{"id":34379,"date":"2025-06-20T16:33:54","date_gmt":"2025-06-20T19:33:54","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/cicatrizes-de-deslizamentos-e-rios-mais-rasos-aumentam-a-vulnerabilidade-do-rs-as-chuvas\/"},"modified":"2025-06-20T16:33:54","modified_gmt":"2025-06-20T19:33:54","slug":"cicatrizes-de-deslizamentos-e-rios-mais-rasos-aumentam-a-vulnerabilidade-do-rs-as-chuvas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/cicatrizes-de-deslizamentos-e-rios-mais-rasos-aumentam-a-vulnerabilidade-do-rs-as-chuvas\/","title":{"rendered":"Cicatrizes de deslizamentos e rios mais rasos aumentam a vulnerabilidade do RS \u00e0s chuvas"},"content":{"rendered":"<section>\n<div>\n<p><strong>Carlos Fioravanti, da Revista Pesquisa FAPESP<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio de maio, reportagens em jornais, sites e televis\u00e3o retrataram a recupera\u00e7\u00e3o das grandes cidades do Rio Grande do Sul atingidas pela colossal enchente de um ano atr\u00e1s, mas pouca aten\u00e7\u00e3o se deu \u00e0s consequ\u00eancias das altera\u00e7\u00f5es da paisagem nas \u00e1reas rurais e em munic\u00edpios pouco populosos. Fendas abertas nos morros pelos deslizamentos de terra e rios mais rasos, por causa do ac\u00famulo de solo e sedimentos levadas pelas chuvas, deixam o estado do extremo sul do Brasil ainda mais suscet\u00edvel \u00e0 eros\u00e3o e \u00e0s inunda\u00e7\u00f5es decorrentes das chuvas, mesmo que n\u00e3o sejam t\u00e3o intensas quanto as de 2024.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o j\u00e1 \u00e9 naturalmente vulner\u00e1vel ao clima, por causa da posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, do relevo e do solo raso (<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/chuvas-extremas-falhas-de-prevencao-e-geografia-local-causaram-desastre-no-sul\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ver Pesquisa FAPESP no 340<\/a>). Nos \u00faltimos dias deste final de junho, voltou a chover intensamente e cerca de 90 cidades registraram estragos causados pelas inunda\u00e7\u00f5es, que fizeram mais de 4,5 mil\u00a0pessoas\u00a0deixarem suas casas e procurar abrigos tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p>A grande inunda\u00e7\u00e3o de abril e maio do ano passado atingiu 478 dos 497 munic\u00edpios ga\u00fachos, cobriu 15 mil quil\u00f4metros quadrados (km2) submersos e prejudicou diretamente 2,4 milh\u00f5es de pessoas. O epis\u00f3dio \u201cevidenciou as vulnerabilidades existentes no planejamento urbano, na gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos e na comunica\u00e7\u00e3o de riscos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, assinalou o livro As enchentes no Rio Grande do Sul, coordenado pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA), lan\u00e7ado no final de abril.<\/p>\n<p>Um ano depois, ainda h\u00e1 motivos para preocupa\u00e7\u00e3o. \u201cAs \u00e1reas que sofreram deslizamentos permanecem vulner\u00e1veis \u00e0 chuva e \u00e0 eros\u00e3o at\u00e9 que a vegeta\u00e7\u00e3o volte a cobri-las\u201d, explica o ge\u00f3grafo Harideva Egas, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). \u201cOutras chuvas intensas podem provocar novos deslizamentos nas \u00e1reas j\u00e1 impactadas.\u201d<\/p>\n<p>Com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), Egas e o tamb\u00e9m ge\u00f3grafo Rodrigo Stabile\u00a0coordenaram um mapeamento com imagens de sat\u00e9lite de alta resolu\u00e7\u00e3o (3 metros) que identificou 15.087 deslizamentos de terra entre 30 de abril e 6 de maio de 2024. Desencadeados pelas chuvas intensas, deixaram marcas no terreno \u2014 as cicatrizes de deslizamento \u2014, concentradas em \u00e1reas de encosta da por\u00e7\u00e3o centro-nordeste do Rio Grande do Sul, na bacia hidrogr\u00e1fica do Gua\u00edba, de acordo com um estudo publicado em novembro na revista cient\u00edfica Landslides.