{"id":41917,"date":"2025-08-01T18:58:53","date_gmt":"2025-08-01T21:58:53","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/sobre-psicanalise-e-luta-de-classes\/"},"modified":"2025-08-01T18:58:53","modified_gmt":"2025-08-01T21:58:53","slug":"sobre-psicanalise-e-luta-de-classes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/sobre-psicanalise-e-luta-de-classes\/","title":{"rendered":"Sobre psican\u00e1lise e luta de classes"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1489\" height=\"780\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/noticia-12.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/noticia-12.jpg 1489w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/noticia-12-300x157.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/noticia-12-768x402.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1489px) 100vw, 1489px\"><figcaption>Imagem: institutoveralem<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 dois anos, o p\u00fablico brasileiro, principalmente o psicanalista e o interessado em psican\u00e1lise, foi profundamente beneficiado com a tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas brasileiro da obra <em>Uma hist\u00f3ria da psican\u00e1lise popular<\/em>, do psicanalista franc\u00eas Florent Gabarron-Garcia e publicada originalmente em 2021. Apesar de recomendar a leitura dessa obra a todos aqueles que, assim como eu, n\u00e3o reconhecem a realidade da difundida imagem monol\u00edtica da psican\u00e1lise \u2014 seria preciso um martelo para quebrar em peda\u00e7os esse rochedo da castra\u00e7\u00e3o? \u2014, n\u00e3o pretendo fazer sua resenha cr\u00edtica. Certamente, pretendo fazer alguns coment\u00e1rios a respeito da import\u00e2ncia dessa obra, mas quero fazer um exame mais cuidadoso a respeito de sua tradu\u00e7\u00e3o. Mais especificamente, da tradu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo. Embora eu tenha gostado da tradu\u00e7\u00e3o do miolo, considero que a escolha adotada para o t\u00edtulo pela tradutora C\u00e9lia Euvaldo (ou teria sido uma escolha editorial da Ubu Editora?) resulta em consequ\u00eancias te\u00f3ricas e pol\u00edticas capazes de gerar mal-entendidos a respeito da pr\u00f3pria obra. Vejamos.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo original em franc\u00eas \u00e9 <em>Histoire populaire de la psychanalise<\/em>. Em tradu\u00e7\u00e3o literal para o portugu\u00eas, o t\u00edtulo deve ser lido como \u201cHist\u00f3ria popular da psican\u00e1lise\u201d. Como voc\u00ea deve ter percebido, entre a tradu\u00e7\u00e3o literal (<em>Hist\u00f3ria popular da psican\u00e1lise<\/em>) e a escolha feita pela tradutora\/editora (<em>Uma hist\u00f3ria da psican\u00e1lise popular<\/em>), as mudan\u00e7as s\u00e3o aparentemente insignificantes: inser\u00e7\u00e3o de um artigo indefinido (<em><u>Uma<\/u><\/em><em> hist\u00f3ria<\/em>\u2026) e deslocamento do adjetivo \u201cpopular\u201d (de \u201chist\u00f3ria popular\u201d para \u201cpsican\u00e1lise popular\u201d).<\/p>\n<p>A primeira mudan\u00e7a, em minha opini\u00e3o, n\u00e3o altera substancialmente o entendimento do t\u00edtulo. Mas se pode dizer o mesmo a respeito da segunda mudan\u00e7a? Sintaticamente, apenas verificamos o deslocamento de um adjetivo no interior de um mesmo sujeito \u2014 se considerarmos \u201chist\u00f3ria\u201d o n\u00facleo do sujeito e \u201cda psican\u00e1lise\u201d seu complemento nominal. Gramaticalmente, o professor Pasquale diria que ambas as op\u00e7\u00f5es est\u00e3o corretas. No entanto, historiograficamente, esse deslocamento assume uma import\u00e2ncia que pode passar despercebida ao n\u00e3o especialista e que pode ser fonte de mal-entendidos a respeito da proposta da obra de Gabarron-Garcia.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/MATERIA-3.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/MATERIA-3.png 681w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/MATERIA-3-300x75.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" width=\"681\" height=\"171\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Para esclarecer a import\u00e2ncia desse deslocamento, vamos comparar ambas as propostas de tradu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo. Em <em><u>Hist\u00f3ria popular<\/u><\/em><em> da psican\u00e1lise<\/em>, a fun\u00e7\u00e3o do adjetivo \u201cpopular\u201d \u00e9 indicar a abordagem historiogr\u00e1fica adotada. A hist\u00f3ria da psican\u00e1lise poderia ser investigada por meio de suas institui\u00e7\u00f5es (hist\u00f3ria <em>institucional<\/em> da psican\u00e1lise), de suas rupturas doutrin\u00e1rias (hist\u00f3ria <em>das ideias<\/em> da psican\u00e1lise ou psicanal\u00edticas) ou ainda a partir da rela\u00e7\u00e3o entre a sociedade e as pr\u00e1ticas psicanal\u00edticas (hist\u00f3ria <em>social<\/em> da psican\u00e1lise). Optou-se por investigar a psican\u00e1lise por meio de sua hist\u00f3ria <em>popular<\/em>, cuja abordagem ser\u00e1 esclarecida mais adiante.