{"id":25353,"date":"2025-05-03T09:52:58","date_gmt":"2025-05-03T12:52:58","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/educacao-sob-ataque-entre-o-silencio-dos-governos-e-a-omissao-da-sociedade-por-marcio-pereira-cabral\/"},"modified":"2025-05-03T09:52:58","modified_gmt":"2025-05-03T12:52:58","slug":"educacao-sob-ataque-entre-o-silencio-dos-governos-e-a-omissao-da-sociedade-por-marcio-pereira-cabral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/educacao-sob-ataque-entre-o-silencio-dos-governos-e-a-omissao-da-sociedade-por-marcio-pereira-cabral\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o sob ataque: entre o sil\u00eancio dos governos e a omiss\u00e3o da sociedade (por M\u00e1rcio Pereira Cabral)"},"content":{"rendered":"<section>\n<div>\n<p dir=\"auto\"><strong>M\u00e1rcio Pereira Cabral (*)<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o ponto em que decidimos se amamos<br \/>\no mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele.\u201d<br \/>\n<\/em><em>Hannah Arendt, \u201cA Crise na Educa\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/p>\n<p dir=\"auto\">Hannah Arendt nos ensinou que educar \u00e9 assumir responsabilidade pelo mundo diante da chegada do novo. A escola, nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 apenas um lugar de instru\u00e7\u00e3o, mas o espa\u00e7o simb\u00f3lico em que o mundo \u00e9 apresentado \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es como algo digno de ser habitado, sustentado e transformado. Quando essa responsabilidade \u00e9 abandonada \u2014 seja pelo Estado, seja pela sociedade \u2014, o que se instala n\u00e3o \u00e9 o v\u00e1cuo, mas a viol\u00eancia, a nega\u00e7\u00e3o e o medo. O colapso da autoridade educativa n\u00e3o \u00e9 fruto do acaso, mas o resultado direto de uma decis\u00e3o pol\u00edtica: a de n\u00e3o cuidar, de n\u00e3o investir, de n\u00e3o sustentar o pacto que torna poss\u00edvel a experi\u00eancia educativa como pr\u00e1tica de liberdade.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Em 2023, escrevi o artigo \u201cEduca\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia: testemunho sobre o desamparo e o sofrimento ps\u00edquico na realidade docente brasileira\u201d, publicado pela Revista da SIG. Naquele texto, mobilizado pelos ataques brutais que marcaram o cotidiano escolar naquele ano \u2014 como os casos de Blumenau, S\u00e3o Paulo e Camb\u00e9 \u2014, afirmei que a viol\u00eancia contra a escola j\u00e1 n\u00e3o podia ser tratada como exce\u00e7\u00e3o. Tratei do sofrimento docente n\u00e3o como experi\u00eancia individual, mas como condi\u00e7\u00e3o estrutural, coletiva e invisibilizada, enraizada no abandono institucional, no machismo estrutural e na desvaloriza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da profiss\u00e3o docente, majoritariamente feminina. Falei, sobretudo, da dor silenciosa de quem educa em um pa\u00eds que j\u00e1 n\u00e3o protege suas educadoras.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Dois anos depois, o sil\u00eancio tornou-se regra. A viol\u00eancia epid\u00eamica que denunciamos virou rotina. O caso da professora esfaqueada por dois alunos em Caxias do Sul (RS), dentro da sala de aula, \u00e9 a express\u00e3o mais recente e cruel desse colapso. Mas n\u00e3o \u00e9 um caso isolado \u2014 \u00e9 sintoma de uma realidade social em decomposi\u00e7\u00e3o. E mais grave do que a agress\u00e3o, talvez seja o fato de que j\u00e1 n\u00e3o nos espantamos. Como alertou Primo Levi, sobrevivente do Holocausto, \u201caconteceu, portanto pode acontecer de novo.\u201d E, quando acontece \u2014 e ningu\u00e9m reage \u2014, o que se repete n\u00e3o \u00e9 apenas o fato, mas a sua banaliza\u00e7\u00e3o. O horror sem espanto \u00e9 o passo final da barb\u00e1rie.<\/p>\n<p dir=\"auto\">\u00c9 necess\u00e1rio, ent\u00e3o, nomear essa barb\u00e1rie. A escola brasileira est\u00e1 sob ataque. E esse ataque n\u00e3o vem apenas da viol\u00eancia f\u00edsica. Ele se d\u00e1 pela desautoriza\u00e7\u00e3o permanente da figura do professor; pela precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho; pela mercantiliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o; pela nega\u00e7\u00e3o dos debates sobre g\u00eanero, ra\u00e7a, desigualdade e pol\u00edtica; e pela tentativa sistem\u00e1tica de reduzir a escola ao sil\u00eancio.