{"id":36534,"date":"2025-07-03T16:59:59","date_gmt":"2025-07-03T19:59:59","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/130-mil-alunos-nao-tem-acesso-a-esgoto-ou-agua-tratada-em-escolas-do-rs\/"},"modified":"2025-07-03T16:59:59","modified_gmt":"2025-07-03T19:59:59","slug":"130-mil-alunos-nao-tem-acesso-a-esgoto-ou-agua-tratada-em-escolas-do-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/130-mil-alunos-nao-tem-acesso-a-esgoto-ou-agua-tratada-em-escolas-do-rs\/","title":{"rendered":"130 mil alunos n\u00e3o t\u00eam acesso a esgoto ou \u00e1gua tratada em escolas do RS"},"content":{"rendered":"<section>\n<div>\n<p><span>Desde o in\u00edcio do ano letivo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Am\u00e9rica, em Porto Alegre, enfrentava todos os dias a falta d\u2019\u00e1gua. E, todos os dias, a dire\u00e7\u00e3o tinha que sanar provisoriamente o problema, mandando vir um caminh\u00e3o-pipa que precisava subir uma rua \u00edngreme do bairro S\u00e3o Jos\u00e9 para abastecer a escola. Fora isso, saia \u00e1gua de apenas uma torneira em todo o pr\u00e9dio frequentado por mais de 400 alunos \u2013 era dessa torneira que as merendeiras enchiam baldes e baldes que eram carregados at\u00e9 o refeit\u00f3rio para cozinhar as refei\u00e7\u00f5es servidas na escola.<\/span><\/p>\n<p><span>Dados do Censo Escolar de 2024 mostram que a Emef Am\u00e9rica \u00e9 atendida pelas redes p\u00fablicas de \u00e1gua e de esgoto \u2013 poucas escolas de Porto Alegre n\u00e3o s\u00e3o. Mas, como informou o Sindicato dos Municip\u00e1rios da cidade, em alguns bairros falta \u00e1gua com frequ\u00eancia por conta de problemas no bombeamento da rede.<\/span><\/p>\n<p><span>Portanto, pode haver uma significativa subnotifica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes que convivem com problemas de saneamento b\u00e1sico no ambiente escolar. De acordo com o Censo, em todo o Rio Grande do Sul, s\u00e3o pelo menos 22,8 mil alunos sem esgoto tratado e 107 mil sem \u00e1gua tratada. Na Capital, h\u00e1 2,8 mil estudantes matriculados em escolas onde n\u00e3o h\u00e1 rede de esgoto e 125 em escolas sem tratamento da \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p><span>Na Emef Am\u00e9rica, embora se pedisse o caminh\u00e3o-pipa com um dia de anteced\u00eancia, alunos e professores nunca sabiam exatamente que hora ele chegaria. \u201cJ\u00e1 teve dia que era mais de 15h. N\u00e3o tinha \u00e1gua, e as crian\u00e7as pedindo. Os banheiros ficavam sujos, ningu\u00e9m lavava a m\u00e3o. O caminh\u00e3o chegava, at\u00e9 que pegava press\u00e3o, para sair a \u00e1gua no bebedouro, demorava um pouco\u201d, relata uma pessoa da comunidade escolar que n\u00e3o quis ser identificada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-268949\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"950\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-100x67.jpg 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-450x300.jpg 450w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-500x333.jpg 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-720x480.jpg 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-800x533.jpg 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Emef-America-1-1600x1067.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\"><figcaption>Fachada da Emef Am\u00e9rica. Foto: Bettina Gehm\/Sul21<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>Quando o esgoto n\u00e3o \u00e9 tratado e quando falta \u00e1gua, h\u00e1 impactos negativos diretamente na escolaridade das pessoas que convivem com esses problemas. Presidente do Instituto Trata Brasil, a engenheira civil Luana Pretto explica que o Rio Grande do Sul est\u00e1 numa situa\u00e7\u00e3o mais vantajosa do que, por exemplo, as regi\u00f5es Norte e Nordeste do Brasil. No entanto, ainda \u00e9 preciso evoluir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 coleta e tratamento de esgoto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cNo Brasil, a diferen\u00e7a de escolaridade m\u00e9dia entre crian\u00e7as que tiveram acesso ao saneamento b\u00e1sico durante sua vida e as que n\u00e3o tiveram \u00e9 de 1,8 anos. Ou seja: quem tem acesso estuda em m\u00e9dia 11,8 anos; quem n\u00e3o tem, 10,06 anos. No Rio Grande do Sul, essa diferen\u00e7a \u00e9 menor, 1,18 anos\u201d, afirma Luana.