{"id":32127,"date":"2025-06-06T20:19:32","date_gmt":"2025-06-06T23:19:32","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/mst-protesta-por-justica-ambiental-no-dia-mundial-do-meio-ambiente\/"},"modified":"2025-06-06T20:19:32","modified_gmt":"2025-06-06T23:19:32","slug":"mst-protesta-por-justica-ambiental-no-dia-mundial-do-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mst-protesta-por-justica-ambiental-no-dia-mundial-do-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"MST protesta por justi\u00e7a ambiental no Dia Mundial do Meio Ambiente"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/SnapInstato_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1.webp\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/SnapInsta.to_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1-1024x683.webp 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/SnapInsta.to_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1-300x200.webp 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/SnapInsta.to_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1-768x512.webp 768w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/SnapInstato_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1.webp 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Foto: Flaviana Alencar<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Lays Furtado<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) marcaram o Dia Mundial do Meio Ambiente, neste 5 de junho, com mobiliza\u00e7\u00f5es em todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds; com o objetivo de denunciar os crimes ambientais do agroneg\u00f3cio e apresentar a Reforma Agr\u00e1ria Popular como solu\u00e7\u00e3o para as crises que afetam a humanidade e a natureza.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es do MST neste Dia Mundial do Meio Ambiente ocorreram em 15 estados: S\u00e3o Paulo, Mato Grosso, Goi\u00e1s, Mato Grosso do Sul, Para\u00edba, Cear\u00e1, Par\u00e1, Tocantins, Paran\u00e1, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Rond\u00f4nia e Roraima. E fazem parte da 16\u00aa Jornada Nacional da Juventude Sem Terra e a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e Seus Povos, que iniciou em 31 de maio e vai at\u00e9 7 de junho, denunciando os principais devastadores do meio ambiente no pa\u00eds e apontando solu\u00e7\u00f5es a partir da perspectiva dos povos do campo, das \u00e1guas e das florestas.<\/p>\n<p>Ao longo desta semana, as mobiliza\u00e7\u00f5es t\u00eam tido car\u00e1ter de reflex\u00f5es e a\u00e7\u00f5es coletivas, iniciando as atividades a partir das assembleias de base, onde foram dialogadas as quest\u00f5es ambientais nos acampamentos, assentamentos e outros espa\u00e7os comuns \u2013\u00a0 que deram o pontap\u00e9 na Jornada, e segue com uma programa\u00e7\u00e3o de debates, mobiliza\u00e7\u00f5es e den\u00fancias, que tamb\u00e9m marcaram o Dia Mundial do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>Em seu conjunto de a\u00e7\u00f5es, a data \u00e9 apontada como crucial em um cen\u00e1rio de agravamento da crise ambiental no pa\u00eds, que exp\u00f5e as desigualdades enfrentadas por comunidades urbanas e rurais, afetadas pelos eventos clim\u00e1ticos extremos causados pela explora\u00e7\u00e3o e as contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo.<\/p>\n<p>Com o lema \u201cReforma Agr\u00e1ria Popular: pela Natureza e os Povos para Enfrentar a Crise Ambiental!\u201d, as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o organizadas pelo Coletivo de Juventude e pelo Plano Nacional Plantar \u00c1rvores, Produzir Alimentos Saud\u00e1veis do MST. As Jornadas buscam avan\u00e7ar em a\u00e7\u00f5es concretas e significativas que contribuam para a agenda ambiental regional e global, j\u00e1 que o Brasil se prepara para sediar a 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), em Bel\u00e9m (PA).