{"id":41920,"date":"2025-08-01T19:42:18","date_gmt":"2025-08-01T22:42:18","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/o-cancelamento-do-incomodo\/"},"modified":"2025-08-01T19:42:18","modified_gmt":"2025-08-01T22:42:18","slug":"o-cancelamento-do-incomodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-cancelamento-do-incomodo\/","title":{"rendered":"O \u201ccancelamento\u201d do inc\u00f4modo"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"532\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Carl-Schmitt.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Carl-Schmitt.jpg 850w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Carl-Schmitt-300x188.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Carl-Schmitt-768x481.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\"><figcaption>Foto publicada no site rialta<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Vivemos um momento curioso: em nome da cr\u00edtica, evita-se o confronto; em nome de suposta justi\u00e7a, apaga-se o dissenso; em nome de padr\u00f5es inating\u00edveis, recusamos a pensar certas ideias. Um tempo de cancelamento constante, sutil em algumas ocasi\u00f5es, impl\u00edcito, quase autom\u00e1tico, nos gestos e nos sil\u00eancios do ambiente intelectual. O epis\u00f3dio que gostar\u00edamos de dar um pitaco aqui \u00e9 exemplar neste sentido: em ocasi\u00e3o n\u00e3o muito distante, num evento acad\u00eamico dedicado \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da Filosofia Moderna, muito bem organizado para promover autores e ideias que resistem \u00e0 tend\u00eancia contempor\u00e2nea de apagamento e censura, acabou com um ou outro na plateia \u2013 e n\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o, bom que se diga \u2013 torcendo o nariz, ainda que veladamente, diante da presen\u00e7a de um dos mais instigantes e controversos pensadores do s\u00e9culo XX: Carl Schmitt, o <em>autor maldito<\/em> que ali estava como um \u201cinimigo maior\u201d entre os autores selecionados.<\/p>\n<p>Fato corriqueiro, talvez at\u00e9 de maneira n\u00e3o pensada, mas revela muita coisa. Em meio a exposi\u00e7\u00f5es sobre Descartes, Hobbes<sup>1<\/sup>, Locke, Bacon etc. \u2013 nomes do \u201cc\u00e2none\u201d que, n\u00e3o raro, s\u00e3o v\u00edtimas da pol\u00edcia do cancelamento \u2013, l\u00e1 pelo meio surgiu tamb\u00e9m Schmitt. O ponto era n\u00e3o apenas refletir sobre sua cr\u00edtica \u00e0 neutralidade liberal, seu conceito do pol\u00edtico, sua an\u00e1lise da soberania ou do estado de exce\u00e7\u00e3o, mas, isto sim, um outro aspecto por vezes negligenciado nos estudos schmittianos: a leitura de Hobbes feita por Schmitt. Ora, num evento sobre Filosofia Moderna, quem poderia esperar uma m\u00e1 recep\u00e7\u00e3o de uma discuss\u00e3o que tenta mostrar as afinidades ou at\u00e9 mesmo o mal uso de Schmitt \u2013 ou uso \u201c\u00e0 sua maneira\u201d, se quisermos \u2013 do pensamento hobbesiano? Resumo da \u00f3pera: o p\u00fablico se inquietou e, pelo jeito, certo desconforto foi causado, pois logo ap\u00f3s a mesa de debates, a transmiss\u00e3o foi \u201ccancelada\u201d \u2013 com o perd\u00e3o do trocadilho \u2013, privando que outros pudessem assistir posteriormente as confer\u00eancias dos pesquisadores \u2013 boas demais, vale dizer, com leituras pol\u00eamicas, certamente (muito mais, ali\u00e1s, no caso sobre Locke e a escravid\u00e3o do que a leitura do \u201cmaldito\u201d jurista). Em tempo, passados os dias, a transmiss\u00e3o voltou a ser p\u00fablica, mas a raz\u00e3o, ainda que n\u00e3o dita, era evidente na ocasi\u00e3o: o nome de Schmitt, por si s\u00f3, carrega o estigma de sua ades\u00e3o ao