<\/span><\/p>\n<p><span>Isso porque, quando as crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam acesso ao saneamento, elas acabam contraindo com mais facilidade as doen\u00e7as de veicula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica \u2013 dengue ou at\u00e9 esquistossomose e leptospirose. Essas crian\u00e7as faltam mais \u00e0 escola. Cada epis\u00f3dio de diarreia, por exemplo, faz com que o aluno fique de 2 a 3 dias afastado das atividades escolares.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cA falta de \u00e1gua impacta ainda mais a escolaridade m\u00e9dia das crian\u00e7as do que a falta de esgoto. Meninas no per\u00edodo menstrual muitas vezes n\u00e3o v\u00e3o para a escola quando n\u00e3o tem \u00e1gua porque ficam com vergonha na hora de usar o banheiro, por exemplo. Sem \u00e1gua, a contamina\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as de veicula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica \u00e9 muito maior tamb\u00e9m\u201d, diz a especialista.<\/span><\/p>\n<p><span>Luana explica que isso faz com que a crian\u00e7a tenha preju\u00edzos no desenvolvimento, na primeira inf\u00e2ncia, e em seguida na aprendizagem escolar, que acaba se estendendo at\u00e9 o final da adolesc\u00eancia: \u201cNo quinto ano, quando \u00e9 avaliada no Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, ela n\u00e3o consegue atingir alguns marcos de desenvolvimento. N\u00e3o consegue calcular troco, n\u00e3o identifica ironia em hist\u00f3rias em quadrinhos. Isso vai se acumulando at\u00e9 a pr\u00f3pria nota do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio, o Enem, que \u00e9 bastante diferente entre a crian\u00e7a que teve acesso ao saneamento e a que n\u00e3o teve\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>No Rio Grande do Sul, onde as pessoas estudam em m\u00e9dia 9,22 anos, as consequ\u00eancias apontadas pela especialista se refletem em alguns munic\u00edpios. Em Cangu\u00e7u, por exemplo, a escolaridade m\u00e9dia \u00e9 de 7,37 anos. Entre as escolas da cidade, somente 37% t\u00eam acesso ao tratamento de esgoto. Mais da metade n\u00e3o tem \u00e1gua tratada.<\/span><\/p>\n<p><span>Evidente que outras vari\u00e1veis influenciam na escolaridade da popula\u00e7\u00e3o. Mas outro exemplo \u00e9 o de Caxias do Sul, onde se estuda em m\u00e9dia 9,85 anos. O munic\u00edpio da Serra ga\u00facha tem esgoto tratado em 96% das escolas e falta \u00e1gua tratada em menos de 1%.<\/span><\/p>\n<div data-src=\"visualisation\/24073859\">\n<p><span>Dia de S\u00e3o Jo\u00e3o, 24 de junho: enquanto outras escolas comemoravam, a Emef Am\u00e9rica recebia o secret\u00e1rio de Obras, representantes da secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, do Departamento Municipal de \u00c1gua e Esgotos (Dmae) e dois vereadores para discutir, com a dire\u00e7\u00e3o da escola, o problema da falta d\u2019\u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p><span>Um dos t\u00e9cnicos do Dmae disse que a equipe comparece \u00e0 escola sempre que solicitado. O problema, segundo ele, parecia ter origem em um vazamento na caixa d\u2019\u00e1gua de 8 mil litros que abastece o pr\u00e9dio. Com isso, nem a \u00e1gua do caminh\u00e3o-pipa ficava dentro do compartimento.