{"id":41380,"date":"2025-07-30T16:14:53","date_gmt":"2025-07-30T19:14:53","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/a-batalha-de-argel-gaza-nos-impele-a-rever-um-classico\/"},"modified":"2025-07-30T16:14:53","modified_gmt":"2025-07-30T19:14:53","slug":"a-batalha-de-argel-gaza-nos-impele-a-rever-um-classico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-batalha-de-argel-gaza-nos-impele-a-rever-um-classico\/","title":{"rendered":"\u2018A Batalha de Argel\u2019: Gaza nos impele a rever um cl\u00e1ssico"},"content":{"rendered":"<p><span>H\u00e1 100 anos, em 20 de julho de 1925, nascia o fil\u00f3sofo, psiquiatra e militante anticolonial Frantz Omar Fanon, em Fort-de-France, capital da Martinica. A ilha caribenha, pisada em 1502 por Cristov\u00e3o Colombo e colonizada pela Fran\u00e7a a partir de 1632, repetiu o curso hist\u00f3rico de muitos pa\u00edses da Am\u00e9rica: ocupada por uma pot\u00eancia colonial, teve a sua popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena dizimada e foi povoada por europeus e africanos, estes \u00faltimos trazidos \u00e0 for\u00e7a para o trabalho escravo nas lavouras<\/span><i><span>.<\/span><\/i><span>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Quando Fanon veio ao mundo, sua terra natal ainda era oficialmente uma col\u00f4nia francesa. Somente em 1946 o territ\u00f3rio martinicano foi declarado \u201cdepartamento ultramarino insular\u201d, sem nunca ter se tornado de fato independente. As chagas deste processo colonial marcariam para sempre o autor.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-227000\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/a-batalha-de-argel.webp\" alt=\"Cena do filme 'A Batalha de Argel' (1966). &lt;br&gt; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/a-batalha-de-argel.webp 1280w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/a-batalha-de-argel-300x169.webp 300w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/a-batalha-de-argel-1024x576.webp 1024w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/a-batalha-de-argel-768x432.webp 768w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/a-batalha-de-argel-150x84.webp 150w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/a-batalha-de-argel-750x422.webp 750w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/a-batalha-de-argel-1140x641.webp 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\"><figcaption>Cena do filme \u2018A Batalha de Argel\u2019 (1966). <br \/>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>Depois de completar os estudos iniciais na Martinica, Fanon serviu no Ex\u00e9rcito Franc\u00eas Livre na Segunda Guerra Mundial. Ap\u00f3s o fim do conflito, estudou na Universidade de Lyon, pela qual se formou m\u00e9dico psiquiatra. Vivendo como um negro antilhano na metr\u00f3pole, notou os efeitos do colonialismo, do imperialismo e do racismo na psique humana, o que o levou a publicar uma de suas maiores obras: <\/span><i><span>Pele negra, m\u00e1scaras brancas<\/span><\/i><span> (<\/span><i><span>Peau noire, masques blancs<\/span><\/i><span>), de 1952.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>No ano seguinte, mudou-se para Arg\u00e9lia, outra col\u00f4nia francesa, onde atuaria at\u00e9 1956 como chefe do departamento de psiquiatria do Hospital Blida-Joinville, na capital Argel. A cidade foi um dos principais focos da luta argelina contra o colonialismo franc\u00eas, liderada pela Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (FLN).<\/span><\/p>\n<p><span>E \u00e9 aqui que o cl\u00e1ssico <\/span><i><span>A Batalha de Argel<\/span><\/i><span> (<\/span><i><span>La battaglia di Algeri<\/span><\/i><span>), obra \u00edtalo-argelina de 1966, dirigida pelo italiano Gillo Pontecorvo (<\/span><i><span>Kap\u00f2<\/span><\/i><span>, 1960, e <\/span><i><span>Queimada<\/span><\/i><span>, 1969), e a hist\u00f3ria de Fanon se cruzam. O filme, inspirado no neorealismo italiano por sua crueza estil\u00edstica e o emprego de atores amadores, retrata os enfrentamentos urbanos da Guerra de Independ\u00eancia, no per\u00edodo de novembro de 1954 at\u00e9 dezembro de 1960.