{"id":30360,"date":"2025-05-28T16:36:11","date_gmt":"2025-05-28T19:36:11","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wikifavelas-como-a-comunicacao-resiste-a-captura-digital\/"},"modified":"2025-05-28T16:36:11","modified_gmt":"2025-05-28T19:36:11","slug":"wikifavelas-como-a-comunicacao-resiste-a-captura-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wikifavelas-como-a-comunicacao-resiste-a-captura-digital\/","title":{"rendered":"Wikifavelas: como a comunica\u00e7\u00e3o resiste \u00e0 captura digital"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"709\" height=\"480\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Captura-de-tela-de-2025-05-28-16-35-03.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Captura-de-tela-de-2025-05-28-16-35-03.png 709w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Captura-de-tela-de-2025-05-28-16-35-03-300x203.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px\"><figcaption>Foto: ESPOCC \u2013 Escola Popular de Comunica\u00e7\u00e3o Cr\u00edtica \/ Observat\u00f3rio de Favelas<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O esfor\u00e7o cont\u00ednuo em mapear <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/PodCast_Fala_UFRJ\">a quest\u00e3o da desinforma\u00e7\u00e3o e seus efeitos<\/a> nasce distribu\u00eddo em eixos diversos que visam compreender as din\u00e2micas e a versatilidade de um poder colonialista que concentra sua atua\u00e7\u00e3o, principalmente, pelos ve\u00edculos das redes sociais na atualidade. Como aponta S\u00e9rgio Amadeu (2021), essa fragmenta\u00e7\u00e3o informacional est\u00e1 ligada \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, ou seja, \u00e0 aus\u00eancia de compreens\u00e3o cr\u00edtica sobre o funcionamento e processos das plataformas digitais, o que perpetua as rela\u00e7\u00f5es coloniais de poder e depend\u00eancia tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o digital causada pelo isolamento social imposto <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Coronav%C3%ADrus_nas_favelas\">durante a emerg\u00eancia sanit\u00e1ria da Covid-19<\/a> mudou as formas de produzir, acessar e compartilhar informa\u00e7\u00f5es. As <em>big techs<\/em> \u2014 Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Meta Platforms (Facebook), Nvidia, Tesla \u2014 nomeadas pelo mercado financeiro como as \u201c7 magn\u00edficas\u201d, passaram a controlar os algoritmos, plataformas e fluxos de dados em escala global. Esse cen\u00e1rio de dom\u00ednio de empresas levanta quest\u00f5es urgentes sobre soberania digital, concentra\u00e7\u00e3o de poder informacional e os impactos nos direitos digitais, sobretudo em territ\u00f3rios historicamente marcados pelas desigualdades, como as favelas e as periferias.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da discuss\u00e3o sobre <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Letramento_digital\">literacia digital<\/a> e soberania digital brasileira, estende-se nessa an\u00e1lise o sentido de depend\u00eancia tecnol\u00f3gica, tanto no campo de infraestrutura digital, quanto nas rela\u00e7\u00f5es sociais e afetivas, frente aos modos de <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Ciberativismo_negro\">resist\u00eancias tecnoativista<\/a> \u2014 protagonizados por <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Comunica%C3%A7%C3%A3o_e_favelas_-_ontem,_hoje_e_perspectivas_para_o_amanh%C3%A3\">coletivos perif\u00e9ricos e favelados de comunica\u00e7\u00e3o<\/a>, por exemplo \u2014 que tensionam e desafiam a <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Algoritmos_e_Favela\">l\u00f3gica algor\u00edtmica<\/a> das grandes corpora\u00e7\u00f5es digitais<em>,<\/em> e apontam caminhos em redes alternativas para driblar a falta de autonomia digital no pa\u00eds.<\/p>\n<div>\n<div><a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\" aria-label=\"MAT\u00c9RIA-2\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/MATERIA-2-4.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/MATERIA-2-4.png 681w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/MATERIA-2-300x75.