{"id":27030,"date":"2025-05-10T15:08:19","date_gmt":"2025-05-10T18:08:19","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/mst-doa-25-toneladas-de-alimentos-solidariedade-e-a-uniao-entre-campo-e-cidade\/"},"modified":"2025-05-10T15:08:19","modified_gmt":"2025-05-10T18:08:19","slug":"mst-doa-25-toneladas-de-alimentos-solidariedade-e-a-uniao-entre-campo-e-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mst-doa-25-toneladas-de-alimentos-solidariedade-e-a-uniao-entre-campo-e-cidade\/","title":{"rendered":"MST doa 25 toneladas de alimentos: solidariedade \u00e9 a uni\u00e3o entre campo e cidade"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Mosaico-Creditos-Sara-Gehren-1024x682-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Mosaico-Creditos-Sara-Gehren-1024x682-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Mosaico-Creditos-Sara-Gehren-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Mosaico-Creditos-Sara-Gehren-768x512.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Mosaico-Creditos-Sara-Gehren.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<p><em>Por Vivian Fernandes<br \/>Da P\u00e1gina do MST\/Equipe de texto da 5\u00aa Feira da Reforma Agr\u00e1ria<\/em><\/p>\n<p>Nascida em S\u00edtio de Bananeirinha, no Agreste de Pernambuco, Janeide Barbosa se mudou para S\u00e3o Paulo em 1996 e, desde ent\u00e3o, vive na zona leste da capital paulista. Durante quatro dias, de 8 a 11 de maio, ela \u00e9 uma das volunt\u00e1rias da Cozinha Elza Soares (confirmar nome), que prepara centenas de refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias para as equipes de trabalho, feirantes e amigos e aliados do MST que visitam a 5\u00aa Feira Nacional da Reforma Agr\u00e1ria, no Parque da \u00c1gua Branca, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na tarde do segundo dia da Feira, 9 de maio, Janeide foi uma das convidadas para uma atividade especial, o \u201cAto MST Cultivando a Solidariedade\u201d, que celebrou a doa\u00e7\u00e3o de 25 toneladas de alimentos para cerca de 50 organiza\u00e7\u00f5es populares e cozinhas solid\u00e1rias da Grande S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cA doa\u00e7\u00e3o do MST \u00e9 muito importante para a gente preparar uma marmita de verdade, uma comida livre de agrot\u00f3xicos. A gente est\u00e1 fazendo uma um for\u00e7a-tarefa para oferecer uma comida bem quentinha, bem gostosa para a comunidade. Ent\u00e3o, essa doa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante para aquela fam\u00edlia que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es financeiras de ir no mercado e comprar uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada\u201d, conta.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ato-Solidariedade-Sara-Gehren-1024x682-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ato-Solidariedade-Sara-Gehren-1024x682-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ato-Solidariedade-Sara-Gehren-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ato-Solidariedade-Sara-Gehren-768x512.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ato-Solidariedade-Sara-Gehren.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>A uni\u00e3o entre os povos do campo e da cidade \u00e9 um dos s\u00edmbolos da Feira da Reforma Agr\u00e1ria. Foto: Sara Gehren<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Janeide faz parte da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0s Fam\u00edlias Vulner\u00e1veis (AAFV), que tem uma cozinha solid\u00e1ria, desde 2019, no Jardim das Carmelitas. O projeto come\u00e7ou durante a pandemia, com o apoio do MST, e hoje alcan\u00e7a quatro bairros de S\u00e3o Miguel Paulista, atuando com 600 fam\u00edlias e a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua, distribuindo 500 marmitas por semana, al\u00e9m de doa\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas e kit de higiene pessoal.<\/p>\n<p>Sobre como \u00e9 estar na Feira Nacional da Reforma Agr\u00e1ria, um dos maiores eventos da agrobiodiversidade do Brasil, ela relata sua alegria e uma mem\u00f3ria afetiva: \u201c\u00c9 muito bacana estar aqui, vivenciar tudo isso. Eu sou do campo tamb\u00e9m, eu venho de uma fam\u00edlia do campo. Ent\u00e3o isso traz bastante lembran\u00e7a de quando a gente sentava na mesa e comia aquela comidinha, aquela verdura, legume sem veneno, direto do campo\u201d.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o entre os povos do campo e da cidade, que \u00e9 um dos s\u00edmbolos da Feira da Reforma Agr\u00e1ria, tamb\u00e9m \u00e9 parte da hist\u00f3ria de vida de muitas pessoas que hoje vivem nas comunidades perif\u00e9ricas de S\u00e3o Paulo e outras cidades do Brasil afora.