{"id":33752,"date":"2025-06-16T18:24:28","date_gmt":"2025-06-16T21:24:28","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/"},"modified":"2025-06-16T18:24:28","modified_gmt":"2025-06-16T21:24:28","slug":"os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/","title":{"rendered":"Os intelectuais e a ditadura no Brasil"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"593\" height=\"352\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/5080575995249012488.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/5080575995249012488.jpg 593w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/5080575995249012488-300x178.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 593px) 100vw, 593px\"><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em texto publicado na d\u00e9cada de 1970, discutindo a quest\u00e3o dos intelectuais na ditadura, Florestan Fernandes procurava chamar a aten\u00e7\u00e3o para a situa\u00e7\u00e3o concreta em que esses setores viviam naquele contexto. O soci\u00f3logo via uma postura equivocada por parte da maioria desses setores. Para Florestan Fernandes, \u201co intelectual, ainda que universit\u00e1rio e profissional liberal, n\u00e3o surge como uma variante do homem comum. \u00c9 sua r\u00e9plica, frequentemente piorada, porque se representa como parte e imune \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o do atraso geral\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Durante a ditadura iniciada com o golpe de 1964, como em outros momentos da hist\u00f3ria do Brasil, \u00e9 poss\u00edvel perceber a atividade de intelectuais que n\u00e3o apenas defendem regimes repressivos ou ataques a liberdades democr\u00e1ticas, como utilizam suas pesquisas e produ\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas para construir justificativas \u00e0s a\u00e7\u00f5es desses regimes. S\u00e3o exemplos disso intelectuais que colaboram com \u00f3rg\u00e3os como <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escola_Superior_de_Guerra\">ESG<\/a> ou que assumiram cargos como interventores em universidades ou mesmo aqueles que ocuparam fun\u00e7\u00f5es em governos da ditadura, como Fl\u00e1vio Suplicy de Lacerda, Raymundo Moniz de Arag\u00e3o, M\u00e1rio Henrique Simonsen, entre outros. Na UFSC, esse debate foi recentemente reacendido por conta da proposta de mudan\u00e7a de nome do campus, que homenageia David Jos\u00e9 Ferreira, reitor que n\u00e3o apenas apoiou a ditadura como auxiliou o regime na persegui\u00e7\u00e3o contra colegas de universidade. Florestan Fernandes afirmava que a ditadura encontrou \u201cum apoio cada vez mais amplo, ao inv\u00e9s de oposi\u00e7\u00e3o, por parte dos intelectuais\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Os golpistas de 1964 encontraram uma estrutura t\u00e9cnica consolidada por governos anteriores, ampliando as fun\u00e7\u00f5es estatais de organiza\u00e7\u00e3o e controle social, na qual os intelectuais poderiam explorar uma esfera administrativa baseada na ideia de efici\u00eancia t\u00e9cnica. Esses segmentos enfatizavam o gerenciamento cient\u00edfico, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica normativa e a formaliza\u00e7\u00e3o e rotiniza\u00e7\u00e3o de tarefas. O processo de desenvolvimento dessa burocracia se consolidou no governo de Juscelino Kubitschek. Nesse per\u00edodo,<\/p>\n<div>\n<div><a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\" aria-label=\"MAT\u00c9RIA-GERAL\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/MATERIA-GERAL-9.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/MATERIA-GERAL-9.png 681w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/MATERIA-GERAL-300x75.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" width=\"681\" height=\"171\"><\/a><\/div>\n<\/div>\n<blockquote>\n<p>\u201c[\u2026] a rede tecno-burocr\u00e1tica de influ\u00eancia dentro do aparelho estatal era formada pelas camadas mais altas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e pelos t\u00e9cnicos pertencentes a ag\u00eancias e empresas estatais, os quais tinham liga\u00e7\u00f5es operacionais e interesses dentro do bloco de poder multinacional e associado. Esses executivos estatais asseguravam os canais de formula\u00e7\u00e3o de diretrizes pol\u00edticas e de tomadas de decis\u00e3o necess\u00e1rios aos interesses multinacionais e associados, organizando a opini\u00e3o p\u00fablica. Eles aplicaram a racionalidade capitalista da empresa privada \u00e0s solu\u00e7\u00f5es dos problemas socioecon\u00f4micos nacionais, proporcionando a contrapartida p\u00fablica do <em>macro-marketing<\/em> empresarial sob a forma de um planejamento limitado e recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote3sym\"><sup>3<\/sup><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Observa-se nesse processo a integra\u00e7\u00e3o de uma parcela de intelectuais ao Estado, sob a ret\u00f3rica de que sua atua\u00e7\u00e3o se daria a partir do conhecimento cient\u00edfico, de