{"id":41889,"date":"2025-08-01T19:11:53","date_gmt":"2025-08-01T22:11:53","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/rompendo-as-cercas-da-comunicacao-jovana-cestille-fala-sobre-os-44-anos-do-jornal-sem-terra\/"},"modified":"2025-08-01T19:11:53","modified_gmt":"2025-08-01T22:11:53","slug":"rompendo-as-cercas-da-comunicacao-jovana-cestille-fala-sobre-os-44-anos-do-jornal-sem-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/rompendo-as-cercas-da-comunicacao-jovana-cestille-fala-sobre-os-44-anos-do-jornal-sem-terra\/","title":{"rendered":"Rompendo as cercas da comunica\u00e7\u00e3o: Jovana Cestille fala sobre os 44 anos do Jornal Sem Terra"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"704\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/foto2PB-1536x1056-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/foto2PB-1536x1056-1-1024x704.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/foto2PB-1536x1056-1-300x206.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/foto2PB-1536x1056-1-768x528.jpg 768w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/foto2PB-1536x1056-1.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Leitura do Jornal Sem Terra e di\u00e1logo com a milit\u00e2ncia. Foto: Acervo do MST.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Pamela Oliveira<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Foi para romper as cercas da comunica\u00e7\u00e3o que, em maio de 1981, um boletim mimeografado foi criado, se tornando a g\u00eanese do que viria a ser o Jornal dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Foram 700 exemplares que deixaram o acampamento Encruzilhada Natalino, em Ronda Alta (RS), para denunciar as condi\u00e7\u00f5es do acampamento, o cerco sofrido, e angariar apoio da comunidade, de sindicatos e partidos pol\u00edticos, em defesa da Reforma Agr\u00e1ria na regi\u00e3o e por todo o pa\u00eds. <\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"938\" height=\"347\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-1-3.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-1-3.png 938w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-1-300x111.png 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-1-768x284.png 768w\" sizes=\"(max-width: 938px) 100vw, 938px\"><figcaption><em>Trecho de apresenta\u00e7\u00e3o no primeiro Boletim, em 1981. Foto: Acervo MST. <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ali, a solidariedade era tamb\u00e9m um recurso para persistir lutando, sem esmorecer, frente ao governo autorit\u00e1rio da Ditadura. No boletim, agradecimentos aos apoios tiveram espa\u00e7o:<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"987\" height=\"262\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-4.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-4.png 987w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-300x80.png 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-768x204.png 768w\" sizes=\"(max-width: 987px) 100vw, 987px\"><figcaption><em>Trecho da p\u00e1gina \u201ccomo apoiar\u201d, ao final do primeiro boletim. Foto: Acervo MST.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1982, em Medianeira (PR), o boletim foi transformado em \u00f3rg\u00e3o oficial de divulga\u00e7\u00e3o de cinco estados (RS, SC, PR, SP e MS), quando come\u00e7ou a nascer o Movimento Sem Terra da Regi\u00e3o Sul: um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o que caminhou de m\u00e3os dadas com o nascimento do pr\u00f3prio Movimento, demonstrando a voca\u00e7\u00e3o do MST para a comunica\u00e7\u00e3o contra-hegem\u00f4nica desde o princ\u00edpio.<\/p>\n<p>Mais tarde naquele ano, o Boletim passou a ser datilografado e rodado pelo m\u00e9todo off set, utilizado para grandes tiragens devido \u00e0 sua velocidade e qualidade. O jornal ainda ganhou uma identidade visual pr\u00f3pria, e alguns de seus textos vinham acompanhados de fotografias, o que n\u00e3o ocorria com frequ\u00eancia anteriormente.<\/p>\n<p>E, apesar de ter sido criado no m\u00eas de maio, o m\u00eas adotado para comemorar o anivers\u00e1rio do Jornal Sem Terra passou a ser agosto, desde que, naquele m\u00eas em 1982, eles derrotaram o tenente-coronel Sebasti\u00e3o Moura, o coronel Curi\u00f3, designado pelo governo militar para desarticular o acampamento Encruzilhada Natalino.