{"id":31727,"date":"2025-06-04T15:43:08","date_gmt":"2025-06-04T18:43:08","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/a-falacia-da-elite-que-culpa-o-bolsa-familia-por-marcio-pereira-cabral\/"},"modified":"2025-06-04T15:43:08","modified_gmt":"2025-06-04T18:43:08","slug":"a-falacia-da-elite-que-culpa-o-bolsa-familia-por-marcio-pereira-cabral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-falacia-da-elite-que-culpa-o-bolsa-familia-por-marcio-pereira-cabral\/","title":{"rendered":"A fal\u00e1cia da elite que culpa o Bolsa Fam\u00edlia (por M\u00e1rcio Pereira Cabral)"},"content":{"rendered":"<section>\n<div>\n<div>\n<p dir=\"ltr\"><strong>M\u00e1rcio Pereira Cabral (*)<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">No Brasil, at\u00e9 as imagens que se tornam s\u00edmbolos s\u00e3o alvo da disputa pelo sentido. Recentemente, a <em>Folha de S.Paulo<\/em> publicou uma reportagem que reencontrava, d\u00e9cadas depois, a menina sem-terra eternizada em uma das fotografias mais conhecidas de Sebasti\u00e3o Salgado. Uma crian\u00e7a de p\u00e9s descal\u00e7os, segurando uma enxada maior que ela, olhar desafiador, cravada no ch\u00e3o da luta pela reforma agr\u00e1ria. A foto rodou o mundo e se tornou \u00edcone da resist\u00eancia das pessoas empobrecidas desse pa\u00eds.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas a mat\u00e9ria tenta, de forma sutil e perversa, alimentar uma mentira conveniente: a de que aquela menina, assim como tantas outras, teria sido desmobilizada pela chegada do Bolsa Fam\u00edlia e de outros programas sociais. Como se a prote\u00e7\u00e3o social, em vez de garantir dignidade, tivesse enfraquecido o desejo de lutar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O que essa narrativa omite, porque n\u00e3o interessa que apare\u00e7a, \u00e9 que aquela menina n\u00e3o deixou de lutar. Ela segue na luta, ainda hoje, batalhando pelo direito de conquistar seu lote de terra, defendendo a reforma agr\u00e1ria e acreditando, como acreditava quando crian\u00e7a, que este pa\u00eds s\u00f3 ser\u00e1 justo quando quem trabalha a terra tiver o direito de viver dela. Sua hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 de rendi\u00e7\u00e3o. \u00c9 de resist\u00eancia e de continuidade na luta, enfrentando o mesmo pa\u00eds que insiste em negar \u00e0 maioria o direito mais elementar: o de existir com dignidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Essa tentativa de reescrever a hist\u00f3ria da menina sem-terra n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o. Faz parte de uma opera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica mais ampla que se repete em discursos de setores empresariais, prefeitos, governadores e parte da imprensa, que tentam transformar o Bolsa Fam\u00edlia no grande culpado pela crise da empregabilidade no pa\u00eds. Um discurso que volta com for\u00e7a toda vez que o debate sobre trabalho, sal\u00e1rio e dignidade reaparece no centro da vida nacional.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, tem se posicionado como o principal porta-voz dessa tese, defendendo abertamente que o Bolsa Fam\u00edlia desestimula o trabalho e aprofunda o \u201capag\u00e3o\u201d de m\u00e3o de obra. Sua fala se tornou uma esp\u00e9cie de matriz ideol\u00f3gica que se replica na voz de prefeitos, lideran\u00e7as empresariais e associa\u00e7\u00f5es patronais em todo o pa\u00eds. Essa tese ainda encontra generosa amplifica\u00e7\u00e3o em colunas, editoriais e reportagens da grande m\u00eddia corporativa, que a tratam como um fato, e n\u00e3o como a fal\u00e1cia que \u00e9.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A f\u00f3rmula \u00e9 conhecida e eficiente. Se h\u00e1 vagas na ind\u00fastria, na constru\u00e7\u00e3o civil ou no com\u00e9rcio que n\u00e3o s\u00e3o preenchidas, a culpa, dizem eles, n\u00e3o est\u00e1 nos sal\u00e1rios miser\u00e1veis, nas jornadas desumanas nem nas condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho. Est\u00e1 na pessoa pobre, que agora, segundo essa tese, \u201cprefere viver de aux\u00edlio\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 uma mentira que cumpre um papel muito claro. Preserva intacta a l\u00f3gica da explora\u00e7\u00e3o e absolve o mercado de qualquer responsabilidade pela destrui\u00e7\u00e3o do trabalho digno no Brasil.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O problema n\u00e3o \u00e9, e nunca foi, o Bolsa Fam\u00edlia. O problema \u00e9 um modelo de pa\u00eds que naturalizou que milh\u00f5es de pessoas trabalhem at\u00e9 adoecer, para ganhar sal\u00e1rios que n\u00e3o pagam nem o b\u00e1sico da sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E h\u00e1 dados concretos que desmontam essa farsa. Um estudo publicado na revista The Lancet Public Health revelou que o Bolsa Fam\u00edlia evitou mais de 700 mil mortes e cerca de oito milh\u00f5es de interna\u00e7\u00f5es no Brasil desde sua cria\u00e7\u00e3o. Os efeitos foram especialmente significativos entre crian\u00e7as menores de cinco anos e pessoas idosas com mais de 70 anos, justamente as mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Esse n\u00famero impressiona por si s\u00f3. Mas ganha uma dimens\u00e3o ainda mais perturbadora quando comparado ao n\u00famero de mortos pela covid-19 no Brasil. S\u00e3o n\u00fameros equivalentes. O mesmo n\u00famero de vidas perdidas durante uma das maiores trag\u00e9dias sanit\u00e1rias do s\u00e9culo foi o n\u00famero de vidas preservadas por uma pol\u00edtica p\u00fablica de prote\u00e7\u00e3o social. A diferen\u00e7a \u00e9 que, neste caso, as mortes foram evitadas, n\u00e3o televisionadas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ou seja, o programa n\u00e3o apenas redistribui renda. Ele salva vidas. Ele protege quem o sistema excluiria. Ele \u00e9, na pr\u00e1tica, uma pol\u00edtica de sa\u00fade p\u00fablica, de prote\u00e7\u00e3o social e de dignidade m\u00ednima. Atacar o Bolsa Fam\u00edlia, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas um erro de an\u00e1lise econ\u00f4mica. \u00c9 um ataque direto \u00e0 vida.