<\/p>\n<p>Entre as diversas atividades das Jornadas, milhares de Sem Terra se engajaram na realiza\u00e7\u00e3o de atos e protestos, mutir\u00f5es de plantio, j\u00fari popular contra os crimes do agroneg\u00f3cio, di\u00e1logos com \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, al\u00e9m de outras atividades de car\u00e1ter formativo e comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fernanda Farias, da coordena\u00e7\u00e3o do Coletivo Nacional de Juventude do MST, destaca a import\u00e2ncia da Jornada e seus sentidos para a juventude, entendendo que essa classe tem um papel importante em protagonizar as lutas com o tema da quest\u00e3o ambiental, tanto a partir do presente, quanto para que haja perspectiva de futuro, sendo um ponto de importante interse\u00e7\u00e3o que re\u00fane a juventude do campo e das cidades.<\/p>\n<p>\u201cHoje, no MST, n\u00f3s estamos colocando que a Reforma Agr\u00e1ria Popular pode ser um instrumento para as comunidades do campo, mas tamb\u00e9m das cidades, e que esse instrumento combate a crise ambiental. Com um olhar para a produ\u00e7\u00e3o dos bens comuns, mas tamb\u00e9m olhar para a natureza, da produ\u00e7\u00e3o a partir da agroecologia, das novas rela\u00e7\u00f5es humanas. A gente olha para a Reforma Agr\u00e1ria como um projeto pol\u00edtico de pensar a quest\u00e3o ambiental a partir de onde a gente vive.\u201d \u2013 declara Fernanda.<\/p>\n<h2><strong>N\u00e3o ao PL da Devasta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"777\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/0cefaf70-60f8-4a36-bc67-e75c958548ee.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/0cefaf70-60f8-4a36-bc67-e75c958548ee.jpeg 1280w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/0cefaf70-60f8-4a36-bc67-e75c958548ee-300x182.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/0cefaf70-60f8-4a36-bc67-e75c958548ee-1024x622.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/0cefaf70-60f8-4a36-bc67-e75c958548ee-768x466.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\"><figcaption><em>Foto: Agatha Azevedo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A coordenadora tamb\u00e9m cita a preocupa\u00e7\u00e3o da juventude frente a um dos maiores retrocessos ambientais ao qual estamos expostos hoje em n\u00edvel nacional, com a possibilidade do avan\u00e7o do Projeto de Lei conhecido como \u201cPL da Devasta\u00e7\u00e3o\u201d que flexibiliza as regras do licenciamento ambiental no Brasil e permite que empreendimentos obtenham licen\u00e7as de forma autom\u00e1tica sem necessidade de an\u00e1lises pr\u00e9vias:<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s do MST temos entendido que esse PL visa flexibilizar que os grandes causadores dos crimes ambientais aqui no Brasil, que \u00e9 o agroneg\u00f3cio e as grandes mineradoras, elas consigam ter flexibiliza\u00e7\u00e3o nas suas a\u00e7\u00f5es de grandes obras que causam impactos\u00a0 ambientais e s\u00e3o os causadores das crises. E a gente tamb\u00e9m tem entendido que esse PL da Devasta\u00e7\u00e3o negligencia que o Estado cumpra os direitos de prote\u00e7\u00e3o com os camponeses, com os ind\u00edgenas e com as comunidades tradicionais.\u201d denuncia Farias, a partir das reflex\u00f5es do conjunto do Movimento, e do Coletivo da Juventude Sem Terra.<\/p>\n<p>A partir das reflex\u00f5es cr\u00edticas com rela\u00e7\u00e3o a tal amea\u00e7a, o Coletivo da Juventude de S\u00e3o Paulo mobilizou a\u00e7\u00e3o direta na capital paulista, que amanheceu com faixas, cartazes e lambes nas regi\u00f5es dos bairros da Liberdade e Lim\u00e3o, denunciando parlamentares que s\u00e3o a favor do PL da Devasta\u00e7\u00e3o; como Arthur Lira, Tereza Cristina, Pedro Lupion, Ricardo Sales, entre outros, que representam a Bancada Ruralista e os interesses do agroneg\u00f3cio, e tem impulsionada a aprova\u00e7\u00e3o do PL da Destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da regi\u00e3o Sudeste, houve mobiliza\u00e7\u00e3o em den\u00fancia ao PL da Devasta\u00e7\u00e3o, na regi\u00e3o Centro-Oeste do pa\u00eds. Nas capitais do Mato Grosso, Goi\u00e1s e Mato Grosso do Sul houveram mobiliza\u00e7\u00f5es da Juventude Sem Terra, com a difus\u00e3o de lambes e cartazes apontando o agroneg\u00f3cio como respons\u00e1vel pelo impulsionamento deste Projeto de Lei, bem como da den\u00fancia ao setor respons\u00e1vel por causar doen\u00e7as e crimes ambientais devido ao uso de agrot\u00f3xicos, pela contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, destrui\u00e7\u00e3o do Cerrado e expuls\u00e3o de comunidades tradicionais.