<\/p>\n<p>Os deslizamentos espraiaram-se em uma \u00e1rea de 63 mil km2, em 130 munic\u00edpios, e gerara cicatrizes de at\u00e9 2 km de comprimento. A \u00e1rea diretamente afetada pelas rupturas, transporte e deposi\u00e7\u00e3o de material foi menor, de 92 km2. O levantamento indicou que os fluxos de detritos contribu\u00edram diretamente para a morte de pelo menos 67 pessoas.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1gua que descia dos morros arrastou terra e troncos de \u00e1rvores, cobriu c\u00f3rregos e formou barreiras naturais que represaram temporariamente o fluxo\u201d, conta Egas. \u201cAo se romperem, as barreiras liberaram ondas de lama e detritos que provocaram enxurradas violentas que, em alguns pontos, chegaram a 4 m de altura, deixando cidades como Roca Sales, no Vale do Taquari, a 142 km de Porto Alegre, cobertas de lama.\u201d Ele percorreu a regi\u00e3o pela primeira vez em setembro de 2024 para verificar, em campo, as conclus\u00f5es sobre os deslizamentos obtidas por meio de imagens de sat\u00e9lite.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025.webp\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025-1024x539.webp 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025-300x158.webp 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025-768x404.webp 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025-100x53.webp 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025-500x263.webp 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025-720x379.webp 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025-800x421.webp 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025-1080x568.webp 1080w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/grafico-enchentes-2025.webp 1140w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p>\u201cOs moradores das \u00e1reas rurais se preocupavam mais com as inunda\u00e7\u00f5es, porque os deslizamentos n\u00e3o eram frequentes\u201d, comenta Stabile, que participou da expedi\u00e7\u00e3o. \u201cEles diziam que nunca tinha acontecido nada parecido, mas, como vimos, as propriedades estavam sobre pacotes de sedimentos que devem ter se acumulado por deslizamentos antigos ao longo de milhares de anos.\u201d<\/p>\n<p>Egas voltou \u00e0 regi\u00e3o de Bento Gon\u00e7alves em mar\u00e7o deste ano e verificou que a vegeta\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia come\u00e7ado a recobrir algumas cicatrizes deixadas pelos deslizamentos. Outras, por\u00e9m, ainda exp\u00f5em as manchas de terra vermelha abertas pela \u00e1gua das fortes chuvas em meio \u00e0 mata dos morros.<\/p>\n<p>\u201cO movimento de terra continua em Bento Gon\u00e7alves, Gramado e Lageado, por exemplo\u201d, observa o engenheiro florestal Masato Kobiyama, coordenador do Grupo de Pesquisa em Desastres Naturais do Instituto de Pesquisas Hidr\u00e1ulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (GPDEN-IPH-UFRGS). \u201cAinda existe muita \u00e1gua no solo, que penetrou nas fissuras das rochas do subsolo e n\u00e3o evaporou completamente.\u201d<\/p>\n<p>Kobiyama tem percorrido a regi\u00e3o atingida pelas chuvas, acompanhou Egas e outros pesquisadores em mar\u00e7o e, com colegas da UFRGS, fez uma s\u00edntese da trag\u00e9dia de 2024 em um artigo publicado em mar\u00e7o na Revista Brasileira de Recursos H\u00eddricos. \u201cA meu ver, h\u00e1 muito mais de 15 mil deslizamentos, talvez o dobro, porque o sat\u00e9lite n\u00e3o identifica os menores, de 1 a 2 m, que vejo com frequ\u00eancia nas encostas\u201d, observa. \u201cOs agricultores ainda est\u00e3o tirando barro de suas casas e usando tratores particulares para desbloquear estradas.