{"id":34182,"date":"2025-06-18T19:35:36","date_gmt":"2025-06-18T22:35:36","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/"},"modified":"2025-06-18T19:35:36","modified_gmt":"2025-06-18T22:35:36","slug":"o-humanismo-politico-de-hannah-arendt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/","title":{"rendered":"O humanismo pol\u00edtico de Hannah Arendt"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"356\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Screenshot-2025-06-18-at-19-34-54-hannah-arendt_1_122439webp-imagem-WEBP-790-356-pixels.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Screenshot-2025-06-18-at-19-34-54-hannah-arendt_1_122439webp-imagem-WEBP-790-356-pixels.png 790w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Screenshot-2025-06-18-at-19-34-54-hannah-arendt_1_122439.webp-imagem-WEBP-790-\u00d7-356-pixels-300x135.png 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Screenshot-2025-06-18-at-19-34-54-hannah-arendt_1_122439.webp-imagem-WEBP-790-\u00d7-356-pixels-768x346.png 768w\" sizes=\"(max-width: 790px) 100vw, 790px\"><figcaption>Foto: THE ETHICS CE<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em um ensaio dedicado ao fil\u00f3sofo, professor e amigo Karl Jaspers, Hannah Arendt escreveu em 1957 que a humanidade havia deixado de ser um conceito ou um ideal e se tornado uma realidade urgente, e que isso s\u00f3 foi poss\u00edvel n\u00e3o pelos sonhos de humanistas ou pelo racioc\u00ednio de fil\u00f3sofos, nem mesmo por eventos pol\u00edticos recentes, mas quase exclusivamente pelo desenvolvimento t\u00e9cnico do mundo ocidental. A verdade do diagn\u00f3stico de Arendt s\u00f3 aumentou desde o dia em que foi formulado at\u00e9 hoje. Arendt apontou naquele texto que cada pa\u00eds havia se tornado o vizinho quase imediato de todos os outros e que cada homem j\u00e1 podia sentir o impacto dos eventos que ocorriam do outro lado do planeta, mas que esse presente factual comum n\u00e3o se baseava em um passado compartilhado e n\u00e3o garantia de forma alguma um futuro igual para todos. A tecnologia, que em teoria proporcionou unidade ao mundo, alertou a pensadora, pode destru\u00ed-lo praticamente com a mesma facilidade, uma vez que os meios de comunica\u00e7\u00e3o do mundo moderno foram projetados em conjunto com os meios da poss\u00edvel destrui\u00e7\u00e3o global.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Portanto, segundo Arendt, a ideia de um governo mundial, qualquer que fosse a forma que adotasse, com um poder centralizado, monopolizador do controle de todos os meios violentos de ataque e defesa, e totalmente independente de qualquer outro poder soberano, seria n\u00e3o s\u00f3 um pesadelo, mas o final da vida pol\u00edtica conhecida at\u00e9 agora. Para a autora, \u00e0 luz do seu presente hist\u00f3rico, que de modo geral continua sendo o nosso, o idealismo da tradi\u00e7\u00e3o iluminista e seu conceito abstrato de humanidade, \u201cna medida em que nos trouxeram a um presente global sem um passado comum, amea\u00e7am tornar irrelevantes todas as tradi\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias particulares do passado\u201d.<\/p>\n<p>Com o tempo, esse hipot\u00e9tico governo mundial, sobre o qual escrevia Arendt na d\u00e9cada de 1950, pode ser identificado, <em>mutatis mutandis<\/em>, com a globaliza\u00e7\u00e3o financeira, econ\u00f4mica e midi\u00e1tica, neste segundo dec\u00eanio do s\u00e9culo XXI. N\u00e3o \u00e9 este o lugar para entrar em detalhe sobre o particular, tampouco se trata do mesmo fen\u00f4meno, mas o m\u00ednimo que se deve dizer a esse respeito \u00e9 que Arendt, j\u00e1 na segunda parte de <em>Origens do totalitarismo<\/em>, ao refletir sobre o imperialismo, come\u00e7ou a nos legar alguns ind\u00edcios daquilo que poderia ser sua cr\u00edtica \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o. O perigo inerente a essa nova realidade, que j\u00e1 emergia em meados do s\u00e9culo passado, parecia ser que a unifica\u00e7\u00e3o do mundo, baseada na economia, na m\u00eddia e na viol\u00eancia, destruiria todas as tradi\u00e7\u00f5es nacionais e enterraria as origens da exist\u00eancia humana, o que faria do humano um ser insignificante e desconhecido. Nesse sentido, a globaliza\u00e7\u00e3o, ou mundializa\u00e7\u00e3o, seria justamente o oposto do conceito de mundo defendido por Arendt, pois este s\u00f3 existe quando h\u00e1 um interm\u00e9dio, um espa\u00e7o-entre. J\u00e1 a globaliza\u00e7\u00e3o \u2013 o estabelecimento de um governo mundial, hoje nas m\u00e3os dos grandes conglomerados econ\u00f4micos \u2013 representa o processo de equaliza\u00e7\u00e3o e contra\u00e7\u00e3o por meio do qual o mundo, em sua diversidade, \u00e9 desfigurado e convertido em um compacto homog\u00eaneo que leva ao fim da pluralidade, que, para Arendt, era nem mais nem menos que a lei da Terra.