{"id":28298,"date":"2025-05-16T17:24:25","date_gmt":"2025-05-16T20:24:25","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/para-reaprender-a-caminhar-nas-cidades\/"},"modified":"2025-05-16T17:24:25","modified_gmt":"2025-05-16T20:24:25","slug":"para-reaprender-a-caminhar-nas-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/para-reaprender-a-caminhar-nas-cidades\/","title":{"rendered":"Para reaprender a caminhar nas cidades"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/bafkreiczleuf7gzry57ac3soa7i7utogl6ebtqtkk25xaoqcyu46mkx2f4.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/bafkreiczleuf7gzry57ac3soa7i7utogl6ebtqtkk25xaoqcyu46mkx2f4.jpg 1000w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/bafkreiczleuf7gzry57ac3soa7i7utogl6ebtqtkk25xaoqcyu46mkx2f4-300x200.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/bafkreiczleuf7gzry57ac3soa7i7utogl6ebtqtkk25xaoqcyu46mkx2f4-768x512.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/bafkreiczleuf7gzry57ac3soa7i7utogl6ebtqtkk25xaoqcyu46mkx2f4-272x182.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\"><figcaption>Foto: Alex Zafer <\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A cidade come\u00e7a no que se ouve e se v\u00ea \u2014 mas tamb\u00e9m no que se reconhece como familiar, mesmo no desconhecido. \u00c9 no gesto de cruzar experi\u00eancias (sensoriais e narradas) que se inicia qualquer possibilidade de conviv\u00eancia. Talvez esse seja o princ\u00edpio m\u00ednimo de uma pol\u00edtica urbana viva: fazer da presen\u00e7a uma forma de escuta e da circula\u00e7\u00e3o uma forma de v\u00ednculo. Contra o enclausuramento dos corpos e das palavras, \u00e9 preciso afirmar uma ideia de cidade como espa\u00e7o de reconex\u00e3o \u2014 menos como promessa de ordem, mais como campo de reinven\u00e7\u00e3o cotidiana. Uma revolu\u00e7\u00e3o discreta, feita de gestos simples, percursos imprevis\u00edveis e v\u00ednculos reconstru\u00eddos na escala do comum.<\/p>\n<p>Jane Jacobs, jornalista, pensadora urbana autodidata, ativista comunit\u00e1ria e cr\u00edtica dos planejamentos modernistas, dizia que os olhos da rua eram fundamentais para a vitalidade urbana. N\u00e3o apenas como sistema de vigil\u00e2ncia ou garantia de seguran\u00e7a, como tantos urbanistas passaram a interpretar, mas como possibilidade de presen\u00e7a m\u00fatua, reconhecimento, conviv\u00eancia. Os olhos que se cruzam na cal\u00e7ada dizem: estamos aqui, juntos, mesmo sem palavra. Talvez seja por a\u00ed que devamos come\u00e7ar a pensar a cidade. Pelo que ainda resta de possibilidade de troca, de v\u00ednculo, de enuncia\u00e7\u00e3o cotidiana.<\/p>\n<p>Gosto de falar da cidade. Da cidade que conhe\u00e7o andando, entrando em \u00f4nibus, atravessando ruas, errando caminho. S\u00e3o Bernardo, S\u00e3o Paulo, bairros distantes uns dos outros, centros que se evitam, zonas que n\u00e3o se tocam. Gosto de entender a cidade na pr\u00e1tica, rua a rua. Descrever tudo. \u00c9 s\u00f3 uma tentativa de pensar por que tanta gente passou a viver sem ver, sem conversar, sem se deslocar de verdade. H\u00e1 um sil\u00eancio estranho no cotidiano urbano. Muita presen\u00e7a, pouca troca. A cidade perdeu alguma coisa \u2014 e talvez tenha sido o que dava sentido a estar nela.<\/p>\n<div>\n<div><a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\" aria-label=\"MAT\u00c9RIA-GERAL\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/MATERIA-GERAL-21.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/MATERIA-GERAL-21.png 681w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/MATERIA-GERAL-300x75.