<\/span><\/p>\n<p><span>Dias depois da reuni\u00e3o, ap\u00f3s um semestre da escola convivendo com a falta d\u2019\u00e1gua, o problema foi resolvido. Com a utiliza\u00e7\u00e3o de um geofone, o Dmae encontrou e consertou o vazamento. \u201cEstamos com \u00e1gua nas torneiras desde ent\u00e3o\u201d, diz a trabalhadora da escola. \u201cAntes, n\u00e3o se suspendia a aula, por mais horr\u00edvel que estivesse\u201d. <\/span><\/p>\n<p><br data-mce-bogus=\"1\"><br data-mce-bogus=\"1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/section>\n<section><\/section>\n<section>\n<div>\n        Uma escola sem banheiro    <\/div>\n<\/section>\n<section><\/section>\n<section>\n<div>\n<p><span>Na mesma Porto Alegre, a 35 quil\u00f4metros da Emef Am\u00e9rica, uma escola ind\u00edgena tamb\u00e9m enfrenta problemas de saneamento. Cacique da aldeia Ka\u2019Aguy Miri, onde moram cerca de 20 pessoas, Maur\u00edcio Messa mostra o banheiro que fica a alguns passos da escola e que seria para uso de toda a comunidade, mas est\u00e1 inacabado. \u201cOs alunos t\u00eam que fazer as necessidades assim fora, no mato mesmo\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span>A escola tem o mesmo nome da aldeia, que significa \u201cpequena floresta\u201d no idioma Mby\u00e1-Guarani. Foi criada em 2012, tem atualmente sete alunos matriculados e funciona numa sala constru\u00edda na entrada da aldeia. Tem wi-fi, geladeira e computador. A \u00e1gua que abastece a aldeia e a escola vem de uma nascente atrav\u00e9s de mangueiras \u2013 segundo o cacique, testes realizados frequentemente pela Secretaria Especial de Sa\u00fade Ind\u00edgena (Sesai) demonstram a potabilidade do l\u00edquido. H\u00e1 recolhimento de lixo na regi\u00e3o. \u00c9 o banheiro que faz falta.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-268971\"><img decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"950\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-scaled.jpg 2560w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-300x200.jpg 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-768x512.jpg 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-100x67.jpg 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-450x300.jpg 450w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-500x333.jpg 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-720x480.jpg 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-800x533.jpg 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-13-1600x1067.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\"><figcaption>Cacique Maur\u00edcio Messa luta pela conclus\u00e3o do banheiro comunit\u00e1rio na aldeia. Foto: Bettina Gehm\/Sul21<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>Em dado momento, a Secretaria Municipal da Sa\u00fade (SMS) doou materiais para a constru\u00e7\u00e3o do banheiro comunit\u00e1rio a partir de uma articula\u00e7\u00e3o com a Secretaria Municipal de Inclus\u00e3o e Desenvolvimento Humano (SMIDH) e um grupo independente de engenheiros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Com o material todo na aldeia, o projeto de constru\u00e7\u00e3o contou com apoio t\u00e9cnico dos engenheiros volunt\u00e1rios, que visitaram a aldeia e elaboraram um projeto b\u00e1sico. A constru\u00e7\u00e3o foi iniciada, mas parou. Sobrou cimento, que acabou estragando. Maur\u00edcio, o cacique, n\u00e3o quis que o banheiro ficasse inacabado: comprou material do pr\u00f3prio bolso, calcula ter gasto entre R$ 4 mil e R$ 5 mil.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cJ\u00e1 que vai se perder tudo, ent\u00e3o \u00e9 melhor eu mesmo eu comprar alguma coisinha para poder inteirar o banheiro\u201d, relembra ele.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com a SMS, a constru\u00e7\u00e3o de fossas s\u00e9pticas foi viabilizada pela Sesai, mas ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel iniciar a instala\u00e7\u00e3o por falta de equipe t\u00e9cnica local.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-268961\"><img decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"950\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-scaled.jpg 2560w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-100x67.jpg 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-450x300.jpg 450w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-500x333.jpg 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-720x480.jpg 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-800x533.jpg 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-3-1600x1067.