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o Nordeste, ainda nesta quinta-feira, 5 de junho, a milit\u00e2ncia do MST do estado da Para\u00edba realizou diversas a\u00e7\u00f5es coletivas, entre elas a Assembleia da Juventude e o Tribunal Popular em den\u00fancia aos crimes do agroneg\u00f3cio. Em Fortaleza, Cear\u00e1, neste Dia do Meio Ambiente, militantes da Juventude do MST e do Coletivo M\u00e3os Solid\u00e1rias do estado realizaram a difus\u00e3o de lambes e cartazes demarcando a \u201cReforma Agr\u00e1ria Popular em Defesa da Natureza e Enfrentando a Crise Ambiental\u201d, denunciando os crimes do agroneg\u00f3cio e\u00a0 refor\u00e7ando a necessidade urgente de debater o modelo agr\u00edcola no Brasil.<\/p>\n<h2><strong><em>\u201cBarca\u00e7as de soja e min\u00e9rio, n\u00e3o passar\u00e3o! n\u00e3o a explos\u00e3o do Pedral do Louren\u00e7\u00e3o!\u201d\u00a0<\/em><\/strong><\/h2>\n<p>O MST em conjunto com outros movimentos populares e comunidades tradicionais se reuniram, neste 5 de junho, no Pontal do Cabelo Seco, em Marab\u00e1\/PA, \u00e0s margens dos rios Tocantins e Itacai\u00fanas; com o objetivo de protestar contra a proposta de derrocagem do Pedral do Louren\u00e7\u00e3o, previsto no projeto da Hidrovia Araguaia-Tocantins. A mobiliza\u00e7\u00e3o buscou denunciar a medida que se anuncia legalmente sobre um grave crime contra a natureza, a humanidade e especialmente contra a vida das 23 comunidades que vivem no Beirad\u00e3o do Rio Tocantins, no entorno do Pedral do Louren\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Juventude Sem Terra do Par\u00e1 tamb\u00e9m esteve presente na mobiliza\u00e7\u00e3o, na comunidade Tauiry, no munic\u00edpio de Itupiranga (PA), reunindo 300 jovens no Ato de Solidariedade em apoio aos ribeirinhos do rio Itacai\u00fanas, comunidade que tamb\u00e9m fica \u00e0s margens do Pedral do Louren\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os militantes das organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m pediram a anula\u00e7\u00e3o do PL da Destrui\u00e7\u00e3o, e ainda denunciam que centenas de fam\u00edlias ser\u00e3o atingidas com este megaprojeto da\u00a0 Hidrovia Araguaia-Tocantin; em particular as mulheres e crian\u00e7as que sempre s\u00e3o as mais afetadas com o impacto dos\u00a0 megaempreendimentos, assim como com os efeitos danosos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Al\u00e9m das comunidades, estudiosos do ramo apontam a partir de an\u00e1lises e relat\u00f3rios, posi\u00e7\u00e3o contra o derrocamento devido ao seu impacto social e ambiental.<\/p>\n<p>A Hidrovia Tocantins-Araguaia est\u00e1 or\u00e7ada em mais de R$500 milh\u00f5es com recursos do governo federal, atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio dos Portos e Aeroportos e da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (ANTAQ). As comunidades n\u00e3o foram consultadas, como exige a\u00a0 Conven\u00e7\u00e3o n\u00ba 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), tamb\u00e9m conhecida como Conven\u00e7\u00e3o sobre Povos Ind\u00edgenas e Tribais. Reunindo centenas de pessoas, durante o ato foi lan\u00e7ada carta \u00e0 sociedade assinada pelas organiza\u00e7\u00f5es manifestantes:<\/p>\n<p>\u201cA quem interessa esse projeto? A quem vai servir a Hidrovia Araguaia-Tocantins? Vimos a alegria escancarada do governador do Estado, Helder Barbalho, com tal LI [Licen\u00e7a Instala\u00e7\u00e3o], repetindo o velho e enganoso discurso da Ditadura Militar de \u201cDesenvolvimento, gera\u00e7\u00e3o de emprego, progresso, etc..