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" width=\"681\" height=\"171\"><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o se intensifica no cotidiano. Nas ruas, no transporte, nas pra\u00e7as, h\u00e1 um jeito comum de estar ausente. O andar apressado, os olhos que desviam, o corpo que n\u00e3o quer contato. Como se as pessoas caminhassem n\u00e3o para ir, mas para escapar. Fones nos ouvidos, olhos grudados na tela, passos r\u00e1pidos, como se n\u00e3o houvesse ch\u00e3o sob os p\u00e9s. Tudo parece calculado para evitar o encontro. Os gestos s\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o e, se poss\u00edvel, de aus\u00eancia. Mas isso cobra caro: empobrece a cidade, silencia o cotidiano, transforma presen\u00e7a em algo fugidio.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de pressa ou tecnologia. Dizem que a gente est\u00e1 saturado de informa\u00e7\u00e3o e temor. Pode ser. Mas o que vejo na rua \u00e9 outro tipo de satura\u00e7\u00e3o: um cansa\u00e7o que vem de n\u00e3o viver nada que se sustente como experi\u00eancia. Tudo passa r\u00e1pido, nada se elabora. As hist\u00f3rias n\u00e3o circulam. Os aprendizados n\u00e3o sedimentam. Como se a cidade j\u00e1 n\u00e3o oferecesse mais o que ensinar. E talvez n\u00e3o seja s\u00f3 ela \u2014 talvez sejamos n\u00f3s que j\u00e1 n\u00e3o sabemos como aprender com o que est\u00e1 diante dos olhos.<\/p>\n<p>Essa dificuldade em aprender parece estar ligada \u00e0 dificuldade em narrar. \u00c0s vezes penso que esse sil\u00eancio que observo nas cidades tem algo de mais profundo. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 cansa\u00e7o, distra\u00e7\u00e3o e medo. \u00c9 como se a experi\u00eancia tivesse se tornado dif\u00edcil de ser contada. Um tipo de mutismo que n\u00e3o vem da falta de assunto, mas da falta de escuta e de elabora\u00e7\u00e3o. Walter Benjamin, em <em>O Narrador<\/em>, escreveu que os combatentes da Primeira Guerra voltavam mudos do front: sua experi\u00eancia era intransmiss\u00edvel, sem forma comunic\u00e1vel. A guerra, disse ele, empobreceu radicalmente o valor da experi\u00eancia. Penso se n\u00e3o estamos diante de algo semelhante: uma cidade onde ningu\u00e9m passou por guerra, mas onde quase ningu\u00e9m consegue mais dizer o que vive. As viv\u00eancias n\u00e3o encontram mais forma, nem audi\u00eancia.<\/p>\n<p>Talvez tudo comece pelo corpo. Se narrar \u00e9 dif\u00edcil, viver tamb\u00e9m est\u00e1 mais rarefeito. A cidade foi se tornando inabit\u00e1vel para o encontro. O corpo urbano virou um corpo blindado. Ele se desloca, mas n\u00e3o se move. N\u00e3o se atrita, n\u00e3o encontra, n\u00e3o se deixa marcar. Ainda nos anos 1970, Richard Sennett, em <em>O Decl\u00ednio do Homem P\u00fablico<\/em>, mostrou como a cidade deixou de ser um espa\u00e7o de confronto entre diferen\u00e7as e passou a ser um somat\u00f3rio de vidas paralelas. Para ele, o espa\u00e7o p\u00fablico perdeu sua fun\u00e7\u00e3o formativa porque o corpo perdeu a disposi\u00e7\u00e3o para a fric\u00e7\u00e3o. A falta de envolvimento n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 emocional, \u00e9 f\u00edsica: um corpo que n\u00e3o se depara com o outro n\u00e3o constr\u00f3i sentido. O que temos hoje \u00e9 o contr\u00e1rio da cidade viva: do carro fechado e \u00f4nibus lotados \u00e0 entrega por aplicativo, tudo \u00e9 feito para que se passe por ela sem precisar habit\u00e1-la. E, aos poucos, o corpo vai se tornando in\u00fatil para conhecer o mundo.