<\/p>\n<p>\u201cNas periferias das grandes cidades, est\u00e3o muitas pessoas que vieram da zona rural tamb\u00e9m, muitos foram expulsos dos seus territ\u00f3rios. Ent\u00e3o, tem um v\u00ednculo muito forte com o Movimento Sem Terra. A gente se solidariza com as popula\u00e7\u00f5es que est\u00e3o nas \u00e1reas urbanas e em situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade, mas compreende tamb\u00e9m que eles s\u00e3o parte desse processo de exclus\u00e3o e que a gente precisa estar juntos nessa luta\u201d, afirma Aldenir Gomes, membro da Dire\u00e7\u00e3o Nacional do MST e do estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Sendo a Feira Nacional um espa\u00e7o para demonstrar essa unidade do campon\u00eas e do trabalhador, ela tamb\u00e9m explica uma parte do projeto da Reforma Agr\u00e1ria Popular, como explica Keila Lima, integrante da Dire\u00e7\u00e3o Nacional do MST no Cear\u00e1. \u201cPara o Movimento Sem Terra, a solidariedade \u00e9 um princ\u00edpio que a gente vem exercitando na pr\u00e1tica, a partir da nossa luta, o que n\u00f3s conquistamos para as fam\u00edlias Sem Terra, tamb\u00e9m \u00e9 para dividir com a sociedade. Aqui na Feira, que \u00e9 esse espa\u00e7o de mostrar a Reforma Agr\u00e1ria, o que a gente tem produzido a partir do acesso \u00e0 terra, ent\u00e3o mais do que justo a gente vender, mas tamb\u00e9m socializar aquilo que a gente tem de mais bonito que \u00e9 a nossa produ\u00e7\u00e3o de alimentos\u201d.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/visita-feira-vivian-fernandes-1024x768-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/visita-feira-vivian-fernandes-1024x768-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/visita-feira-vivian-fernandes-300x225.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/visita-feira-vivian-fernandes-768x576.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/visita-feira-vivian-fernandes.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Representantes de movimentos de moradia conheceram assentados que doaram alimentos. Foto: Vivian Fernandes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O prazer do encontro<\/strong><\/p>\n<p>Antes do ato que marcou a doa\u00e7\u00e3o dos alimentos, l\u00edderes comunit\u00e1rios e representantes das cozinhas solid\u00e1rias visitaram a Feira Nacional e tiveram como guias alguns dos camponeses de \u00e1reas da Reforma Agr\u00e1ria que doaram parte de sua produ\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria. Um deles \u00e9 Paulo Johann, ou seu Paulinho, que \u00e9 da regi\u00e3o de Mafra, no planalto Norte de Santa Catarina.<\/p>\n<p>Muito animado, ele conduziu um grupo de militantes de movimentos de moradia de S\u00e3o Paulo pelos corredores de barracas que exp\u00f5em, estado por estado, os frutos da diversa produ\u00e7\u00e3o do MST em 23 estados e no Distrito Federal. O volume total de produtos nesta edi\u00e7\u00e3o da Feira \u00e9 de 500 toneladas, com 1800 diversos tipos de produtos, in natura, processados, al\u00e9m de artesanatos e outras produ\u00e7\u00f5es. Arrasando na simpatia, seu Paulinho passava em cada barraca e pedia para seu companheiro de outro estado explicar a produ\u00e7\u00e3o e contar como puderam contribuir na doa\u00e7\u00e3o de alimentos em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s ficamos muito felizes em poder contribuir. Apesar de ser uma viagem longa do Maranh\u00e3o para c\u00e1, s\u00e3o dois dias e meio, a gente sabe que um dos princ\u00edpios do MST \u00e9 a solidariedade entre os povos. E n\u00f3s sabemos que a periferia hoje passa por dificuldades, e o campo produz para o campo e para a cidade\u201d, compartilhou Tarc\u00edsia Val\u00e9ria, que apresentou os produtos da Cooperativa de Mulheres Resistir e Produzir, seguida por aplausos e agradecimentos dos representantes de movimentos de moradia paulistas.<\/p>\n<p>Um deles \u00e9 Tiago Salvador, professor, salgadeiro e l\u00edder comunit\u00e1rio do Morro do Ketchup (tamb\u00e9m conhecido como Vila Roschel), no distrito de Parelheiros, extremo sul de S\u00e3o Paulo. A organiza\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias dessa comunidade, h\u00e1 16 anos, contou com o apoio do MST e de outros, como o Uni\u00e3o de Movimentos por Moradia. Ainda que n\u00e3o contem com uma cozinha comunit\u00e1ria, os moradores j\u00e1 se articulam para fazer doa\u00e7\u00f5es de alimentos e itens de higiene pessoal, e participam do projeto M\u00e3os Solid\u00e1rias, que re\u00fane movimentos populares para a\u00e7\u00f5es de solidariedade.