{"id":37319,"date":"2025-07-08T15:30:53","date_gmt":"2025-07-08T18:30:53","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/a-trajetoria-de-ghassan-kanafani-martir-da-resistencia-palestina\/"},"modified":"2025-07-08T15:30:53","modified_gmt":"2025-07-08T18:30:53","slug":"a-trajetoria-de-ghassan-kanafani-martir-da-resistencia-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-trajetoria-de-ghassan-kanafani-martir-da-resistencia-palestina\/","title":{"rendered":"A trajet\u00f3ria de Ghassan Kanafani, m\u00e1rtir da resist\u00eancia palestina"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 53 anos, em 8 de julho de 1972, o escritor e militante da resist\u00eancia palestina Ghassan Kanafani era assassinado pelo Mossad, o servi\u00e7o secreto de Israel.<\/p>\n<p>Expulso de sua terra natal pelas mil\u00edcias sionistas durante a Nakba, Kanafani viveu como refugiado na S\u00edria, no Kuwait e no L\u00edbano. Ele \u00e9 considerado o pioneiro da literatura de resist\u00eancia palestina e se notabilizou por seus contos, novelas liter\u00e1rias e romances abordando o drama da di\u00e1spora, o tormento dos refugiados e a luta dos palestinos contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense.<\/p>\n<p>Na condi\u00e7\u00e3o de intelectual marxista, Kanafani tamb\u00e9m se destacou por seus ensaios e escritos pol\u00edticos, articulando a causa palestina aos movimentos anticoloniais e anti-imperialistas. Ele foi ainda membro fundador e porta-voz da Frente Popular para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria da resist\u00eancia ao regime sionista.<\/p>\n<h3>A juventude e o ex\u00edlio ap\u00f3s a Nakba<\/h3>\n<p>Ghassan Fayiz Kanafani nasceu em 9 de abril de 1936, em Acre, uma cidade situada na regi\u00e3o da Galileia, no norte da Palestina. Ele pertencia a uma fam\u00edlia sunita de classe m\u00e9dia, de ascend\u00eancia curda. Era o terceiro dos sete filhos de Aisha Al-Salem e do advogado Muhammad Fayiz Abd al Razzag.<\/p>\n<p>O pai de Kanafani era um membro ativo do movimento nacionalista palestino, preso diversas vezes por protestar contra a ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica e o crescente influxo de colonos judeus articulado pelas organiza\u00e7\u00f5es sionistas.<\/p>\n<p>Kanafani cursou o ensino b\u00e1sico na \u201cEcole des Fr\u00e8res\u201d, um col\u00e9gio mantido por mission\u00e1rios cat\u00f3licos franceses em Jafa, e desenvolveu desde cedo o interesse pela leitura. Aos 12 anos, no entanto, ele foi for\u00e7ado a interromper os estudos. A Assembleia Geral da ONU havia determinado a partilha da Palestina e a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel \u2014 uma decis\u00e3o que teria um impacto devastador para o povo palestino.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o onde Kanafani morava foi designada como parte do territ\u00f3rio israelense. Em 1948, as mil\u00edcias sionistas deram in\u00edcio \u00e0 \u201cNakba\u201d \u2014 uma violenta opera\u00e7\u00e3o de limpeza \u00e9tnica que resultaria na expuls\u00e3o de cerca de 800 mil palestinos de suas terras, acompanhada por uma s\u00e9rie de massacres e chacinas.<\/p>\n<p>For\u00e7ada ao ex\u00edlio pelas tropas sionistas, a fam\u00edlia de Kanafani se refugiou no sul do L\u00edbano. Posteriormente, eles se estabeleceram em Damasco, na S\u00edria. A experi\u00eancia do ex\u00edlio se tornaria uma quest\u00e3o central na obra de Kanafani, moldando sua vis\u00e3o de mundo, sua identidade e seu compromisso com a causa da liberta\u00e7\u00e3o do povo palestino.<\/p>\n<p>Em Damasco, Kanafani concluiu o ensino secund\u00e1rio. Aos 16 anos, ele come\u00e7ou a trabalhar como professor de artes nas escolas da Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Assist\u00eancia aos Refugiados da Palestina (UNRWA), passando a dar aulas para mais de 1.200 crian\u00e7as que viviam em campos de refugiados na S\u00edria.<\/p>\n<p>Foi durante essa experi\u00eancia como professor que Kanafani fez suas primeiras incurs\u00f5es no campo da literatura. Ele come\u00e7ou a escrever contos e hist\u00f3rias para ajudar os alunos a entenderem o contexto pol\u00edtico que os for\u00e7ou \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de refugiados, usando a escrita como uma ferramenta de est\u00edmulo \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e de fomento \u00e0 luta palestina. A experi\u00eancia com os traumas, priva\u00e7\u00f5es e problemas relatados pelos alunos teria grande influ\u00eancia sobre os seus textos.