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia do espa\u00e7o urbano depende de um certo envolvimento sens\u00edvel. Georg Simmel, em seu ensaio <em>As Grandes Cidades e a Vida do Esp\u00edrito<\/em> (1903), observou como a modernidade urbana exigia do sujeito um tipo de endurecimento psicol\u00f3gico. Para lidar com o excesso de est\u00edmulos e a multiplicidade de intera\u00e7\u00f5es, o indiv\u00edduo desenvolvia a atitude blas\u00e9: uma indiferen\u00e7a protetora. Simmel n\u00e3o romantizava o passado, mas j\u00e1 via, ali no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, que a sensibilidade estava em risco. Que o excesso n\u00e3o gera necessariamente riqueza \u2014 pode gerar apatia. E que a cidade, se n\u00e3o cuidada, vira campo de ru\u00eddo, n\u00e3o de sentido.<\/p>\n<p>Falo disso tamb\u00e9m por experi\u00eancia. Na adolesc\u00eancia, eu andava muito. Passava horas nos sebos, nas lojas de discos, nas bancas de rua. \u00c0s vezes sa\u00eda com um livro, \u00e0s vezes com um vinil, \u00e0s vezes com as m\u00e3os vazias. Mas sempre voltava com alguma coisa que n\u00e3o cabia na sacola. Uma conversa, uma descoberta, uma rua que eu n\u00e3o conhecia. O centro de S\u00e3o Paulo era um mundo. As ruas escondidas de S\u00e3o Bernardo, Santo Andr\u00e9, e at\u00e9 do meu bairro tamb\u00e9m. Eu n\u00e3o procurava nada espec\u00edfico. S\u00f3 andava. E aprendia mais assim do que em muita aula. N\u00e3o supervalorizo essa experi\u00eancia, nem a transformo em modelo. Havia dificuldades, havia exclus\u00f5es, havia medos \u2014 apenas eram outros, mais localizados, talvez menos intensos em sua escala. Era outro momento, outro ritmo de cidade, outra rela\u00e7\u00e3o com o tempo e com o espa\u00e7o. Mas foi real. E deixou marcas.<\/p>\n<p>Caminhar, errar, experimentar o espa\u00e7o: talvez a\u00ed ainda reste uma fresta. O gesto de andar pode ser um modo de se reapropriar da cidade. Michel de Certeau, em <em>A Inven\u00e7\u00e3o do Cotidiano<\/em>, escreveu que os passos na cidade s\u00e3o tamb\u00e9m uma forma de fala. Ele sugere que caminhar n\u00e3o \u00e9 apenas deslocar-se, \u00e9 escrever no ch\u00e3o da cidade uma narrativa silenciosa, feita de desvios, atalhos, ast\u00facias. Caminhar \u00e9 inventar percursos onde o planejamento urbano s\u00f3 v\u00ea fun\u00e7\u00f5es e tr\u00e2nsito. N\u00e3o se trata de romantizar a deriva, mas de reconhecer que h\u00e1 uma intelig\u00eancia do corpo que sabe escapar, improvisar, criar sentido mesmo no espa\u00e7o mais controlado. \u00c9 esse tipo de gesto que salva um dia, uma rua, uma mem\u00f3ria.<\/p>\n<div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.belasartesalacarte.com.br\/\" aria-label=\"OUTRAS PALAVRAS _A LA CAARTE728x90px\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/OUTRAS-PALAVRAS-_A-LA-CAARTE728x90px-1-1-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/OUTRAS-PALAVRAS-_A-LA-CAARTE728x90px-1-1-1.jpg 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/OUTRAS-PALAVRAS-_A-LA-CAARTE728x90px-1-1-300x37.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p>Esse tipo de aprendizado n\u00e3o enfeitou curr\u00edculo, mas formou o que penso. Andar sem destino, se perder por ruas sem nome, conversar com gente que n\u00e3o tem cargo nem crach\u00e1. Tudo isso era parte do que me ensinava a viver em cidade. N\u00e3o tinha m\u00e9todo, mas tinha valor. O tempo urbano foi tomado por pressa, efici\u00eancia, produtividade e aus\u00eancia. Se n\u00e3o serve pra render, n\u00e3o serve pra nada. A cidade passou a ser vista como obst\u00e1culo \u2014 e n\u00e3o como territ\u00f3rio de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tenho pensado que, talvez, estejamos perdendo algo essencial: a capacidade de contar o que vivemos. N\u00e3o como grandes relatos ou teorias, mas