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\"><figcaption>Banheiro comunit\u00e1rio da aldeia Ka\u2019Aguy Miri est\u00e1 inacabado. Foto: Bettina Gehm\/Sul21<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>\u201cA m\u00e3o-de-obra Mbya-Guarani s\u00e3o as casas de madeira, de barro. \u00c9 o conhecimento que eles t\u00eam\u201d, pondera a professora n\u00e3o-ind\u00edgena da escola, Vanessa Chaves Rosa. \u201cAgora, esse banheiro que \u00e9 do branco, alguns sabem fazer em algumas aldeias, mas s\u00e3o poucos. Tem que ter o encanamento, tem que ter fossa, \u00e9 toda uma l\u00f3gica diferente\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p><span>Embora o caso da escola Ka\u2019Aguy Miri seja bastante espec\u00edfico \u2013 o Censo contabiliza 38 escolas sem banheiro em todo o Rio Grande do Sul \u2013 ela \u00e9 uma entre v\u00e1rias onde o esgoto n\u00e3o \u00e9 tratado. Entre as mais de 9 mil escolas em atividade no estado, 34% n\u00e3o contam com esse servi\u00e7o. No total, 477 munic\u00edpios ga\u00fachos t\u00eam pelo menos uma escola sem esgoto tratado; em 65 munic\u00edpios, nenhuma escola tem acesso ao servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior para as escolas em terra ind\u00edgena, como a Ka\u2019Aguy Miri. Dentre estas, 89% n\u00e3o t\u00eam tratamento de esgoto e 52% n\u00e3o t\u00eam \u00e1gua tratada. Al\u00e9m disso, 10% n\u00e3o t\u00eam banheiro.<\/span><\/p>\n<p><span>Quando uma escola n\u00e3o tem liga\u00e7\u00e3o com a rede p\u00fablica de tratamento de esgoto, normalmente utiliza uma fossa s\u00e9ptica. Luana, do Instituto Trata Brasil, explica que essa alternativa n\u00e3o \u00e9 a ideal. \u201cA partir do momento em que se tem acesso \u00e0 rede, se afasta o esgoto de perto das crian\u00e7as. Isso evita a prolifera\u00e7\u00e3o de insetos de doen\u00e7as. A fossa ajuda, mas tem uma efici\u00eancia em torno de 40% na remo\u00e7\u00e3o da carga org\u00e2nica. \u00c9 melhor que nada. Se o esgoto n\u00e3o ganha nenhum tratamento, \u00e9 um grande problema. Se tem fossa, o problema \u00e9 um pouco mitigado. Se tem a rede, ele est\u00e1 100% resolvido\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>As escolas rurais tamb\u00e9m t\u00eam menos acesso aos servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico. De acordo com o Censo Escolar, chega a 89% o percentual das que n\u00e3o contam com o tratamento de esgoto e a 53% as que n\u00e3o t\u00eam \u00e1gua tratada. Em mais da metade, faltam as duas coisas. Por outro lado, apenas 1% n\u00e3o tem banheiro.<\/span><\/p>\n<p><span>A discrep\u00e2ncia fica mais evidente ao olhar para o percentual de escolas rurais entre as que carecem dos servi\u00e7os. Entre as escolas ga\u00fachas que n\u00e3o s\u00e3o abastecidas pela rede de \u00e1gua tratada, 88% s\u00e3o rurais; 45% das que n\u00e3o t\u00eam o esgoto tratado tamb\u00e9m. Das escolas onde faltam ambos os servi\u00e7os, 88% s\u00e3o rurais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-268987\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"950\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-scaled.jpg 2560w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-300x200.jpg 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-768x512.jpg 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-100x67.jpg 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-450x300.jpg 450w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-500x333.jpg 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-720x480.jpg 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-800x533.jpg 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-29-1600x1067.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px\"><figcaption>Escola ind\u00edgena Ka\u2019Aguy Miri. Foto: Bettina Gehm\/Sul21<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>Quando o assunto \u00e9 \u00e1gua tratada, os dados s\u00e3o menos desanimadores no geral: somente 10% dos estabelecimentos de ensino ga\u00facho carecem do servi\u00e7o. Em 9,82% das escolas do estado, faltam tanto \u00e1gua quanto esgoto tratados.