<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-224656\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/kanafani-ghasan2-800x445-1-768x427-1.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/kanafani-ghasan2-800x445-1-768x427-1.jpg 768w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/kanafani-ghasan2-800x445-1-768x427-1-300x167.jpg 300w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/kanafani-ghasan2-800x445-1-768x427-1-150x83.jpg 150w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/kanafani-ghasan2-800x445-1-768x427-1-750x417.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\"><figcaption>Escritor palestino Ghassan Kanafani <br \/>MST<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Carreira jornal\u00edstica e milit\u00e2ncia no MNA<\/h3>\n<p>Em 1952, Kanafani se matriculou no curso de Filologia \u00c1rabe da Universidade de Damasco. Nesse mesmo per\u00edodo, ele se aproximou de George Habash, c\u00e9lebre militante da causa palestina e fundador do Movimento Nacionalista \u00c1rabe (MNA) \u2014 uma organiza\u00e7\u00e3o panarabista de inclina\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p>Kanafani se tornou membro do MNA, passando a atuar em diversas atividades da organiza\u00e7\u00e3o e a frequentar os atos em prol da liberta\u00e7\u00e3o palestina. O envolvimento em atividades pol\u00edticas resultaria em sua expuls\u00e3o da universidade em 1955, antes que pudesse concluir seu curso.<\/p>\n<p>No ano seguinte, Kanafani se mudou para o Kuwait, onde j\u00e1 viviam sua irm\u00e3 Fayzeh e o irm\u00e3o Ghazi. Ele permaneceria por quatro anos no pa\u00eds, trabalhando como professor e escrevendo artigos para o jornal \u201cAl-Ra\u2019i\u201d (\u201cA Opini\u00e3o\u201d), o \u00f3rg\u00e3o de imprensa oficial do MNA.<\/p>\n<p>Em 1960, aceitando o convite de George Habash, Kanafani se mudou para Beirute, no L\u00edbano, onde assumiu a editoria do jornal \u201cAl-Hurriya\u201d (\u201cLiberdade\u201d). Na cidade, o jornalista iniciou um relacionamento com a educadora dinamarquesa Anni Hover, uma ativista dos direitos das crian\u00e7as. Eles se casaram e tiveram dois filhos \u2014 Fayez (nascido em 1962) e Laila (nascida em 1966).<\/p>\n<p>Kanafani estabeleceria uma s\u00f3lida reputa\u00e7\u00e3o como jornalista pol\u00edtico. Ele assumiu a reda\u00e7\u00e3o do jornal \u201cAl Muharrir\u201d (\u201cO Editor\u201d) e chefiou o suplemento semanal \u201cFilastin\u201d (\u201cPalestina\u201d). Tamb\u00e9m colaborou com o jornal \u201cAl Anwar\u201d (\u201cAs Luzes\u201d) e com a revista \u201cAssayad\u201d (\u201cO Ca\u00e7ador\u201d).<\/p>\n<p>Os textos de Kanafani nesse per\u00edodo s\u00e3o fortemente vinculados ao nasserismo \u2014 a corrente do nacionalismo \u00e1rabe ligada \u00e0s ideias do presidente eg\u00edpcio Gamal Abdel Nasser, que teria grande influ\u00eancia sobre o pan-arabismo e terceiro-mundismo. Ao longo dos anos 60, no entanto, o autor se vincularia cada vez mais ao pensamento marxista, tornando-se um apoiador convicto das tend\u00eancias revolucion\u00e1rias ativas na luta palestina.<\/p>\n<h3>A produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria<\/h3>\n<p>Em paralelo \u00e0 sua prol\u00edfica carreira jornal\u00edstica e aos seus ensaios pol\u00edticos, Kanafani se destacaria por sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Considerado o pioneiro da literatura de resist\u00eancia palestina, ele relatou os dilemas e dramas enfrentados pelos refugiados, a calamidade da Nakba e a luta do povo palestino pela retomada de sua terra. Sua escrita \u00e9 caracterizada pelo estilo inovador, com uso frequente de narrativas n\u00e3o lineares e perspectivas m\u00faltiplas, apresentadas de forma concisa, objetiva e com uma linguagem acess\u00edvel.