nacional-socialismo, provocando ataques aos simples mensageiros (e n\u00e3o \u00e0 mensagem do autor). E para alguns, isso basta para torn\u00e1-lo ileg\u00edtimo, ileg\u00edvel, indiz\u00edvel e tantos outros termos poss\u00edveis; no caso com apenas uma concess\u00e3o para dizer o seu nome, que antes se diga nazista, ou, ainda, justificarmos muito as raz\u00f5es de se ler esta \u201cjo\u00e7a\u201d. Bem, algu\u00e9m poderia dizer que em se tratando deste autor \u00e9 preciso mesmo ficar com um p\u00e9 atr\u00e1s. Mas n\u00e3o entendam mal, o ponto \u00e9 que tal desprezo \u00e9 tomado como se as ideias parassem de circular pelo simples fato de matar os autores dentro das Universidades. Nada mais longe da verdade.<\/p>\n<p>Este gesto \u2013 um sil\u00eancio disfar\u00e7ado de vigil\u00e2ncia moral \u2013 nos obriga a fazer perguntas inc\u00f4modas. \u00c9 poss\u00edvel pensar certos problemas ignorando um autor que escreveu, dentre tantas outras coisas que ainda nos assombram, justamente sobre os limites da norma, da legalidade, da pol\u00edtica feita \u00e0s escondidas e do consenso? Podemos seguir defendendo uma postura cr\u00edtica se evitamos aquilo que nos desestabiliza? Como justificar que devemos aceitar apenas os autores domesticados e higienizados, sem zonas sombrias? <em>Ali\u00e1s, com o sarrafo t\u00e3o alto, algu\u00e9m se salva?<\/em> \u00c9 poss\u00edvel compreender certos problemas da Filosofia Contempor\u00e2nea ignorando os problemas levantados por certos autores a depender do predicado que recai sobre ele? Como fica a Hist\u00f3ria da Filosofia nisso? Ou mais: como ensinar Hist\u00f3ria da Filosofia se podemos com tamanha tranquilidade desviar dos problemas e autores? Claro que n\u00e3o resolve usar um argumento de autoridade do tipo: \u201c<em>Se nem mesmo Walter Benjamin<sup>2<\/sup>, Herbert Marcuse, Jacob Taubes, ou mesmo Franz Neumann e tantos outros (pra n\u00e3o falar dos italianos), se negaram a ler esse cat\u00f3lico desgra\u00e7ado, quem sou eu na fila do p\u00e3o para faz\u00ea-lo?<\/em>\u201d. Mas o ponto \u00e9 que o pensamento deste autor maldito j\u00e1 circulava no Brasil na d\u00e9cada de 1920, influenciando figuras que iam de Francisco Campos e Oliveira Vianna at\u00e9 S\u00e9rgio Buarque de Holanda na d\u00e9cada de 1930. E isso n\u00e3o \u00e9 pouca coisa. Ali\u00e1s, a situa\u00e7\u00e3o ainda piora: seu <em>founding<\/em>\u00a0<em>father<\/em>, por exemplo, o espanhol Juan Donoso Cort\u00e9s, j\u00e1 circulava nos jornais nacionais e de nossa regi\u00e3o no s\u00e9culo XIX. O que estes autores malditos compreenderam muito bem \u00e9 que <em>as ideias importam<\/em>, por isso quanto mais elas circulassem <em>fora <\/em>do seu ambiente de origem \u2013 a saber, congressos de especialistas e afins \u2013, melhor. Bem, essas ideias est\u00e3o a\u00ed, gostemos ou n\u00e3o.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/MATERIA-4.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/MATERIA-4.png 681w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/MATERIA-4-300x75.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" width=\"681\" height=\"171\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Carl Schmitt foi, sim, entre 1933 e 1936, um pensador comprometido com um regime nunca suficientemente condenado, de gest\u00e3o da desgra\u00e7a e destrui\u00e7\u00e3o da vida. Isso \u00e9 fato, e n\u00e3o pode ser ignorado nem menosprezado. O que vem depois de uma afirma\u00e7\u00e3o deste tipo j\u00e1 \u00e9 um problema, contudo o \u201cmas\u201d aqui n\u00e3o \u00e9 trivial, quer dizer, n\u00e3o temos o luxo de ignor\u00e1-lo, pois gostemos ou n\u00e3o, sua obra te\u00f3rica permanece