{"id":32358,"date":"2025-06-09T12:51:43","date_gmt":"2025-06-09T15:51:43","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/a-criminalizacao-de-mc-poze-e-a-longa-historia-de-silenciamento-da-arte-negra-no-brasil\/"},"modified":"2025-06-09T12:51:43","modified_gmt":"2025-06-09T15:51:43","slug":"a-criminalizacao-de-mc-poze-e-a-longa-historia-de-silenciamento-da-arte-negra-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-criminalizacao-de-mc-poze-e-a-longa-historia-de-silenciamento-da-arte-negra-no-brasil\/","title":{"rendered":"A criminaliza\u00e7\u00e3o de MC Poze e a longa hist\u00f3ria de silenciamento da arte negra no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Desde que o samba \u00e9 samba, ele \u00e9 perseguido. A ep\u00edgrafe que intitula o romance de Paulo Lins nos serve como fio condutor para compreender como, no Brasil, a arte negra tem sido historicamente tratada como amea\u00e7a \u2014 n\u00e3o como patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/06\/03\/com-multidao-em-frente-ao-presidio-mc-poze-e-solto-no-rio-de-janeiro\/\">A pris\u00e3o recente do MC Poze do Rodo<\/a>, \u00edcone do funk carioca e voz potente das quebradas, n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. \u00c9 mais um cap\u00edtulo de uma longa e persistente tradi\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/28\/lei-anti-oruam-e-a-criminalizacao-do-funk\/\">criminaliza\u00e7\u00e3o das express\u00f5es culturais negras e perif\u00e9ricas<\/a>. O alvo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o artista, mas todo um povo que ousa cantar suas dores, celebrar sua exist\u00eancia e denunciar um sistema racista.\u00a0<\/p>\n<p>Essa repress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nova. Vem desde os tempos em que o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/02\/21\/historias-quase-esquecidas-de-repressao-no-carnaval\/\">samba era considerado \u201ccoisa de vagabundo\u201d<\/a>, e sambistas como Donga, Pixinguinha, Cartola e Tia Ciata eram perseguidos pela pol\u00edcia. A l\u00f3gica \u00e9 sempre a mesma: transformar cultura popular em caso de pol\u00edcia. <\/p>\n<p>Na Bahia, nos anos 70, a repress\u00e3o se voltou contra os blocos afros e os afox\u00e9s. Em S\u00e3o Paulo, o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/gira-negra-gaucha\/2024\/07\/25\/50-anos-de-hip-hop-no-mundo-e-a-caminhada-no-brasil\/\">Hip Hop<\/a> nasceu sob vigil\u00e2ncia policial. No Rio, o funk tem sido alvo constante de estigmatiza\u00e7\u00e3o e <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/06\/07\/operacao-do-bope-em-festa-junina-mata-1-e-fere-5-no-morro-santo-amaro-no-rio\/\">opera\u00e7\u00f5es militares<\/a> nas favelas. A arte negra, quando n\u00e3o serve ao espet\u00e1culo da branquitude, \u00e9 vista como desvio, como perigo, como perturba\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, aqui, afirmar com toda clareza: <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/05\/29\/cabelinho-se-manifesta-sobre-prisao-de-poze-quando-interpretei-um-traficante-na-novela-da-globo-era-arte\/\">n\u00e3o \u00e9 porque um artista canta sobre o crime que ele \u00e9 criminoso<\/a>. Esse \u00e9 um dos fundamentos da licen\u00e7a po\u00e9tica \u2014 um direito consagrado na tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e art\u00edstica que reconhece que, na arte, o autor pode criar, dramatizar, exagerar, metaforizar. Pode cantar a vida como ela \u00e9, ou como ela poderia ser, ou como n\u00e3o deveria ser.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A arte n\u00e3o deve ser julgada como prova judicial. Ela \u00e9 den\u00fancia, \u00e9 retrato, \u00e9 desabafo. Criminalizar o conte\u00fado de uma letra \u00e9 n\u00e3o compreender \u2014 ou fingir n\u00e3o compreender \u2014 o papel pol\u00edtico da arte negra.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O mesmo Estado que ignora a aus\u00eancia de escolas, de oportunidades, de saneamento, de seguran\u00e7a, de dignidade nas periferias, \u00e9 c\u00e9lere e eficiente para criminalizar a m\u00fasica que denuncia esse abandono. Eu mesmo, nos anos 1990, fui preso ap\u00f3s uma apresenta\u00e7\u00e3o de Hip Hop no Vale do Anhangaba\u00fa, como Big Richard. O motivo alegado? Perturba\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica. Mas o que perturbava, de fato, era a nossa ousadia de cantar verdades inc\u00f4modas diante do centro da cidade, diante do Brasil que prefere n\u00e3o ouvir as favelas.