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" width=\"681\" height=\"171\"><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p>Este debate, portanto, se faz fundamental e urgente se quisermos construir cidades e futuros mais justos, social, racial e digitalmente. O <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/\">Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco<\/a> (Icict-Fiocruz), uma plataforma digital que se orienta pelas bases da democratiza\u00e7\u00e3o e da decoloniza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos e que est\u00e1 baseada em <em>software<\/em> livre, gratuito e p\u00fablico desenvolvido pela comunidade <em>Mediawiki,<\/em> pretende fomentar essa luta atrav\u00e9s da an\u00e1lise cr\u00edtica e da responsabiliza\u00e7\u00e3o de determinados setores diante do avan\u00e7o da plataformiza\u00e7\u00e3o desregulada. Desde a formula\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/\">wikifavelas.com.br,<\/a> temos como objetivo quebrar as hierarquias de saber e poder tamb\u00e9m no meio digital (Fleury, Polycarpo, Menezes e Fornazin, 2022) \u2013 e temos, cotidianamente, buscado superar esses desafios.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o de um caminho pela soberania digital, no entanto, o governo brasileiro vem apresentando propostas de incentivos fiscais a empresas de tecnologia nos Estados Unidos, sem, no entanto, fornecer estudos detalhados sobre os impactos econ\u00f4micos e sociais para o pa\u00eds \u2013 afetando, inclusive, a \u00e1rea da sa\u00fade e, com isso, as popula\u00e7\u00f5es mais vulnerabilizadas. A quest\u00e3o abre precedentes sobre a transpar\u00eancia e os benef\u00edcios concretos da pol\u00edtica brasileira de atrair investimentos em <em>data centers<\/em>. De que forma as <em>big techs <\/em>est\u00e3o controlando o poder digital (des)informacional para dele se beneficiar? Quais as consequ\u00eancias disso? Quem se esfor\u00e7a para combater a desinforma\u00e7\u00e3o causada pelo monop\u00f3lio informacional hegemonizado por essas grandes corpora\u00e7\u00f5es transnacionais? Como podemos disputar sentidos para al\u00e9m dessas plataformas privadas? Como as favelas e periferias podem ter autonomia diante de cercamentos at\u00e9 mesmo no mundo digital?<\/p>\n<p>Em entrevista ao <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/outrasaude\/saude-digital-a-estranha-interferencia-do-reino-unido\/\"><em>Outra Sa\u00fade<\/em><\/a>, os pesquisadores Raquel Rachid e Matheus Falc\u00e3o alertaram que o cen\u00e1rio nacional evidencia que o norte global est\u00e1 moldando a plataformiza\u00e7\u00e3o do Estado, que se d\u00e1 por meio da concentra\u00e7\u00e3o de dados de cidad\u00e3os, tal qual consumidores de servi\u00e7o de mercado e da privatiza\u00e7\u00e3o de infraestruturas p\u00fablicas. Segundo Ant\u00f4nio Martins no artigo <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-brasileira\/data-centers-o-brasil-se-submetera-as-big-techs\/\"><u><em>\u201c<\/em><\/u><u><em>Data centers: o Brasil se submeter\u00e1 \u00e0s big techs?<\/em><\/u><\/a><em>\u201c, <\/em>a proposta do Minist\u00e9rio da Fazenda atropela o debate sobre o tema, entrega os dados brasileiros \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e bloqueia as chances de autonomia de infraestrutura digital em \u00e1reas estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>Se, por um lado, as redes sociais e os aplicativos de mensagens se tornaram os principais canais de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o nas periferias urbanas, por outro s\u00e3o tamb\u00e9m espa\u00e7os em que a desinforma\u00e7\u00e3o circula com velocidade, especialmente em contextos de baixa regula\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o digital e precariedade dos meios institucionais de comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Os fluxos informacionais e de desenvolvimento dessas redes tecnol\u00f3gicas visam a criar depend\u00eancia e novas subjetividades e afetividades, como aponta <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/o-amor-rasteiro-das-maquinas-inteligentes\/\">Deivison Faustino: quando agimos nessas redes conforme nossa \u201cvontade\u201d que coordena nossas a\u00e7\u00f5es, muitas das vezes \u00e9 porque j\u00e1 estamos colonizados por algoritmos e \u201cacabamos nos acostumando a receber