como fragmentos que se tornam compartilh\u00e1veis. Walter Benjamin dizia que narrar \u00e9 uma arte que vem de longe, feita de pausas, escutas e v\u00ednculos. N\u00e3o \u00e9 algo autom\u00e1tico \u2014 \u00e9 uma forma de cuidado. Ele acreditava que contar hist\u00f3rias era uma forma de conservar a experi\u00eancia no tempo, de proteger o vivido do esquecimento. E isso exige uma cidade disposta a escutar e pessoas dispostas a se demorar. Mas hoje, quase tudo se esvai antes de virar palavra. A cidade ainda oferece encontros, sim. Mas poucos se tornam mem\u00f3ria. E, sem mem\u00f3ria partilhada, a vida urbana vai se tornando muda.<\/p>\n<p>A cidade foi ficando assim aos poucos. O excesso de est\u00edmulo, o barulho, a pressa, a viol\u00eancia \u2014 tudo isso foi levando as pessoas a se protegerem. Primeiro como defesa, depois como h\u00e1bito, regra e ponto de fuga. A indiferen\u00e7a virou uma forma de viver. O corpo aprendeu a n\u00e3o se envolver, a n\u00e3o olhar, a evitar. E com isso foi perdendo a capacidade de aprender tamb\u00e9m. Porque quem n\u00e3o se mistura, n\u00e3o conhece. E quem n\u00e3o conhece, n\u00e3o narra. \u00c9 como se a cidade tivesse deixado de ser espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o e virado apenas cen\u00e1rio de deslocamento.<\/p>\n<p>N\u00e3o acho que a cidade v\u00e1 voltar a ser cadente. E nem sei se deve. Mas acho que ainda d\u00e1 para reaprender a andar, a olhar, a escutar. N\u00e3o como um programa de salva\u00e7\u00e3o urbana, mas como um gesto simples de recusa. Recusar o automatismo, o medo, a indiferen\u00e7a. Recusar a ideia de que n\u00e3o h\u00e1 mais o que viver de verdade fora dos espa\u00e7os protegidos. Talvez narrar seja isso: n\u00e3o salvar ningu\u00e9m, mas lembrar que ainda h\u00e1 coisa viva na cidade para ser contada. E que vale a pena prestar aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso que ganhemos a cidade, mesmo que ela resista em nos receber.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. Se voc\u00ea valoriza nossa produ\u00e7\u00e3o, seja nosso apoiador e fortale\u00e7a o jornalismo cr\u00edtico: <strong><a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\">apoia.se\/outraspalavras<\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/cidadesemtranse\/para-reaprender-a-caminhar-nas-cidades\/\">Para reaprender a caminhar nas cidades<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/explosao-em-mesquita-deixa-ao-menos-oito-mortos-na-siria\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/g9fpox7wwaarq4d-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Explos\u00e3o em mesquita deixa ao menos oito mortos na...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/grok-tire-a-roupa-dela-ecossistema-de-violencia-dos-deepfakes\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Grok, \u2018Tire a roupa dela\u2019: ecossistema de viol\u00eanci...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ricardo-antunes-o-capitalismo-extrai-a-pele-o-corpo-e-a-alma-da-classe-trabalhadora\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ricardo Antunes: \u2018O capitalismo extrai a pele, o c...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/cid-confirma-que-bolsonaro-pediu-monitoramento-de-alexandre-de-moraes\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Cid confirma que Bolsonaro pediu monitoramento de ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Alex Zafer Boletim Outras Palavras Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site Assinar Loading&#8230; Assinar Loading&#8230; Agradecemos! 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