{"id":40327,"date":"2025-07-25T16:49:33","date_gmt":"2025-07-25T19:49:33","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/quem-cuida-das-mulheres-negras-interseccoes-e-iniquidades-em-saude\/"},"modified":"2025-07-25T16:49:33","modified_gmt":"2025-07-25T19:49:33","slug":"quem-cuida-das-mulheres-negras-interseccoes-e-iniquidades-em-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/quem-cuida-das-mulheres-negras-interseccoes-e-iniquidades-em-saude\/","title":{"rendered":"Quem cuida das mulheres negras? Intersec\u00e7\u00f5es e iniquidades em sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>No dia 25 de julho de 1992, aconteceu em San Domingos, Rep\u00fablica Dominicana, o<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/brasil-popular\/2025\/07\/03\/julho-das-pretas-memoria-lutas-e-resistencia\/\"> I Encontro de Mulheres Afro Latino-americanas e Afro Caribenhas<\/a>, que se tornou um marco na luta das mulheres negras. Desde ent\u00e3o, mulheres negras da Am\u00e9rica Latina e do Caribe t\u00eam tornado cada vez mais vis\u00edvel essa data como momento importante para as reivindica\u00e7\u00f5es, visibilidade e mobiliza\u00e7\u00e3o sobre a opress\u00e3o de g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/p>\n<p>Este dia \u00e9 mais do que uma data comemorativa, expressa o enfrentamento de m\u00faltiplos desafios colocados na trajet\u00f3ria das mulheres negras, a maioria hist\u00f3ricos, e que v\u00eam sendo evidenciados e denunciados ao longo dos anos. \u00c9 poss\u00edvel afirmar, ent\u00e3o, que este dia tamb\u00e9m marca a trajet\u00f3ria de resist\u00eancia e constante mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, o dia<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/07\/25\/25-de-julho-a-visibilidade-da-mulher-negra-e-a-luta-para-romper-o-silencio\/\"> 25 de julho<\/a> tem como nome Tereza de Benguela, s\u00edmbolo de luta e resist\u00eancia. Tereza foi uma quilombola que viveu no s\u00e9culo XIX. Ap\u00f3s a morte do companheiro, tornou-se l\u00edder do Quilombo do Piolho e durante duas d\u00e9cadas guiou mais de 100 pessoas negras e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>No Dia de Tereza de Benguela, reverenciamos a resist\u00eancia e a pot\u00eancia da luta das mulheres negras e reafirmamos que o racismo e o machismo matam cotidianamente. Matam quando violentam sexual, f\u00edsica e psicologicamente os corpos. <\/p>\n<figure><a href=\"https:\/\/plebiscitopopular.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"851\" height=\"175\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-7-43.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/image-7-300x62.png 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/image-7-768x158.png 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/image-7-750x175.png 750w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-7-43.png 851w\" sizes=\"(max-width: 851px) 100vw, 851px\"><\/a><\/figure>\n<h4>As mulheres pretas s\u00e3o a maioria das v\u00edtimas do feminic\u00eddio<\/h4>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/anuario-2025.pdf\">19\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a>, 68,6% das mortes violentas intencionais de mulheres ocorrem com mulheres pretas no Brasil. Diz ainda que 63,6% das mulheres v\u00edtimas de feminic\u00eddio no Brasil s\u00e3o negras, bem como segundo dados do Dossi\u00ea de Assassinatos e Viol\u00eancia contra Pessoas Trans de 2025 da Antra, 78% das v\u00edtimas s\u00e3o travestis e pessoas trans negras.