na internet mais daquilo que confirma nossa cren\u00e7a do que aquilo que informa o que o mundo \u00e9, como s\u00edntese de m\u00faltiplas determina\u00e7\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es\u201d<\/a>. O que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 apenas o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, mas o direito de comunicar com autonomia, seguran\u00e7a e pluralidade, livre de vieses mercadol\u00f3gicos, discriminat\u00f3rios e imperialistas. Nesse sentido, o estudo do saudoso <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Afirmativismo\">pesquisador Igor Sacramento investigou os usos do Telegram durante a pandemia e cunhou o conceito de afirmativismo<\/a> que destaca a afirma\u00e7\u00e3o de grupos sociais, de seus valores, cren\u00e7as e cosmovis\u00f5es. Pensar estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica e comunit\u00e1ria nas favelas e periferias \u00e9 tamb\u00e9m afirmar a urg\u00eancia de pol\u00edticas de soberania digital, democratiza\u00e7\u00e3o das tecnologias e valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes e pr\u00e1ticas comunicacionais dos territ\u00f3rios.<\/p>\n<h3><strong>O combate contra-hegem\u00f4nico<\/strong><\/h3>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o em torno desse debate surge da necessidade de compreender os impactos do \u201ccaos informacional\u201d, no interior e no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o favelada e\/ou perif\u00e9rica. Segundo um estudo realizado ano de 2024, pelo <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Data_Favela\">DataFavela<\/a> (Instituto de pesquisa especializado nas comunidades brasileiras), <a href=\"https:\/\/exame.com\/esg\/fake-news-nas-periferias-94-milhoes-foram-vitimas-de-noticias-falsas\/\"><u>94 milh\u00f5es de moradores das periferias j\u00e1 foram v\u00edtimas de <em>fake news<\/em><\/u><\/a> e o problema j\u00e1 atinge 89% das pessoas. Ou seja, uma verdadeira epidemia de <em>fake news<\/em> est\u00e1 presente na realidade das favelas e periferias do Brasil. Em entrevista dada para a revista <em>Exame<\/em>, Celso Athayde (cofundador do DataFavela e criador da Central \u00danica das Favelas) diz: \u201cAs periferias brasileiras t\u00eam um enorme potencial econ\u00f4mico e cultural. No entanto, as fakes news amea\u00e7am esse potencial ao desinformar e enganar milh\u00f5es de pessoas.\u201d Preocupados com o fen\u00f4meno da desinforma\u00e7\u00e3o, diversos canais est\u00e3o a caminhar nesta corrente de contrapoder e isso se traduz em lutas realizadas nas arenas de muitos coletivos, na pol\u00edtica e nos espa\u00e7os acad\u00eamicos. Incont\u00e1veis frentes se levantaram, e ainda se levantam, na disputa pela informa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria e contra o retrocesso causado pela gram\u00e1tica que desinforma e intenciona desarticular ou deslegitimar a\u00e7\u00f5es importantes para o cotidiano perif\u00e9rico. Contudo, estamos distantes da posi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a que almejamos produzir.<\/p>\n<p>A sobrecarga informacional, a vigil\u00e2ncia algor\u00edtmica e a datifica\u00e7\u00e3o da vida revelam tens\u00f5es entre controle e autonomia, exclus\u00e3o e pot\u00eancia. A media\u00e7\u00e3o das redes digitais e a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 em favelas e periferias mas tamb\u00e9m em todo o Sul Global, est\u00e1 atravessada por l\u00f3gicas extrativistas com interesses comerciais que incidem tanto quanto nos direitos digitais quanto na percep\u00e7\u00e3o subjetiva e afetiva da popula\u00e7\u00e3o. Esses algoritmos enviesados potencializam a desinforma\u00e7\u00e3o e a discrimina\u00e7\u00e3o e, em muitas das vezes, inviabilizam saberes comunit\u00e1rios e de pesquisadores de popula\u00e7\u00f5es vulnerabilizadas, promovendo o <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Racismo,_Viol%C3%AAncia_e_Estado\">epistemic\u00eddio<\/a>.