<\/p>\n<p>\u201cA doa\u00e7\u00e3o do MST \u00e9 excelente e gratificante, porque tem muitas pessoas que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de ter esse alimento\u201d, afirma Tiago, que tamb\u00e9m comenta como \u00e9 a regi\u00e3o de Parelheiros e como se sente pr\u00f3ximo aos camponeses aqui na Feira: \u201cOnde a gente mora, a gente diz que \u00e9 campo, \u00e9 bem interior mesmo. Quando voc\u00eas forem, voc\u00eas v\u00e3o falar assim: \u2018Meu Deus do c\u00e9u, isso aqui n\u00e3o \u00e9 mais S\u00e3o Paulo. \u00c9 muito legal l\u00e1, bom mesmo, o ar de l\u00e1 \u00e9 diferente, o ar de l\u00e1 \u00e9 fresco, \u00e9 puro\u201d.<\/p>\n<p>Quando o grupo chegou, enfim, na barraca de Santa Catarina, seu Paulinho, que j\u00e1 havia contado que a cooperativa da qual faz parte doou cenoura, banana, laranja, ma\u00e7\u00e3, feij\u00e3o, farinha, entre outros alimentos, n\u00e3o escondeu o entusiasmo e j\u00e1 convidou seu companheiro Jurandir Bassani para falar um pouco. Ele relata que os assentamentos j\u00e1 tinham uma grande produ\u00e7\u00e3o de alimentos, mas enfrentavam problemas nas vendas, quando se uniram a outros coletivos do Norte de Santa Catarina para atuar na comercializa\u00e7\u00e3o. Foi assim que em 2006 nasceu a Cooperdotchi.<\/p>\n<p>Sobre a import\u00e2ncia da solidariedade, Jurandir explica sobre a pr\u00f3pria hist\u00f3ria das fam\u00edlias da regi\u00e3o: \u201c\u00c9 porque o MST tamb\u00e9m no passado e a ess\u00eancia do MST \u00e9 tamb\u00e9m vinda da solidariedade dos amigos e companheiros, que sustentavam as fam\u00edlias durante as dificuldades muito grandes dos acampamentos. Ent\u00e3o a gente recebeu um monte de solidariedade. Hoje, como o nosso povo avan\u00e7ou na produ\u00e7\u00e3o, a gente sente que \u00e9 nossa parte tamb\u00e9m de fazer, ser solid\u00e1rio com as demais pessoas. Esse \u00e9 o objetivo do Movimento e tamb\u00e9m da cooperativa\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, a Cooperdotchi conta com 155 s\u00f3cios e tamb\u00e9m participa de chamadas p\u00fablicas do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA). \u201cHoje industrializado a gente est\u00e1 com a o feij\u00e3o, com a marca Terraviva, e estamos entrando com a farinha de milho. E tem o hortifruti em geral, desde as frutas at\u00e9 a salsinha e a cebolinha\u201d, apresenta.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-150256-1024x682-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-150256-1024x682-1.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-15.02.56-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-15.02.56-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-15.02.56.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>M\u00e3os Solid\u00e1rias avan\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o popular para garantia de direitos e renda nas comunidades. Foto: Sara Gehren<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Desafios para al\u00e9m da doa\u00e7\u00e3o de alimentos<\/strong><\/p>\n<p>Programas estatais como o PNAE e o PAA s\u00e3o fundamentais e complementares aos processos de solidariedade entre os movimentos. Assim como na cooperativa catarinense, em que os camponeses podem vender para o Estado sua produ\u00e7\u00e3o \u2013 que ser\u00e1 distribu\u00edda gratuitamente para redes de assist\u00eancia sociais, escolas, hospitais e outros \u2013 quem est\u00e1 na ponta das cidades tamb\u00e9m \u00e9 beneficiado.<\/p>\n<p>Janeide Barbosa, sou da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0s Fam\u00edlias Vulner\u00e1veis (AAFV), zona leste de S\u00e3o Paulo, comenta que a partir do dia 14 de maio, a cozinha solid\u00e1ria que constr\u00f3i tamb\u00e9m receber\u00e1 alimentos via PAA, como o feij\u00e3o. No entanto, isso ainda \u00e9 insuficiente e eles dependem muito de doa\u00e7\u00f5es. \u201cA gente tem um bazar solid\u00e1rio, onde tudo que \u00e9 arrecadado ali, a gente compra a prote\u00edna, compra as misturas\u201d, diz. Inclusive, o projeto aceita doa\u00e7\u00f5es para o bazar, de alimentos e tamb\u00e9m volunt\u00e1rios, basta apenas entrar em contato via p\u00e1gina no Instagram <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/associacao.de.apoio.a.familia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(@associacao.de.apoio.a.familia<\/a>), e a urg\u00eancia maior no momento \u00e9 por equipamentos de cozinha, como panelas.