem deixar, \u00e9 claro, de, a cada momento, mandar os seus \u201crecados\u201d.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que, o STF, com esta \u00faltima cartada mais incisiva e direta, acabou inaugurando uma nova fase, sem volta, do processo hist\u00f3rico, no qual os argumentos ret\u00f3ricos n\u00e3o ter\u00e3o mais qualquer for\u00e7a para disfar\u00e7ar as reais inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o havendo por que acreditar que o STF volte atr\u00e1s, os abalos concretos deste passo dado logo j\u00e1 se poder\u00e3o sentir no mundo do trabalho, sendo certo que o efeito concreto imediato, que se prenuncia, \u00e9 o do desajuste social e econ\u00f4mico pleno.<\/p>\n<p>Mas tudo isto, tamb\u00e9m, por outro lado, tem o potencial de gerar um rearranjo das for\u00e7as produtivas, pois a hist\u00f3ria se constr\u00f3i na materialidade dial\u00e9tica e n\u00e3o nos meandros das Cortes.<\/p>\n<p>Lembre-se que os direitos trabalhistas n\u00e3o foram d\u00e1divas do Estado e sim conquistas dos trabalhadores e, diante das revela\u00e7\u00f5es que a quebra expl\u00edcita do pacto de solidariedade proporciona, certamente ser\u00e1 bem mais poss\u00edvel aos trabalhadores se compreenderem no processo hist\u00f3rico como classe social que s\u00e3o e, com isto, passarem, de uma forma mais efetiva e assumida, a reconhecerem a\u00a0 import\u00e2ncia de, com a for\u00e7a coletiva, exercerem a luta de classes, sendo que, para os conter, o capital n\u00e3o mais ter\u00e1, a seu favor, as limita\u00e7\u00f5es impostas pela forma de organiza\u00e7\u00e3o sindical categorial vinda desde os idos da d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>Assim, a nova realidade que se anuncia no mundo do trabalho n\u00e3o ser\u00e1, necessariamente, aquela da definitiva \u201cterra arrasada\u201d, da autonomia privada individual, do livre ajuste de vontades entre o capital e um trabalhador individualmente considerado e submetido ao estado de necessidade, podendo ser, isto sim, a realidade da revitaliza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de classe e das <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/03\/31\/greve-nacional-milhares-de-entregadores-recebem-nao-do-ifood-em-sp-e-prometem-brecar-principais-pontos-da-cidade\/\">lutas dos trabalhadores e trabalhadoras por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida<\/a>, emergencialmente, dentro e fora do trabalho, e, idealmente, em outro modelo de sociedade, no qual n\u00e3o se tenha a apropria\u00e7\u00e3o privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o e a venda da for\u00e7a de trabalho, por consequ\u00eancia, n\u00e3o constitua meio de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Tem muita gente assustada e indignada com as posi\u00e7\u00f5es do STF e, sobretudo, com a proposi\u00e7\u00e3o contida no Tema 1389.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, no entanto, reagir!<\/p>\n<p>Juridicamente, restar\u00e1 a den\u00fancia do quanto os posicionamentos do STF em mat\u00e9ria trabalhista n\u00e3o possuem sustenta\u00e7\u00e3o normativa, constituindo, pois, manifesta\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas e graves ofensas \u00e0 ordem constitucional e democr\u00e1tica. Caber\u00e1, tamb\u00e9m, por certo, o manejo de todas as demais formas jur\u00eddicas, extra\u00eddas dos mais diversos Diplomas normativos, nacionais e internacionais, para impedir, em concreto, a degrada\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o humana dos trabalhadores e trabalhadoras.<\/p>\n<p>Politicamente, o que j\u00e1 resulta da compreens\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do STF, independentemente do que for decidido no caso em quest\u00e3o, at\u00e9 por conta do conjunto da obra, que reflete um processo long\u00ednquo e reiterado de agress\u00f5es aos direitos constitucionais dos trabalhadores e trabalhadoras, que, al\u00e9m disso, desnuda seu alinhamento com o ide\u00e1rio neoliberal e sua posi\u00e7\u00e3o de classe, n\u00e3o deixa de ser uma janela hist\u00f3rica que se abre para reacender a luta de classes!<\/p>\n<p>O pior que se pode fazer neste momento, portanto, \u00e9 fingir que nada est\u00e1 acontecendo, ou, considerar que est\u00e1 tudo acabado e que n\u00e3o h\u00e1 nada que se possa fazer.<\/p>\n<p>Os fatos est\u00e3o todos \u00e0 mostra. E s\u00e3o grav\u00edssimos, por diversos aspectos, como acima enunciado. Por outro lado, nos demonstram a urg\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o coletiva da classe trabalhadora para, mais uma vez, salvar a civiliza\u00e7\u00e3o, evitando o caos que se prenuncia e, ao mesmo tempo, sair, de uma vez por todas, das amarras de um sistema que se vale da explora\u00e7\u00e3o e descarte de vidas humanas, com base, inclusive, em discrimina\u00e7\u00e3o racial, de g\u00eanero e de etnias, e que tamb\u00e9m se sustenta a partir da depreda\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p><em>*Jorge Luiz Souto Maior \u00e9 desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00ba Regi\u00e3o e professor de Direito do Trabalho na Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/em><\/p>\n<p><em>**Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o e n\u00e3o necessariamente representa a linha editorial do <strong>Brasil do Fato<\/strong>.<\/em><\/p><\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pt-pede-prisao-de-eduardo-bolsonaro-por-atentado-a-soberania-nacional\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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