\u201d<\/p>\n<p>Pelo menos 35% do volume de sedimentos movimentados pelos deslizamentos atingiu os rios, principalmente os pr\u00f3ximos \u00e0s nascentes e c\u00e2nions da regi\u00e3o serrana, conforme c\u00e1lculos do ge\u00f3grafo Jo\u00e3o Paulo Ara\u00fajo, que participou do levantamento do Cemaden. Stabile estima que esse volume corresponde a pelo menos 10 milh\u00f5es de toneladas (t) de sedimentos, o suficiente para encher quase sete est\u00e1dios do Maracan\u00e3, no Rio de Janeiro, o maior do Brasil.<\/p>\n<p>O engenheiro ambiental Hugo Fagundes, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com base em um modelo matem\u00e1tico que representa o fluxo de \u00e1gua em bacias hidrogr\u00e1ficas de grande escala, estimou que apenas o rio Gua\u00edba, que corta a Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre, deve ter recebido cerca 5 milh\u00f5es de toneladas de sedimentos entre 27 de abril e 17 de junho de 2024. \u201cUma parte desse volume de sedimentos, que n\u00e3o conseguimos quantificar, ficou nos rios, e outra os rios levaram, em dire\u00e7\u00e3o ao mar.\u201d<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-267974\"><img decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025-1024x503.jpg 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025-300x147.jpg 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025-768x377.jpg 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025-100x49.jpg 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025-500x246.jpg 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025-720x354.jpg 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025-800x393.jpg 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025-1080x531.jpg 1080w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/enchentes-rio-forqueta-RS-2025.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Margens do rio Forqueta, afluente do Taquari, em novembro de 2022 (\u00e0 esq.) e em agosto de 2024. Fotos: Cleberton Bianchini \/ Elisete Freitas<\/figcaption><\/figure>\n<p>Enquanto os sedimentos mais leves s\u00e3o transportados pela \u00e1gua, os mais pesados ficam no leito e deixam o rio mais raso e com menor capacidade de permitir o fluxo da \u00e1gua. Esse fen\u00f4meno aumenta a \u00e1rea de ilhas fluviais, onde os sedimentos se acumulam, dificulta a navega\u00e7\u00e3o e imp\u00f5e a necessidade de retirada dos sedimentos do rio com dragas.<\/p>\n<p>\u201cOs rios est\u00e3o entupidos de lodo, de materiais org\u00e2nicos, m\u00f3veis e galhos\u201d, comentou o prefeito de Sapucaia do Sul (RS), Volmir Rodrigues, em um debate realizado na C\u00e2mara dos Deputados em julho de 2024 em Bras\u00edlia. \u201cOs munic\u00edpios n\u00e3o t\u00eam recursos financeiros para fazer a dragagem.\u201d<\/p>\n<p>Em dezembro de 2024, o governo ga\u00facho anunciou investimentos da ordem de R$ 730 milh\u00f5es para a dragagem de hidrovias ga\u00fachas, como parte do programa de recupera\u00e7\u00e3o ambiental das \u00e1reas atingidas pelas inunda\u00e7\u00f5es. \u201cAs dragas j\u00e1 removeram milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de sedimentos nos canais da hidrovia entre os portos de Porto Alegre e Rio Grande\u201d, informou a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) do Rio Grande do Sul, por meio da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 incerto, por\u00e9m, se essas e outras medidas, como a constru\u00e7\u00e3o de diques, ser\u00e3o suficientes para resistir \u00e0s chuvas intensas, que devem ser cinco vezes mais frequentes nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas na regi\u00e3o Sul, de acordo com um artigo publicado na Geophysical Research Letters em fevereiro. \u201cSe n\u00e3o for bem-feita\u201d, alerta Kobiyama, \u201ca dragagem resolve pontualmente, apenas onde \u00e9 feita, e pode criar um canal no fundo do leito que far\u00e1 a \u00e1gua correr mais r\u00e1pido e aumentar a inunda\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 foz.