forma neutra e com vistas a uma melhoria das condi\u00e7\u00f5es da sociedade. Essa estrutura foi fundamental para a ditadura, na medida em que imbricava o desenvolvimento econ\u00f4mico, a estrutura\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o estatal e a formula\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. Segundo Oct\u00e1vio Ianni,<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c[\u2026] economistas, administradores, engenheiros, estat\u00edsticos, educadores, soci\u00f3logos, jornalistas e outros, muitos foram os especialistas civis e militares convocados para operar e \u2018modernizar\u2019 a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento do aparelho estatal. Tratava-se de substituir o \u2018pol\u00edtico\u2019 pelo \u2018t\u00e9cnico\u2019, a \u2018demagogia\u2019 pela \u2018ci\u00eancia\u2019, o \u2018carisma\u2019 pela \u201cefic\u00e1cia\u201d. Ao mesmo tempo que constitu\u00eda o seu intelectual org\u00e2nico, ela [a ditadura] desenvolvia tamb\u00e9m as bases da ideologia desse intelectual\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote4sym\"><sup>4<\/sup><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O desenvolvimento dessa ideologia estava marcado pelo conservadorismo e pelo anticomunismo. O anticomunismo, que impregnou setores da sociedade durante a ditadura, se baseava na mistura de s\u00edmbolos religiosos que se remetiam a dem\u00f4nios e pecados com uma ret\u00f3rica nacionalista e de defesa da propriedade. O conservadorismo difundido pelos ditadores pretendia transformar o Brasil em uma \u201cpot\u00eancia m\u00e9dia\u201d integrada ao bloco econ\u00f4mico e pol\u00edtico liderado pelos Estados Unidos, desenvolvendo o capitalismo de forma integrada ao imperialismo e, ao mesmo tempo, defendendo a \u201cmoral\u201d e os \u201cbons costumes\u201d crist\u00e3os. Sabe-se que<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c[\u2026] o prop\u00f3sito modernizador se concentrava na perspectiva econ\u00f4mica e administrativa, com vistas ao crescimento, \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o da industrializa\u00e7\u00e3o e \u00e0 melhoria da m\u00e1quina estatal. J\u00e1 o projeto autorit\u00e1rio-conservador se pautava em manter os segmentos subalternos exclu\u00eddos, especialmente como atores pol\u00edticos, bem como em combater as ideias e os agentes da esquerda \u2013 por vezes, qualquer tipo de vanguarda \u2013 nos campos da pol\u00edtica e da cultura, defendendo valores tradicionais como p\u00e1tria, fam\u00edlia e religi\u00e3o, incluindo a moral crist\u00e3\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote5sym\"><sup>5<\/sup><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Essa faceta de moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica n\u00e3o parecia se mostrar contradit\u00f3ria com as ideias desenvolvidas por setores que defendiam os valores \u201ctradicionais\u201d. Observa-se que<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c[\u2026] esses setores, geralmente representados por religiosos, intelectuais conservadores e militares, n\u00e3o se contentavam t\u00e3o somente com o expurgo da esquerda revolucion\u00e1ria e da corrup\u00e7\u00e3o. Eles desejavam aproveitar o momento para impor uma agenda conservadora mais ampla, que contemplasse a luta contra comportamentos morais desviantes, a imposi\u00e7\u00e3o de censura e a ado\u00e7\u00e3o de medidas para fortalecer os valores caros \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, sobretudo p\u00e1tria e religi\u00e3o\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote6sym\"><sup>6<\/sup><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><a><\/a> Essa complexa articula\u00e7\u00e3o de ideias exigiu da intelectualidade que apoiava o regime a tentativa de constru\u00e7\u00e3o de justificativas e explica\u00e7\u00f5es. Diante do golpe e da amea\u00e7a ditatorial, esses intelectuais se mostravam identificados com o p\u00e2nico e o medo propagado pelos setores que realizaram ou apoiaram a a\u00e7\u00e3o dos militares em 1964. O soci\u00f3logo aponta para \u201cconex\u00f5es estruturais e din\u00e2micas existentes\u201d, as quais mostram que<\/p>\n<p>\u201c[\u2026] as posi\u00e7\u00f5es e pap\u00e9is intelectuais acham-se ramificadas atrav\u00e9s do <em>status<\/em> privilegiados das classes alta e m\u00e9dia. Em consequ\u00eancia, os intelectuais ficam permanentemente expostos a interesses, a ideologias e a valores que, por sua pr\u00f3pria natureza, s\u00e3o intrinsecamente conservadores, no sentido de que fazem parte do horizonte cultural conservantista dos setores dominantes das classes alta e m\u00e9dia\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote7sym\"><sup>7<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Essa converg\u00eancia entre intelectuais e ideias conservadoras n\u00e3o se manifestou apenas em espa\u00e7os dos pr\u00f3prios militares, como a Escola Superior de Guerra (ESG), mas