{"id":25324,"date":"2025-05-03T16:45:07","date_gmt":"2025-05-03T19:45:07","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/a-feira-nacional-e-uma-grande-roda-da-agroecologia\/"},"modified":"2025-05-03T16:45:07","modified_gmt":"2025-05-03T19:45:07","slug":"a-feira-nacional-e-uma-grande-roda-da-agroecologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-feira-nacional-e-uma-grande-roda-da-agroecologia\/","title":{"rendered":"A Feira Nacional \u00e9 uma grande roda da agroecologia"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2021-04-17_Jornada-de-Lutas_Mutirao-de-plantio_Assentamento-Contestado_PR_Foto-Joka-Madruga-3-1024x1024-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2021-04-17_Jornada-de-Lutas_Mutirao-de-plantio_Assentamento-Contestado_PR_Foto-Joka-Madruga-3-1024x1024-1.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2021-04-17_Jornada-de-Lutas_Mutirao-de-plantio_Assentamento-Contestado_PR_Foto-Joka-Madruga-3-300x300.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2021-04-17_Jornada-de-Lutas_Mutirao-de-plantio_Assentamento-Contestado_PR_Foto-Joka-Madruga-3-150x150.jpeg 150w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2021-04-17_Jornada-de-Lutas_Mutirao-de-plantio_Assentamento-Contestado_PR_Foto-Joka-Madruga-3-768x768.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/2021-04-17_Jornada-de-Lutas_Mutirao-de-plantio_Assentamento-Contestado_PR_Foto-Joka-Madruga-3.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Joka Madruga<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por N\u00edvia Regina<\/em>*<br \/><em>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Est\u00e1 chegando a V Feira Nacional da Reforma Agr\u00e1ria, que vai reunir muitos agricultores e agricultoras dos assentamentos e acampamentos, com uma grande diversidade de produtos, comidas t\u00edpicas, diferentes express\u00f5es culturais, uma grande troca de saberes e sabores da Reforma Agr\u00e1ria Popular, sustentados pela agroecologia.<\/p>\n<p>Nos preparativos dessa grande roda da agroecologia que \u00e9 a Feira Nacional, queremos recuperar alguns elementos de como o movimento vem construindo, ao longo do tempo, a agroecologia nos seus territ\u00f3rios. N\u00e3o se trata de uma sistematiza\u00e7\u00e3o detalhada ou um mapeamento, mas \u00e9 um balaio de fatos hist\u00f3ricos que mostra o v\u00ednculo do MST com a agroecologia, para continuar nos animando nesta caminhada.<\/p>\n<p>Para iniciar, n\u00e3o poder\u00edamos deixar de lembrar que a luta dos povos pelo direito \u00e0 terra e em defesa dos seus territ\u00f3rios \u2014 como os Povos Ind\u00edgenas, a luta nos Quilombos dos Palmares, Canudos, Contestado, as Ultab\u2019s, as Ligas Camponesas \u2014 foram lutas pelo direito de existir, na realiza\u00e7\u00e3o do seu trabalho com a natureza, em diferentes formas de sinergia, coopera\u00e7\u00e3o e at\u00e9 antagonismos, onde, de forma menos ou mais consciente, se buscava uma intera\u00e7\u00e3o com a natureza.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da agricultura capitalista, com posterior ado\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Verde, alterou severamente a natureza, promoveu a submiss\u00e3o dos povos origin\u00e1rios e a maior migra\u00e7\u00e3o camponesa da hist\u00f3ria, impactando seus conhecimentos e suas pr\u00e1ticas, impossibilitando-os de desenvolver suas potencialidades enquanto forma social de produ\u00e7\u00e3o e de apropria\u00e7\u00e3o da natureza. Portanto, a luta pela terra, pela Reforma Agr\u00e1ria, em defesa dos povos origin\u00e1rios, tamb\u00e9m significou o confronto a este modelo de explora\u00e7\u00e3o destrutivo da agricultura.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do MST, a prioridade de trabalho dentro dos assentamentos consistiu em a\u00e7\u00f5es como a luta pela educa\u00e7\u00e3o, infraestrutura b\u00e1sica, o in\u00edcio da organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, com incentivos para a coopera\u00e7\u00e3o agr\u00edcola das fam\u00edlias assentadas (incluindo as informais ou espont\u00e2neas), cr\u00e9dito rural, assist\u00eancia t\u00e9cnica, incentivo ao beneficiamento, ampliando a capacidade das fam\u00edlias assentadas em resistirem e permanecerem na terra e desenvolverem as for\u00e7as produtivas.<\/p>\n<h2>Como se d\u00e1 a semeadura da agroecologia no MST?<\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Foto_MSt_bahia-1024x575-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Foto_MSt_bahia-1024x575-1.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Foto_MSt_bahia-300x168.