<\/p>\n<p>Em 1963, Kanafani publicou sua primeira e mais aclamada novela liter\u00e1ria, intitulada \u201cHomens ao Sol\u201d \u2014 uma das maiores obras-primas da literatura \u00e1rabe contempor\u00e2nea. O livro conta a hist\u00f3ria de tr\u00eas refugiados que, em busca de trabalho no Kuwait, contratam um contrabandista para ajud\u00e1-los a atravessar o deserto iraquiano escondidos em um tanque de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A narrativa culmina em um final tr\u00e1gico, resultando em uma poderosa met\u00e1fora sobre a desumaniza\u00e7\u00e3o e o desespero enfrentados pelos palestinos exilados. A obra foi traduzida para diversos idiomas e adaptada para o cinema em 1972, no filme \u201cAl-Makhdu\u2019um\u201d (\u201cOs Enganados\u201d), do diretor eg\u00edpcio Tewfik Saleh.<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos depois, em 1966, Kanafani lan\u00e7ou sua segunda novela, \u201cO que lhes Restou\u201d, contando a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia que vive em um campo de refugiados na Faixa de Gaza. O livro \u00e9 marcado pela estrutura narrativa experimental e pelo recurso amplo ao simbolismo.<\/p>\n<p>Refletindo a crescente ades\u00e3o do autor \u00e0 perspectiva da luta revolucion\u00e1ria, a novela \u201cUmm Saad\u201d, lan\u00e7ada em 1969, aborda a coragem das m\u00e3es palestinas que testemunham a ades\u00e3o dos filhos \u00e0 resist\u00eancia armada.<\/p>\n<p>J\u00e1 em \u201cRetorno a Haifa\u201d, Kanafani conta a hist\u00f3ria de um casal palestino que foi for\u00e7ado a deixar sua cidade natal e a abandonar o filho pequeno durante a Nakba. Quando retornam a Haifa 20 anos depois, eles encontram sua casa ocupada por uma fam\u00edlia judia e o filho convertido em um soldado do ex\u00e9rcito israelense.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das novelas, Kanafani escreveu in\u00fameros contos, compilados em livros como \u201cMorte na Cama N\u00famero 12\u201d e \u201cA Terra das Laranjas Tristes\u201d, bem como estudos liter\u00e1rios (\u201cLiteratura da Resist\u00eancia na Palestina Ocupada\u201d, \u201cSobre a Literatura Sionista\u201d) e pe\u00e7as de teatro (\u201cA Porta\u201d, \u201cO Chap\u00e9u e o Profeta\u201d, \u201cUma Ponte Para a Eternidade\u201d).<\/p>\n<h3>Frente Popular para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina<\/h3>\n<p>Kanafani intensificou sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ap\u00f3s a derrota dos pa\u00edses \u00e1rabes na Guerra dos Seis Dias. Ao t\u00e9rmino do conflito, Israel ampliou seu dom\u00ednio sobre os territ\u00f3rios palestinos, ocupando a Cisjord\u00e2nia, a Faixa de Gaza e Jerusal\u00e9m Oriental. A guerra tamb\u00e9m resultou em mais um grande \u00eaxodo \u2014 a \u201cNaksa\u201d, que expulsou mais de 300 mil palestinos de suas terras.<\/p>\n<p>Em 1967, Kanafani ajudou a fundar a Frente Popular para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (FPLP) \u2014 uma organiza\u00e7\u00e3o marxista-leninista, idealizada pelo mesmo criador do MNA, George Habash. A FPLP pregava a centralidade da luta armada como estrat\u00e9gia de enfrentamento \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o sionista e se converteria em uma das organiza\u00e7\u00f5es mais combativas da resist\u00eancia palestina.<\/p>\n<p>Kanafani n\u00e3o atuou diretamente na luta armada. Ele coordenava as a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e culturais da organiza\u00e7\u00e3o. Em 1969, o escritor assumiu a editoria do jornal \u201cAl-Hadaf\u201d (\u201cO Objetivo\u201d), \u00f3rg\u00e3o de imprensa da FPLP, transformando-o em uma importante plataforma para o debate sobre a causa palestina.<\/p>\n<p>Ainda em 1969, o escritor foi eleito como integrante do politburo da FPLP e se tornou porta-voz oficial da organiza\u00e7\u00e3o. Ele tamb\u00e9m atuou como colaborador da revista \u201cLotus\u201d, uma revista especializada em debates sobre o colonialismo, financiada pelos governos do Egito e da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Os editoriais e ensaios de Kanafani eram bastante influentes. Seus textos com den\u00fancias e cr\u00edticas ao sionismo reverberavam na imprensa internacional. Ao mesmo tempo, o autor tamb\u00e9m produzia cr\u00edticas \u00e1speras aos governos \u00e1rabes, apontando a condescend\u00eancia com os abusos israelenses e a falta de compromisso com a causa palestina. Kanafani seria presos em in\u00fameras ocasi\u00f5es \u2014 a \u00faltima delas em 1971, sob a acusa\u00e7\u00e3o de \u201cdifama\u00e7\u00e3o\u201d contra o rei Hussein da Jord\u00e2nia.