\u201d para a regi\u00e3o; quando na verdade comemora o que isso representa para OS LUCROS dos empres\u00e1rios e exploradores dos bens naturais, como as florestas, rochas, rios, solo e subsolo, beneficiando os grandes empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio e da minera\u00e7\u00e3o.\u201d \u2013 cita trecho da carta.<\/p>\n<p>A carta foi lida durante o Ato Popular Contra a Destrui\u00e7\u00e3o do Pedral do Louren\u00e7\u00e3o; Marab\u00e1-PA; e \u00e9 assinada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST);\u00a0 Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Arco \u00cdris da Justi\u00e7a; Ouvidoria Popular da Viol\u00eancia contra Mulheres; Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT); Instituto Z\u00e9 Claudio e Maria (IZM);\u00a0 Articula\u00e7\u00e3o Feminista de Marab\u00e1; Centro de Estudos, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (CEPASP); Grupo de Mulheres do Cabelo Seco Ra\u00edzes de Marab\u00e1; Sindunifesspa; e ANDES Regional Norte 2.<\/p>\n<h2><strong>Cooperar no plantio de \u00e1rvores, de comida saud\u00e1vel e das \u00e1guas<\/strong><\/h2>\n<p>Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, a milit\u00e2ncia do MST no Tocantins encerrou, nesta quinta-feira (5), no Assentamento Olga Ben\u00e1rio, em Taboc\u00e3o (TO), o \u201cSemin\u00e1rio Estadual Cultivando a Agroecologia: Bioinsumos \u00e9 Terra Viva\u201d. O evento, que iniciou na quarta-feira (4), abordou o debate coletivo de temas como agroecologia, bioinsumos e coopera\u00e7\u00e3o. A programa\u00e7\u00e3o contou com debates importantes e an\u00e1lise de conjuntura sobre os desafios atuais, para constru\u00e7\u00e3o de novas formas de coopera\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e fortalecimento das comunidades rurais. O evento faz parte da Jornada em Defesa da Natureza e Seus Povos e contou com um momento coletivo e simb\u00f3lico de plantio de \u00e1rvores nativas; o gesto refor\u00e7a o compromisso dos Sem Terra de plantar 100 milh\u00f5es de \u00e1rvores ao longo de 10 anos. O semin\u00e1rio foi realizado pelo MST e CICLOS, com apoio da Climateworks Foundation.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi marcado por atividades da 3\u00aa Jornada Estadual da Natureza, que tamb\u00e9m integra a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e Seus Povos do MST. As atividades come\u00e7aram pela manh\u00e3 com Ato Pol\u00edtico e M\u00edstica para o grande mutir\u00e3o de reflorestamento da \u00e1rea de 7 hectares de Reserva Legal da Comunidade Herdeiros da Terra 1\u00ba de Maio, localizada em Rio Bonito do Igua\u00e7u (PR), ap\u00f3s o plantio de mudas nativas as fam\u00edlias Sem Terra se reuniram para um almo\u00e7o comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, estudantes Sem Terra da Escola Elizabeth Teixeira\u00a0 (anexo da Escola Estadual Professora Geralda Eug\u00eania da Silva), realizam a semana de altern\u00e2ncia dos estudos nos Acampamentos Zequinha Nunes e P\u00e1tria Livre, localizada em S\u00e3o Joaquim de Bicas (MG); onde foi realizado uma viv\u00eancia pedag\u00f3gica que envolveu o trabalho com a terra e a agroecologia ao longo de toda a semana, e se encerrou nesta sexta-feira (6). Outras atividades pedag\u00f3gicas aliadas \u00e0 quest\u00e3o ambiental tamb\u00e9m ocorreram na Escola Estadual Carlos Henrique Ribeiro dos Santos, em Goian\u00e1 (MG). As atividades tiveram o intuito de levar o debate ambiental para o ensino e pr\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o escolar e fazem parte das Jornadas da Juventude, e em Defesa da Natureza e Seus Povos.