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Nos \u00faltimos anos, vimos crescer uma ofensiva ideol\u00f3gica que tenta transformar os professores em inimigos da fam\u00edlia, da p\u00e1tria e da moral. A falaciosa ret\u00f3rica da \u201cdoutrina\u00e7\u00e3o\u201d criou um ambiente de persegui\u00e7\u00e3o e censura. As campanhas do \u201cEscola Sem Partido\u201d, o avan\u00e7o do homeschooling, a criminaliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados pedag\u00f3gicos e a vigil\u00e2ncia crescente sobre o que \u00e9 dito em sala de aula s\u00e3o express\u00f5es de um projeto autorit\u00e1rio que tenta submeter a escola \u00e0 l\u00f3gica do medo. E, onde h\u00e1 medo, n\u00e3o h\u00e1 pensamento cr\u00edtico. Onde h\u00e1 censura, n\u00e3o h\u00e1 liberdade de aprender.<\/p>\n<p dir=\"auto\">A figura da professora \u2014 mulher, geralmente pobre, boa parte negra, perif\u00e9rica \u2014 tornou-se alvo simb\u00f3lico e concreto dessa guerra. Historicamente, como mostram Guacira Lopes Louro e Mary Del Priore, a doc\u00eancia foi associada a uma extens\u00e3o da maternidade. Espera-se da professora abnega\u00e7\u00e3o, do\u00e7ura, cuidado incondicional. Mas, quando ela rompe com esse lugar \u2014 quando ousa ensinar com autoridade cr\u00edtica, quando nomeia injusti\u00e7as, quando reivindica reconhecimento \u2014, ela se torna perigosa. E o perigo, nesse modelo, \u00e9 neutralizado pela viol\u00eancia.<\/p>\n<p dir=\"auto\">O que se instala, ent\u00e3o, \u00e9 o desamparo. E aqui, mais do que nunca, precisamos de Sandor Ferenczi. Em seus escritos sobre trauma, Ferenczi nos mostra que o desamparo \u00e9 o ponto de origem do sofrimento ps\u00edquico \u2014 n\u00e3o apenas como uma condi\u00e7\u00e3o do beb\u00ea diante do mundo, mas como uma experi\u00eancia de colapso subjetivo diante da fal\u00eancia do outro. Quando aquele de quem esperamos cuidado se torna fonte de viol\u00eancia, o psiquismo entra em colapso. O trauma, diz Ferenczi, \u00e9 a trai\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo. \u00c9 o abandono absoluto.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Esse \u00e9 o nome da experi\u00eancia docente no Brasil hoje: trai\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo. Porque os professores e professoras foram tra\u00eddos pelo Estado, que deveria proteg\u00ea-los. Pela sociedade, que deveria reconhec\u00ea-los. Pelas fam\u00edlias, que deveriam compartilhar a tarefa educativa. E, em muitos casos, pelas pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es escolares, que j\u00e1 n\u00e3o oferecem nem mesmo o b\u00e1sico: escuta, abrigo, media\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Diante disso, o sil\u00eancio se imp\u00f5e. N\u00e3o o sil\u00eancio do consentimento, mas o da exaust\u00e3o. Professores retra\u00eddos, calados, sobrecarregados, doentes. Adoecem n\u00e3o por fraqueza, mas por excesso. Excesso de tarefas, de cobran\u00e7as, de expectativas, de agress\u00f5es. E aus\u00eancia de tudo o que \u00e9 vital: tempo, apoio, afeto, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, valoriza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Mas, se o desamparo \u00e9 a experi\u00eancia fundante da dor, \u00e9 tamb\u00e9m \u2014 como aponta Ferenczi \u2014 a condi\u00e7\u00e3o a partir da qual se pode construir uma nova \u00e9tica do cuidado. E \u00e9 nesse ponto que entra Paulo Freire. Ao contr\u00e1rio da l\u00f3gica da viol\u00eancia, Freire nos ensina que educar \u00e9 um ato amoroso e pol\u00edtico. N\u00e3o h\u00e1 neutralidade na educa\u00e7\u00e3o. Como ele escreveu em Pedagogia do Oprimido, ou se educa para a domestica\u00e7\u00e3o, ou se educa para a liberdade. E a liberdade, nesse caso, come\u00e7a por escutar os que foram calados. Por reconhecer que os professores n\u00e3o s\u00e3o culpados da crise educacional \u2014 s\u00e3o suas v\u00edtimas e resist\u00eancias.