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Como adianta o nome do longa, o campo de batalha foi Argel, capital apartada entre o Casbah, o distrito popular dos argelinos, e o belo Bairro Europeu, habitado pela elite colonial francesa. A divis\u00e3o espacial, que lembra a de cidades brasileiras, refletia a estratifica\u00e7\u00e3o social argelina. Como afirmou Fanon, \u201ceste mundo dividido em compartimentos, este mundo cindido em dois, \u00e9 habitado por esp\u00e9cies diferentes\u201d \u2013 colonos e colonizados, cuja rela\u00e7\u00e3o rela\u00e7\u00e3o tensa e explosiva \u00e9 retratada no filme.<\/span><\/p>\n<p><span>A principal inspira\u00e7\u00e3o de Pontecorvo foi <\/span><i><span>Souvenirs de la Bataille d\u2019Alger,<\/span><\/i><span> livro de mem\u00f3rias de Saadi Yacef, chefe militar da FLN, interpretado por ele mesmo. Mas a obra cinematogr\u00e1fica tamb\u00e9m pode ser vista como um retrato magistral de outro grande livro fanoniano, <\/span><i><span>Os Condenados da Terra <\/span><\/i><span>(<\/span><i><span>Les damn\u00e9s de la terre<\/span><\/i><span>), publicado em 1961. No \u00faltimo cap\u00edtulo desta publica\u00e7\u00e3o, especialmente atordoante e intitulado \u201cGuerra colonial e perturba\u00e7\u00f5es psicossom\u00e1ticas\u201d, Fanon se dedica a analisar os efeitos f\u00edsicos e mentais da bestial repress\u00e3o francesa contra a resist\u00eancia argelina, a partir de notas dos atendimentos psiqui\u00e1tricos de seus pacientes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>N\u00e3o s\u00f3 os colonizados, mas tamb\u00e9m os colonizadores eram afetados por aquele processo de despersonaliza\u00e7\u00e3o, em especial pelo uso sistem\u00e1tico da tortura: depress\u00e3o, dist\u00farbios motores, taquicardia, ins\u00f4nia, pesadelos, pensamentos violentos obsessivos e suicidas eram sintomas comuns a ambos.<\/span><\/p>\n<p><span>A pel\u00edcula, exibida num tom monocrom\u00e1tico, escolha perfeita do diretor para expressar a frieza do embate anticolonial, abre com uma cena que poderia ter sido extra\u00edda de um destes relatos: um militante da FLN, visivelmente fragilizado e humilhado ap\u00f3s longas horas sendo torturado, confessa o esconderijo de seus companheiros. \u201cO pior j\u00e1 passou\u201d, diz a ele o coronel Phillipe Mathieu (Jean Martin), personagem fict\u00edcio que parece remeter a Jacques Massu, ex-comandante do ex\u00e9rcito franc\u00eas em Argel e respons\u00e1vel por implementar m\u00e9todos medievais na persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 resist\u00eancia. Como sabia Fanon, o inferno n\u00e3o se limitava, na mente do colonizado, \u00e0 sess\u00e3o de tortura. Perturbado, o homem tenta se lan\u00e7ar pela janela, mas \u00e9 impedido e levado para a invas\u00e3o de Casbah, na busca por Ali La Point (Brahim Hagiag), personagem real e uma das principais lideran\u00e7as da FLN.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A ca\u00e7ada de La Point corre sob uma eletrificante m\u00fasica com tambores militares, composta pelo maestro Enio Morricone. Aqui, vale um aparte. O g\u00eanio das trilhas sonoras elaborou para <\/span><i><span>A Batalha de Argel <\/span><\/i><span>uma pe\u00e7a de arte por si s\u00f3. Composi\u00e7\u00f5es originais, m\u00fasicas da \u00e9poca e efeitos sonoros se intercalam e se sobrep\u00f5em no preenchimento da trama, o que mant\u00e9m o telespectador sempre atento. Os sons, escolhidos a dedo por Morricone, casam-se perfeitamente com a dramaticidade das cenas, com os movimentos r\u00e1pidos de c\u00e2mera e com os <\/span><i><span>zooms<\/span><\/i><span> de Pontecorvo nos rostos dos atores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Mas \u00e9 especialmente comovente a pe\u00e7a orquestral que acompanha a retirada de crian\u00e7as e de outros feridos dos escombros, no cora\u00e7\u00e3o de Casbah, ap\u00f3s a explos\u00e3o de uma bomba francesa. Neste momento, o retrato da mais pura maldade de uma pot\u00eancia colonial contra uma popula\u00e7\u00e3o oprimida nos traz Gaza \u00e0 mente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Em verdade, a obra como um todo nos lembra a resist\u00eancia dos palestinos, ao ilustrar como a liberta\u00e7\u00e3o de um povo da opress\u00e3o colonial nunca se deu sem sacrif\u00edcios. Como retratado de forma inquietante no filme, d\u00e9cadas antes do Hamas surgir, a FLN j\u00e1 empregava t\u00e1ticas controversas, como a explos\u00e3o de bares, caf\u00e9s e restaurantes, abarrotados de civis.