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diante desse cen\u00e1rio, n\u00e3o surpreende que milh\u00f5es optem pela informalidade. E aqui est\u00e1 outro ponto que esse discurso esconde. A informalidade seduz. Porque, diante de um mercado formal que oferece apenas desgaste, humilha\u00e7\u00e3o e jornadas exaustivas, a informalidade aparece como a promessa, ainda que fr\u00e1gil, de recuperar o pr\u00f3prio tempo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Se \u00e9 para ganhar pouco, que ao menos se escolha quando, onde e como trabalhar. Vender no aplicativo, fazer bicos, empreender na precariedade. Tudo isso surge como forma de escapar da opress\u00e3o direta do emprego formal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas essa liberdade \u00e9 aparente. Na informalidade n\u00e3o h\u00e1 rede de prote\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 f\u00e9rias, nem descanso remunerado, nem aposentadoria. A doen\u00e7a, o acidente, o envelhecimento ou qualquer imprevisto revelam que essa autonomia \u00e9 uma ilus\u00e3o. A vida se torna inst\u00e1vel e desamparada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quando gestores, prefeitos e vozes p\u00fablicas falam em \u201cfalta de m\u00e3o de obra\u201d, est\u00e3o, na verdade, reagindo \u00e0 recusa cada vez mais evidente de aceitar trabalhar em condi\u00e7\u00f5es que negam a vida.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Porque a verdade \u00e9 simples. O que ruiu n\u00e3o foi a disposi\u00e7\u00e3o para o trabalho, mas o pacto simb\u00f3lico que dizia que trabalhar garantiria dignidade. Hoje, o trabalho \u00e9, para milh\u00f5es, fonte de sofrimento, adoecimento, exaust\u00e3o e frustra\u00e7\u00e3o. A promessa do m\u00e9rito desfez-se sob o peso da realidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Essa recusa aparece de forma difusa, silenciosa e at\u00e9 solit\u00e1ria, mas tamb\u00e9m coletiva. Em muitas categorias, h\u00e1 um grito contido que questiona: vale a pena trabalhar para adoecer?<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A narrativa que culpa o Bolsa Fam\u00edlia \u00e9, antes de tudo, um deslocamento calculado. Transfere a responsabilidade pela precariedade de um sistema inteiro para quem sobrevive \u00e0 margem dele. Em vez de discutir sal\u00e1rios, custos de vida, destrui\u00e7\u00e3o de direitos e aus\u00eancia de projeto nacional, ataca-se o elo mais fr\u00e1gil da cadeia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas o que esse discurso n\u00e3o suporta \u00e9 o surgimento de algo incontrol\u00e1vel. O desejo de viver. Desejo que n\u00e3o se contenta em ser funcional. Desejo que quer tempo, v\u00ednculo, sentido. Desejo que n\u00e3o aceita ser capturado por um sistema que promete tudo e entrega esgotamento.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Se h\u00e1 uma crise, ela n\u00e3o \u00e9 do Bolsa Fam\u00edlia. \u00c9 da aus\u00eancia de um projeto que una soberania, justi\u00e7a social e reconstru\u00e7\u00e3o do pacto coletivo em torno do bem viver.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Bolsa Fam\u00edlia n\u00e3o paralisa ningu\u00e9m. Ao contr\u00e1rio, ele protege, resiste, sustenta vidas que o mercado e o Estado muitas vezes descartam. \u00c9 trincheira num pa\u00eds onde a fome ainda \u00e9 pol\u00edtica de controle.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E, se h\u00e1 algo que a hist\u00f3ria da menina sem-terra de Sebasti\u00e3o Salgado nos ensina, \u00e9 que ela n\u00e3o foi desmobilizada. Ela segue lutando pelo direito de ter sua terra, por dignidade e por um futuro coletivo. Sua luta segue sendo a luta de milh\u00f5es. Porque o problema nunca foi o Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O problema \u00e9 um Brasil que, at\u00e9 hoje, acha leg\u00edtimo exigir que seus filhos escolham entre fome e explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>(*)<\/strong><em> Psicanalista, professor, mestre pela UFRGS, diretor do Instituto SIG \u2013 Psican\u00e1lise &amp; Pol\u00edtica e do Instituto E Se Fosse Voc\u00ea?<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a7\u00a7\u00a7<\/strong><\/p>\n<p><em>As opini\u00f5es emitidas nos artigos publicados no espa\u00e7o de opini\u00e3o expressam a posi\u00e7\u00e3o de seu autor e n\u00e3o necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/opiniao\/2025\/06\/a-falacia-da-elite-que-culpa-o-bolsa-familia-por-marcio-pereira-cabral\/\">A fal\u00e1cia da elite que culpa o Bolsa Fam\u00edlia (por M\u00e1rcio Pereira Cabral)<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/\">Sul 21<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ira-reage-com-misseis-a-base-diego-garcia-apos-eua-e-israel-atacarem-central-nuclear\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1405010115001329336127424-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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