<\/p>\n<div>\n<div><a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\" aria-label=\"MAT\u00c9RIA-5\"><img decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/MATERIA-5-7.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/MATERIA-5-7.png 681w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/MATERIA-5-300x75.png 300w\" sizes=\"(max-width: 681px) 100vw, 681px\" width=\"681\" height=\"171\"><\/a><\/div>\n<\/div>\n<p>Mas ningu\u00e9m deve se levar a engano. Em <em>Origens do totalitarismo<\/em>, seu livro seminal de 1951, Hannah Arendt escreveu que \u201co nacionalismo e o seu conceito de \u2018miss\u00e3o nacional\u2019 perverteram, [\u2026], o conceito nacional de humanidade como fam\u00edlia de na\u00e7\u00f5es, transformando-a numa estrutura hier\u00e1rquica onde as diferen\u00e7as de hist\u00f3ria e de organiza\u00e7\u00e3o eram tidas como diferen\u00e7as entre homens, resultantes de origem natural. O racismo, que negava a origem comum do homem e repudiava o objetivo comum de estabelecer a humanidade, introduziu o conceito da origem divina de um povo em contraste com todos os outros, encobrindo assim com uma nuvem pseudom\u00edstica de eternidade e finalidade o que era resultado tempor\u00e1rio e mut\u00e1vel do engenho humano\u201d<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a>. Embora fosse honesta o suficiente para expressar seu ceticismo, Arendt \u2013 que meditou por anos e tentou propor solu\u00e7\u00f5es para o problema que o Estado de Israel representava n\u00e3o apenas para as comunidades palestinas, mas tamb\u00e9m para as judaicas \u2013 advogou geopoliticamente pela supera\u00e7\u00e3o do Estado-na\u00e7\u00e3o em favor do que chamou de \u201cconselhos de Estado\u201d, ou seja, uma estrutura de conselhos populares na qual qualquer pessoa que deseje tenha a oportunidade de participar, \u201ccompletamente estranha ao princ\u00edpio da soberania\u201d, muito conveniente segundo a autora \u201cpara federa\u00e7\u00f5es dos mais variados tipos, especialmente porque nela o poder se constituiria horizontalmente e n\u00e3o verticalmente\u201d. Arendt defendeu a democracia participativa e o federalismo dessa forma, embora seja verdade que, como Judith Butler j\u00e1 apontou, ela nunca se preocupou em resolver os problemas que esse sistema deixa em aberto, como a origem da garantia dos direitos dos cidad\u00e3os ou a forma que as rela\u00e7\u00f5es internacionais deveriam assumir sem algum tipo de recurso \u00e0 pr\u00f3pria soberania.<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/#sdfootnote3sym\"><sup>3<\/sup><\/a> H\u00e1, portanto, uma esp\u00e9cie de utopia m\u00ednima arendtiana que vale a pena aprofundar.<\/p>\n<h3><strong>A utopia m\u00ednima arendtiana<\/strong><\/h3>\n<p>De acordo com Arendt, a humanidade n\u00e3o \u00e9 um ponto de partida, um dado da natureza, nem um ponto de chegada, um ideal ou uma meta a ser alcan\u00e7ada. A humanidade est\u00e1 sempre aberta, est\u00e1 sujeita a um processo intermin\u00e1vel de constru\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua, de modo que n\u00e3o h\u00e1 lugar no pensamento arendtiano para um conceito tradicional, metaf\u00edsico e definidor de humanidade, que ela concebeu como algo t\u00e3o abstrato e vazio quanto qualquer no\u00e7\u00e3o essencialista de homem. No entanto, acredito plaus\u00edvel defender que o pensamento pol\u00edtico de Hannah Arendt \u00e9 e representa deliberadamente um humanismo, certamente n\u00e3o um humanismo de tipo filos\u00f3fico, mas pol\u00edtico. Sem d\u00favida, ouvimos seu pr\u00f3prio eco quando, escrevendo sobre Karl Jaspers, afirmou que \u201ca unidade e a solidariedade entre a humanidade n\u00e3o podem consistir num acordo universal sobre uma \u00fanica religi\u00e3o, ou uma \u00fanica filosofia, ou uma \u00fanica forma de governo, mas na f\u00e9 de que o m\u00faltiplo aponta para um Uno, simultaneamente oculto e revelado pela diversidade\u201d.<\/p>\n<p>O mundo, sustentava Arendt, n\u00e3o \u00e9 humano porque \u00e9 feito por seres humanos, nem se torna humano simplesmente porque a voz dos homens se faz ouvir nele. S\u00f3 o \u00e9 quando se torna objeto de discurso. Humanizamos o que acontece no mundo e o que acontece conosco apenas quando falamos sobre isso, e no decorrer dessa conversa aprendemos a ser humanos.