<\/p>\n<p>Valendo-se das redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter, e plataformas de blogueiras negras, <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Ciberativismo_negro\">o ciberativismo negro<\/a> (que ganhou mais for\u00e7a em 2010), se coloca como um exemplo importante enquanto ferramenta de ativismo. A atua\u00e7\u00e3o do ciberativismo negro e seu movimento pautado na hashtag #VidasNegrasImportam (inspirado pelo <em>Black Lives Matter<\/em> dos Estados Unidos) e que ganhou destaque nas redes sociais brasileiras, trouxe quest\u00f5es de <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Pele_alvo_-_a_cor_da_viol%C3%AAncia_policial_(relat%C3%B3rio)\">viol\u00eancia policial<\/a> e desigualdade racial para o centro do debate p\u00fablico. Nesta incessante busca por tecer, unir e formar uma rede de solidariedade de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o hegem\u00f4nica, surge tamb\u00e9m a <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Teia_de_Comunica%C3%A7%C3%A3o_Popular_do_Brasil#Vozes_das_Comunidades\">Teia de Comunica\u00e7\u00e3o Popular do Brasil<\/a>, idealizada pelo <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/N%C3%BAcleo_Piratininga_de_Comunica%C3%A7%C3%A3o_-_NPC\">N\u00facleo Piratininga de Comunica\u00e7\u00e3o (NPC)<\/a> \u2013 entidade sem fins lucrativos constitu\u00edda por um grupo de comunicadores, jornalistas, professores universit\u00e1rios, artistas gr\u00e1ficos, ilustradores e fot\u00f3grafos \u2013 lan\u00e7ada no F\u00f3rum Social Mundial 2018, em Salvador. S\u00e3o jornais, r\u00e1dios, institutos, ag\u00eancias etc. todas voltadas para a constru\u00e7\u00e3o de uma comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria s\u00e9ria. Neste sentido, vale refletirmos sobre o nosso papel diante dos tecidos e tecituras da comunica\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.fosforoeditora.com.br\/produto\/nihonjin-70416\" aria-label=\"banner outras palavras_ 02257\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/banner-outras-palavras_-02257-2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/banner-outras-palavras_-02257-2.jpg 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/banner-outras-palavras_-02257-300x37.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p>Neste amplo contexto inacabado, o <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/\">Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco<\/a>, surge somando-se a luta coletiva. A plataforma <em>wiki <\/em>colabora para ampliar as vozes e os saberes favelados e atua para al\u00e9m das plataformas digitais. Fortalece coletivos, promove encontros nos territ\u00f3rios, oficinas educacionais etc. Seu papel corrobora o compromisso, que tamb\u00e9m est\u00e1 em torno da \u201c<a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Dicion%C3%A1rio_de_Favelas_Marielle_Franco_e_a_Descoloniza%C3%A7%C3%A3o_do_Conhecimento\"><u><em>media\u00e7\u00e3o entre aquilo que o exerc\u00edcio da domina\u00e7\u00e3o separa para exercer o seu poder. Portanto, mesmo sendo um instrumento da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, seu uso \u00e9 pol\u00edtico e pode permitir aproxima\u00e7\u00f5es e estranhamentos, coaliz\u00f5es e confronto<\/em>s<\/u><\/a>\u201d (Fleury, Polycarpo, Fornazin e Menezes, 2020)\u201d Este pequeno trecho est\u00e1 destacado para melhorar nossa compreens\u00e3o sobre o que est\u00e1 em debate traduz um pouco da necessidade e da urg\u00eancia de alcan\u00e7armos o p\u00fablico favelado, compreendendo sua pluralidade e capacidade secular de se reinventar.<\/p>\n<h3><strong>Os (novos) cercos e seus desafios<\/strong><\/h3>\n<p>O produto da desinforma\u00e7\u00e3o \u2013 que chega na palma das m\u00e3os daqueles que possuem <em>smartphones <\/em>e s\u00e3o<em> hiper <\/em>conectados \u2013 fere diversas camadas da vida social, ao seguir orientando vis\u00f5es e preceitos pol\u00edticos, educacionais, religiosos e cient\u00edficos. No \u00e2mbito da <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Categoria:Tem%C3%A1tica_-_Seguran%C3%A7a\">seguran\u00e7a p\u00fablica<\/a>, a situa\u00e7\u00e3o se agrava quando essa enxurrada de informa\u00e7\u00e3o gera ainda mais vulnerabilidade e perigo para os corpos pretos e favelados. Afinal, s\u00e3o esses que comp\u00f5em a classe ainda lida como \u201cperigosa\u201d para o bra\u00e7o armado do Estado. Mas que classe seria essa? No ano de 2008, o <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Centro_de_Estudos_de_Seguran%C3%A7a_e_Cidadania_(CESeC)\">Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania (CESEC)<\/a>, produziu um trabalho de t\u00edtulo \u201c<a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Classes_Perigosas_(resenha)\">Classes perigosas<\/a>\u201d \u2013 por refer\u00eancia ao estudo seminal de Alberto Passos Guimar\u00e3es \u2013 que teve como objetivo refletir as consequ\u00eancias das ra\u00edzes da viol\u00eancia no Brasil, concluindo que \u201cO combate \u00e0s ra\u00edzes da viol\u00eancia ainda sobrevive como um desafio civilizat\u00f3rio no Brasil. Nesta primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, o cen\u00e1rio \u00e9 aterrador: viol\u00eancia generalizada, inseguran\u00e7a, corrup\u00e7\u00e3o policial, mil\u00edcias armadas, criminaliza\u00e7\u00e3o das classes pobres e aumento do rigor punitivo.\u201d<\/p>\n<p>A partir da reedi\u00e7\u00e3o de \u201c<a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Classes_Perigosas_(resenha)\">As classes perigosas: banditismo urbano e rural<\/a>\u201d (2008), obra de Alberto Passos Guimar\u00e3es publicada em 1982, que intenciona compreender o papel da viol\u00eancia na hist\u00f3ria da sociedade brasileira, podemos perceber o quanto este mal segue e permanece completamente atual, nos revelando como os mecanismos e aparelhos coercitivos foram se transformando ao longo do tempo. O rigor punitivo ao longo das d\u00e9cadas, por exemplo, ganha novas faces e encontra nas redes sociais e na desinforma\u00e7\u00e3o digital um solo f\u00e9rtil para a perpetua\u00e7\u00e3o de um poder tamb\u00e9m coercitivo e, muitas vezes, letal para as classes mais pobres e pretas. Nos territ\u00f3rios favelados, a viol\u00eancia do Estado se traduz em <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Chacinas_no_Brasil\">chacinas<\/a> generalizadas que, disfar\u00e7adas pelo argumento do combate \u00e0 criminalidade, sem pudor, seguem praticando um eugenismo aberto e cruel. Mais que isso, usam as redes e os canais de comunica\u00e7\u00e3o que controlam como meio de buscar o apoio dos corpos que atacam, alimentando a <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/M%C3%A1quina_de_moer_gente_preta_-_a_responsabilidade_da_branquitude_(relat%C3%B3rio)\">m\u00e1quina de moer gente preta<\/a>. A cultura da morte e da naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra corpos secularmente vulnerabilizados refor\u00e7a estigmas seguidos de um comportamento que legitima o controle e o poder de decidir quem deve viver ou morrer.<\/p>\n<p>Com sua frieza natural, a grande imprensa mant\u00e9m sua agenda televisiva e digital focada em manchetes sensacionalistas que prendem a aten\u00e7\u00e3o das massas ao mesmo tempo em que lucram com not\u00edcias di\u00e1rias regadas de sangue de vidas inocentes ceifadas \u2013 ou humilhadas \u2013 para depois serem colocadas <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/A_cor_da_morte_(resenha)\">como estat\u00edstica<\/a>. Como se fossem n\u00fameros aptos a serem eliminados, corpos seguem sendo atingidos nessa din\u00e2mica. O argumento fr\u00e1gil desse Estado que programa sua for\u00e7a policial para matar \u2013 principalmente em espa\u00e7os favelados \u2013 se apoia no discurso de servir e proteger. Mas a pergunta que fica \u00e9: Servir e proteger a quem? E j\u00e1 que estamos falando de n\u00fameros, tamb\u00e9m podemos refletir e pensar em torno daquilo que foi definido como <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Racismo_Algoritmico\">racismo algor\u00edtmico<\/a> <em>versus<\/em> o <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Reconhecimento_Facial_no_Rio_de_Janeiro\">reconhecimento facial<\/a> como ferramenta da seguran\u00e7a p\u00fablica e seus impactos na vida de quem injustamente segue sendo afetado. Segundo Tarc\u00edzio Silva (2021), um dos maiores riscos do racismo algor\u00edtmico \u00e9 \u201ca dilui\u00e7\u00e3o de responsabilidade que se verifica na atribui\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia de ag\u00eancia sobre decis\u00f5es relacionadas a abordagem, identifica\u00e7\u00e3o, tipifica\u00e7\u00e3o ou condena\u00e7\u00e3o, por meio de dispositivos como reconhecimento facial, policiamento preditivo e escores de risco\u201d.