{"id":39747,"date":"2025-07-23T07:00:00","date_gmt":"2025-07-23T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/trabalho-escravo-doencas-e-medo-a-rotina-em-uma-fazenda-de-cafe-certificada-no-es\/"},"modified":"2025-07-23T07:00:00","modified_gmt":"2025-07-23T10:00:00","slug":"trabalho-escravo-doencas-e-medo-a-rotina-em-uma-fazenda-de-cafe-certificada-no-es","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/trabalho-escravo-doencas-e-medo-a-rotina-em-uma-fazenda-de-cafe-certificada-no-es\/","title":{"rendered":"Trabalho escravo, doen\u00e7as e medo: a rotina em uma fazenda de caf\u00e9 certificada no ES"},"content":{"rendered":"<p><strong>QUANDO ACEITARAM <\/strong>o trabalho na colheita de caf\u00e9 no S\u00edtio Mata Verde, em Vila Pav\u00e3o, no Noroeste do Esp\u00edrito Santo, Jos\u00e9 Ademilson e Jurandir esperavam um emprego digno e pagamento justo. Logo na primeira semana de trabalho, em abril de 2023, eles afirmam que a promessa deu lugar ao medo. Diante de amea\u00e7as e condi\u00e7\u00f5es degradantes, decidiram fugir da propriedade. \u201cEu estava correndo perigo\u201d, diz Jos\u00e9. \u201cA qualquer hora poderia acontecer alguma coisa comigo\u201d.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte \u00e0 fuga da dupla, no dia 2 de maio, auditores fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) chegaram \u00e0 propriedade e identificaram dez trabalhadores submetidos a <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/jornalismo\/trabalho-escravo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o<\/a>. Assim como Jos\u00e9 Ademilson e Jurandir, outros 16 j\u00e1 haviam sa\u00eddo da fazenda por n\u00e3o suportarem as condi\u00e7\u00f5es de trabalho impostas, segundo registrado no relat\u00f3rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o, acessado pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Para o MTE, Ven\u00e2ncio Jacob, dono do S\u00edtio Mata Verde, submeteu o grupo a condi\u00e7\u00f5es degradantes de trabalho e moradia e restringiu sua locomo\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de d\u00edvidas ilegais impostas aos trabalhadores \u2013 dois dos quatro elementos que caracterizam o emprego de m\u00e3o de obra an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o, segundo a legisla\u00e7\u00e3o brasileira.\u00a0<\/p>\n<figure>\n<div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Desde abril de 2024, Ven\u00e2ncio Jacob integra o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/trabalho-e-emprego\/pt-br\/assuntos\/inspecao-do-trabalho\/areas-de-atuacao\/combate-ao-trabalho-escravo-e-analogo-ao-de-escravo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o<\/a>, a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo.<\/p>\n<h2>Produ\u00e7\u00e3o entregue a gigante do setor<\/h2>\n<p>O S\u00edtio Mata Verde produz o caf\u00e9 do tipo conilon, variedade usada especialmente na produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s sol\u00faveis. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o maior produtor de caf\u00e9 conilon do pa\u00eds, respons\u00e1vel por 67% da produ\u00e7\u00e3o nacional em 2024, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Cobab).\u00a0<\/p>\n<p>Segundo relato do pr\u00f3prio cafeicultor aos auditores fiscais, a produ\u00e7\u00e3o do S\u00edtio Mata Verde era entregue \u00e0 Cooabriel (Cooperativa Agr\u00e1ria dos Cafeicultores de S\u00e3o Gabriel), a maior cooperativa de caf\u00e9 conilon do pa\u00eds. Por telefone, Ven\u00e2ncio Jacob tamb\u00e9m disse \u00e0<strong> Rep\u00f3rter Brasil <\/strong>e \u00e0 <a href=\"https:\/\/stories.publiceye.ch\/modern-slavery-coffee\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">organiza\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a <em>Public Eye<\/em>, parceira nesta investiga\u00e7\u00e3o<\/a>, que sua propriedade detinha o selo de certifica\u00e7\u00e3o do programa 4C, sigla para C\u00f3digo Comum para a Comunidade Cafeeira. A 4C \u00e9 um dos principais programas de certifica\u00e7\u00e3o do setor cafeeiro no mundo.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>A Cooabriel \u00e9 fornecedora de caf\u00e9 conilon para a multinacional su\u00ed\u00e7a Nestl\u00e9, que compra o caf\u00e9 certificado 4C da cooperativa por meio do seu programa \u201cCultivado com Respeito\u201d. O caf\u00e9 adquirido por meio desse programa \u00e9 usado pela Nestl\u00e9 nos produtos da marca Nescaf\u00e9.