tamb\u00e9m nas universidades, onde, al\u00e9m da persegui\u00e7\u00e3o a uma parcela de intelectuais, muitos de seus trabalhadores auxiliaram na manuten\u00e7\u00e3o da ditadura, seja por meio do sil\u00eancio, seja pela colabora\u00e7\u00e3o direta com o regime. Nessa rela\u00e7\u00e3o dos intelectuais com a ditadura percebe-se uma coniv\u00eancia moldada por diferentes fatores. Os intelectuais \u201ccareciam de meios de absor\u00e7\u00e3o de suas frustra\u00e7\u00f5es\u201d, sendo \u201csobrecarregados com expectativas de controle e de a\u00e7\u00e3o conflitantes, impostas pela ditadura militar ou pelos grupos radicais e por si pr\u00f3prios\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote8sym\"><sup>8<\/sup><\/a> Para os intelectuais, essa situa\u00e7\u00e3o criava \u201cuma tempestade de fric\u00e7\u00f5es, desilus\u00f5es e desorienta\u00e7\u00e3o moral\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote9sym\"><sup>9<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Um dos acontecimentos mais destacados da ditadura em rela\u00e7\u00e3o aos intelectuais passa por uma lista de demiss\u00f5es decretadas pelo governo ditatorial, por for\u00e7a do AI-5, em abril de 1969. Essa lista inclu\u00eda intelectuais como Bolivar Lamonier, Caio Prado, Em\u00edlia Viotti, Fernando Henrique Cardoso, Florestan Fernandes, Jean Claude Bernadet, Maria Yedda Linhares, Oct\u00e1vio Ianni e dezenas de outros nomes, associados a posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas variadas, entre liberais, comunistas e socialistas. Essa \u201climpeza ideol\u00f3gica\u201d realizada pela ditadura \u201clevou ao bloqueio da livre circula\u00e7\u00e3o de ideias e de textos, e \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de mecanismos para vigiar a comunidade universit\u00e1ria\u201d.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><a><\/a> Muitos dos intelectuais perseguidos pelo regime se exilaram, encontrando novas coloca\u00e7\u00f5es profissionais em importantes universidades em outros pa\u00edses, e, em muitos casos, se engajando em lutas organizadas em \u00e2mbito internacional contra a ditadura no Brasil. Contudo, outra parcela da intelectualidade optou ou pelo sil\u00eancio ou pela colabora\u00e7\u00e3o com o regime repressivo, sendo poss\u00edvel apontar que, \u201cdentro dos muros universit\u00e1rios, alguns docentes conservadores apoiaram a pauta repressiva na \u00edntegra a fim de se livrar de advers\u00e1rios e concorrentes internos\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote11sym\"><sup>11<\/sup><\/a> O governo ditatorial<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c[\u2026] lan\u00e7ou m\u00e3o de estrat\u00e9gias de coopta\u00e7\u00e3o, e v\u00e1rios agentes demonstraram flexibilidade em rela\u00e7\u00e3o a normas e valores dominantes, com tend\u00eancia a tangenciar os preceitos legais e confiar mais na autoridade pessoal, nos la\u00e7os sociais e em arranjos informais. Essas pr\u00e1ticas permitiram ao Estado contar com o talento de profissionais provenientes de campo ideol\u00f3gico advers\u00e1rio, mas tamb\u00e9m propiciaram o amortecimento da repress\u00e3o, com base na mobiliza\u00e7\u00e3o de fidelidades pessoais e compromissos informais\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote12sym\"><sup>12<\/sup><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica impactou no trabalho realizado pelos intelectuais, na medida em que institui\u00e7\u00f5es onde atuavam \u201cforam usadas em proveito dos interesses escusos predominantes, para apoiar tanto os <em>golpes de Estado<\/em> militares, quanto a militariza\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote13sym\"><sup>13<\/sup><\/a> Para muitos intelectuais, a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica foi \u201cconsiderada como um meio honor\u00edfico de se obter bons sal\u00e1rios e prest\u00edgio, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa empenhada no avan\u00e7o do conhecimento original\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote14sym\"><sup>14<\/sup><\/a> Esses intelectuais que mantiveram espa\u00e7os institucionais aprofundaram sua atua\u00e7\u00e3o como t\u00e9cnicos de Estado. Com isso,<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c[\u2026] o fluxo da coopera\u00e7\u00e3o intelectual, leal e entusiasta ou fria e calculada, ultrapassou todas as expectativas (e mesmo as probabilidades existentes de absor\u00e7\u00e3o \u00fatil). Alguns atritos surgiram, destruindo a ilus\u00e3o de que a restaura\u00e7\u00e3o da ordem envolveria r\u00e1pido restabelecimento do controle civil do poder pol\u00edtico, e provocando o retraimento dos intelectuais que fizeram o papel de inocentes \u00fateis ou de aliados perigosos. Mas, a massa dos intelectuais conservadores (liberais e neutros) mostrou uma grande toler\u00e2ncia, proclamando sua f\u00e9 na ordem revolucion\u00e1ria\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote15sym\"><sup>15<\/sup><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os eventuais atritos entre essa intelectualidade e a ditadura podem ter rela\u00e7\u00e3o, entre outros fatores, com a postura dos militares de atuarem, eles pr\u00f3prios, como intelectuais, por meio da atua\u00e7\u00e3o junto a suas pr\u00f3prias escolas de forma\u00e7\u00e3o. Civis fizeram parte dessa rede de forma\u00e7\u00e3o, por meio, entre outras formas, da Associa\u00e7\u00e3o de Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), mostrando uma postura de aproxima\u00e7\u00e3o de gestores p\u00fablicos e intelectuais com os militares.