{"id":36102,"date":"2025-07-02T10:41:52","date_gmt":"2025-07-02T13:41:52","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/entre-o-homem-e-o-urso-seminario-debate-feminicidio-misoginia-e-negacionismo-como-crime-de-estado\/"},"modified":"2025-07-02T10:41:52","modified_gmt":"2025-07-02T13:41:52","slug":"entre-o-homem-e-o-urso-seminario-debate-feminicidio-misoginia-e-negacionismo-como-crime-de-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/entre-o-homem-e-o-urso-seminario-debate-feminicidio-misoginia-e-negacionismo-como-crime-de-estado\/","title":{"rendered":"\u2018Entre o homem e o urso\u2019: semin\u00e1rio debate feminic\u00eddio, misoginia e negacionismo como crime de Estado"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEste \u00e9 o medo que n\u00f3s sentimos de simplesmente estar vivas e podermos n\u00e3o estar no pr\u00f3ximo segundo, porque somos obrigadas, o tempo inteiro, a escolher entre o homem e o urso.\u201d A met\u00e1fora, usada pela professora Cibele Cheron, do N\u00facleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e G\u00eanero (NIEM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), foi compartilhada durante o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/07\/01\/sobreviventes-de-feminicidio-denunciam-abandono-e-transformam-dor-em-mobilizacao-coletiva\/\">semin\u00e1rio Feminic\u00eddio: entre a misoginia e o negacionismo<\/a>, realizado no Centro Cultural da Ufrgs.<\/p>\n<p>Inspirada por um v\u00eddeo, Cheron narrou o di\u00e1logo entre uma mulher e um homem: diante da hip\u00f3tese de precisar deixar sua filha beb\u00ea sozinha numa floresta com um homem ou um urso, o homem hesita. Mas, ao ser questionado se deixaria a filha com uma mulher ou com um urso, responde prontamente: com a mulher. \u201cEssa \u00e9 a for\u00e7a que somos obrigadas a desenvolver para apenas sobreviver, quando poder\u00edamos direcion\u00e1-la para conquistar nossos objetivos\u201d, afirmou Cheron.<\/p>\n<p>Para a professora, discutir feminic\u00eddio sem abordar misoginia e negacionismo \u00e9 ineficaz. \u201cA gente entende que discutir feminic\u00eddio sem discutir misoginia e negacionismo acaba sendo in\u00f3cuo\u201d, disse. Ela destacou o avan\u00e7o de pautas conservadoras e valores que refor\u00e7am a ideia de que as mulheres devem retornar \u00e0 esfera dom\u00e9stica e \u00e0 submiss\u00e3o, al\u00e9m da flexibiliza\u00e7\u00e3o do porte de armas, que aumenta a vulnerabilidade feminina.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p>Cheron tamb\u00e9m criticou o desmonte das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o das mulheres e a nega\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o de g\u00eanero por tr\u00e1s das viol\u00eancias. \u201cEssas mentalidades tendem a negar n\u00e3o s\u00f3 a ocorr\u00eancia do feminic\u00eddio, mas negar que a viol\u00eancia existe porque \u00e9 cometida contra uma mulher, pelo fato de ela ser uma mulher\u201d, afirmou. \u201cDiante da omiss\u00e3o e do descompromisso do Estado em garantir seguran\u00e7a, ela concluiu: A gente tem um feminic\u00eddio como um crime de Estado\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Realizado entre os dias 26 e 27 de junho, o<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/06\/30\/daiane-vive-etnofeminicidio-justica-e-mobilizacao-indigena\/\"> semin\u00e1rio<\/a> foi uma parceria do Coletivo Feminino Plural com o NIEM\/Ufrgs, a Campanha Levante Feminista contra o Feminic\u00eddio, Lesboc\u00eddio e Transfeminic\u00eddio, o Observat\u00f3rio Lupa Feminista e o Querela Jornalistas Feministas.<\/p>\n<h4>Dez anos da Lei do Feminic\u00eddio: avan\u00e7os e desafios<\/h4>\n<p>A \u00faltima mesa do semin\u00e1rio abordou os 10 anos da Lei do Feminic\u00eddio (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13104.htm\">Lei 13.104\/2015<\/a>), que qualificou o homic\u00eddio motivado por viol\u00eancia de g\u00eanero, e contou com a presen\u00e7a da deputada federal Maria do Ros\u00e1rio (PT), relatora da lei, e da promotora de Justi\u00e7a<a href=\"https:\/\/www-brasildefato-com-br.webpkgcache.com\/doc\/-\/s\/www.brasildefato.com.br\/2025\/03\/29\/ha-uma-epidemia-de-feminicidios-diz-promotora-de-justica-que-trata-de-violencia-contra-a-mulher\/\"> Ivana Battaglin<\/a>, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia contra a Mulher, do Minist\u00e9rio P\u00fablico do RS (MPRS).