\u00a0<\/p>\n<p>Procurada, a Cooabriel informou \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> que, ap\u00f3s o flagrante, suspendeu Ven\u00e2ncio Jacob de realizar opera\u00e7\u00f5es comerciais com a cooperativa e o excluiu do seu grupo de produtores com certifica\u00e7\u00e3o 4C. <\/p>\n<p>A 4C confirmou que o produtor foi formalmente retirado do programa ap\u00f3s o caso e disse que \u201ca certifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o implica o monitoramento em tempo real de todas as fazendas, nem pode garantir que todas as viola\u00e7\u00f5es sejam detectadas imediatamente\u201d. O programa de certifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apontou que \u201cembora o Sistema 4C reduza significativamente o risco, n\u00e3o pode elimin\u00e1-lo totalmente\u201d.<\/p>\n<p>A Nestl\u00e9 declarou que atualmente compra caf\u00e9 certificado 4C de 500 fazendas que entregam sua produ\u00e7\u00e3o para a Cooabriel e que n\u00e3o adquire o gr\u00e3o do S\u00edtio Mata Verde. A multinacional n\u00e3o comentou sobre fornecimentos anteriores. Leia na <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2025\/07\/posicionamentos-da-cooabriel-4c-e-nestle-sobre-caso-de-trabalho-escravo-no-sitio-mata-verde\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00edntegra aqui<\/a> o posicionamento completo das companhias.<\/p>\n<p>\u00c0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, Ven\u00e2ncio Jacob negou ter escravizado trabalhadores e disse desconfiar que os safristas foram at\u00e9 a sua propriedade com a inten\u00e7\u00e3o de simular uma situa\u00e7\u00e3o de trabalho escravo para ter ganhos financeiros. \u201cTenho fortes ind\u00edcios, mas n\u00e3o tenho provas, de que eles [trabalhadores] j\u00e1 vieram com a ideia de ganhar a indeniza\u00e7\u00e3o. Sei que est\u00e3o fazendo isso com outros produtores. \u00c9 um desrespeito com quem produz neste pa\u00eds\u201d, afirmou. Sobre a acusa\u00e7\u00e3o de ter amea\u00e7ado trabalhadores que queriam fugir da fazenda, Ven\u00e2ncio Jacob respondeu que \u201cn\u00e3o procede, \u00e9 mentira\u201d.<\/p>\n<p>Em junho de 2023, Jos\u00e9 Ademilson e Jurandir entraram com a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a do Trabalho contra Jacob, alegando danos morais e psicol\u00f3gicos ao terem sido submetidos a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o. As a\u00e7\u00f5es terminaram em acordos judiciais e indeniza\u00e7\u00f5es de R$ 7 mil para cada um \u2013 inicialmente, o pedido era de R$ 66 mil por pessoa.<\/p>\n<h2>D\u00edvidas e condi\u00e7\u00f5es degradantes<\/h2>\n<p>Os trabalhadores contratados para a colheita de caf\u00e9 no S\u00edtio Mata Verde eram provenientes de munic\u00edpios dos estados de Alagoas e Sergipe. No total, 28 pessoas come\u00e7aram as atividades entre 24 e 29 de abril, segundo informa\u00e7\u00f5es prestadas por Ven\u00e2ncio Jacob aos auditores fiscais e que constam no relat\u00f3rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o, acessado pela reportagem.<\/p>\n<p>Jurandir e Jos\u00e9 Ademilson foram entrevistados pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> em Aracaju, capital do Sergipe, em fevereiro deste ano. Jos\u00e9 explicou que, poucos dias ap\u00f3s chegarem no S\u00edtio Mata Verde, registrou uma den\u00fancia no <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pt-br\/servicos\/denunciar-violacao-de-direitos-humanos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Disque 100<\/a>, servi\u00e7o do governo federal que recebe den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos. Na v\u00e9spera da opera\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o do MTE, os dois j\u00e1 haviam deixado a fazenda, e n\u00e3o foram oficialmente resgatados.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo relato dos auditores fiscais e dos trabalhadores ouvidos pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil,<\/strong> o produtor Ven\u00e2ncio Jacob cobrava R$ 350 pelo transporte dos trabalhadores dos seus munic\u00edpios de origem at\u00e9 o S\u00edtio Mata Verde. Os safristas sofriam um desconto semanal de R$ 50 para pagar a d\u00edvida contra\u00edda com o empregador. Para n\u00e3o precisarem pagar pela passagem de volta, tinham a obriga\u00e7\u00e3o de permanecer na propriedade at\u00e9 o final da safra.\u00a0 \u201cVoc\u00ea j\u00e1 chegava devendo, e n\u00e3o podia sair antes de pagar tudo\u201d, afirma Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Os trabalhadores afirmam que o custo de equipamentos de trabalho, como botas, luvas, peneiras e at\u00e9 garrafas t\u00e9rmicas, tamb\u00e9m foram descontados de seus sal\u00e1rios \u2013 situa\u00e7\u00e3o confirmada pelos auditores fiscais. Itens obrigat\u00f3rios para o trabalho na colheita de caf\u00e9 devem ser fornecidos gratuitamente pelo empregador, segundo a legisla\u00e7\u00e3o brasileira.