{"id":35828,"date":"2025-06-30T19:10:39","date_gmt":"2025-06-30T22:10:39","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/daiane-vive-etnofeminicidio-justica-e-mobilizacao-indigena\/"},"modified":"2025-06-30T19:10:39","modified_gmt":"2025-06-30T22:10:39","slug":"daiane-vive-etnofeminicidio-justica-e-mobilizacao-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/daiane-vive-etnofeminicidio-justica-e-mobilizacao-indigena\/","title":{"rendered":"\u2018Daiane vive\u2019: etnofeminic\u00eddio, justi\u00e7a e mobiliza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p>O <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/14\/apos-mais-de-tres-anos-o-grito-de-daiane-foi-finalmente-ouvido\/\">julgamento<\/a> do assassinato da jovem ind\u00edgena kaingang Daiane Gria Sal\u00e9s entrou para a hist\u00f3ria como o primeiro etnofeminic\u00eddio reconhecido pelo sistema de justi\u00e7a brasileiro. Quatro anos ap\u00f3s o crime, o caso foi relembrado durante o semin\u00e1rio \u201cFeminic\u00eddio: entre a misoginia e o negacionismo\u201d, realizado no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), como um marco pol\u00edtico e simb\u00f3lico na luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero e a invisibiliza\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n<p>O debate, realizado na \u00faltima sexta-feira (27), contou com a participa\u00e7\u00e3o da promotora<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/03\/08\/estamos-vivendo-um-novo-momento-diz-promotora-que-obteve-36-anos-de-prisao-para-assassino-de-menina-kaingang\/\"> Lucia Helena de Lima Callegari<\/a>, que atuou no julgamento, e da lideran\u00e7a ind\u00edgena Regina Sales, representante do GT Guarita. Tamb\u00e9m pela manh\u00e3, a psic\u00f3loga Tha\u00eds Pereira Siqueira apresentou o surgimento do Lupa Feminista, coletivo que coordena, e foi lan\u00e7ado o <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1zQCcvrVpsdyfjBTfI1MCpqXOyuly6iIf\/view\">Dossi\u00ea Etnofeminic\u00eddio \u2013 Daiane Gri\u00e1 Sal\u00e9s<\/a>. <\/p>\n<p>Durante sua exposi\u00e7\u00e3o, Callegari compartilhou a experi\u00eancia de atuar no julgamento, ocorrido em fevereiro deste ano. Destacou o impacto emocional e simb\u00f3lico do processo, que resultou na primeira condena\u00e7\u00e3o por etnofeminic\u00eddio no Brasil. \u201cEstamos falando de <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/13\/daiane-representa-para-nos-uma-reparacao-historica-afirma-jovem-kaingang\/\">uma menina com toda a vida pela frente<\/a>. Daiane sonhava em ser professora. Gostava de cantar no coral da igreja. Brincava com as amigas. Aos 14 anos, come\u00e7a a querer sair, ir em festinhas, ver as amigas fazendo isso. \u00c9 normal\u201d, afirmou, ao lembrar os sonhos e a rotina de Daiane. O caso a fez repensar o mundo e reafirmou seu compromisso com o j\u00fari popular: \u201cEu fui com o esp\u00edrito de que tinha que condenar essa pessoa. N\u00e3o podia deixar passar\u201d.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p>Emocionada, relembrou a chegada da comunidade ind\u00edgena ao tribunal, com meninas enfeitadas e cantos em honra a Daiane. \u201cDaiane vive. Porque ela vive para contar sua hist\u00f3ria. Ela vive para que o que aconteceu com ela n\u00e3o se repita.\u201d A promotora comparou o caso ao da Boate Kiss, tamb\u00e9m marcante em sua trajet\u00f3ria, refor\u00e7ando a necessidade de transforma\u00e7\u00e3o profunda nas rela\u00e7\u00f5es sociais e institucionais com os povos ind\u00edgenas. \u201cN\u00f3s somos voc\u00eas. Somos um pa\u00eds feito de miscigena\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ineditismo da tipifica\u00e7\u00e3o, Callegari destacou a import\u00e2ncia da presen\u00e7a de uma<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/21\/camara-dos-deputados-aprova-obrigatoriedade-de-interprete-indigena-no-sistema-de-justica\/\"> tradutora ind\u00edgena<\/a> no julgamento, o que, segundo ela, garantiu respeito \u00e0s formas de express\u00e3o da comunidade kaingang. \u201cFoi essencial.\u201d<\/p>\n<h4>Para al\u00e9m da justi\u00e7a<\/h4>\n<p>Ainda relembrando o julgamento, a promotora disse que um dos momentos mais fortes foi o depoimento da m\u00e3e de Daiane, que contou n\u00e3o saber a quem recorrer quando a filha desapareceu. \u201cEssa pessoa n\u00e3o se sente sujeita de direitos.\u201d Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o, a m\u00e3e declarou: \u201cAfinal, n\u00f3s n\u00e3o nos sentimos iguais a voc\u00eas\u201d. Para a promotora, a frase expressa o descr\u00e9dito da<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/07\/feminicidio-da-indigena-kaingang-daiane-gria-sales-vai-a-juri-popular-no-rs-na-proxima-quinta-feira-13\/\"> popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena<\/a> no sistema de justi\u00e7a e o poder simb\u00f3lico do reconhecimento legal.