<\/p>\n<p>Para designar o \u201camor dos homens\u201d, os gregos usavam a palavra <em>philanthropia<\/em>, ou seja, a amizade pol\u00edtica da qual Arist\u00f3teles trata na sua <em>\u00c9tica a Nic\u00f4maco<\/em> (VIII) e Arendt recupera em livros \u2013 <em>Sobre a revolu\u00e7\u00e3o<\/em> \u2013 ou em interven\u00e7\u00f5es mais breves, como \u201cSobre a humanidade em tempos sombrios: reflex\u00f5es sobre Lessing\u201d, discurso escrito por ocasi\u00e3o da aceita\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Lessing da Cidade Livre de Hamburgo, em 1959, que me parece constituir uma das melhores portas de entrada ao pensamento arendtiano como um todo, um dos seus textos mais brilhantes e fecundos sob v\u00e1rios pontos de vista, inserto na colet\u00e2nea de ensaios <em>Homens em tempos sombrios<\/em>, publicado originalmente em 1968.<\/p>\n<p>No tr\u00e2nsito para o mundo romano, conta Arendt, a filantropia sofreu altera\u00e7\u00f5es e transformou-se na <em>humanitas<\/em>, que consistia, fundamentalmente, no fato de pessoas de origens muito diversas e descend\u00eancia \u00e9tnica diferente poderem chegar \u00e0 cidadania e discutir sobre o mundo e a vida com os outros cidad\u00e3os romanos. \u201cE essa base pol\u00edtica \u2013 assegura Arendt \u2013 diferencia a <em>humanitas<\/em> romana daquilo que os modernos chamam de humanidade, pelo que comumente entendem um simples efeito de educa\u00e7\u00e3o\u201d. Assim, a <em>humanitas<\/em> romana conserva, e amplia, a experi\u00eancia grega da <em>philanthropia<\/em>, sendo o tra\u00e7o comum entre ambas essa amizade em sentido p\u00fablico, que desde ent\u00e3o chamamos de amizade pol\u00edtica, e que, infelizmente, da Era Moderna (s. XVII) aos nossos dias pareceria que s\u00f3 sobreviveu como um anacronismo.<\/p>\n<p>Para os gregos, somente a troca constante de conversas unia os cidad\u00e3os \u00e0 sua p\u00f3lis. \u201cNo discurso, a import\u00e2ncia pol\u00edtica da amizade e a qualidade humana inerente a ela se tornavam evidentes\u201d, aclarou Arendt. Dos elementos de express\u00e3o e de compreens\u00e3o que a linguagem transmite brota a raiz da forma\u00e7\u00e3o do humano como abertura para o outro. O que humaniza n\u00e3o \u00e9 a pura possibilidade da palavra, nem a palavra em si, mas a palavra livre, trocada e aceita. Como no poema de Emily Dickinson, o mundo, segundo Arendt, s\u00f3 existe quando \u00e9 falado, assim como para a poetisa, a palavra s\u00f3 vive quando \u00e9 dita.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Notas<\/strong>:<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/#sdfootnote1anc\">1<\/a> \u201cKarl Jaspers: cidad\u00e3o do mundo?\u201d, inserido na colet\u00e2nea <em>Homens em tempos sombrios<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2008.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/#sdfootnote2anc\">2<\/a> <em>Origens do totalitarismo<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/#sdfootnote3anc\">3<\/a> Neste sentido, \u00e9 interessante ler o di\u00e1logo entre Judith Butler e Gayatri Chakravorty Spivak em <em>Quem canta o Estado-na\u00e7\u00e3o?:l\u00edngua, pol\u00edtica, pertencimento<\/em>, publicado pela Editora Universidade de Bras\u00edlia em 2018.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. Fa\u00e7a parte do nosso grupo de apoiadores e ajude a manter nossa voz livre e plural: <a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\"><strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/a><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/o-humanismo-politico-de-hannah-arendt\/\">O humanismo pol\u00edtico de Hannah Arendt<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-fome-em-gaza-e-primo-levi\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Captura-de-Tela-2025-05-24-as-115355-2048x1144-1-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">A fome em Gaza e\u00a0Primo Levi\u00a0<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/verao-comeca-neste-domingo-21-veja-como-aproveitar-a-estacao-no-estado-de-sao-paulo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ver\u00e3o come\u00e7a neste domingo (21); veja como aprovei...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/manobra-de-andre-mendonca-fracassa-e-sigilo-do-master-comeca-a-cair\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Design-sem-nome-44-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Manobra de Andr\u00e9 Mendon\u00e7a fracassa e sigilo do Mas...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/na-festa-de-aniversario-do-avante-quem-cantou-os-parabens-foi-um-brasileiro\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Ney-Matogrosso-na-festa-do-avante-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Na festa de anivers\u00e1rio do Avante!, quem cantou os...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: THE ETHICS CE Boletim Outras Palavras Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site Assinar Loading&#8230; Assinar Loading&#8230; Agradecemos! 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