<\/p>\n<p>Em Caruaru, agreste de Pernambuco, militantes do MST se reuniram, nesta quinta-feira (5), na audi\u00eancia p\u00fablica \u201c\u00c1gua no Agreste: Desafios e Solu\u00e7\u00f5es para a Gest\u00e3o Sustent\u00e1vel dos Recursos H\u00eddricos\u201d, que ocorreu na C\u00e2mara dos Deputados do Munic\u00edpio. O conjunto do Movimento manifestou a import\u00e2ncia de \u201cplantarmos \u00e1gua\u201d principalmente nos territ\u00f3rios do semi\u00e1rido, onde h\u00e1 \u00e1reas verdes e secas, e exigindo que haja pol\u00edticas p\u00fablicas para atender as fam\u00edlias e a produ\u00e7\u00e3o de alimentos na regi\u00e3o. Os desafios v\u00e3o desde do acesso \u00e0s tecnologias de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, para que haja cisternas onde se possa reservar estoques das chuvas, at\u00e9 mesmo esta reserva de \u00e1gua possa fechar nas casas e ro\u00e7as das comunidades camponesas.<\/p>\n<p>Na Para\u00edba, al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es de den\u00fancia ao agroneg\u00f3cio organizadas pela Juventude, a data foi marcada por diversas atividades em v\u00e1rios acampamentos e assentamentos no estado, com doa\u00e7\u00f5es de mudas, e plantio de \u00e1rvores frut\u00edferas e nativas. Houve tamb\u00e9m uma viv\u00eancia realizada com a manipula\u00e7\u00e3o das mudas do Viveiro Pepe Mujica, no Centro de Forma\u00e7\u00e3o Elizabeth e Jo\u00e3o Pedro Teixeira, localizado em Lagoa-Seca (PB), a atividade reuniu a turma de Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA) e de Agentes Populares de Sa\u00fade do Campo.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, nesta quinta-feira (5), a Juventude do MST esteve dedicada em a\u00e7\u00e3o de prepara\u00e7\u00e3o e plantio de mudas nativas na \u00c1rea Adahil Barreto, localizada no Parque do Coc\u00f3, em Fortaleza (CE). A recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foi feita com o plantio de esp\u00e9cies, como o cumaru, moror\u00f3 e pau-branco, que s\u00e3o nativas da Caatinga e t\u00eam um papel fundamental na manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade e no equil\u00edbrio ambiental da nossa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m neste Dia Mundial do Meio Ambiente, a milit\u00e2ncia cearense Sem Terra em parceria com a Escola do Campo Maria Nazar\u00e9, localizada no Assentamento Macei\u00f3, em Itapipoca (CE), realizou a doa\u00e7\u00e3o de mudas na comunidade do Jacar\u00e9, tamb\u00e9m no Assentamento Macei\u00f3. Durante a atividade, al\u00e9m da entrega das mudas, foi promovido um importante di\u00e1logo com a comunidade sobre a urg\u00eancia de produzir alimentos saud\u00e1veis sem o uso de agrot\u00f3xicos e a necessidade de denunciar os crimes ambientais cometidos pelo agro-hidro-min\u00e9rio-neg\u00f3cio, que amea\u00e7a a vida, a terra e os territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>A Juventude Sem Terra do Cear\u00e1 tamb\u00e9m esteve na capital do estado promovendo a difus\u00e3o de faixas e cartazes anunciando as Jornadas da Juventude e em Defesa da Natureza e seus Povos. O MST se reunindo em conjunto com o Movimento Brasil Popular, M\u00e3os Solid\u00e1rias e Levante Popular da Juventude, para uma conversa com o prefeito de Fortaleza, tratando sobre a import\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas para avan\u00e7ar na alfabetiza\u00e7\u00e3o de jovens e adultos, do fortalecimento da participa\u00e7\u00e3o municipal no Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA), bem como a import\u00e2ncia de estimular a\u00e7\u00f5es para juventude das periferias da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira, 5 de junho, foi realizada a Assembleia da Juventude, no extremo sul da Bahia, no munic\u00edpio de Prado, reunindo jovens militantes em atividade integrante das Jornadas Nacionais. O encontro foi sediado na Escola Popular Eg\u00eddio Brunetto no Assentamento Jacy Rocha.