<\/p>\n<p>Callegari tamb\u00e9m falou sobre o impacto de lidar com a dor das fam\u00edlias. Relatou que, ao perguntar \u00e0 m\u00e3e de Daiane sobre as roupas da filha, ouviu que ainda estavam guardadas: \u201cEla ainda esperava a filha voltar.\u201d Tamb\u00e9m mencionou as barreiras enfrentadas por mulheres no sistema jur\u00eddico, citando o machismo presente inclusive entre colegas. \u201cTu \u00e9 muito boa no que tu faz, apesar de ser mulher.\u201d<\/p>\n<p>Concluindo sua fala, a promotora refor\u00e7ou a urg\u00eancia de ampliar vozes. \u201c\u00c9 muito triste ouvir que as mulheres ind\u00edgenas continuam sem saber a quem recorrer. Por isso precisamos estar nesses lugares, ser voz nesses lugares. N\u00f3s, que podemos ser voz. Se a gente n\u00e3o fizer diferen\u00e7a, quem vai fazer?\u201d<\/p>\n<p>No ano em que Daiane foi assassinada, em 2021, foram registrados 96 feminic\u00eddios no Rio Grande do Sul, segundo o Observat\u00f3rio da Viol\u00eancia contra a Mulher, da Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>Segundo o Relat\u00f3rio T\u00e9cnico sobre Homic\u00eddios contra Mulheres e Adolescentes Ind\u00edgenas no Brasil, os casos de feminic\u00eddio de mulheres e adolescentes ind\u00edgenas aumentaram 500% entre 2003 e 2022, totalizando 394 mortes. O levantamento foi desenvolvido pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) em parceria com o Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas.<\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"532\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-30-at-173649-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-30-at-17.36.49-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-30-at-17.36.49-1-768x511.jpeg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-30-at-17.36.49-1-750x532.jpeg 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-30-at-17.36.49-1-600x400.jpeg 600w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-30-at-173649-1.jpeg 800w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\"><figcaption>Leitura da senten\u00e7a pela ju\u00edza de direito Ezequiela Basso Bernardi Possani \u2013 Foto: Alexandre Garcia<\/figcaption><\/figure>\n<h4>Do luto \u00e0 luta<\/h4>\n<p>A t\u00e9cnica em enfermagem e lideran\u00e7a ind\u00edgena Regina Sales compartilhou a dor e a mobiliza\u00e7\u00e3o que originaram o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/11\/audiencia-publica-nao-traremos-daiane-de-volta-mas-traremos-justica\/\">GT Guarita Pela Vida<\/a>, criado um ano ap\u00f3s o assassinato de Daiane. \u201cCada vez que a gente toca nesse assunto, a gente se emociona\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Criada na aldeia, Sales relatou as dificuldades enfrentadas por mulheres ind\u00edgenas para buscar ajuda em casos de viol\u00eancia. Agradeceu o trabalho da promotora e disse que, hoje, a comunidade sabe onde pedir socorro: \u201cMuito grata. Atrav\u00e9s disso, a gente sabe onde deve ir\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ela, o GT nasceu num momento de dor, mas com o objetivo de dar um basta \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres ind\u00edgenas. \u201cPode ser que pare\u00e7a tarde, mas nunca \u00e9 tarde para recome\u00e7ar.\u201d O grupo atua como rede de apoio e fortalecimento, orientando meninas, mulheres adultas e idosas sobre seus direitos. \u201cN\u00f3s estamos ali servindo de apoio como GT, como uma rede de apoio mesmo.\u201d Embora reconhe\u00e7a que a viol\u00eancia n\u00e3o vai cessar por completo, acredita que \u00e9 poss\u00edvel enfrentar a impunidade: \u201cQuem comete precisa responder\u201d.<\/p>\n<p>O GT tamb\u00e9m realiza a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o nas aldeias, com foco em educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o. \u201cNos sentimos fortalecidas em saber que n\u00e3o estamos sozinhas.\u201d Para Sales, a rede criada \u00e9 uma ferramenta concreta de prote\u00e7\u00e3o e conhecimento. \u201cTodas n\u00f3s fizemos essa rede.\u201d A lideran\u00e7a refor\u00e7a a import\u00e2ncia de proteger meninos e meninas, alertando as fam\u00edlias sobre as m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia: \u201cTodos sofrem essas viol\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Sales comentou ainda o impacto de encontrar o corpo de Daiane, como profissional de sa\u00fade. \u201cToda vez que tocam nesse assunto, \u00e9 muito dolorido pra mim.\u201d A t\u00e9cnica conhecia Daiane como uma menina alegre, presente na rotina da comunidade. \u201cQuando eu vi aquilo\u2026 eu me perdi.\u201d A luta, afirma, \u00e9 tamb\u00e9m por outras meninas desaparecidas ou assassinadas. \u201cHoje, s\u00f3 no munic\u00edpio de Redentora, temos 13 pedidos de medida protetiva no territ\u00f3rio ind\u00edgena.