<\/span><\/p>\n<p><span>No entanto, olhando para o n\u00famero de alunos matriculados nessas escolas, a quantidade de estudantes que convivem com a falta de \u00e1gua tratada \u00e9 bem maior \u2013 107 mil, enquanto os que frequentam escolas sem tratamento de esgoto s\u00e3o 22 mil.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cAs escolas sem \u00e1gua tratada est\u00e3o usando \u00e1gua de algum outro jeito\u201d, pontua Luana. \u201cProvavelmente \u00e1gua de po\u00e7o, que normalmente n\u00e3o passa por clora\u00e7\u00e3o ou tratamento. Eles podem estar consumindo \u00e1gua n\u00e3o pot\u00e1vel, e isso acarreta uma s\u00e9rie de doen\u00e7as. No caso das escolas rurais, \u00e0s vezes o po\u00e7o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o profundo, ent\u00e3o capta \u00e1gua de um lado e lan\u00e7a o esgoto de outro. Ocorre uma mistura de \u00e1gua com esgoto no len\u00e7ol fre\u00e1tico. O ideal \u00e9 haver uma clora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua captada do po\u00e7o, para n\u00e3o acontecer o que chamamos de contamina\u00e7\u00e3o cruzada\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>O fato \u00e9 que o uso de fossa ou de po\u00e7o como alternativas para o saneamento b\u00e1sico dizem mais sobre a cidade onde a escola est\u00e1 instalada do que sobre a escola em si. Pesquisador do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles, o professor da UFRGS M\u00e1rio Leal Lahorgue explica: \u201cQuando uma escola tem fossa \u00e9 um sinal de que, quando ela foi constru\u00edda, se preocupou em dar algum destino aos rejeitos. Isso porque \u00e9 dif\u00edcil encontrar uma cidade no Rio Grande do Sul que tenha 100% do esgoto ligado \u00e0 rede. Esse \u00e9 um indicador dos problemas de infraestrutura urbana\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Portanto, se uma crian\u00e7a convive com a falta de saneamento na escola, \u00e9 prov\u00e1vel que tamb\u00e9m tenha este problema em casa. O professor lembra que, principalmente no ensino fundamental, costuma-se matricular os alunos em escolas perto de casa. \u201cSe a escola n\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 rede, \u00e9 um sinal de que provavelmente a crian\u00e7a mora num local que tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1. Quando a escola tem favelas no entorno, normalmente a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem pior, porque nesse caso n\u00e3o costuma nem haver fossas: o esgoto \u00e9 jogado <\/span><i><span>in natura<\/span><\/i><span> nos riachos\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, o destino inadequado dado ao esgoto dificulta o tratamento da \u00e1gua. M\u00e1rio explica que na capital ga\u00facha, por exemplo, o esgoto sanit\u00e1rio corresponde a boa parte da polui\u00e7\u00e3o na \u00e1gua coletada do Gua\u00edba pr\u00f3ximo \u00e0 beira do rio. \u201cTanto que, quando foi inaugurada a esta\u00e7\u00e3o de tratamento de esgoto da Zona Sul, diminuiu a quantidade de coliformes fecais no Gua\u00edba. Se voc\u00ea captar \u00e1gua polu\u00edda, o custo para trat\u00e1-la \u00e9 muito mais alto. Melhorar o esgotamento sanit\u00e1rio impacta na coleta e no tratamento da \u00e1gua\u201d, pontua.<\/span><\/p>\n<p><span>Ao mesmo tempo em que diz muito sobre a cidade, o problema do saneamento b\u00e1sico escancara desigualdades sociais. Em Porto Alegre, as escolas sem tratamento de esgoto est\u00e3o localizadas nos bairros Lami, Rubem Berta, Sarandi, Lomba do Pinheiro, Vila Nova e Rio Branco. Este \u00faltimo \u00e9 de mais alto padr\u00e3o e tem uma escola sem esgoto tratado, conforme o Censo, mas os demais est\u00e3o situados na periferia da cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Olhando para todas as escolas ga\u00fachas onde o esgoto n\u00e3o \u00e9 ligado \u00e0 rede, a grande maioria \u00e9 p\u00fablica. Apenas 2,8% s\u00e3o privadas e outras 3,3% s\u00e3o mantidas por ONGs, sindicatos e afins. Entre as escolas sem \u00e1gua tratada, 94% s\u00e3o p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p><span>A professora Vanessa, da escola Ka\u2019Aguy