como uma das mais agudas an\u00e1lises sobre o poder, o direito e a pol\u00edtica no s\u00e9culo XX. Suas afirma\u00e7\u00f5es pol\u00eamicas e bem pensadas \u2013 pois disse certa feita que a primeira frase de um livro \u201cdita o rumo\u201d da publica\u00e7\u00e3o \u2013, que v\u00e3o desde \u201csoberano \u00e9 quem decide sobre o estado de exce\u00e7\u00e3o\u201d; que \u201ch\u00e1 um sentimento anti-romano\u201d; \u201co conceito de Estado pressup\u00f5e o conceito do pol\u00edtico\u201d ou mesmo aquelas ainda mais pol\u00eamicas, como quando disse que a ditadura foi uma \u201cs\u00e1bia inven\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica romana\u201d, e tantas outras que, no mais das vezes, n\u00e3o invalidam as cr\u00edticas muito bem formuladas durante a Rep\u00fablica de Weimar contra o liberalismo pol\u00edtico, a indecis\u00e3o parlamentar e o <em>lobby<\/em> da aristocracia do dinheiro (como ele diria em 1922). O ponto \u00e9 que n\u00e3o d\u00e1 pra dizer que suas formula\u00e7\u00f5es n\u00e3o continuam sendo uma provoca\u00e7\u00e3o fundamental a qualquer concep\u00e7\u00e3o normativa da pol\u00edtica, ou que n\u00e3o continua atual sua cr\u00edtica ao parlamento, acusado de diluir a autoridade em comiss\u00f5es t\u00e9cnicas e de esconder o conflito sobre o v\u00e9u da delibera\u00e7\u00e3o em um \u201cnem afirmo nem nego\u201d (a ponto de, vai dizer ele, se os parlamentares tivessem diante da escolha entre Jesus ou Barrab\u00e1s, suspenderiam a decis\u00e3o e criariam uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito para investigar). Mesmo a compreens\u00e3o do pol\u00edtico pelo conflito, a distin\u00e7\u00e3o entre amigos e inimigos, longe de um elogio puro e simples da guerra, \u00e9 uma tentativa de pensar a pol\u00edtica como aquilo que irrompe quando o consenso falha, uma realidade conflitual como o mais elementar num mundo plural e n\u00e3o-homog\u00eaneo. Rejeitar Schmitt, neste contexto, \u00e9 mais do que um julgamento, \u00e9 uma recusa ao enfrentamento. \u00c9 evitar a pergunta tr\u00e1gica que o seu pensamento imp\u00f5e: <em>o que sustenta a ordem quando a norma falha?<\/em> Cancelar Schmitt \u00e9, no limite, um sintoma da nossa dificuldade em lidar com a ambiguidade, com o perigo, com a densidade e complexidade da realidade e, mais, em lidar com o fato de que mesmo os deuses do Olimpo s\u00e3o falhos. Neste ponto, parece interessante lembrar que, mesmo no circuito de ideal de fala, Schmitt n\u00e3o foi cancelado. J\u00fcrgen Habermas afirmou em confer\u00eancia p\u00fablica laudat\u00f3ria ao trabalho Daniel Goldhagen sobre <em>Os Carrascos Volunt\u00e1rios de Hitler<\/em> que <em>a Hist\u00f3ria \u00e9 parte de n\u00f3s<\/em>, portanto, Habermas enfrentou o te\u00f3logo pol\u00edtico Carl Schmitt e, justamente, a forma como este \u00faltimo fez a leitura de Thomas Hobbes, para liquidar os danos.<\/p>\n<p>Por fim, permitam s\u00f3 um coment\u00e1rio breve sobre o tom ir\u00f4nico da coisa: num evento pensado para combater um cancelamento, reproduz-se, contra Schmitt, a mesma l\u00f3gica do cancelamento que \u00e9 feito contra os autores modernos e os in\u00fameros predicados que lhes s\u00e3o atribu\u00eddos at\u00e9 o limite da recusa da leitura. Mas talvez a li\u00e7\u00e3o mais profunda esteja a\u00ed. Os autores mais inc\u00f4modos n\u00e3o s\u00e3o apenas aqueles que disseram o que n\u00e3o deviam, mas aqueles que ainda nos obrigam a pensar aquilo que prefer\u00edamos esquecer. Bom, por aqui, para ir para os finalmentes, injustamente Carl Schmitt se coloca nas suas \u201cmem\u00f3rias do c\u00e1rcere\u201d \u2014 quando de sua pris\u00e3o no campo de concentra\u00e7\u00e3o dedicado aos nazis pelos norte-americanos \u2014, como um <em>Epimeteu crist\u00e3o<\/em>, posicionando-se ao lado dos \u201ccancelados\u201d Nicolau Maquiavel, Jean Bodin, Thomas Hobbes e do capit\u00e3o Benito Cereno, personagem do livro de Herman Melville. Ent\u00e3o, parece que faltou um adjetivo, grande oportunista!