{"id":41636,"date":"2025-07-31T17:26:49","date_gmt":"2025-07-31T20:26:49","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/ozzy-osbourne-e-o-lado-sombrio-da-utopia\/"},"modified":"2025-07-31T17:26:49","modified_gmt":"2025-07-31T20:26:49","slug":"ozzy-osbourne-e-o-lado-sombrio-da-utopia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ozzy-osbourne-e-o-lado-sombrio-da-utopia\/","title":{"rendered":"Ozzy Osbourne e o lado sombrio da utopia"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"999\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ozzy-Osbourne-aparece-em-anuncio-condenando-crueldade-contra-gatos-2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Ozzy-Osbourne-aparece-em-anuncio-condenando-crueldade-contra-gatos-2-1500x999.jpg 1500w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Ozzy-Osbourne-aparece-em-anuncio-condenando-crueldade-contra-gatos-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Ozzy-Osbourne-aparece-em-anuncio-condenando-crueldade-contra-gatos-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Ozzy-Osbourne-aparece-em-anuncio-condenando-crueldade-contra-gatos-2-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Ozzy-Osbourne-aparece-em-anuncio-condenando-crueldade-contra-gatos-2-272x182.jpg 272w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ozzy-Osbourne-aparece-em-anuncio-condenando-crueldade-contra-gatos-2.jpg 1651w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Texto editado a partir da transcri\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo no canal Farol Brasil, produzido e gravado pelo mesmo autor, que pode ser acessado aqui.<\/p>\n<p>Ozzy Osbourne, cofundador do Black Sabbath e um dos maiores <em>frontman<\/em> da hist\u00f3ria do rock, j\u00e1 estava muito mal de sa\u00fade em decorr\u00eancia de sua vida pregressa, de um acidente e do avan\u00e7ar do Parkinson. Ozzy faleceu em 22 de julho deste ano, logo ap\u00f3s uma emocionante despedida dos palcos no show \u201cBack to the beginning\u201d, dezessete dias antes (5\/7) em Birmingham, Inglaterra, no Villa Park, est\u00e1dio de seu time de cora\u00e7\u00e3o: o Aston Villa. O show reuniu grandes nomes do rock e do metal \u2014 g\u00eanero que ajudou a criar \u2013, homenageando a carreira de Ozzy e do Black Sabbath. O show ainda contou com uma apresenta\u00e7\u00e3o da ic\u00f4nica banda no encerramento \u2014 e com a forma\u00e7\u00e3o original: al\u00e9m de Ozzy, l\u00e1 estavam Tony Iommi, Bill Ward e Geezer Butler. O Pr\u00edncipe das Trevas se foi, mas antes se despediu dos seus companheiros, dos seus pupilos e do p\u00fablico, lembrando a todos n\u00f3s que n\u00e3o iria em sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Esse momento \u00e9 de despedida, mas principalmente de rememora\u00e7\u00e3o do legado do Black Sabbath. A reinven\u00e7\u00e3o do rock criou um g\u00eanero e isso foi poss\u00edvel tamb\u00e9m porque os integrantes do Sabbath viveram uma esp\u00e9cie de reverso da medalha da esperan\u00e7osa utopia do maio de 68. A utopia, portanto, n\u00e3o iluminava todos; o m\u00fasico mostrou que das trevas tamb\u00e9m havia muita cria\u00e7\u00e3o surgindo \u2014 fundamentalmente, um raio-x negado de um mundo em ebuli\u00e7\u00e3o. Afinal, a d\u00e9cada de 60 foi recheada de acontecimentos potencialmente revolucion\u00e1rios. Diversos artistas, de v\u00e1rias \u00e1reas, reproduziam esse esp\u00edrito cr\u00edtico do seu tempo. O movimento psicod\u00e9lico, os Beatles e as m\u00fasicas de protestos que estavam surgindo expunham n\u00e3o apenas cr\u00edticas ao mundo que existia, mas a imagem de um mundo melhor, de uma humanidade existencialmente mais humana.