<\/p>\n<h3>O assassinato<\/h3>\n<p>Ghassan Kanafani foi assassinado em 8 de julho de 1972, em um atentado terrorista reivindicado pelo Mossad, o servi\u00e7o secreto de Israel. O escritor, ent\u00e3o com 36 anos de idade, foi vitimado pela explos\u00e3o de uma bomba que havia sido plantada no para-choque de seu autom\u00f3vel. Kanafani estava acompanhado de sua sobrinha, Lamees Najim, uma jovem de 17 anos que tamb\u00e9m morreu no ataque.<\/p>\n<p>O assassinato de Kanafani foi uma retalia\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da FPLP em uma a\u00e7\u00e3o armada ocorrida algumas semanas antes. Em maio de 1972, um grupo de combatentes do Ex\u00e9rcito Vermelho Japon\u00eas, trabalhando em colabora\u00e7\u00e3o com a FPLP, havia realizado um ataque contra o Aeroporto de Lod, nos arredores de Tel Aviv, deixando 26 mortos. Kanafani n\u00e3o participou da a\u00e7\u00e3o, mas foi escolhido como alvo por ser o porta-voz da FPLP.<\/p>\n<p>Lideran\u00e7as da causa palestina disseram acreditar que Kanafani j\u00e1 era um alvo do Mossad antes mesmo do ataque ao Aeroporto de Lod, em fun\u00e7\u00e3o de suas cr\u00edticas veementes ao regime sionista e de sua influ\u00eancia nos movimentos de resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Duas semanas ap\u00f3s a morte de Kanafani, Bassam Abu Sharif, outro l\u00edder da FPLP, sobreviveu a uma tentativa de assassinato. Ele denunciaria a cumplicidade de agentes do governo jordaniano no atentado israelense que matou o escritor.<\/p>\n<p>No obitu\u00e1rio do \u201cDaily Star\u201d de Beirute, Kanafani foi descrito como \u201cum guerrilheiro que nunca disparou um tiro, que tinha a caneta esferogr\u00e1fica como arma e as p\u00e1ginas dos jornais como arenas\u201d.<\/p>\n<p>Kanafani foi postumamente homenageado com o Pr\u00eamio L\u00f3tus para Literatura, entregue pela Confer\u00eancia dos Escritores Afro-Asi\u00e1ticos. Em 1987, tr\u00eas de suas novelas inacabadas foram compiladas e publicadas no livro \u201cO Amante\u201d. Sua vi\u00fava criou a Funda\u00e7\u00e3o Cultural Ghassan Kanafani, dedicada a preservar sua mem\u00f3ria e a prestar assist\u00eancia social para crian\u00e7as nos campos de refugiados palestinos do L\u00edbano.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/pensar-a-historia\/a-trajetoria-de-ghassan-kanafani-martir-da-resistencia-palestina\/\">A trajet\u00f3ria de Ghassan Kanafani, m\u00e1rtir da resist\u00eancia palestina<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/\">Opera Mundi<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/dino-reintegra-andrei-rodrigues-na-direcao-geral-da-pf-entenda\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/0d9a1588-e1762880258680-150x150.webp') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Dino reintegra Andrei Rodrigues na dire\u00e7\u00e3o-geral d...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lider-do-pt-pede-ao-stf-o-triplo-da-pena-por-crimes-cometidos-por-gustavo-gayer-contra-gleisi\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">L\u00edder do PT pede ao STF o triplo da pena por crime...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/meteoro-bola-de-fogo-e-vista-nos-ceus-do-brasil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Meteoro? \u201cBola de fogo\u201d \u00e9 vista nos c\u00e9us do Brasil...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/populacao-com-ensino-superior-avanca-mas-desigualdades-persistem\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Censo-Educa_HOME__Isa_Lima-Secom_UnB-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Popula\u00e7\u00e3o com ensino superior avan\u00e7a, mas desigual...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 53 anos, em 8 de julho de 1972, o escritor e militante da resist\u00eancia palestina Ghassan Kanafani era assassinado pelo Mossad, o servi\u00e7o secreto de Israel. Expulso de sua terra natal pelas mil\u00edcias sionistas durante a Nakba, Kanafani viveu como refugiado na S\u00edria, no Kuwait e no L\u00edbano. 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