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Foto_MSt_bahia-768x431.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Foto_MSt_bahia-1536x862.jpeg 1536w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Foto_MSt_bahia.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: MST na Bahia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos primeiros quinze anos do MST, a organiza\u00e7\u00e3o dos assentamentos concentrou grandes esfor\u00e7os para desenvolver novas formas de rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o do Sistema Cooperativista dos Assentados (SCA) foi um marco importante, que nos levou a aprender com experi\u00eancias de outros pa\u00edses, como em Cuba. Neste per\u00edodo, nascem iniciativas importantes como a Confedera\u00e7\u00e3o das Cooperativas de Reforma Agr\u00e1ria (CONCRAB), as Cooperativas de Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria (CPAs), um sistema de forma\u00e7\u00e3o integrado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cooperada (a exemplo do Curso de T\u00e9cnicos em Administra\u00e7\u00e3o de Cooperativas), e outras formas de coopera\u00e7\u00e3o que refletem o lema do nosso 2\u00ba Congresso em 1990: <em>Ocupar, resistir e produzir<\/em>.<\/p>\n<p>Durante a d\u00e9cada de 1990, com o desenvolvimento do neoliberalismo, ocorreram transforma\u00e7\u00f5es no modo do capitalismo estruturar a produ\u00e7\u00e3o e o trabalho, com inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, privatiza\u00e7\u00e3o e globaliza\u00e7\u00e3o. Consolidou-se o projeto agr\u00e1rio brasileiro pautado na agenda do \u201cNovo Mundo Rural\u201d, propagandeada pelo Banco Mundial. Os programas de cr\u00e9dito e assist\u00eancia t\u00e9cnica dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos operaram para o desenvolvimento de uma agricultura intensiva em insumos, subordinando o desenvolvimento do campesinato aos pacotes tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Este processo incide sobre o MST, que busca formas de desenvolver e socializar tecnologias dominantes para ampliar a produ\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de baixa qualidade, adquirindo insumos da Revolu\u00e7\u00e3o Verde, trazendo desafios econ\u00f4micos, t\u00e9cnicos, pol\u00edticos e culturais, pela alta depend\u00eancia e endividamento para muitos projetos de assentamentos.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, v\u00e1rias iniciativas vinham se desenvolvendo em diferentes assentamentos, como pr\u00e1ticas de agricultura org\u00e2nica, hortos medicinais, agroflorestas e sementes crioulas. Junto com aliados e parceiros de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de pesquisa, ensino e extens\u00e3o rural e sociedade civil organizada, o MST gradativamente foi acumulando sua insatisfa\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica ao modelo da Revolu\u00e7\u00e3o Verde e desenvolvendo trabalhos articulados que produziam outros paradigmas produtivos alternativos.<\/p>\n<h2>A Agroecologia no MST e o enfrentamento ao agroneg\u00f3cio<\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/HANNA-LETICIA_-1024x685-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/HANNA-LETICIA_-1024x685-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/HANNA-LETICIA_-300x201.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/HANNA-LETICIA_-768x514.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/HANNA-LETICIA_.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Hanna Let\u00edcia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A agricultura brasileira na d\u00e9cada de 2000 consolida o agroneg\u00f3cio, ficando claro para o MST que fatores como o aumento da concentra\u00e7\u00e3o da terra, o controle da produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o agr\u00edcola pelas empresas transnacionais, as commodities e a base tecnol\u00f3gica da Revolu\u00e7\u00e3o Verde com as biotecnologias, o uso intensivo de agrot\u00f3xicos e transg\u00eanicos, eram elementos de um mesmo projeto de morte para o campo brasileiro.<\/p>\n<p>O IV Congresso do MST (2000) lan\u00e7a o cartaz <em>\u201cNossos compromissos com a Terra e com a Vida\u201d<\/em>, onde afirma o compromisso de defender e preservar todas as formas de vida do planeta, cuidar e proteger a terra e a \u00e1gua, n\u00e3o queimar, etc. Desta forma, marca sua cr\u00edtica ao modelo agr\u00edcola do agroneg\u00f3cio e projeta o desenvolvimento de linhas pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es concretas para a constru\u00e7\u00e3o de um novo modelo tecnol\u00f3gico com base na agroecologia.