<\/p>\n<p>Matam quando silenciam mulheres, quando promovem o apagamento social, quando reduzem pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o, quando amea\u00e7am e destroem o clima, quando colocam em risco suas vidas e dos seus filhos, quando promovem o encarceramento em massa da popula\u00e7\u00e3o negra. Seguem matando quando rompem direitos conquistados, desqualificam as a\u00e7\u00f5es executadas por mulheres em qualquer campo de atua\u00e7\u00e3o, quando imp\u00f5em condi\u00e7\u00f5es salariais baseadas em g\u00eanero e ra\u00e7a, quando atacam a autonomia, os direitos sociais, sexuais e reprodutivos, trabalhistas, de educa\u00e7\u00e3o, de sa\u00fade e de seguran\u00e7a. Quando apartam as mulheres negras dos espa\u00e7os pol\u00edticos. <\/p>\n<p>Apesar das mulheres corresponderem a 51% da popula\u00e7\u00e3o, sendo 28% mulheres negras, s\u00e3o minoria nos espa\u00e7os de decis\u00e3o, sendo que representam apenas 2% no Congresso Nacional, e s\u00e3o v\u00edtimas constantes de viol\u00eancia pol\u00edtica. Inclusive, os dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que, em 2024, 59% das eleitas em todos os cargos foram mulheres brancas.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/08\/21\/e-preciso-combater-o-racismo-estrutural-para-reduzir-assassinatos-de-criancas-e-adolescentes-no-brasil-diz-especialista-do-unicef\/\">racismo estrutural<\/a> e institucional aprofunda as desigualdades sociais e iniquidades. As mulheres negras s\u00e3o as mais afetadas pelo desemprego, pela pobreza, pela fome e pela viol\u00eancia do Estado! S\u00e3o as que mais enfrentam barreiras no acesso \u00e0 justi\u00e7a no Brasil e as mais propensas a serem presas. Segundo a <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/senappen\/pt-br\">Secretaria Nacional de Pol\u00edticas Penais<\/a> (Senappen), enquanto houve uma queda na popula\u00e7\u00e3o privada de liberdade feminina, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres negras aumentou entre 2017 e 2024.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p>Nesta mesma seara, tamb\u00e9m s\u00e3o as mulheres negras que ocupam os postos de trabalho mais precarizados e s\u00e3o responsabilizadas pelo cuidado e o trabalho n\u00e3o remunerado. Ainda, a fome tem cor e g\u00eanero no Brasil, fen\u00f4meno que\u00a0economistas t\u00eam denominado como feminiza\u00e7\u00e3o da fome,\u00a051% das casas chefiadas por mulheres negras est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar e nutricional.<\/p>\n<h4>Dificuldade no acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade<\/h4>\n<p>Por certo, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas que este contexto tamb\u00e9m se reflete no acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade. As mulheres negras de forma reiterada t\u00eam suas dores minimizadas pelos profissionais de sa\u00fade, recebem menos aten\u00e7\u00e3o, e ao buscarem tratamento m\u00e9dico, s\u00e3o negligenciadas em suas queixas e s\u00e3o v\u00edtimas potenciais de viol\u00eancia obst\u00e9trica. Segundo os registros do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan\/MS), nos casos de viol\u00eancia contra mulheres adultas (20 a 59 anos), 60,4% foram contra mulheres pretas e pardas, enquanto 37,5% contra mulheres brancas.<\/p>\n<p>Assim como n\u00e3o \u00e9 uma novidade que este contexto tamb\u00e9m se reflete nas pol\u00edticas p\u00fablicas para o enfrentamento ao HIV e Aids, que t\u00eam negligenciado de forma importante o racismo e as quest\u00f5es relacionadas \u00e0s desigualdades e viol\u00eancias de g\u00eanero e seus impactos no cen\u00e1rio da epidemia. Ao longo dos anos, estamos assistindo o recrudescimento das pautas fundamentalistas e conservadoras que impactam de forma contundente nos direitos humanos e em especial nos direitos das mulheres e o enfrentamento aos contextos de viol\u00eancias imbricados pelo racismo, machismo e a misoginia, perpetuando viola\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As emerg\u00eancias sanit\u00e1rias e clim\u00e1ticas vivenciadas recentemente salientaram a import\u00e2ncia de compreendermos o impacto das desigualdades de g\u00eanero, de ra\u00e7a, cor, econ\u00f4micas e sociais no processo de adoecimento, risco e morte das mulheres. A Aids e a tuberculose h\u00e1 muito j\u00e1 nos apontavam o quanto as epidemias n\u00e3o s\u00e3o democr\u00e1ticas e atingem, de forma singular, grupos historicamente exclu\u00eddos e minorias, especialmente as mulheres negras.