\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/H3cdzTLDQda8nxsNU1OEga\">:: Quer receber not\u00edcias do Brasil de Fato RJ no seu WhatsApp? ::<\/a><\/p>\n<p>MC Poze, como <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/11\/03\/mano-brown-recebe-o-titulo-de-doutor-honoris-causa-da-ufsb\/\">Mano Brown<\/a>, MV Bill, Racionais MC\u2019s, Bia Ferreira e tantos outros, traduz em sua l\u00edrica a viol\u00eancia estrutural que estrutura nossas vidas. E n\u00e3o est\u00e1 sozinho. O rapper norte-americano Tupac Shakur \u2014 2Pac \u2014 foi criminalizado nos Estados Unidos por suas letras que narravam as realidades de opress\u00e3o, crime e sobreviv\u00eancia no gueto. Em <em>Brenda\u2019s Got a Baby<\/em>, ele narra a <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/06\/13\/pl-da-gravidez-infantil-impede-direito-previsto-em-lei-ha-80-anos-e-impoe-tortura-a-meninas-e-mulheres-diz-advogada\/\">trag\u00e9dia de uma menina gr\u00e1vida<\/a>, negligenciada pelo Estado e pela sociedade. Em <em>Changes<\/em>, Tupac canta: <em>\u201cCops give a damn about a negro? Pull the trigger, kill a nigga, he\u2019s a hero.\u201d<\/em> [<em>\u201cPolicias n\u00e3o se importam com um negro. Puxa o gatilho, mata um negro, vira her\u00f3i\u201d<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre] \u2014 uma den\u00fancia expl\u00edcita do racismo policial.\u00a0<\/p>\n<p>Tupac n\u00e3o era s\u00f3 um rapper. Era um cronista do seu tempo, como Poze \u00e9 do nosso. E como no Brasil, ele foi perseguido, preso, e suas <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/06\/03\/em-decisao-que-revoga-prisao-de-mc-poze-desembargador-critica-atuacao-da-policia-e-preciso-prender-os-chefes\/\">letras usadas como \u201cprovas\u201d em tribunais.<\/a> O que h\u00e1 de comum em todos esses casos \u00e9 o uso do aparato jur\u00eddico e midi\u00e1tico para deslegitimar o artista negro como pensador, como produtor de saber e como sujeito pol\u00edtico.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>A arte negra incomoda porque \u00e9 mem\u00f3ria e insurg\u00eancia. Porque n\u00e3o aceita o lugar imposto pela l\u00f3gica colonial de silenciamento e submiss\u00e3o. Porque rompe com o mito da democracia racial e exp\u00f5e a brutalidade cotidiana vivida nas periferias. Porque canta aquilo que muitos n\u00e3o querem ouvir.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A pris\u00e3o de Poze \u00e9 tamb\u00e9m uma tentativa de prender sonhos. E mais: \u00e9 um aviso \u2014 ou uma amea\u00e7a \u2014 a todos os que ousam cantar contra a <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/politica-e-direito\/2019\/04\/19\/necropolitica-banalidade-do-mal-e-estado-policial\/\">necropol\u00edtica<\/a>. Mas como escreve Paulo Lins, o samba resiste. E o funk tamb\u00e9m. A favela tem voz, tem batida, tem est\u00e9tica, tem pol\u00edtica. E por mais que tentem, n\u00e3o ir\u00e3o calar os tambores de um povo que transforma dor em arte e arte em liberdade.\u00a0<\/p>\n<p>A nossa m\u00fasica \u00e9 trincheira. E como dizia Public Enemy: <em>fight the power<\/em> [<em>\u201cresista\u201d<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre]. Porque desde que o samba \u00e9 samba, estamos lutando.\u00a0<\/p>\n<p><em>*Richard Santos, tamb\u00e9m conhecido como Big Richard, \u00e9 professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), pioneiro da cultura Hip Hop no Brasil. Coordena o grupo de pesquisa Pensamento Negro Contempor\u00e2neo (UFSB\/CNPQ).<\/em><\/p>\n<p><em>**Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o e n\u00e3o necessariamente representa a linha editorial do\u00a0<strong>Brasil do Fato<\/strong>.<\/em><\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/fpa-lanca-livro-com-base-no-seminario-cinco-decadas-de-independencia-e-percurso-dos-paises-africanos-de-lingua-oficial-portuguesa\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">FPA lan\u00e7a livro com base no semin\u00e1rio \u2018Cinco d\u00e9cad...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/milicia-apoiada-por-ruanda-invade-hospital-e-mata-pacientes-a-tiros-na-rd-do-congo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/cv-congo-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Mil\u00edcia apoiada por Ruanda invade hospital e mata ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ana-jansen-lenda-de-terror-magnata-que-escravizou-800-negros-batiza-cartao-postal-no-ma\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ana Jansen: Lenda de terror, magnata que escravizo...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/masp-inaugura-novo-predio-nesta-sexta-com-cinco-exposicoes\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/masp-geometrias-150x150.webp') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Masp inaugura novo pr\u00e9dio nesta sexta, com cinco e...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que o samba \u00e9 samba, ele \u00e9 perseguido. 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