<\/p>\n<p>No estado baiano, no munic\u00edpio de Lafaiete Coutinho, houve diversas a\u00e7\u00f5es coletivas no Assentamento Terra Nova, entre elas o mutir\u00e3o de plantio de sementes e mudas nativas, bem como, o plantio de vegeta\u00e7\u00e3o em torno dos cursos d\u2019\u00e1gua. Ao total foram 120 mudas plantas, que conferem a diversidade de Ing\u00e1, Santa B\u00e1rbara, Jaca, Manga, Aroeira e A\u00e7a\u00ed, que s\u00e3o culturas que avan\u00e7am na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e plantio de \u00e1rvores do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>J\u00e1 na regi\u00e3o de Porto Seguro, na regional do extremo sul da Bahia, houveram atividades pedag\u00f3gicas sobre o meio ambiente, em palestra com os educandos e educadores, que ocorreu na Escola Caminhos da Esperan\u00e7a, localizada no assentamento Milton Santos. Em seguida ocorreu o plantio de 110 mudas de \u00e1rvores frut\u00edferas e nativas no sistema agroflorestal da escola.<\/p>\n<p>Em Ituber\u00e1, na zona rural do munic\u00edpio baiano, houve atividades da milit\u00e2ncia Sem Terra na Escola municipal Mari\u00e2ngela Silva de Santana, para tratar dos temas do Meio Ambiente que afetam a comunidade da Karim, onde foi debatido o \u201cProjeto Terra, Territ\u00f3rio e Identidade\u201d. Estudantes da Karim, fazenda Morro Alto e km22 realizaram apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados da pesquisa sobre \u201cAcessos e usos da \u00e1gua na comunidade da Karim\u201d para crian\u00e7as de educa\u00e7\u00e3o infantil e ensino fundamental I. Na ocasi\u00e3o, as crian\u00e7as tamb\u00e9m compartilharam dos seus conhecimentos sobre os cuidados com o meio ambiente. Os estudantes do ensino m\u00e9dio organizados em grupos por comunidade aprofundaram temas como trabalho, gera\u00e7\u00e3o de renda, \u00e1gua, meio ambiente e agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Em Alagoas, a milit\u00e2ncia do Movimento participou das Jornadas Nacionais em diversos acampamentos e assentamentos da Reforma Agr\u00e1ria. Em Uni\u00e3o dos Palmares (AL), as fam\u00edlias do\u00a0 Acampamento Che Guevara do MST realizaram mutir\u00e3o de plantio em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, as mudas foram plantadas em diversas pra\u00e7as do munic\u00edpio. Tamb\u00e9m houveram plantios de mudas nos Acampamento Luciano Alves, e no Acampamento Santa Maria, no munic\u00edpio de Teot\u00f4nio Vilela (AL), reafirmando o compromisso do povo Sem Terra com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e a constru\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>O MST em Alagoas tamb\u00e9m realizou mutir\u00f5es de cuidados com o meio ambiente, com a\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores e constru\u00e7\u00e3o de uma horta coletiva, no Acampamento Eldorado do Caraj\u00e1s, munic\u00edpio de Junqueiro. As fam\u00edlias agricultoras do Acampamento Marciana Serafim, em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, realizaram um momento coletivo de plantio, reafirmando o compromisso com a defesa da natureza e da Reforma Agr\u00e1ria Popular. E no Acampamento Marielle Franco, em Atalaia, o conjunto da milit\u00e2ncia realizou o plantio de \u00e1rvores e a semeadura no Viveiro Izac Jackson.<\/p>\n<p>Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o MST tamb\u00e9m esteve presente na Comuna El Panal, em Caracas, na Venezuela, onde o Movimento esteve em conjunto ao Movimento Fuerza Patri\u00f3tica Alexis Vive e estudantes da Pluriversidade P\u00e1tria Grande, onde foi feito o plantio de cinco \u00e1rvores frut\u00edferas, simbolizando o cultivar da consci\u00eancia e esperan\u00e7a em meio a uma crise clim\u00e1tica sem precedentes.<\/p>\n<h2><strong>Agroneg\u00f3cio \u00e9 viol\u00eancia e crime ambiental<\/strong><\/h2>\n<p>O Munic\u00edpio de Ariquemes, em Rond\u00f4nia, amanheceu nesta quinta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, com a mensagem do Coletivo de Juventude Sem Terra do estado, denunciando o agroneg\u00f3cio como modelo que gera degrada\u00e7\u00e3o ambiental, e desigualdades sociais a partir da concentra\u00e7\u00e3o da terra e da renda, al\u00e9m do envenenamento do solo, das \u00e1guas e dos povos do campo e das cidades, a partir do uso extensivo de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"900\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/503849015_18362107135177756_4741749867982123171_n-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/503849015_18362107135177756_4741749867982123171_n-1.jpg 