<\/p>\n<p>Recentemente, o Brasil submeteu o relat\u00f3rio para a obten\u00e7\u00e3o da certifica\u00e7\u00e3o da elimina\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o vertical de HIV, um avan\u00e7o importante e que merece reconhecimento. Contudo, enquanto celebramos, \u00e9 preciso encarar de frente os dados e refletir sobre quem fica para tr\u00e1s nesta conjuntura.<\/p>\n<p>Esta resposta se expressa quando fazemos uma an\u00e1lise breve de alguns dados recentes que sintetizam o cen\u00e1rio atual. Segundo o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/aids\/pt-br\/central-de-conteudo\/boletins-epidemiologicos\/2024\/boletim_hiv_aids_2024e.pdf\/view\">Boletim Epidemiol\u00f3gico de HIV e Aids 2024<\/a> h\u00e1 um predom\u00ednio de casos de infec\u00e7\u00e3o pelo HIV entre gestantes n\u00e3o brancas, sendo que 53,1% se autodeclaram pardas e 14,3% pretas. Ainda, apesar das infec\u00e7\u00f5es entre mulheres terem demonstrado um decr\u00e9scimo nos \u00faltimos anos, desde 2009, os casos de Aids s\u00e3o mais prevalentes em mulheres negras e a percentual de \u00f3bitos entre mulheres negras foi de 63,3%. Os dados do boletim epidemiol\u00f3gico de S\u00edfilis de 2024 corroboram este cen\u00e1rio, entre as mulheres gestantes diagnosticadas com s\u00edfilis 12,5% eram pretas e 53,1% pardas. Estes dados n\u00e3o s\u00e3o meras coincid\u00eancias, s\u00e3o consequ\u00eancias de quest\u00f5es estruturais que dificultam o acesso das mulheres negras \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<h4>Mulheres negras s\u00e3o as que mais cuidam e menos s\u00e3o cuidadas<\/h4>\n<p>As mulheres negras s\u00e3o as que mais trabalham e menos ganham. S\u00e3o as que mais cuidam e menos s\u00e3o cuidadas. S\u00e3o as que mais tem fome. S\u00e3o as que mais morrem, inclusive de Aids.<\/p>\n<p>Este panorama evidencia as disparidades raciais e as m\u00faltiplas neglig\u00eancias, apontando \u00e0 necessidade de se almejar para al\u00e9m do atingimento de metas e certifica\u00e7\u00f5es internacionais, que reiteradamente desconsideram os contextos de vulnerabilidades e exclus\u00e3o social. N\u00e3o basta a abordagem e an\u00e1lise tecnicista e biom\u00e9dica, que prop\u00f5e na centralidade a medicaliza\u00e7\u00e3o e o controle do corpo das mulheres, precisamos de a\u00e7\u00f5es inclusivas e emancipat\u00f3rias, al\u00e9m de espa\u00e7os de escuta e acolhimento.<\/p>\n<p>A compreens\u00e3o da interseccionalidade entre g\u00eanero, classe e ra\u00e7a e sua rela\u00e7\u00e3o com uma maior vulnerabilidade ao HIV e Aids, S\u00edfilis, HTLV, Hepatites Virais e tuberculose indicam a urg\u00eancia de uma agenda intersetorial efetiva, articulada com os outros movimentos sociais e engajada com a garantia dos direitos das mulheres, buscando construir feminismos cada vez mais potentes.<\/p>\n<p>\u201cQuando as mulheres negras se movem, o mundo inteiro se move conosco.\u201d Essa importante afirma\u00e7\u00e3o da fil\u00f3sofa e ativista Angela Davis \u00e9 cada vez mais real e objetiva para as mulheres negras no mundo todo e tem sido um farol constante em lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Neste sentido, precisamos reafirmar a import\u00e2ncia da luta antirracista na sa\u00fade e o compromisso de incidir de forma propositiva na constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que confrontem os determinantes sociais, expressos atrav\u00e9s do machismo, do racismo, da LGBTQIANP+fobia e as desigualdades de classe. Um futuro mais igualit\u00e1rio para todas, todes e todos passa inexoravelmente pela den\u00fancia e o enfrentamento das iniquidades e a garantia do protagonismo e da autonomia das mulheres negras.