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/MATERIA-GERAL.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/MATERIA-GERAL.png 681w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/MATERIA-GERAL-300x75.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" width=\"681\" height=\"171\"><\/div>\n<\/div>\n<p>O Black Sabbath foi um antirreflexo desse \u201cesp\u00edrito do tempo ut\u00f3pico\u201d e esperan\u00e7oso. Eles eram a escurid\u00e3o desse movimento; as trevas. O mainstream art\u00edstico do maio de 68 era a express\u00e3o do sonho revolucion\u00e1rio que fez, atrav\u00e9s da pol\u00edtica e dos \u00e1cidos, as pessoas imaginarem um mundo diferente \u2014 como a sociedade alternativa da juventude gritando por liberdade, por prazer, por autodetermina\u00e7\u00e3o, por experienciar os seus pr\u00f3prios corpos e desejos de maneira livre.\u00a0<\/p>\n<p>A psicodelia pintava a luta e o mundo em cores vibrantes, mas essa n\u00e3o era a realidade para todos. Enquanto Paris erguia barricadas, S\u00e3o Francisco, nos Estados Unidos, celebrava o amor das comunidades hippie e movimento Woodstock. J\u00e1 Londres celebrava pelos \u00e1cidos lis\u00e9rgicos a puls\u00e3o cr\u00edtica. Enquanto isso, numa cidade fabril do interior do Reino Unido, em Birmingham, os moradores estavam mergulhados na pobreza, fome, fuma\u00e7a, aliena\u00e7\u00e3o e dificuldades de vida. Surgia, ali, o Black Sabbath.<\/p>\n<p>\u00c9 dessa treva social que vem a recusa do Black Sabbath em se alinhar ao otimismo <em>hippie<\/em> e ao esp\u00edrito ut\u00f3pico do maio de 68. O Sabbath deu voz ao pesadelo da sobreviv\u00eancia num mundo que estava j\u00e1 em ru\u00ednas, mas que a lisergia revolucion\u00e1ria de 68 deixou escapar. S\u00f3 quem estava \u00e0 margem podia notar isso e apostar na nega\u00e7\u00e3o sonora e pesada do otimismo dominante \u2014 ainda que longe de qualquer resigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A banda foi um sintoma: formada justamente em 1968 por quatro jovens trabalhadores que n\u00e3o se viam nas rebeli\u00f5es coloridas e conviviam com o concreto, o a\u00e7o e o medo do trabalho industrial. Birmingham foi o epicentro brutal da industrializa\u00e7\u00e3o na Inglaterra, marcada pela decad\u00eancia urbana, pela polui\u00e7\u00e3o, pelo desemprego e pela pauperiza\u00e7\u00e3o. Importante para criar a sonoridade do Heavy Metal, a guitarra pesada de Tony Iommi, que perdeu parte dos dedos numa prensa industrial, \u00e9 uma met\u00e1fora literal e crua do que viria a se tornar o som do Black Sabbath. Essa viol\u00eancia do trabalho pesado, cruel e cru, que decepou parte dos dedos de Iommi,\u00a0o fez reinventar o instrumento, recriando o rock n\u2019 roll.<\/p>\n<p>O som de Black Sabbath n\u00e3o \u00e9 m\u00edstico e otimista, mas ocultista e com refer\u00eancias nos filmes de terror, como aparece exemplarmente na m\u00fasica \u201cN.I.B\u201d. Passa ao largo do sonho das grandes cidades. Foi a reverbera\u00e7\u00e3o da profecia do fim de um mundo que prometia futuro, mas entregava para as maiorias somente a sobreviv\u00eancia de um trabalho industrial cada vez mais precarizado, como viveram em Birmingham. Portanto, o Black Sabbath \u00e9 a premoni\u00e7\u00e3o ocultista do realismo capitalista. Um recado das trevas que dizia: o realismo capitalista j\u00e1 estava ali, como um L\u00facifer que nos seduz e nos oferece a m\u00e3o.