<\/p>\n<p>Como vimos, o direito \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, historicamente vinculado \u00e0 liberdade de express\u00e3o, tem ganhado contornos mais amplos na sociedade da informa\u00e7\u00e3o. Mais do que expressar opini\u00f5es, trata-se do direito de participar ativamente da produ\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o dos sentidos que organizam a vida social \u2014 um direito coletivo e estrat\u00e9gico para a realiza\u00e7\u00e3o de outros direitos, como o \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p>No contexto da <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Coronav%C3%ADrus_nas_favelas\">pandemia de covid-19<\/a>, essa rela\u00e7\u00e3o ficou ainda mais evidente. \u00c0 crise sanit\u00e1ria somou-se uma \u201cinfodemia\u201d, marcada por desinforma\u00e7\u00e3o e desigualdades no acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Em territ\u00f3rios de favela, o acesso limitado \u00e0 internet \u2014 majoritariamente por celulares, segundo o TIC Domic\u00edlios 2018 \u2014 tornou a comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria uma ferramenta vital para o cuidado. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que emerge a pot\u00eancia, por exemplo, do projeto <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Jovens_Comunicadores\">Jovens Comunicadores<\/a>, da <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/BemTv\">BemTv \u2013 Educa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o<\/a>. Ancorado na educa\u00e7\u00e3o popular, o projeto forma jovens de favelas de Niter\u00f3i e S\u00e3o Gon\u00e7alo como multiplicadores de informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e direitos sociais, criando uma rede org\u00e2nica e territorializada de comunica\u00e7\u00e3o popular contra-hegem\u00f4nica. Utilizando tecnologias acess\u00edveis e estrat\u00e9gias de checagem e adapta\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, as juventudes perif\u00e9ricas atuam como sujeitos pol\u00edticos enquanto s\u00e3o mediadoras entre o Estado e a popula\u00e7\u00e3o, ampliando o acesso a servi\u00e7os e informa\u00e7\u00f5es essenciais.<\/p>\n<p>Mais do que transmitir dados, trata-se de produzir sentidos a partir de realidades concretas \u2014 pessoas, territ\u00f3rios, hist\u00f3rias. O processo formativo busca romper com a l\u00f3gica da comunica\u00e7\u00e3o unidirecional e instaurar o di\u00e1logo como pr\u00e1tica de cuidado. Como aponta Ara\u00fajo (2003), inspirado em Bakhtin, \u00e9 na polifonia de saberes e na negocia\u00e7\u00e3o coletiva de sentidos que se d\u00e1 a renova\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o em sa\u00fade. E essa comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita \u00e0 vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria tradicional. Com base nas ideias de Victor Valla, o projeto prop\u00f5e uma vigil\u00e2ncia civil da sa\u00fade: um processo comunit\u00e1rio, pedag\u00f3gico e pol\u00edtico de constru\u00e7\u00e3o compartilhada do conhecimento (Valla, 1993), capaz de produzir diagn\u00f3sticos participativos e respostas mais sens\u00edveis \u00e0s realidades locais. Trata-se de construir uma \u201cepidemiologia do cotidiano\u201d, ancorada em dados alternativos gerados por m\u00eddias digitais perif\u00e9ricas e na escuta das m\u00faltiplas vozes do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ao formar jovens para dialogar com moradores e moradoras, profissionais da sa\u00fade, assistentes sociais e gestores p\u00fablicos, o projeto transforma a comunica\u00e7\u00e3o em campo de interlocu\u00e7\u00e3o, escuta e produ\u00e7\u00e3o coletiva de cuidado. Trata-se de disputar o sentido do que \u00e9 p\u00fablico, do que \u00e9 prote\u00e7\u00e3o, e de como se exercita a cidadania nas frestas da crise. Em tempos de incertezas e disputas por sentidos, os <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Jovens_Comunicadores\">Jovens Comunicadores<\/a> se posicionam como agentes de uma cidadania ativa, em rede, que comunica para cuidar, organiza para resistir e transforma para viver.