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Freire nos lembra que ningu\u00e9m educa ningu\u00e9m, mas que todos se educam em comunh\u00e3o, mediatizados pelo mundo. Isso significa que a responsabilidade pela educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas do professor: \u00e9 do Estado, das fam\u00edlias, das comunidades, das institui\u00e7\u00f5es. \u00c9 da sociedade como um todo. E \u00e9 essa responsabilidade coletiva que precisa ser urgentemente reconstru\u00edda.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Reverter a crise exige mais do que planos de seguran\u00e7a ou campanhas publicit\u00e1rias. \u00c9 preciso refundar o pacto educacional sobre novas bases: a escuta, o reconhecimento, a prote\u00e7\u00e3o e a valoriza\u00e7\u00e3o \u00e9tica da doc\u00eancia. Isso implica garantir sa\u00fade mental como pol\u00edtica p\u00fablica, forma\u00e7\u00e3o continuada com foco no cuidado e na media\u00e7\u00e3o de conflitos, condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho, sal\u00e1rios compat\u00edveis com a import\u00e2ncia social da profiss\u00e3o e, sobretudo, um discurso p\u00fablico que cesse a culpabiliza\u00e7\u00e3o do magist\u00e9rio e recoloque a escola como bem comum.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Tamb\u00e9m \u00e9 preciso reatar os la\u00e7os entre escola e comunidade. A escola n\u00e3o pode mais ser vista como uma ilha de responsabilidade exclusiva do professor. \u00c9 preciso reativar os conselhos escolares, fortalecer os coletivos de pais e estudantes, construir espa\u00e7os de di\u00e1logo permanente entre sociedade e escola. S\u00f3 assim poderemos fazer da escola um espa\u00e7o de reconstru\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo social.<\/p>\n<p dir=\"auto\">O que est\u00e1 em jogo \u00e9 mais do que a sa\u00fade dos professores. \u00c9 a pr\u00f3pria ideia de futuro. Como escreveu Paulo Freire, \u201ca educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o transforma o mundo. A educa\u00e7\u00e3o muda as pessoas. E as pessoas transformam o mundo.\u201d Mas que pessoas queremos formar quando a escola \u00e9 um lugar de medo? Como falar de esperan\u00e7a se as professoras t\u00eam medo de entrar na sala de aula? Como formar cidad\u00e3os quando a viol\u00eancia se torna naturalizada?<\/p>\n<p dir=\"auto\">Ao permitir que se tornem alvos, ao normalizar a precariedade, ao calar diante da dor das professoras, estamos, como sociedade, quebrando o espelho onde dever\u00edamos nos reconhecer. E o que vemos refletido, hoje, \u00e9 a fal\u00eancia de uma promessa: a de que toda crian\u00e7a teria direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, e de que todo educador teria direito \u00e0 dignidade.<\/p>\n<p dir=\"auto\">Reagir \u00e9 urgente. Porque, como nos alertou Primo Levi, o horror pode, sim, acontecer de novo \u2014 e est\u00e1 acontecendo. E se n\u00e3o formos capazes de nos indignar, ent\u00e3o talvez j\u00e1 n\u00e3o estejamos mais do lado dos vivos.<\/p>\n<p>\u00c9 tempo de amar o mundo o bastante para, como queria Arendt, assumirmos a responsabilidade por ele. E isso come\u00e7a por devolver \u00e0s escolas o que elas sempre foram, mesmo sob ataque: lugares de resist\u00eancia, de v\u00ednculo, de vida.<\/p>\n<p><em><strong>(*)<\/strong> Psicanalista, professor Mestre pela UFRGS e diretor do Instituto SIG \u2013 Psican\u00e1lise &amp; Pol\u00edtica\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a7\u00a7\u00a7<\/strong><\/p>\n<p><em>As opini\u00f5es emitidas nos artigos publicados no espa\u00e7o de opini\u00e3o expressam a posi\u00e7\u00e3o de seu autor e n\u00e3o necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/opiniao\/2025\/05\/educacao-sob-ataque-entre-o-silencio-dos-governos-e-a-omissao-da-sociedade-por-marcio-pereira-cabral\/\">Educa\u00e7\u00e3o sob ataque: entre o sil\u00eancio dos governos e a omiss\u00e3o da sociedade (por M\u00e1rcio Pereira Cabral)<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/\">Sul 21<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/china-exibe-poderio-militar-e-envia-recado-aos-eua-em-desfile-historico\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/175689301168b80f53afb89_1756893011_3x2_md-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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