\u201d<\/p>\n<p>A Sema comunicou tamb\u00e9m que liberou em junho o in\u00edcio do levantamento batim\u00e9trico \u2013 da profundidade \u2013 em 2.587 km dos rios das bacias do Taquari, Antas, Jacu\u00ed, Gravata\u00ed, Sinos, Ca\u00ed e Gua\u00edba: \u201cEsses estudos s\u00e3o importantes para servir como base da atualiza\u00e7\u00e3o da modelagem hidrodin\u00e2mica dos corpos h\u00eddricos sujeitos a inunda\u00e7\u00f5es, melhorando assim a capacidade de planejamento do uso do solo, bem como a capacidade de emiss\u00e3o de alertas e de resposta a eventos cr\u00edticos de ordem hidrol\u00f3gica\u201d. Os dados de batimetria dever\u00e3o ajudar a avaliar o grau de assoreamento dos rios.<\/p>\n<p>O livro <em>As enchentes no Rio Grande do Sul<\/em> enfatiza a conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes para dificultar a constru\u00e7\u00e3o de moradias em \u00e1reas de risco e barrar o avan\u00e7o das \u00e1guas. \u201cEm locais sem cobertura vegetal os processos erosivos tendem a se agravar\u201d, refor\u00e7a Fagundes.\u00a0No entanto, em um movimento inverso, a \u00e1rea agr\u00edcola cresceu 35% de 1985 a 2022, aumentando a vulnerabilidade a eventos clim\u00e1ticos severos, de acordo com um artigo publicado em abril na revista Environmental Research Letters.<\/p>\n<p>Segundo a Sema, o Rio Grande do Sul tem registrado uma redu\u00e7\u00e3o na perda da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, e um relat\u00f3rio de maio do Map Biomas registrou uma queda de 42% no desmatamento em 2023 e 2024 no Pampa, o ambiente natural t\u00edpico do estado. Os projetos de restaura\u00e7\u00e3o florestal em andamento incluem a recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o de 10 mil hectares de Mata Atl\u00e2ntica e Pampa e lan\u00e7amento de 5 milh\u00f5es de sementes de esp\u00e9cies nativas em \u00e1reas do vale do Taquari alteradas pelos deslizamentos de terra.<\/p>\n<p>\u201cAs margens e as matas \u00e0s margens dos rios n\u00e3o deveriam ser ocupadas, por causa do perigo que oferecem \u00e0s pessoas em caso de enxurradas\u201d, acentua Kobiyama. Em 4 e 5 de junho, a convite de um vereador, ele fez palestras para agricultores, professores, estudantes e outros moradores de Rolante, munic\u00edpio a 90 km de Porto Alegre \u00e0 beira de um rio que j\u00e1 causou cheias violentas. \u201cTodos precisamos aprender a observar os movimentos dos rios e do solo, em caso de chuvas fortes, para nos preparar para outro ataque do clima\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Em Rolante, Kobiyama prop\u00f4s a forma\u00e7\u00e3o de n\u00facleos comunit\u00e1rios, formados por volunt\u00e1rios, para, em caso de chuvas fortes, organizar os alertas e a movimenta\u00e7\u00e3o dos moradores para abrigos em locais seguros e j\u00e1 abastecidos com alimentos. \u201cEm uma cidade aqui do Rio Grande do Sul\u201d, ele conta, \u201cas pessoas se abrigaram em uma igreja no p\u00e9 de uma encosta, mas tiveram de mudar rapidamente quando viram que a igreja poderia ser atingida por deslizamentos de terra.\u201d<\/p>\n<p><em>Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licen\u00e7a Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/cicatrizes-de-deslizamentos-e-rios-mais-rasos-aumentam-a-vulnerabilidade-do-rs-as-chuvas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/geral\/2025\/06\/cicatrizes-de-deslizamentos-e-rios-mais-rasos-aumentam-a-vulnerabilidade-do-rs-as-chuvas\/\">Cicatrizes de deslizamentos e rios mais rasos aumentam a vulnerabilidade do RS \u00e0s chuvas<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/\">Sul 21<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/politica\/2025\/11\/stf-conclui-julgamento-que-torna-eduardo-bolsonaro-reu\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1669640&amp;o=node') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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