<\/p>\n<p>Longe da passividade frente aos desafios impostos pela sociedade informacional, \u00e9 nas favelas e periferias que se produzem estrat\u00e9gias criativas de enfrentamento e resist\u00eancia! Projetos de comunica\u00e7\u00e3o popular, como a <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Teia_de_Comunica%C3%A7%C3%A3o_Popular_do_Brasil\">Teia de Comunica\u00e7\u00e3o Popular no Brasil<\/a> anteriormente citada, afrontam e criam alternativas ao uso das <em>big techs<\/em>. Iniciativas como o uso de servidores independentes, a apropria\u00e7\u00e3o cr\u00edtica das tecnologias e o engajamento com plataformas abertas e descentralizadas \u2013 como o <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/a-resistencia-digital-que-emerge-das-periferias\/#sdfootnote1sym\">Fediverso<\/a>, por exemplo, se colocam como alternativas concretas ao atual modelo de depend\u00eancia digital no Brasil.<\/p>\n<p>Desse modo, as favelas e periferias t\u00eam sido protagonistas das suas hist\u00f3rias nas redes digitais e se afirmam como territ\u00f3rios de disputa simb\u00f3lica e pol\u00edtica no cen\u00e1rio digital, gra\u00e7as \u00e0s suas produ\u00e7\u00f5es e reinven\u00e7\u00f5es do \u201cfazer a informa\u00e7\u00e3o circular\u201d e \u00e0 habilidade de mandar o <a href=\"https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/G%C3%ADrias\">papo-reto<\/a>. Para compreendermos por onde \u2013 e como \u2013 as favelas se comunicam e recebem informa\u00e7\u00f5es hoje, \u00e9 urgente o reconhecimento das m\u00faltiplas camadas que atuam nas rela\u00e7\u00f5es entre tecnologia, subjetividades, poder e territ\u00f3rio \u2013 e apontam urg\u00eancias de pol\u00edticas p\u00fablicas que protejam e defendam a soberania digital e se posicionem efetivamente contra a natureza predat\u00f3ria das <em>big techs<\/em> sobre os dados da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Para tanto, devemos olhar e aprender com as favelas e periferias na constru\u00e7\u00e3o de contra-narrativas e no combate anticolonial.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>AMADEU, S\u00e9rgio; CASSINO, Patr\u00edcia; SOUZA, Danilo. <em>Colonialismo de dados: como opera a trincheira algor\u00edtmica na guerra neoliberal.<\/em> S\u00e3o Paulo: Autonomia Liter\u00e1ria, 2021.<\/p>\n<p>ARA\u00daJO, Inesita. Raz\u00e3o polif\u00f4nica: a negocia\u00e7\u00e3o de sentidos na interven\u00e7\u00e3o social. <em>Perspectivas em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o<\/em>, Belo Horizonte, v. 8, p. 46-57, jul.\/dez. 2003.<\/p>\n<p>ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA. <em>Direitos em tempos de exce\u00e7\u00e3o: experi\u00eancias e resist\u00eancias nas favelas do Rio de Janeiro.<\/em> Sonia Fleury et al. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.portal.abant.org.br\/\">https:\/\/www.portal.abant.org.br<\/a>. Acesso em: 2 maio 2025.<\/p>\n<p>BRUNO, Fernanda et al. (Orgs.). <em>Tecnopol\u00edticas da vigil\u00e2ncia: perspectivas da margem.<\/em> S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2018.<\/p>\n<p>CENTRO DE ESTUDOS DE SEGURAN\u00c7A E CIDADANIA (CESEC). <em>As classes perigosas: banditismo urbano e rural<\/em>. Relat\u00f3rio. Rio de Janeiro, 2008.<\/p>\n<p>FAUSTINO, Deivison. <em>O amor rasteiro das m\u00e1quinas \u201cinteligentes\u201d.<\/em> Outras Palavras, 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/o-amor-rasteiro-das-maquinas-inteligentes\/\">https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/o-amor-rasteiro-das-maquinas-inteligentes\/<\/a>. Acesso em: 2 maio 2025.<\/p>\n<p>FLEURY, Sonia; POLYCARPO, Clara; FORNAZIN, Marcelo; MENEZES, Palloma. Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco e a Descoloniza\u00e7\u00e3o do Conhecimento. Trabalho apresentado na 32\u00aa <em>Reuni\u00e3o Brasileira de Antropologia<\/em>, em novembro de 2020.<\/p>\n<p>FLEURY, Sonia; POLYCARPO, Clara; MENEZES, Palloma; FORNAZIN, Marcelo. El desaf\u00edo de la descolonizaci\u00f3n del conocimiento: el Diccionario de favelas Marielle Franco. <em>SALUD COLECTIVA<\/em>. 2022; 18:e3850. doi: 10.18294\/sc.2022.3850.<\/p>\n<p>GUIMAR\u00c3ES, Alberto Passos. <em>As classes perigosas: banditismo urbano e rural.<\/em> 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2008.<\/p>\n<p>MARTINS, Ant\u00f4nio. <em>Data centers: o Brasil se submeter\u00e1 \u00e0s big techs?