<\/p>\n<p>Sua transforma\u00e7\u00e3o para formato tabloide, assim como \u00e9 hoje, foi alguns anos mais tarde. Em 1984, a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do informativo no formato de boletim cobriu o 1\u00ba Encontro Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, epis\u00f3dio de funda\u00e7\u00e3o do MST oficialmente. \u00c9 nesta ocasi\u00e3o, em Cascavel (PR), que se tomou coletivamente a decis\u00e3o de transform\u00e1-lo em um jornal com tiragem inicial de 10 mil exemplares, apoiando a luta pela Reforma Agr\u00e1ria e a conscientiza\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia e da popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<figure><a href=\"https:\/\/mst.org.br\/jornal-sem-terra\/\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"451\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-1024x451.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-300x132.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-768x339.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-1536x677.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image.jpg 1817w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/a><figcaption><em>\u00daltimas edi\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas. Fonte: Acervo MST.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Com o passar dos anos, a produ\u00e7\u00e3o do Jornal Sem Terra foi se tornando cada vez mais dedicada, com militantes destacados para elaborar, redigir, distribuir e dialogar com a popula\u00e7\u00e3o a partir do JST. Sua relev\u00e2ncia foi tamanha para a organiza\u00e7\u00e3o,  que tornou-se refer\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o Popular e combativa e foi tema de pesquisas acad\u00eamicas, que se debru\u00e7aram para compreender os efeitos e a relev\u00e2ncia do jornal para o Movimento, os territ\u00f3rios e a Reforma Agr\u00e1ria. <\/p>\n<p>\u00c9 ainda dessa experi\u00eancia de valoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o que, anos mais tarde, se torna poss\u00edvel consolidar a exist\u00eancia do<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/\"> Jornal Brasil de Fato<\/a>, em 2003, fruto de uma articula\u00e7\u00e3o do MST e outros movimentos populares.<\/p>\n<h3><strong>Entrevista<\/strong><\/h3>\n<p>Para conhecer um pouco da experi\u00eancia de trabalhar no <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/08\/15\/mst-celebra-41-anos-do-jornal-dos-trabalhadores-rurais-sem-terra\/\">Jornal dos Trabalhadores Rurais Sem Terra<\/a>, conversamos com Jovana Cestille, que atuou por anos no Coletivo de Comunica\u00e7\u00e3o do MST, e \u00e9 assentada no Eli Vive, em Londrina, Paran\u00e1. <\/p>\n<p>Na entrevista, Cestille destaca como o Jornal continua sendo uma importante forma de promover a forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de classes, em especial para a juventude, a fim de manter leitura, o estudo e os debates vivos na organiza\u00e7\u00e3o. Ela fala ainda sobre sua trajet\u00f3ria no Jornal e expectativa de futuro para o JST. <\/p>\n<p>Confira abaixo:<\/p>\n<h6>Pamela Oliveira: Jovana, conte sobre sua trajet\u00f3ria no Jornal Sem Terra.<\/h6>\n<p><strong>Jovana Cestile: <\/strong>O meu primeiro contato com o Jornal Sem Terra (JST) foi logo em que entrei no MST, em 1997. N\u00f3s faziamos campanhas de assinatura do Jornal, em \u00e1reas de assentamento, de acampamento. Chegava uma quantidade grande de jornal na Secretaria e n\u00f3s lev\u00e1vamos aos acampamentos e assentamentos, para fazer uma leitura coletiva. Faz\u00edamos debates. Ent\u00e3o, ele sempre foi uma ferramenta de Luta.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/jovana-cestille.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/jovana-cestille.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/jovana-cestille-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"><figcaption><em>Jovana Cestille, assentada no Eli Vive, em Londrina (PR), atuou no jornal a partir de 1997. Foto: Barbara Zem.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A partir de 2000, eu comecei a contribuir mais diretamente no Setor de Comunica\u00e7\u00e3o, tanto escrevendo textos pro Jornal, como de outras formas. No Paran\u00e1, eram raros os meses em que a gente n\u00e3o incluia alguma a\u00e7\u00e3o que tinha ocorrido no Estado. E isso motivava ainda mais as pessoas a lerem, porque elas se reconheciam no jornal.\u00a0<\/p>\n<h6>PO: Qual a import\u00e2ncia hoje do Jornal Sem Terra? Como ele contribui com a organiza\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia? E com a consci\u00eancia de classe?