<\/p>\n<p>\u201cEstamos lidando com emo\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas. O negacionismo nega vacinas, nega a desigualdade, nega o feminic\u00eddio\u201d, afirmou a doutora em ci\u00eancia pol\u00edtica Jussara Pr\u00e1, fundadora do NIEM e coordenadora da mesa. Para ela, a misoginia, entendida como repulsa patol\u00f3gica \u00e0s mulheres, \u00e9 a base do patriarcado e do negacionismo, que se recusam a reconhecer as desigualdades hist\u00f3ricas de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Essa tr\u00edade, segundo Pr\u00e1, sustenta viol\u00eancias que culminam em feminic\u00eddios cada vez mais brutais e sofisticados. \u201cEnquanto n\u00e3o lidarmos com isso de forma estruturada, continuaremos diante de mortes evit\u00e1veis e cru\u00e9is.\u201d Ela defendeu que este \u00e9 um momento decisivo, uma \u201cjanela de oportunidade\u201d pol\u00edtica que precisa ser ocupada pelas mulheres. \u201cFoi assim que conseguimos tudo at\u00e9 aqui: o direito ao voto, ao div\u00f3rcio, a estudar, a trabalhar, a Lei Maria da Penha.\u201d<\/p>\n<p>A doutora ressaltou que todas essas conquistas foram fruto de mobiliza\u00e7\u00e3o coletiva e destacou a import\u00e2ncia de conectar gera\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias para enfrentar o patriarcado com novas estrat\u00e9gias.<\/p>\n<h4>O que n\u00e3o tem nome, n\u00e3o existe<\/h4>\n<p>Battaglin apresentou o trabalho do MPRS no enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres, afirmando que o feminic\u00eddio \u00e9 a express\u00e3o extrema de uma estrutura sustentada por viol\u00eancias naturalizadas. Ela defendeu a perspectiva de g\u00eanero como eixo da atua\u00e7\u00e3o do MP, com base em tratados internacionais e no princ\u00edpio da devida dilig\u00eancia. \u201cA Lei do Feminic\u00eddio foi um avan\u00e7o. O que n\u00e3o tem nome, n\u00e3o existe.\u201d<\/p>\n<p>A promotora criticou a falta de or\u00e7amento e de articula\u00e7\u00e3o das redes de atendimento, denunciando o desmonte de pol\u00edticas p\u00fablicas e a aus\u00eancia de capacita\u00e7\u00e3o de agentes. Entre as <a href=\"https:\/\/www.mprs.mp.br\/hotsite\/relatorio2024\/\">a\u00e7\u00f5es promovidas pelo MPRS<\/a>, citou promotorias especializadas, a central de acolhimento Bem-Me-Quer e o projeto <a href=\"https:\/\/www.mprs.mp.br\/noticias\/62107\/\">CAO na Estrada<\/a>. Tamb\u00e9m destacou o uso do Formul\u00e1rio Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Risco (FONAR) e a entrega de planos de seguran\u00e7a \u00e0s v\u00edtimas, com orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 horr\u00edvel ter que dizer para uma mulher ter medo, mas elas est\u00e3o morrendo. A medida protetiva n\u00e3o \u00e9 um escudo.\u201d Por fim, refor\u00e7ou a necessidade de atua\u00e7\u00e3o articulada do sistema de justi\u00e7a para que a palavra da v\u00edtima n\u00e3o seja a \u00fanica prova. \u201cSe toda a prova recai sobre a fala da mulher, acabamos exigindo que ela reviva a viol\u00eancia.\u201d E concluiu citando Darcy Ribeiro. \u201cS\u00f3 h\u00e1 duas op\u00e7\u00f5es nessa vida: se resignar ou se indignar. E eu n\u00e3o vou me resignar nunca.\u201d<\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-01-at-074508.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-01-at-07.45.08-300x225.jpeg 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-01-at-07.45.08-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-01-at-07.45.08-768x576.jpeg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-01-at-07.45.08-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-01-at-07.45.08-750x536.jpeg 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-01-at-07.45.08-1140x815.jpeg 1140w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-01-at-074508.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>\u201cA Lei do Feminic\u00eddio foi um avan\u00e7o. O que n\u00e3o tem nome, n\u00e3o existe\u201d, defende promotora \u2013 Foto: Lupa Feminista\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<h4>\u201cParem de nos matar\u201d<\/h4>\n<p>A deputada federal Maria do Ros\u00e1rio destacou o fortalecimento da mobiliza\u00e7\u00e3o no enfrentamento ao feminic\u00eddio, com articula\u00e7\u00e3o entre universidades, movimentos sociais, operadores do direito e o parlamento. \u201cO feminic\u00eddio \u00e9 a forma mais extrema da hierarquiza\u00e7\u00e3o que submete as mulheres. \u00c9 uma tentativa brutal de controle dos nossos corpos\u201d, afirmou, ao lembrar casos como o de uma mulher que teve as m\u00e3os decepadas.Ela tamb\u00e9m criticou o apagamento das mulheres na pol\u00edtica. \u201cSomos deslegitimadas e desqualificadas por sermos mulheres.