<\/p>\n<p>Embora houvesse esses atritos, na ditadura se abria oportunidades para os intelectuais ditos de \u201cmentalidade aberta\u201d e \u201ctolerantes\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote16sym\"><sup>16<\/sup><\/a> Embora perdessem \u201co sentido de dignidade, inerente \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do intelectual na sociedade\u201d, ganhavam \u201cpoder vivo\u201d, enquanto \u201clacaios do poder pol\u00edtico-militar institucionalizado\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote17sym\"><sup>17<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Entre esses intelectuais \u00e9 poss\u00edvel identificar dois setores, um dos quais eram os que se diziam \u201crevolucion\u00e1rios\u201d, ou seja, aqueles \u201cidentificados com os golpes de Estado e com a militariza\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote18sym\"><sup>18<\/sup><\/a> O outro grupo eram os t\u00e9cnicos e cientistas \u201cenvolvidos na tecnocratiza\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico-militar\u201d, que se viam como uma \u201celite cultural\u201d que estaria \u201cemergindo com e atrav\u00e9s do regime autorit\u00e1rio militar\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote19sym\"><sup>19<\/sup><\/a> Este segundo grupo procurava construir \u201cmais do que as estruturas pol\u00edticas da ditadura militar\u201d, mas sim \u201co tipo de economia, de sociedade e de Estado\u201d dentro dos quais pudessem se constituir, \u201csob o capitalismo industrial dependente, uma poderosa elite cultural\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote20sym\"><sup>20<\/sup><\/a><\/p>\n<p><a><\/a> A rela\u00e7\u00e3o com o regime ditatorial por parte desses dois grupos de intelectuais aponta para a postura de \u201cades\u00e3o\u201d e de \u201cacomoda\u00e7\u00e3o\u201d. Esses termos mostram um quadro em que \u201cmuitos agentes n\u00e3o resistiram nem aderiram, mas buscaram formas de acomoda\u00e7\u00e3o e conviv\u00eancia com o sistema autorit\u00e1rio\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote21sym\"><sup>21<\/sup><\/a> Esses intelectuais estavam permanentemente expostos a interesses, a ideologias e a valores que, por sua pr\u00f3pria natureza, eram intrinsecamente conservadores, compartilhando do horizonte cultural das classes dominantes. Naquele contexto,<\/p>\n<p>\u201c[\u2026] o desejo modernizador implicava desenvolvimento econ\u00f4mico e tecnol\u00f3gico, al\u00e9m de expans\u00e3o industrial e mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, o que levava ao crescimento da urbaniza\u00e7\u00e3o e do operariado fabril, gerando potenciais tens\u00f5es e instabilidade nas rela\u00e7\u00f5es sociais e de trabalho. J\u00e1 o impulso conservador estava ligado \u00e0 vontade de preservar a ordem social e os valores tradicionais, e por isso combater as utopias revolucion\u00e1rias e todas as formas de subvers\u00e3o e \u201cdesvio\u201d, incluindo questionamentos \u00e0 moral e aos comportamentos convencionais\u201d.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote22sym\"><sup>22<\/sup><\/a><\/p>\n<p><a><\/a> O engajamento desses intelectuais tinha como limites a preserva\u00e7\u00e3o do <em>status quo<\/em>, com vistas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade pol\u00edtica e social. O processo de integra\u00e7\u00e3o dessa intelectualidade se explica, por um lado, pelas condi\u00e7\u00f5es materiais, na medida em que se observa a integra\u00e7\u00e3o de quadros t\u00e9cnicos \u00e0 burocracia estatal, e, por outro, por fatores pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos. Esses elementos fizeram com que uma parcela da intelectualidade constitu\u00edsse afinidades com o regime ditatorial.<\/p>\n<p>Essa intelectualidade cumpriu papel central na sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica do regime e na defesa dos interesses econ\u00f4micos defendidos pelos ditadores. No presente, como parte dos embates pela mem\u00f3ria e pela hist\u00f3ria, o legado deixado por esses intelectuais conservadores \u00e9 utilizado para justificar tanto a moderniza\u00e7\u00e3o baseada no aprofundamento da explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores como as a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas que levaram \u00e0 opress\u00e3o e a \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o dos trabalhadores no per\u00edodo.