<\/h6>\n<p><strong>JC: <\/strong>O Jornal sempre teve esse legado de ser uma ferramenta de Luta, e surge como um boletim. Ele vinha para levar informa\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de acampamento, de ocupa\u00e7\u00e3o, que estava cercada. Onde as pessoas n\u00e3o tinham acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 ferramentas. Eram religiosos que levavam informa\u00e7\u00f5es do acampamento para apoiadores, para sindicatos e conseguir manter uma resist\u00eancia. Ele surge como ferramenta de luta, e se mant\u00e9m at\u00e9 hoje como ferramenta de lutas.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"725\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-2-1024x725.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-2-300x212.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-2-768x544.jpg 768w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-2.jpg 1215w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Na edi\u00e7\u00e3o de 1992, o jornal se posicionou sobre a import\u00e2ncia de melhorar a comunica\u00e7\u00e3o e quais as finalidades do ve\u00edculo. Foto: Acervo MST.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h6>PO: Quais as perspectivas do JST hoje e de futuro?<\/h6>\n<p><strong>JC: <\/strong>Com o surgimento das redes sociais, isso traz uma mudan\u00e7a para o JST. Hoje ele quase n\u00e3o tem as edi\u00e7\u00f5es impressas, mas est\u00e1 no site do MST. E \u00e9 poss\u00edvel baixar, ler. E ainda, quando tem atividades espec\u00edficas, ou edi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, s\u00e3o impressas pra p\u00fablicos espec\u00edficos\u2026 Sem Terrinhas, LGBTs, pra juventude. Ent\u00e3o, em alguns momentos, ele vai para as atividades espec\u00edficas, mas continua com suas caracter\u00edsticas hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>O jornal traz an\u00e1lise de conjuntura mais ampla, aspectos e informa\u00e7oes importantes dos estados, e temas espec\u00edficos, como Mulheres, Juventude, etc. Isso ajuda a fortalecer a luta, e a forna\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de nossa milit\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Hoje a gente v\u00ea as pessoas muito em redes sociais, fazendo publica\u00e7\u00f5es, mas perdendo muito a leitura, os debates. Ent\u00e3o, manter o JST \u00e9 tamb\u00e9m continuar praticando o exerc\u00edcio de fazer debate, de fazer leituras, e de continuar esse trabalho junto da juventude. N\u00e3o perder o h\u00e1bito de leitura, e que, nos debates \u00e9 que a gente avan\u00e7a na forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se mant\u00e9m hoje como uma ferramenta muito importante, que n\u00e3o pode ser esquecida. E temos que valorizar essa ferramenta de luta, e at\u00e9 quem est\u00e1 chegando hoje, que possa conhecer e valorizar essa constru\u00e7\u00e3o coletiva do Jornal.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"638\" height=\"1024\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CARTAZ-JORNAL-SEM-TERRA-10-ANOS.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CARTAZ-JORNAL-SEM-TERRA-10-ANOS-638x1024.jpg 638w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CARTAZ-JORNAL-SEM-TERRA-10-ANOS-187x300.jpg 187w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CARTAZ-JORNAL-SEM-TERRA-10-ANOS-768x1232.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CARTAZ-JORNAL-SEM-TERRA-10-ANOS-958x1536.jpg 958w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CARTAZ-JORNAL-SEM-TERRA-10-ANOS.jpg 1020w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\"><figcaption><em>Cartaz em comemora\u00e7\u00e3o dos 10 anos do Jornal Sem Terra. Foto: Acervo MST. <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\"><a href=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/n-01-Mai-1981-Paginas-1-12.pdf\">Primeira edi\u00e7\u00e3o do JST, ainda como Boletim mimeografado \u2013 Mai 1981 (Paginas 1-12)<\/a><a href=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/n-01-Mai-1981-Paginas-1-12.pdf\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-d537d759-ecea-4f04-847e-7af75f67113a\">Baixar<\/a><\/div>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/08\/01\/rompendo-as-cercas-da-comunicacao-jovana-cestille-fala-sobre-os-44-anos-de-jornal-sem-terra\/\">Rompendo as cercas da comunica\u00e7\u00e3o: Jovana Cestille fala sobre os 44 anos do Jornal Sem Terra<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/nao-deixe-o-samba-enredo-morrer\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Foto: Acervo do MST. Por Pamela OliveiraDa P\u00e1gina do MST Foi para romper as cercas da comunica\u00e7\u00e3o que, em maio de 1981, um boletim mimeografado foi criado, se tornando a g\u00eanese do que viria a ser o Jornal dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. 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