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da AAFV \u00e9 comum em muitas associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e cozinhas solid\u00e1rias e, muitas das respostas devem vir por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas, e a press\u00e3o sobre o governo se d\u00e1 de por meio de organiza\u00e7\u00e3o popular. \u201cO Sem Terra tem sua organiza\u00e7\u00e3o, tem sua luta, e as organiza\u00e7\u00f5es da cidade, da popula\u00e7\u00e3o mais pobre e exclu\u00edda, precisam tamb\u00e9m avan\u00e7ar nesse sentido para garantir outras conquistas al\u00e9m da comida, mas tamb\u00e9m da moradia, da educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade, dos direitos humanos e outros direitos\u201d, destaca Aldenir Gomes, dirigente nacional do MST.<\/p>\n<p>Janeide, Aldenir e dezenas de outras lideran\u00e7as populares participaram no final da tarde de sexta-feira (9), do \u201cAto MST Cultivando a Solidariedade\u201d, na 5\u00aa Feira Nacional da Reforma Agr\u00e1ria. No espa\u00e7o, muitos puderam se conhecer e compartilhar hist\u00f3rias e desafios.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-150309-1024x682-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-150309-1024x682-1.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-15.03.09-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-15.03.09-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-10-at-15.03.09.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Movimentos refor\u00e7am que alimento \u00e9 um direito humano e tamb\u00e9m mobiliza\u00e7\u00e3o social. Foto: Sara Gehren<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Um desses relatos veio do projeto M\u00e3os Solid\u00e1rias, que atua em diversos bairros de S\u00e3o Paulo, mas tamb\u00e9m em outras cidades de todo o Brasil. Criado durante a pandemia de covid-19, o projeto desenvolve ao longo dos \u00faltimos cinco anos a\u00e7\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, mas avan\u00e7a tamb\u00e9m na organiza\u00e7\u00e3o popular para atuar na garantia de direitos, trabalho e renda nas comunidades, construindo solu\u00e7\u00f5es a partir do povo.<\/p>\n<p>Sendo a solidariedade n\u00e3o s\u00f3 restrito a quest\u00e3o alimentar, no ato tamb\u00e9m participaram representantes do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Zara Figueiredo, secretaria da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Continuada, Alfabetiza\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclus\u00e3o, ressaltou que \u201cem educa\u00e7\u00e3o, solidariedade significa direito\u201d, afirmando que nos pr\u00f3ximos meses o minist\u00e9rio ir\u00e1 anunciar o novo PRONACAMPO (Programa Nacional de Educa\u00e7\u00e3o do Campo), com um conjunto de a\u00e7\u00f5es do governo federal para a educa\u00e7\u00e3o nas escolas rurais, com verba de 238 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p>S\u00edlvio Isoppo Porto, diretor-executivo de Pol\u00edtica Agr\u00edcola falou em nome da\u00a0 Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Em sua fala, ele exaltou a doa\u00e7\u00e3o de 25 toneladas de alimentos pelo MST: \u201cIsso simboliza a luta dos movimentos sociais e a capacidade de estabelecer rela\u00e7\u00f5es entre campo e cidade. Essa rela\u00e7\u00e3o estabelecida \u00e9 de autonomia, e isso \u00e9 o mais relevante. O alimento como direito humano e tamb\u00e9m como mobiliza\u00e7\u00e3o social. Esse exemplo que voc\u00eas d\u00e3o, como nas cozinhas solid\u00e1rias, mostra que voc\u00eas chegam onde o Estado n\u00e3o est\u00e1 presente\u201d.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia do PAA para as cozinhas solid\u00e1rias e sua expectativa de que esse programa possa avan\u00e7ar, garantindo tamb\u00e9m infraestrutura e profissionaliza\u00e7\u00e3o das pessoas que trabalham nas cozinhas.<\/p>\n<p>\u201cParab\u00e9ns a voc\u00eas, parab\u00e9ns por esse trabalho. S\u00f3 para finalizar, no fechamento da Feira, n\u00f3s temos um acordo com o MST de que tudo o que n\u00e3o for comercializado aqui ser\u00e1 comprado pelo PAE e ser\u00e1 destinado \u00e0s cozinhas solid\u00e1rias em S\u00e3o Paulo\u201d, prometeu Porto.<\/p>\n<p>Com mais de 500 toneladas de produtos, a 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Feira da Reforma Agr\u00e1ria apresenta uma diversidade de mais de 1800 tipos de produtos, que v\u00e3o de alimentos in natura a agroindustrializados.<\/p>\n<p><em>* Editado por Mariana Castro<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/05\/10\/mst-doa-25-toneladas-de-alimentos-solidariedade-e-a-uniao-entre-campo-e-cidade\/\">MST doa 25 toneladas de alimentos: solidariedade \u00e9 a uni\u00e3o entre campo e cidade<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ato-contra-despejo-de-casa-de-acolhimento-a-mulheres-no-rio-sera-realizado-nesta-quarta-feira-3\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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