<\/p>\n<p>J\u00e1 em <em>Hist\u00f3ria da <\/em><em><u>psican\u00e1lise popular<\/u><\/em>, n\u00e3o \u00e9 mais a abordagem que \u00e9 esclarecida, e sim o objeto historiogr\u00e1fico. Da mesma forma como argumentado no par\u00e1grafo anterior, a investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica poderia ter como objeto a psican\u00e1lise <em>brasileira<\/em>, a psican\u00e1lise <em>hospitalar<\/em>, a psican\u00e1lise <em>no s\u00e9culo XXI<\/em> e, entre outros, a psican\u00e1lise <em>universit\u00e1ria<\/em>. No entanto, de acordo com a tradu\u00e7\u00e3o sugerida pela tradutora\/editora, o objeto historiogr\u00e1fico \u00e9 a psican\u00e1lise <em>popular<\/em>.<\/p>\n<p>O deslocamento do adjetivo \u201cpopular\u201d para o objeto historiogr\u00e1fico poderia estar a servi\u00e7o de um esclarecimento, cuja exig\u00eancia teria sido percebida pela tradutora\/editora, a respeito de qual psican\u00e1lise estar\u00edamos falando. Ao inv\u00e9s de falarmos de uma psican\u00e1lise gen\u00e9rica e abstrata, como proposto pelo t\u00edtulo original, estar\u00edamos lidando com um objeto historiogr\u00e1fico espec\u00edfico e concreto: a psican\u00e1lise <em>popular<\/em>. Entretanto, se est\u00e1 a servi\u00e7o de uma elucida\u00e7\u00e3o ou mesmo de uma desambigua\u00e7\u00e3o (entre \u201cpsican\u00e1lise\u201d e \u201cpsican\u00e1lise popular\u201d), aquele deslocamento tamb\u00e9m revela que, se toda psican\u00e1lise popular \u00e9 psican\u00e1lise, nem toda psican\u00e1lise \u00e9 psican\u00e1lise popular. A psican\u00e1lise popular seria, assim, somente um cap\u00edtulo, maior ou menor, da hist\u00f3ria da psican\u00e1lise. Mas seria essa a proposta da obra de Gabarron-Garcia? Investigar uma experi\u00eancia espec\u00edfica e compartimentada da psican\u00e1lise, adentrar somente um dos departamentos dessa institui\u00e7\u00e3o maior que \u00e9 a psican\u00e1lise?<\/p>\n<p>Quando nos voltamos para o sentido do t\u00edtulo original, que prop\u00f5e a investiga\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise por meio de sua hist\u00f3ria popular, verificamos ter havido um mal-entendido. Especificar a abordagem utilizada na investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica \u00e9 uma pr\u00e1tica comum e reconhecida entre os historiadores. Essa especifica\u00e7\u00e3o contribui para mais bem selecionar os m\u00e9todos de an\u00e1lise historiogr\u00e1ficos, mas tamb\u00e9m para destacar a relev\u00e2ncia de determinadas perspectivas que teriam sido, at\u00e9 ent\u00e3o, negligenciadas ou propositalmente esquecidas. Uma \u201chist\u00f3ria popular\u201d da psican\u00e1lise, ao investigar esse objeto historiogr\u00e1fico a partir de um ponto de vista nada hegem\u00f4nico, nada monol\u00edtico, contribuiria, em primeiro lugar, para desmistificar o preconceito herdado de uma certa tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u2014 certamente, o avesso do mon\u00f3lito de Stanley Kubrick \u2014 que enfatiza uma narrativa hist\u00f3rica, sen\u00e3o solid\u00e1ria de um ponto de vista das classes dominantes, ao menos refrat\u00e1ria a pontos de vista que questionassem sua validade exclusiva.<\/p>\n<p>Nesse sentido, n\u00e3o poder\u00edamos aplicar o mesmo argumento utilizado anteriormente para analisar as consequ\u00eancias da tradu\u00e7\u00e3o adotada pela editora? Assim, se toda hist\u00f3ria popular da psican\u00e1lise \u00e9 hist\u00f3ria da psican\u00e1lise, nem toda hist\u00f3ria da psican\u00e1lise \u00e9 hist\u00f3ria popular da psican\u00e1lise. Mas seja em um caso, seja em outro, ainda estamos falando de psican\u00e1lise. Isso quer dizer que uma hist\u00f3ria popular da psican\u00e1lise contribui para lan\u00e7ar luz sobre pr\u00e1ticas e eventos que n\u00e3o s\u00e3o apenas parte da psican\u00e1lise, mas s\u00e3o a pr\u00f3pria psican\u00e1lise. A desconsidera\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dessas pr\u00e1ticas e eventos resulta em uma imagem da psican\u00e1lise que n\u00e3o condiz com sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, marcada por conflitos e rupturas \u2014 um desconhecimento fundado na identifica\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria com sua imagem. E n\u00e3o estou falando somente das famosas rupturas de Sigmund Freud com Alfred Adler e Carl Jung, e sim das rupturas internas \u00e0 pr\u00f3pria psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>O que isso quer dizer exatamente? Quer dizer que a proposta da obra de Gabarron-Garcia n\u00e3o \u00e9 investigar uma psican\u00e1lise popular. Na verdade, n\u00e3o \u00e9 relevante saber se existe ou n\u00e3o uma psican\u00e1lise popular. O que interessa \u00e9 perceber que uma abordagem popular da hist\u00f3ria nos mostra uma psican\u00e1lise que se constituiu e se constitui como palco de conflitos, como esfor\u00e7os ora mais democr\u00e1ticos e revolucion\u00e1rios, ora mais fascistas e reacion\u00e1rios. Dito de outra maneira: a psican\u00e1lise \u00e9 palco da luta de classes.<\/p>\n<p>Falando nisso, apesar de essa ideia ter sido vislumbrada por Christian Dunker no pref\u00e1cio a essa obra (\u201csempre houve uma esp\u00e9cie de luta de classes dentro da psican\u00e1lise\u201d, p. 8), vale lembrar que o psicanalista n\u00e3o teceu coment\u00e1rios a respeito da tradu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo e de suas consequ\u00eancias te\u00f3ricas e pol\u00edticas. E quando se referiu a uma \u201chist\u00f3ria marginal da psican\u00e1lise\u201d (p. 11), pode ter se mantido fiel ao sentido historiogr\u00e1fico do t\u00edtulo original, mas ao associar \u201cpopular\u201d a \u201cmarginal\u201d acabou interpretando que as pr\u00e1ticas democr\u00e1ticas e revolucion\u00e1rias n\u00e3o alcan\u00e7am o centro da psican\u00e1lise, mas orbitam em sua periferia, permanecendo em sua margem, o que n\u00e3o corresponde exatamente \u00e0 proposta de Gabarron-Garcia.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p> Se n\u00e3o est\u00e1 imune \u00e0 luta de classes, ent\u00e3o podemos concluir que a psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 essencialmente nem elitista nem revolucion\u00e1ria. A psican\u00e1lise ser\u00e1 aquilo que as escolas, as institui\u00e7\u00f5es e os coletivos fizerem dela. Essa perspectiva n\u00e3o agrada aos psicanalistas mais reacion\u00e1rios \u2014 e, provavelmente, nem a muitos psicanalistas revolucion\u00e1rios. Isso porque nos mobiliza a angustiante posi\u00e7\u00e3o de quem se v\u00ea em um conflito indeterminado. Posso a qualquer custo argumentar pelo car\u00e1ter revolucion\u00e1rio da psican\u00e1lise, mas isso n\u00e3o vai impedir que muitos psicanalistas neguem o genoc\u00eddio na Faixa de Gaza ou que conciliem suas posi\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias com a pauta da extrema-direita \u2014 ou ainda que mostrem cumplicidade com a tortura, como fez Am\u00edlcar Lobo durante a ditadura militar no Brasil. A psican\u00e1lise n\u00e3o est\u00e1 imune ao conflito \u2014 isso n\u00e3o quer dizer que a extrema-direita venceu. E me parece que essa \u00e9 a principal contribui\u00e7\u00e3o da obra de Gabarron-Garcia.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Isso importa? Afinal, a cria\u00e7\u00e3o de Freud \u00e9 um palco de disputas pol\u00edticas e sociais. Nem revolucion\u00e1ria, nem elitista por natureza \u2013 mas aquilo que escolas, institui\u00e7\u00f5es e coletivos fizerem dela. A\u00ed est\u00e3o a chave (e o inc\u00f4modo) para entend\u00ea-la\u2026 <\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/sobre-psicanalise-e-luta-de-classes\/\">Sobre psican\u00e1lise e luta de classes<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41918,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11684,5599,11685,11686,11687,11688],"tags":[],"class_list":["post-41917","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-christian-dunker","category-descolonizacoes","category-florent-gabarron-garcia","category-histoire-populaire-de-la-psychanalise","category-psicanalise-e-luta-de-classes","category-uma-historia-da-psicanalise-popular"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41917","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41917"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41917\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41917"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41917"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41917"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}