\u00a0<\/p>\n<h2>Alojamentos sem portas, camas ou chuveiros<\/h2>\n<p>O relat\u00f3rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o aponta que, no momento do flagrante, o grupo resgatado estava alojado em duas casas. Em um dos alojamentos, n\u00e3o havia portas, o que n\u00e3o garantia privacidade. Tamb\u00e9m n\u00e3o havia camas, obrigando os trabalhadores a dormirem em colch\u00f5es no ch\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Nos dois banheiros usados pelos dez trabalhadores, n\u00e3o havia chuveiro ou pia, ressaltam os auditores fiscais. \u201cEm ambos, havia canos por onde sa\u00eda diretamente \u00e1gua fria para os empregados se banharem\u201d, diz trecho do relat\u00f3rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Sem mesas e cadeiras, o grupo comia no ch\u00e3o ou sentado em colch\u00f5es, de acordo com o documento.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m indica a falta de \u00e1gua pot\u00e1vel no local. A caixa d\u2019\u00e1gua do alojamento fechava apenas parcialmente, \u201chavendo ac\u00famulo de lodo em seu interior e sendo acess\u00edvel a roedores, p\u00e1ssaros e insetos\u201d, segundo trecho do documento. \u201cTodo mundo l\u00e1 adoeceu, todo mundo\u201d, conta Jurandir. \u201cCome\u00e7aram a pegar gripe, doen\u00e7a de pele, micose. Dor de barriga, sempre tinha dor de barriga\u201d, complementa Jos\u00e9.\u00a0<\/p>\n<p>Jurandir e Jos\u00e9 Ademilson tamb\u00e9m contam que a comida era descontada da remunera\u00e7\u00e3o e vendida a pre\u00e7os abusivos. \u201cA alimenta\u00e7\u00e3o era comprada pelo fazendeiro. Tudo o que ele comprava, ele botava na conta da gente, para a gente pagar\u201d, aponta Jos\u00e9. \u201cS\u00f3 que era ovo, salame e salsicha. Raramente vinha uma carne\u201d. Uma mortadela pequena, segundo ele, custava at\u00e9 R$ 50; quatro frangos, R$ 300.<\/p>\n<h2>\u2018At\u00e9 hoje fico traumatizado\u2019<\/h2>\n<p>Segundo os relatos dos dois trabalhadores, o dono do S\u00edtio Mata teria afirmado que j\u00e1 havia fornecido o b\u00e1sico para que pudessem viver e que, como ainda estavam endividados, s\u00f3 poderiam sair da fazenda com sua autoriza\u00e7\u00e3o. Caso tentassem fugir, o patr\u00e3o, de acordo com os trabalhadores, amea\u00e7ou que os encontraria onde estivessem. Eles tamb\u00e9m relataram a presen\u00e7a de armas na propriedade, afirmando ter visto o gerente da fazenda portando uma pistola enquanto vigiava o trabalho.\u00a0<\/p>\n<p>Com ajuda de colegas e dinheiro emprestado de familiares, a dupla relata ter fugido da propriedade poucas horas antes da chegada da fiscaliza\u00e7\u00e3o. As marcas da experi\u00eancia seguem presentes. \u201cAt\u00e9 hoje eu me sinto traumatizado\u201d, afirma Jurandir. \u201cS\u00f3 de falar em caf\u00e9 eu fico traumatizado porque eu me lembro logo de tudo que eu passei l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO fazendeiro que faz o trabalho escravo deveria ser preso. Como \u00e9 que ele faz pessoas de escravas e n\u00e3o vai preso? Aquele dinheiro que ele pagou de indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nada. Em uma colheita ele tira dez, vinte, at\u00e9 mil vezes mais\u201d, desabafa Jos\u00e9.<\/p>\n<p>\u00c0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, Ven\u00e2ncio Jacob negou que qualquer dos seus funcion\u00e1rios andassem armados. Os depoimentos dados pelos trabalhadores resgatados no S\u00edtio Mata e inclu\u00eddos no relat\u00f3rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o mencionam a presen\u00e7a de pessoas armadas ou epis\u00f3dios de amea\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<h2>Trabalhadores se sentiram desassistidos<\/h2>\n<p>Segundo Jos\u00e9, a opera\u00e7\u00e3o que resgatou dez trabalhadores do S\u00edtio Mata Verde foi realizada ap\u00f3s a sua den\u00fancia ao Disque 100. Ele e Jurandir j\u00e1 estavam fora da propriedade e n\u00e3o foram oficialmente resgatados.<\/p>\n<p>O colhedor de caf\u00e9 afirma que um integrante da for\u00e7a-tarefa que realizou a opera\u00e7\u00e3o explicou que ele n\u00e3o poderia receber assist\u00eancia porque n\u00e3o estava na fazenda no momento do flagrante, deixando de receber verbas e aux\u00edlios pagos \u00e0s demais v\u00edtimas. \u201cMas eu estava l\u00e1! Eu que fiz a den\u00fancia!\u201d.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\">\n<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2025\/07\/trabalho-escravo-rotina-fazenda-cafe-certificada-es\/\">Trabalho escravo, doen\u00e7as e medo: a rotina em uma fazenda de caf\u00e9 certificada no ES<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/petrobras-bate-recorde-producao-cresce-11-e-fortalece-o-pais-2\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/plataforma-p-54_foto_petrobras-1-150x150.webp') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Logo na primeira semana de trabalho, em abril de 2023, eles afirmam que a promessa deu lugar ao medo. 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