900w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/503849015_18362107135177756_4741749867982123171_n-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/503849015_18362107135177756_4741749867982123171_n-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/503849015_18362107135177756_4741749867982123171_n-1-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\"><figcaption>Foto: Comunica\u00e7\u00e3o do MST<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Juventude Sem Terra deixou seu recado em frente \u00e0 unidade multinacional da empresa Cargill, com a frase \u201cAgro \u00e9 devasta\u00e7\u00e3o!\u201d. O protesto simb\u00f3lico em Ariquemes, denunciou a\u00a0 multinacional que \u00e9 uma das maiores do mundo, operando diretamente na compra, transporte e exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os na Amaz\u00f4nia, e frequentemente \u00e9 associada a den\u00fancias sobre desmatamento, grilagem e viola\u00e7\u00f5es socioambientais.<\/p>\n<p>Os jovens militantes denunciam que apesar de movimentar bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es, o modelo do agroneg\u00f3cio que predomina no Brasil n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de progresso, mas de destrui\u00e7\u00e3o. \u201cO agro \u00e9 devasta\u00e7\u00e3o porque concentra terras, expulsa povos e comunidades tradicionais e avan\u00e7a sobre os biomas, destruindo ecossistemas inteiros para abrir espa\u00e7o para monocultivos e pastagens. \u00c9 respons\u00e1vel por cerca de 70% do desmatamento na Amaz\u00f4nia e mais de 80% no Cerrado, dois dos principais biomas brasileiros e vitais para o equil\u00edbrio clim\u00e1tico do planeta.\u201d \u2013 denunciam a Juventude Sem Terra de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>Em Roraima, a milit\u00e2ncia do Movimento Sem Terra, marcou o Dia Mundial do Meio Ambiente com a Caravana de Direitos Humanos de Boa Vista, um evento focado nas quest\u00f5es dos povos do campo, \u00e1gua e das florestas, onde o MST do estado participou da organiza\u00e7\u00e3o em conjunto com outras organiza\u00e7\u00f5es e comunidades, reunidas na Universidade Federal de Roraima (UFRR); entidade que sediou o encontro.<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (5), a programa\u00e7\u00e3o se concentrou na tem\u00e1tica dos povos ind\u00edgenas, com tr\u00eas mesas-redondas abordando a impunidade da viol\u00eancia, a partilha de experi\u00eancias com lideran\u00e7as e a import\u00e2ncia das pinturas corporais como forma de resist\u00eancia. Houve tamb\u00e9m o lan\u00e7amento do Caderno de Conflitos no Campo da CPT, apresentando dados sobre a viol\u00eancia no campo em n\u00edveis nacional e estadual.<\/p>\n<p>Durante o evento, houve uma exposi\u00e7\u00e3o de produtos da Agricultura Familiar, com a participa\u00e7\u00e3o de produtoras acompanhadas pelo setor de produ\u00e7\u00e3o do MST de Roraima. O momento cultural contou com apresenta\u00e7\u00f5es da Banda Kruviana da UFRR, Afox\u00e9 Filhas e Filhos de Iemanj\u00e1 e Mike GuyBras, valorizando a cultura local.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o da Caravana foi liderada pelo Comit\u00ea Xapiri YY, uma iniciativa de movimentos sociais, e teve o apoio de diversas entidades, incluindo a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), Pastoral Social de Roraima, Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (CIM), MST\/RR, CPT\/RR, MISEREOR e Levante Popular da Juventude.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/06\/06\/mst-protesta-por-justica-ambiental-no-dia-mundial-do-meio-ambiente\/\">MST protesta por justi\u00e7a ambiental no Dia Mundial do Meio Ambiente<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/saude\/2025\/09\/pressao-12-por-8-passa-a-ser-considerada-pre-hipertensao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1659480&amp;o=node') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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