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s mulheres negras acreditamos que, al\u00e9m de buscar conhecer profundamente cada detalhe de cada a\u00e7\u00e3o, de cada projeto, de cada programa, de cada pol\u00edtica, de cada governo \u00e9 fundamental ter ao nosso alcance ferramentas para an\u00e1lise cr\u00edtica, para o debate e proposi\u00e7\u00e3o de alternativas que desenhe horizontes de justi\u00e7a.\u201d <em>Sueli Nascimento \u2013 mulher negra, ativista do movimentos Aids de MG\/BR<\/em>.<\/p>\n<p>Fortalecer e priorizar a\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas integradas para mulheres negras \u00e9 repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e justi\u00e7a social!<\/p>\n<p><em>* Cientista Social, ativista de sa\u00fade, Secret\u00e1ria Nacional da Anaids e do Coletivo Feminista Gabriela Leite<\/em>.<\/p>\n<p><em>** Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o e n\u00e3o necessariamente representa a linha editorial do\u00a0<strong>Brasil do Fato<\/strong>.<\/em><\/p>\n<figure><a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=5551998132796&amp;text=Quero%20receber%20not%C3%ADcias%20do%20Brasil%20de%20Fato%20RS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"92\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/238bbb7f5224bf3f2c5cee6f4a148fff-12.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/238bbb7f5224bf3f2c5cee6f4a148fff-300x35.jpg 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/238bbb7f5224bf3f2c5cee6f4a148fff-768x88.jpg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/07\/238bbb7f5224bf3f2c5cee6f4a148fff-750x92.jpg 750w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/238bbb7f5224bf3f2c5cee6f4a148fff-12.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\"><\/a><\/figure>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/07\/25\/quem-cuida-das-mulheres-negras-interseccoes-e-iniquidades-em-saude\/\">Quem cuida das mulheres negras? Intersec\u00e7\u00f5es e iniquidades em sa\u00fade<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/\">Brasil de Fato<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/greve-nacional-dos-bancarios-de-1985-alesp-celebra-40-anos-da-manifestacao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-Tela-2025-09-18-as-102128-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Greve nacional dos banc\u00e1rios de 1985: Alesp celebr...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lula-critica-anistia-a-golpistas-e-falsos-patriotas-que-jogam-contra-o-pais\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/gas-lula-Fotos-Ricardo-Stuckert-_-PR-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Lula critica anistia a golpistas e \u201cfalsos patriot...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/eua-os-deportados-e-a-geografia-da-exploracao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/callcenter-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">EUA: Os deportados e a geografia da explora\u00e7\u00e3o<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/viradouro-e-a-campea-do-carnaval-do-rio-de-janeiro-2026\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Viradouro \u00e9 a campe\u00e3 do Carnaval do Rio de Janeiro...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 25 de julho de 1992, aconteceu em San Domingos, Rep\u00fablica Dominicana, o I Encontro de Mulheres Afro Latino-americanas e Afro Caribenhas, que se tornou um marco na luta das mulheres negras. 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