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote1anc\">1<\/a> FERNANDES, Florestan. Universidade brasileira: reforma ou revolu\u00e7\u00e3o? S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2020, p. 51.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote2anc\">2<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 172.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote3anc\">3<\/a> DREIFUSS, Ren\u00e9 Armand. 1964: a conquista do estado. 5\u00aa ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 1987, p. 73.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote4anc\">4<\/a> IANNI, Oct\u00e1vio. A ditadura do grande capital. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2019, p. 63.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote5anc\">5<\/a> MOTTA, Rodrigo Patto S\u00e1. As universidades e o regime militar: cultura pol\u00edtica brasileira e moderniza\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2014, p. 15.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote6anc\">6<\/a> MOTTA, Rodrigo Patto S\u00e1. As universidades e o regime militar: cultura pol\u00edtica brasileira e moderniza\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2014, p. 16.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote7anc\">7<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 174.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote8anc\">8<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 189.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote9anc\">9<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 189.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote10anc\">10<\/a> MOTTA, Rodrigo Patto S\u00e1. As universidades e o regime militar: cultura pol\u00edtica brasileira e moderniza\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2014, p. 8.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote11anc\">11<\/a> MOTTA, Rodrigo Patto S\u00e1. As universidades e o regime militar: cultura pol\u00edtica brasileira e moderniza\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2014, p. 394.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote12anc\">12<\/a> MOTTA, Rodrigo Patto S\u00e1. As universidades e o regime militar: cultura pol\u00edtica brasileira e moderniza\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2014, p. 17.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote13anc\">13<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 177.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote14anc\">14<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 177.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote15anc\">15<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 179.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote16anc\">16<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 180.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote17anc\">17<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 180.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote18anc\">18<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 180.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote19anc\">19<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 180.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote20anc\">20<\/a> FERNANDES, Florestan. Circuito fechado: quatro ensaios sobre o poder institucional. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010, p. 181.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote21anc\">21<\/a> MOTTA, Rodrigo Patto S\u00e1. As universidades e o regime militar: cultura pol\u00edtica brasileira e moderniza\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2014, p. 301.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/os-intelectuais-e-a-ditadura-no-brasil\/#sdfootnote22anc\">22<\/a> MOTTA, Rodrigo Patto S\u00e1. As universidades e o regime militar: cultura pol\u00edtica brasileira e moderniza\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2014, p. 289.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Em texto publicado na d\u00e9cada de 1970, discutindo a quest\u00e3o dos intelectuais na ditadura, Florestan Fernandes procurava chamar a aten\u00e7\u00e3o para a situa\u00e7\u00e3o concreta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":33753,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[8354,8355,8356,8357,8358,4687,5488,8359,8360],"tags":[],"class_list":["post-33752","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ai-5","category-associacao-de-diplomados-da-escola-superior-de-guerra","category-ditadura-militasr","category-escola-superior-de-guerra","category-florestan-fernandes","category-golpe-militar","category-historia-e-memoria","category-perseguicao-a-intelectuais","category-valores-tradicionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33752"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33752\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}