<\/em> Outras Palavras, 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-brasileira\/data-centers-o-brasil-se-submetera-as-big-techs\/\">https:\/\/outraspalavras.net\/crise-brasileira\/data-centers-o-brasil-se-submetera-as-big-techs\/<\/a>. Acesso em: 2 maio 2025.<\/p>\n<p>MONARI, Ana Carolina; SACRAMENTO, Igor; FALC\u00c3O, Hully. <em>Entrando no campo da desinforma\u00e7\u00e3o: emo\u00e7\u00f5es conflitantes e os limites da relativiza\u00e7\u00e3o.<\/em> Sa\u00fade e Sociedade, S\u00e3o Paulo, v. 32, e230167, 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/sausoc\/a\/KPnyhc4Hmk5CvcXb7j9frTS\/\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/sausoc\/a\/KPnyhc4Hmk5CvcXb7j9frTS\/<\/a>. Acesso em: 2 maio 2025.<\/p>\n<p>ORGANIZA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DA SA\u00daDE (OMS). <em>Infodemic.<\/em> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.who.int\/health-topics\/infodemic\">https:\/\/www.who.int\/health-topics\/infodemic<\/a>. Acesso em: 2 maio 2025.<\/p>\n<p>RACHID, Raquel; FALC\u00c3O, Matheus. <em>Sa\u00fade digital e a estranha interfer\u00eancia do Reino Unido.<\/em> Outras Palavras, 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/outrasaude\/saude-digital-a-estranha-interferencia-do-reino-unido\/\">https:\/\/outraspalavras.net\/outrasaude\/saude-digital-a-estranha-interferencia-do-reino-unido\/<\/a>. Acesso em: 2 maio 2025.<\/p>\n<p>SILVA, Tarc\u00edzio. <em>Racismo algor\u00edtmico: intelig\u00eancia artificial e discrimina\u00e7\u00e3o nas redes digitais. <\/em>S\u00e3o Paulo: Funda\u00e7\u00e3o Rosa Luxemburgo, 2021.<\/p>\n<p>TIC DOMIC\u00cdLIOS 2018. <em>Cetic.br\/NIC.br. <\/em>Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.cetic.br\/tics\/domicilios\/2018\/domicilios\/A4\/\">https:\/\/www.cetic.br\/tics\/domicilios\/2018\/domicilios\/A4\/<\/a>. Acesso em: 2 maio 2025.<\/p>\n<p>VALLA, Victor. <em>Educa\u00e7\u00e3o popular e conhecimento: a monitora\u00e7\u00e3o civil dos servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/em> In: STOTZ, Edna N.; VALLA, Victor V. (Orgs.). Participa\u00e7\u00e3o popular, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade: teoria e pr\u00e1tica. Rio de Janeiro: Relume-Dumar\u00e1, 1993. p. 103-112.<\/p>\n<p>XAVIER, Isabel Cristina et al. <em>A resist\u00eancia digital que emerge das periferias.<\/em> Outras Palavras, 19 jan. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/a-resistencia-digital-que-emerge-das-periferias\/\">https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/a-resistencia-digital-que-emerge-das-periferias\/<\/a>. Acesso em: 20 maio 2025.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. Fa\u00e7a parte do nosso grupo de apoiadores e ajude a manter nossa voz livre e plural: <a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\"><strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/a><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/wikifavelas-como-a-comunicacao-resiste-a-captura-digital\/\">Wikifavelas: como a comunica\u00e7\u00e3o resiste \u00e0 captura digital<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/riqueza-privada-cresce-8-vezes-mais-que-publica-pondo-em-risco-objetivos-do-milenio\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/pesquisa-saude-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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O esfor\u00e7o cont\u00ednuo em mapear a quest\u00e3o da desinforma\u00e7\u00e3o e seus efeitos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30361,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[7152,7153,459,7154,5599,7155,7156,7157,4543,7158],"tags":[],"class_list":["post-30360","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bemtv","category-big-techs-e-periferia","category-comunicacao-popular","category-datafavela","category-descolonizacoes","category-dicionario-marielle-franco","category-educacao-e-comunicacao","category-jovens-comunicadores","category-racismo-algoritmico","category-wikifavelas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30360","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30360"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30360\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}