\u201d<\/p>\n<p>Ros\u00e1rio abordou o trabalho da <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/06\/16\/comissao-da-camara-dos-deputados-para-combater-feminicidios-no-rs-realiza-primeira-reuniao\/\">Comiss\u00e3o Externa da C\u00e2mara dos Deputados <\/a>para o Enfrentamento ao Feminic\u00eddio no RS, formada por seis deputadas federais ga\u00fachas, que deve apresentar at\u00e9 novembro um relat\u00f3rio com propostas estruturantes. \u201cO que vemos \u00e9 o desmonte das pol\u00edticas p\u00fablicas no estado, com fechamento de centros de refer\u00eancia e aus\u00eancia de articula\u00e7\u00e3o intersetorial.\u201d<\/p>\n<p>Para a deputada, a viol\u00eancia de g\u00eanero est\u00e1 ligada \u00e0 exclus\u00e3o das mulheres do espa\u00e7o p\u00fablico e \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o. \u201cO sil\u00eancio das v\u00edtimas n\u00e3o pode ser usado como justificativa para a omiss\u00e3o do Estado. Ele \u00e9 fruto da fal\u00eancia da rede de apoio.\u201d<\/p>\n<p>Ros\u00e1rio defendeu o uso da \u201clupa feminista\u201d para identificar feminic\u00eddios marcados pela misoginia, mesmo sem rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com o agressor, e ressaltou a urg\u00eancia de pol\u00edticas para sobreviventes. \u201cEssas mulheres somos n\u00f3s. E porque somos n\u00f3s, podemos dizer e temos autoridade para isso: parem de nos matar.\u201d<\/p>\n<h4>Negacionismo institucional<\/h4>\n<p>Para a jornalista T\u00e9lia Negr\u00e3o, integrante do Querela Jornalistas Feministas, o<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/06\/25\/apos-uma-decada-rs-retoma-secretaria-de-politicas-para-as-mulheres\/\"> feminic\u00eddio<\/a> \u00e9 um crime de \u00f3dio que exige uma abordagem integral.\u201cQuando afirmamos que feminic\u00eddio \u00e9 um crime de \u00f3dio e que a perspectiva negacionista oblitera as respostas adequadas ao enfrentamento do problema, estamos apontando que, sem uma vis\u00e3o abrangente sobre a viol\u00eancia de g\u00eanero, o resultado ser\u00e1 mais mortes.\u201d<\/p>\n<p>Negr\u00e3o criticou a aplica\u00e7\u00e3o limitada da Lei do Feminic\u00eddio no Rio Grande do Sul. \u201cApenas os casos classificados como feminic\u00eddios \u00edntimos s\u00e3o reconhecidos, enquanto situa\u00e7\u00f5es que evidenciam o desprezo, como corpos queimados, lan\u00e7ados em valas ou abandonados, s\u00e3o descartadas. Se isso n\u00e3o \u00e9 menosprezo, do que se trata ent\u00e3o?\u201d<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para as sobreviventes de feminic\u00eddio tentado, \u201cPara cada feminic\u00eddio consumado, h\u00e1 pelo menos tr\u00eas ou quatro mulheres que sobrevivem e seguem convivendo com o medo, a dor e marcas profundas em seus corpos.\u201d<\/p>\n<p>A jornalista defendeu pol\u00edticas p\u00fablicas de repara\u00e7\u00e3o, com cuidado integral e assist\u00eancia conforme o grau de sequelas. \u201cElas s\u00e3o v\u00edtimas de um crime de Estado, pela omiss\u00e3o.\u201d<\/p>\n<h4>Luta coletiva e permanente<\/h4>\n<p>Coordenadora do Lupa Feminista, a psic\u00f3loga Tha\u00eds Pereira Siqueira ressaltou a for\u00e7a coletiva representada pelo semin\u00e1rio. \u201cO evento demonstrou a pot\u00eancia da articula\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais de mulheres no Rio Grande do Sul. Reuniu ativistas, pesquisadoras, mulheres ind\u00edgenas, l\u00e9sbicas, trans, representantes do Minist\u00e9rio P\u00fablico, promotoras legais populares e sobreviventes de feminic\u00eddio tentado. Contamos ainda com a importante participa\u00e7\u00e3o da deputada federal Maria do Ros\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Ela lembrou que a luta contra os feminic\u00eddios e todas as formas de viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 permanente. \u201cMomentos como esse nos fortalecem para seguir pautando o tema e exigindo pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes.\u201d<\/p>\n<p>Tha\u00eds tamb\u00e9m agradeceu \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Luterana de Diaconia (FLD), apoiadora do projeto Viver \u00e9 um Direito!, do qual o semin\u00e1rio faz parte.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/07\/02\/entre-o-homem-e-o-urso-seminario-debate-feminicidio-misoginia-e-negacionismo-como-crime-de-estado\/\">\u2018Entre o homem e o urso\u2019: semin\u00e1rio debate feminic\u00eddio, misoginia e negacionismo como crime de Estado<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/\">Brasil de Fato<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/camara-conclui-votacao-de-projeto-que-preve-novo-limite-de-gastos-publicos-em-caso-de-deficit\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-21.00.29-350x250-1-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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