<\/p>\n<p>Ler Schmitt, hoje, n\u00e3o \u00e9 pura e simplesmente endoss\u00e1-lo, \u00e9 reconhecer que seu pensamento ainda pulsa nos subterr\u00e2neos da pol\u00edtica contempor\u00e2nea. Ele est\u00e1 ali nos espa\u00e7os de exce\u00e7\u00e3o decretados em nome da \u201cseguran\u00e7a\u201d, nas decis\u00f5es executivas que suspendem corriqueira e constantemente a norma para justificar a viol\u00eancia contra o pr\u00f3prio povo, na permanente tens\u00e3o entre ordem e crise e tantas coisas mais. Por mais estranho que possa soar, Schmitt ajuda a compreender como uma democracia pode constantemente fazer uso de mecanismos ditatoriais para se manter, e ainda assim se afirmar como \u201cdemocr\u00e1tica\u201d (mesmo n\u00e3o sendo na pr\u00e1tica). Ora, n\u00e3o \u00e9 um pouco o nosso caso? Algu\u00e9m pode dizer que \u201cas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o funcionando\u201d, que o Estado Democr\u00e1tico de Direito est\u00e1 vigente, ou aberra\u00e7\u00f5es do tipo \u201co poder judici\u00e1rio ir\u00e1 nos salvar\u201d, ao mesmo tempo em que convive tranquilamente com a desgra\u00e7a di\u00e1ria j\u00e1 tornada regra, viola\u00e7\u00f5es de direitos e destrui\u00e7\u00e3o da vida ou coisa mais que o valha. Rejeit\u00e1-lo n\u00e3o nos torna moralmente superiores, apenas mais cegos. Precisamos encarar nossos fantasmas, e n\u00e3o apenas varr\u00ea-los para debaixo do tapete. Se queremos mesmo preservar o esp\u00edrito cr\u00edtico dos modernos, devemos estar dispostos a escutar at\u00e9 mesmo aqueles que nos causam desconforto. Mas, afinal, quem decide o que pode ser lido? Bem, esse deve ser o novo soberano, uma vez que o soberano decide sobre a suspens\u00e3o (exce\u00e7\u00e3o), mas, tamb\u00e9m, quando ela acaba mantendo ou, ainda, constituindo uma nova ordem.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p>1 Bom lembrar que este tamb\u00e9m muitas vezes \u00e9 tido como maldito.<\/p>\n<p>2 \u00c9 bom considerar que n\u00e3o parece haver uma longa troca epistolar entre Benjamin e Schmitt, pois o \u00faltimo nunca respondeu ao primeiro. Isto n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o houve um enfretamento te\u00f3rico, isto sim, Benjamin sempre viu em Schmitt um advers\u00e1rio e o enfrentou pelos textos, o que tamb\u00e9m foi feito por Jacob Taubes, com a diferen\u00e7a que Taubes tem um di\u00e1logo epistolar com o jusfil\u00f3sofo de Plettenberg.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Goste-se ou n\u00e3o dele, suas an\u00e1lises sobre o poder seguem afiadas. O que isso diz sobre o recha\u00e7o a ambiguidades? E \u00e0queles que nos obrigam a pensar o que prefer\u00edamos esquecer?<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/historia-e-memoria\/o-cancelamento-do-incomodo\/\">O \u201ccancelamento\u201d do inc\u00f4modo<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41921,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[8006,11702,11703,11704,5488],"tags":[],"class_list":["post-41920","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cancelamento","category-carl-schmitt","category-complexidade-da-realidade","category-filosofia-moderna","category-historia-e-memoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41920\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41921"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}