<\/p>\n<p>Este per\u00edodo \u00e9 a fase em que o MST mais se apropria e internaliza o debate sobre a agroecologia. Em 2001, o setor de produ\u00e7\u00e3o lan\u00e7a a cartilha <em>\u201cO que levar em conta para a Organiza\u00e7\u00e3o dos assentamentos \u2014 a discuss\u00e3o no Acampamento\u201d<\/em>, trabalhando com a milit\u00e2ncia dimens\u00f5es relacionadas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos novos assentamentos, sendo um dos eixos <em>\u201cUm novo jeito de produzir\u201d<\/em>, na qual o MST coloca que <em>\u201ca agroecologia dever\u00e1 orientar nossas pr\u00e1ticas produtivas\u201d<\/em>. Neste per\u00edodo, o setor \u00e9 transformado em Setor de Produ\u00e7\u00e3o, Coopera\u00e7\u00e3o e Meio Ambiente.<\/p>\n<h2>A Reforma Agr\u00e1ria Popular e a Agroecologia<\/h2>\n<p>A Reforma Agr\u00e1ria Popular, no VI Congresso Nacional em 2014, ganha corpo com a proposta do Programa Agr\u00e1rio, e o lema do congresso <em>\u201cLutar, Construir Reforma Agr\u00e1ria Popular\u201d<\/em> projeta o MST para a implementa\u00e7\u00e3o da proposta, a partir dos seus territ\u00f3rios, setores e coletivos. E \u00e9 dentro da Reforma Agr\u00e1ria Popular, que interessa n\u00e3o somente aos Sem Terra, mas tamb\u00e9m \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 nas cidades, que a agroecologia encontra sua possibilidade mais concreta de massifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O MST realiza em 2015 a 1\u00aa Feira Nacional da Reforma Agr\u00e1ria, colocando em marcha o di\u00e1logo amplo com a sociedade sobre o uso da terra, a produ\u00e7\u00e3o e consumo de alimentos saud\u00e1veis e a agroecologia. Essa articula\u00e7\u00e3o entre o campesinato e a classe trabalhadora urbana \u00e9 a materialidade da Reforma Agr\u00e1ria Popular.<\/p>\n<h2>Atualidade e desafios<\/h2>\n<p>Muitas experi\u00eancias t\u00eam sido massificadas nos estados, fortalecendo parcerias com governos populares, universidades e institutos, com movimentos do campo e da cidade.<\/p>\n<p>Temos, na atualidade, uma maior diversidade das cadeias produtivas consolidadas, mesmo num quadro profundo de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e desastres ambientais (secas prolongadas, fortes chuvas, enchentes). A empresa pioneira da agroecologia, a Bionatur, est\u00e1 com mais de 50 variedades de diferentes esp\u00e9cies, aproximadamente 8 toneladas de semente por ano. A cadeia do arroz, mesmo com o grande impacto sofrido no RS em 2024, a 22\u00aa Festa da Colheita do Arroz Agroecol\u00f3gico celebrou a safra 2024\/2025 de quatorze mil toneladas do gr\u00e3o.<\/p>\n<p>No campo da forma\u00e7\u00e3o em agroecologia, seguimos avan\u00e7ando com muitas a\u00e7\u00f5es na educa\u00e7\u00e3o informal, formal e forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Muitas atividades t\u00eam sido desenvolvidas nos acampamentos, assentamentos e centros de forma\u00e7\u00e3o nos estados, constru\u00eddas em parceria com universidades e institui\u00e7\u00f5es e conv\u00eanios com o PRONERA, com cursos n\u00e3o escolares e escolares em n\u00edvel t\u00e9cnico, tecn\u00f3logo, especializa\u00e7\u00e3o e mestrado.<\/p>\n<p>Iniciativas dos \u00faltimos cinco anos, como o Programa de Bioinsumos e o Plano Nacional <em>Plantar \u00c1rvores, Produzir Alimentos Saud\u00e1veis<\/em>, s\u00e3o ferramentas t\u00e9cnicas e pol\u00edticas que buscam seguir aprofundando a agroecologia no MST. A produ\u00e7\u00e3o dos bioinsumos, que tem sido apropriada pelas empresas transnacionais, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para buscar aumentar a produtividade dos nossos cultivos com base ecol\u00f3gica. Para isso, \u00e9 fundamental estudar, pesquisar, promover a produ\u00e7\u00e3o local e construir estruturas de biof\u00e1bricas para a produ\u00e7\u00e3o massiva de bioinsumos. Desta forma, o movimento tem trabalhado desenvolvendo forma\u00e7\u00e3o e experi\u00eancias nos estados.<\/p>\n<p><em>N\u00edvia Regina \u00e9 dirigente do MST e integrante da Brigada Internacionalista do Movimento em Cuba.<\/em><\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/05\/03\/a-feira-nacional-e-uma-grande-roda-da-agroecologia\/\">A Feira Nacional \u00e9 uma grande roda da agroecologia<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-brasil-e-a-doutrina-monroe-breves-comentarios-sobre-soberania-na-era-da-instabilidade\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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