<\/p>\n<p>O Black Sabbath apareceu como aquilo que n\u00e3o se encaixava, como um retorno do recalcado, como um an\u00fancio das trevas que prefer\u00edamos n\u00e3o ouvir, at\u00e9 ent\u00e3o. Foi o avesso do otimismo lis\u00e9rgico, a express\u00e3o de uma est\u00e9tica da viol\u00eancia, do peso da vida em contraponto \u00e0 leveza psicod\u00e9lica. A repeti\u00e7\u00e3o de um vazio cheio de raiva, a repeti\u00e7\u00e3o de uma melancolia ativa que se fazia presente na esquecida Birmingham. Theodor Adorno vai dizer que a verdadeira arte deve ser um martelo e n\u00e3o um espelho. Era assim o som do Black Sabbath. E esse martelo quebrou as vitrines floridas, mostrando que, ao contr\u00e1rio do \u201cAll You Need Is Love\u201d dos Beatles, o que havia era paranoia.<\/p>\n<p>\u201cWar Pigs\u201d fez uma dura cr\u00edtica \u00e0s guerras e, principalmente, aos ricos por tr\u00e1s delas, denunciando toda l\u00f3gica pseudo-tecnocrata que envia pobres para morrer por interesses falsos e em prol das elites. \u201cParanoid\u201d n\u00e3o se trata somente de um del\u00edrio individual, mas de um sujeito que olha para o mundo e n\u00e3o consegue ver as coisas que trazem felicidade \u2014 num mundo de promessas de felicidade abundantes. Esse sujeito at\u00e9 queria aproveitar a vida, mas j\u00e1 \u00e9 tarde demais. O Sabbath, na performance lend\u00e1ria de Ozzy, nos ofereceu uma descri\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de como o sujeito comum experiencia o paradoxo de uma sociedade fria, sem escuta, violenta, opressiva e dominada pelo capital, mas que nos informa constantemente que podemos ser quem quisermos. Adorno vai justamente dizer que o v\u00ednculo que o capitalismo produz entre as pessoas \u00e9 um v\u00ednculo paranoico. \u201cIron Man\u201d, o corpo transformado em m\u00e1quina produtiva de destrui\u00e7\u00e3o humana, ressentida, vingativa, s\u00edmbolo de uma humanidade deformada pela t\u00e9cnica.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/ADC30_Engels_anuncio_OP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/ADC30_Engels_anuncio_OP.jpg 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ADC30_Engels_anuncio_OP-300x37.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Apesar disso, o Sabbath n\u00e3o \u00e9 niilista, \u00e9 profundamente realista. Um realismo sombrio, espectral, que denuncia o mundo e a humanidade que falharam em sua promessa de criar um futuro e, portanto, o futuro colapsou. As refer\u00eancias no oculto visam mostrar justamente de onde eles vieram: das sombras. O nome da banda, que faz refer\u00eancia a um filme de terror italiano de Mario Bava, e as capas com uma esp\u00e9cie de ocultismo demon\u00edaco que aparece em s\u00edmbolos como crucifixos, n\u00e3o s\u00e3o exatamente um esoterismo escapista como o que era comum no maio de 68. O pr\u00edncipe das trevas n\u00e3o deu espa\u00e7os para o escapismo. O ocultismo do Sabbath \u00e9 uma esp\u00e9cie de met\u00e1fora cultural do que foi silenciado pela raz\u00e3o moderna. \u00c9 o instinto, a natureza, a dor, as promessas vazias. Mas tamb\u00e9m uma met\u00e1fora de um mundo que j\u00e1 vive dominado pelas trevas. A bruxaria, como s\u00edmbolo recorrente, remete \u00e0s margens do poder. Corpos que n\u00e3o se adequam, vidas destru\u00eddas pela modernidade capitalista, que faz com que as pessoas s\u00f3 consigam viver sob as trevas \u2014 mesmo que n\u00e3o as reconhe\u00e7am.<\/p>\n<p>A escurid\u00e3o no Black Sabbath n\u00e3o \u00e9 contra a luz, \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o da verdadeira face do que \u00e9 a vida no capital: trevas, ainda que disfar\u00e7adas de outra coisa. E nessas trevas h\u00e1 um pr\u00edncipe rebelde: Ozzy Osbourne. A dial\u00e9tica do esclarecimento de Adorno e Horkheimer mostra exatamente como as luzes do iluminismo se transformaram em sombras \u2014 sombras essas que tenta negar. E o Black Sabbath nasce dessas sombras, dessa nega\u00e7\u00e3o. Eles fizeram da m\u00fasica n\u00e3o s\u00f3 den\u00fancia, mas um som sombrio, lento, pesado, sintom\u00e1tico. Uma est\u00e9tica que visou expor que as promessas de emancipa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria falharam, ao negarem que nas trevas havia algo a ser ouvido; de que nossa vida \u00e9, mesmo que colorida, fracassada.