\u201d Com esperan\u00e7a, conclui: \u201cEsse grupo de mulheres que se levantou no Guarita \u00e9 um in\u00edcio. E que seja o fim de muitas viol\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Realizado entre os dias 26 e 27 de junho, o semin\u00e1rio foi uma parceria do Coletivo Feminino Plural com o Niem\/Ufrgs, a Campanha Levante Feminista contra o Feminic\u00eddio, Lesboc\u00eddio e Transfeminic\u00eddio, o Observat\u00f3rio Lupa Feminista e o Querela Jornalistas Feministas.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-131308-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-13.13.08-1-300x169.jpeg 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-13.13.08-1-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-13.13.08-1-768x432.jpeg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-13.13.08-1-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-13.13.08-1-750x536.jpeg 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-13.13.08-1-1140x815.jpeg 1140w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-131308-1.jpeg 1599w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>\u201cEsse grupo de mulheres que se levantou no Guarita \u00e9 um in\u00edcio. E que seja o fim de muitas viol\u00eancias\u201d, afirma Regina Sales \u2013 <a href=\"foto:%20Divulga%C3%A7%C3%A3o%20\/%20Lupa%20Feminista\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Lupa Feminista<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<h4>Caso Daiane \u2013 Justi\u00e7a aumenta pena do feminicida<\/h4>\n<p>Em 14 de fevereiro o r\u00e9u, o agricultor Dieison Corr\u00eaa Zandavalli, homem branco, de 36 anos, foi condenado a 36 anos e 6 meses, sem contabilizar na senten\u00e7a os 3 anos que ele j\u00e1 est\u00e1 preso desde o in\u00edcio das investiga\u00e7\u00f5es, por um j\u00fari formado por quatro mulheres e tr\u00eas homens, pelo assassinato de Daiane Gria Sal\u00e9s. A senten\u00e7a foi dada pela ju\u00edza de direito Ezequiela Basso Bernardi Possani. Tanto o Minist\u00e9rio P\u00fablico quanto a defesa do r\u00e9u apresentaram recurso de apela\u00e7\u00e3o contra a senten\u00e7a, questionando exclusivamente o tamanho das penas impostas pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Nas alega\u00e7\u00f5es da acusa\u00e7\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico pediu o aumento das penas, solicitando que o juiz aplique um acr\u00e9scimo de um sexto nas etapas de fixa\u00e7\u00e3o da pena-base e nas agravantes reconhecidas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a defesa, no caso do crime contra a vida, pediu a redu\u00e7\u00e3o da pena-base para 13 anos, alegando a exist\u00eancia de circunst\u00e2ncias judiciais favor\u00e1veis. Tamb\u00e9m solicitou que o impacto das agravantes na pena fosse limitado a um ter\u00e7o. No que diz respeito ao crime de estupro de vulner\u00e1vel, os advogados pediram a fixa\u00e7\u00e3o da pena-base no m\u00ednimo legal e o afastamento das agravantes relacionadas ao motivo torpe e \u00e0 dissimula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a defesa pediu que o r\u00e9u possa cumprir a pena em regime semiaberto e que seja concedido o benef\u00edcio da assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita.<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (30) o Tribunal de Justi\u00e7a, da 1\u00aa C\u00e2mara Especial Criminal, julgou os recursos da defesa e do Minist\u00e9rio P\u00fablico e aumentou a pena para 47 anos, 2 meses e 20 dias de reclus\u00e3o, a ser cumprida em regime inicialmente fechado. Tamb\u00e9m indeferiu o pedido da defesa para concess\u00e3o de gratuidade da justi\u00e7a, argumentando que o r\u00e9u n\u00e3o comprovou situa\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia financeira, al\u00e9m de estar representado por advogada particular.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/06\/30\/daiane-vive-etnofeminicidio-justica-e-mobilizacao-indigena\/\">\u2018Daiane vive\u2019: etnofeminic\u00eddio, justi\u00e7a e mobiliza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/\">Brasil de Fato<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lula-promove-ultima-reuniao-ministerial-do-ano-e-prepara-discurso-de-natal\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/GfRAbItXAAARLZQ-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Quatro anos ap\u00f3s o crime, o caso foi relembrado durante o semin\u00e1rio \u201cFeminic\u00eddio: entre a misoginia e o negacionismo\u201d, realizado no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35829,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[307,9133,19],"tags":[],"class_list":["post-35828","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direitos-humanos","category-mulheres-indigenas","category-rio-grande-do-sul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35828\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}