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Lutando em condi\u00e7\u00f5es extremamente desvantajosas, a resist\u00eancia recorria a estas pr\u00e1ticas como meio de ferir o cora\u00e7\u00e3o do regime colonial: a falsa atmosfera de seguran\u00e7a dos colonos, que se sustenta sobre os corpos oprimidos dos colonizados. Ambos os grupos foram acusados de \u201cterrorismo\u201d. J\u00e1 Fanon diria que, \u00e0 f\u00f3rmula dos colonos \u201ctodos os ind\u00edgenas s\u00e3o iguais\u201d, o colonizado apenas respondeu: \u201ctodos os colonos s\u00e3o iguais\u2019\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>E justamente porque a selvageria colonialista \u00e9 horizontal, o filme \u00e9 genial no retrato de como a luta anticolonial \u00e9 genuinamente popular, isto \u00e9, de todo o povo colonizado, e n\u00e3o s\u00f3 do grupo pol\u00edtico que assume a sua lideran\u00e7a. Homens, mulheres, idosos e crian\u00e7as participam do enfrentamento contra a pot\u00eancia ocupante francesa. A resist\u00eancia \u00e9 apenas a encarna\u00e7\u00e3o da ideia de liberta\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 incutida nas massas colonizadas. E a\u00ed que est\u00e1 a maior fraqueza do poder colonial, muito bem descrita por Fanon: quando o povo colonizado se entende como for\u00e7a coletiva, e n\u00e3o mais apenas como um conjunto de indiv\u00edduos despersonalizados pelo colonizador, torna-se imbat\u00edvel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Mesmo sendo um considerado um filme \u201ccult\u201d, <\/span><i><span>A Batalha de Argel <\/span><\/i><span>n\u00e3o \u00e9 para c\u00edrculos intelectuais. O longa foi vencedor do Le\u00e3o de Ouro em Veneza e teve tr\u00eas indica\u00e7\u00f5es ao Oscar. Pontecorvo conseguiu este feito raro, de produzir uma obra original e inovadora em linguagem cinematogr\u00e1fica, mas com apelo de grande p\u00fablico. \u00c9 um cl\u00e1ssico que permanece atual.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A tese do coronel Mathieu (que parece a mesma do genocida Netanyahu), de que a FLN era como uma t\u00eania, que podia ser fulminada se cortada a sua cabe\u00e7a, provou-se falsa. Como mostra o filme na inesquec\u00edvel cena final, a frente argelina foi esmagada, mas a sua luta, n\u00e3o. Em 19 de mar\u00e7o de 1962, o povo argelino se tornaria independente. Este dia chegar\u00e1 para a Palestina.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><i>(*) <\/i><\/b><b><i>Susana Bot\u00e1r<\/i><\/b><i><span> \u00e9 advogada, graduada em Direito pela Universidade de Bras\u00edlia, mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de S\u00e3o Paulo e doutoranda pelo mesmo programa.<\/span><\/i><\/p>\n<p>O post \u2018A Batalha de Argel\u2019: Gaza nos impele a rever um cl\u00e1ssico apareceu primeiro em Opera Mundi.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ate-terroristas-estao-mais-bem-armados-do-que-soldados-europeus-reclama-chefe-do-exercito-frances\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">At\u00e9 terroristas est\u00e3o mais bem armados do que sold...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/diretor-palestino-vencedor-do-oscar-2025-e-agredido-e-sequestrado-por-colonos-israelenses\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/captura-de-tela-2025-03-24-180824-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Diretor palestino vencedor do Oscar 2025 \u00e9 agredid...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lula-sanciona-isencao-do-ir-para-quem-ganha-ate-r-5-mil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Lula sanciona isen\u00e7\u00e3o do IR para quem ganha at\u00e9 R$...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/partidos-da-romenia-firmam-pacto-de-coalizao-governamental-para-barrar-extrema-direita\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Partidos da Rom\u00eania firmam pacto de coaliz\u00e3o gover...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 100 anos, em 20 de julho de 1925, nascia o fil\u00f3sofo, psiquiatra e militante anticolonial Frantz Omar Fanon, em Fort-de-France, capital da Martinica. 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