Miri, lamenta o desperd\u00edcio de material que acabou passando da validade com o tempo que a obra do banheiro ficou parada. \u201cN\u00e3o teve recurso para m\u00e3o de obra, da\u00ed o cimento ficou aqui um temp\u00e3o e foi tudo fora, porque passou da validade. \u00c9 um recurso que \u00e9 para eles, que dava para ser revertido em alimento, mas foi jogado fora\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span>A SMS disse ao <\/span><b>Sul21<\/b><span> que n\u00e3o disponibilizou equipe de m\u00e3o de obra direta para a constru\u00e7\u00e3o porque a execu\u00e7\u00e3o das obras est\u00e1 fora de sua compet\u00eancia t\u00e9cnica e operacional. A pasta afirmou ainda que \u201cnovas tratativas est\u00e3o em andamento\u201d e que a SMIDH far\u00e1 visita \u00e0 comunidade para falar com o cacique da aldeia e buscar alternativas para a conclus\u00e3o do banheiro comunit\u00e1rio, em articula\u00e7\u00e3o com os demais \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span>J\u00e1 a Seduc afirmou que o processo de contrata\u00e7\u00e3o para que seja constru\u00eddo um novo pr\u00e9dio escolar est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o. Uma equipe da secretaria visitou a aldeia, oportunidade em que consultou os moradores sobre as necessidades da nova edifica\u00e7\u00e3o. No entanto, n\u00e3o foi mencionado nenhum prazo, segundo o cacique. A pasta diz que a constru\u00e7\u00e3o da nova escola na aldeia est\u00e1 entre suas prioridades.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-268976\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"950\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-scaled.jpg 2560w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-300x200.jpg 300w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-768x512.jpg 768w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-100x67.jpg 100w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-450x300.jpg 450w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-500x333.jpg 500w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-720x480.jpg 720w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-800x533.jpg 800w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/sul21.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Escola-indigena-18-1600x1067.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px\"><figcaption>Escola ind\u00edgena Ka\u2019Aguy Miri. Foto: Bettina Gehm\/Sul21<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/educacao\/2025\/07\/130-mil-alunos-nao-tem-acesso-a-esgoto-ou-agua-tratada-em-escolas-do-rs\/\">130 mil alunos n\u00e3o t\u00eam acesso a esgoto ou \u00e1gua tratada em escolas do RS<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/\">Sul 21<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/tarcisio-recua-em-planos-do-pedagio-free-flow-apos-pressao-popular\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Tarc\u00edsio recua em planos do ped\u00e1gio \u201cfree flow\u201d ap...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/filme-falseia-a-historia-para-transformar-bolsonaro-em-martir-e-vender-conspiracoes\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Design-sem-nome-24-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Filme falseia a hist\u00f3ria para transformar Bolsonar...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/prefeitura-de-canoas-apresenta-escalas-medicas-de-hospital-a-justica\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Prefeitura de Canoas apresenta escalas m\u00e9dicas de ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lula-no-g20-invisiveis-estarao-ao-centro-da-agenda\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/LULA-abertura-g20-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Lula no G20: \u201cinvis\u00edveis estar\u00e3o ao centro da agen...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio do ano letivo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Am\u00e9rica, em Porto Alegre, enfrentava todos os dias a falta d\u2019\u00e1gua. 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