<\/p>\n<p>Sua sonoridade foi uma nega\u00e7\u00e3o do que existia, uma cr\u00edtica radical. Uma catarse sombria que revelou a opacidade da cr\u00edtica. Adorno diz que a arte \u00e9 negativa ou n\u00e3o \u00e9 nada. Que a cr\u00edtica n\u00e3o se faz somente com panfletos, mas com um inc\u00f4modo estrutural. O Black Sabbath soube fazer isso como ningu\u00e9m. Foi o som da subjetividade encurralada que se recusou a maquiar a ferida, ocultar a realidade com \u00e1cidos ou se entregar \u00e0 esperan\u00e7a irrespons\u00e1vel de promessas que n\u00e3o se realizaram. A hist\u00f3ria foi contada pelos vitoriosos e o Sabbath foi o aut\u00eantico som dos derrotados, na voz de Ozzy. N\u00e3o \u00e0 toa, eles come\u00e7aram na decadente Birmingham e terminaram em Birmingham. \u201cBack to the beginning\u201d. Voltaram para o come\u00e7o.<\/p>\n<p>Enquanto maio de 68 ainda reverbera em slogans apropriados pela ind\u00fastria cultural, o Black Sabbath reverbera como sintoma desse mundo em trevas, que vivemos e que nos negamos a ver. A fal\u00eancia das promessas emancipat\u00f3rias, a disson\u00e2ncia entre a realidade e o que percebemos dela, uma subjetividade que sangra em sofrimento e em sil\u00eancio, mergulhada num hedonismo capitalista bizarro. Em tempos de desesperan\u00e7a, em que \u00e9 mais f\u00e1cil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo, de crises ambientais, sociais, subjetivas, econ\u00f4micas e pol\u00edticas, o Sabbath ainda faz sentido. Ozzy ainda \u00e9 o pr\u00edncipe das trevas que reina e transita entre mundos com desenvoltura. Eles ainda s\u00e3o um martelo que pode nos revelar algo da realidade, ou ao menos rachar com alguma parede. Afinal, o que diz mais sobre o mundo real? Cantar que o sol vir\u00e1 e que est\u00e1 tudo bem? Ou cantar que vivemos numa paranoia, aterrorizados por um homem de ferro desumanizado e que destr\u00f3i tudo?<\/p>\n<p>Muito obrigado ao Black Sabbath e adeus ao pr\u00edncipe das trevas, que disse que n\u00e3o iria em sil\u00eancio, sem saber, talvez, que seu grito jamais se silenciar\u00e1. Descanse e reine, Ozzy Osbourne!<\/p>\n<p><strong>Heribaldo Maia<\/strong> \u00e9 psicanalista, historiador, mestre em filosofia, professor, comunicador e escritor.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Vindo de cidade fabril, entre fuligem e explora\u00e7\u00e3o, viu as trevas do sistema \u2013 e percebeu que a profecia de outro futuro convivia com o realismo capitalista das maiorias<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/ozzy-osbourne-e-o-lado-sombrio-da-utopia\/\">Ozzy Osbourne e o lado sombrio da utopia<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41637,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11393,11394,10334,5488,11395,11396,10021,10300,11397,8247],"tags":[],"class_list":["post-41636","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-birmingham","category-black-sabbath","category-heavy-metal","category-historia-e-memoria","category-iron-man","category-m","category-maio-de-68","category-ozzy-osbourne","category-paranoid","category-realismo-capitalista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41636\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41637"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}