{"id":42054,"date":"2025-08-02T15:33:09","date_gmt":"2025-08-02T18:33:09","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/resgatando-a-africa-vermelha\/"},"modified":"2025-08-02T15:33:09","modified_gmt":"2025-08-02T18:33:09","slug":"resgatando-a-africa-vermelha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/resgatando-a-africa-vermelha\/","title":{"rendered":"Resgatando a \u00c1frica Vermelha"},"content":{"rendered":"<p><span>Se as an\u00e1lises dos fil\u00f3sofos iluministas do s\u00e9culo 18 e 19 que afirmavam, categoricamente, n\u00e3o haver hist\u00f3ria em \u00c1frica, precisavam de uma prova concreta, as revolu\u00e7\u00f5es no Haiti e as lutas de liberta\u00e7\u00e3o nacional no s\u00e9culo 20 abalaram por completo essas concep\u00e7\u00f5es \u2013 ainda que, vez ou outra, elas retornem para o palco das \u00e1goras editoriais e digitais. Ao mesmo tempo, certa linha de pensamento pan-africanista, alinhados mais \u00e0 direita, e com um verniz militante, tamb\u00e9m tem uma concep\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria africana monol\u00edtica, pautada pelas grandes conquistas do continente em tempos antigos, mas colocando os fatos em categorias a-hist\u00f3ricas. Existe, nesse lado da ponte, um problema de pr\u00e1xis ris\u00edvel, que, no fim, torna o projeto desses grupos em algo especificamente culturalista.<\/span><\/p>\n<p><span>Certa vez, Frantz Fanon, que completaria 100 anos no \u00faltimo 20 de julho, <\/span><span>disse que<\/span> <i><span>\u201cos intelectuais colonizados, n\u00e3o podendo fazer amor com a hist\u00f3ria presente de seu povo oprimido, n\u00e3o podendo se maravilhar com a hist\u00f3ria de suas barb\u00e1ries atuais, decidiram ir mais longe (\u2026) e foi numa alegria excepcional que descobriram que o passado n\u00e3o era de vergonha, mas de dignidade, de gl\u00f3ria e de solenidade.\u201d <\/span><\/i><span>Essa met\u00e1fora sobre a busca da gloriosa \u00c1frica, sem contradi\u00e7\u00f5es, e bela em seu passado pr\u00e9-colonial, ilustra bem um dos objetivos propostos por Kevin Ochieng Okoth em seu cl\u00e1ssico instant\u00e2neo, <\/span><i><span>\u00c1frica Vermelha.<\/span><\/i><\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-227251\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/africa.webp\" alt=\"Combatentes da FRELIMO, a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique, cuidam de orf\u00e3os em uma escola na prov\u00edncia de Cabo Delgado, Mo\u00e7ambique. 01\/01\/1972. (Foto: N Basom \/ UN Photo)\" width=\"1024\" height=\"692\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/africa.webp 1024w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/africa-300x203.webp 300w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/africa-768x519.webp 768w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/africa-150x101.webp 150w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/africa-750x507.webp 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Combatentes da FRELIMO, a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique, cuidam de orf\u00e3os em uma escola na prov\u00edncia de Cabo Delgado, Mo\u00e7ambique. 01\/01\/1972. <br \/>(Foto: N Basom \/ UN Photo)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>A obra, com pouco mais de 200 p\u00e1ginas, \u00e9 uma potente arma que visa menos os racistas e colonialistas, colocando f\u00f4lego em discuss\u00f5es no interior dos movimentos negros. O autor n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o preocupado em provar a humanidade do negro, mas sim contar a hist\u00f3ria de uma pol\u00edtica avassaladora \u2013 a uni\u00e3o entre o pan-africanismo, o continente africano e o marxismo \u2013, mostrando que, dessa rela\u00e7\u00e3o, surgiram os grandes feitos da liberta\u00e7\u00e3o e independencia dos pa\u00edses africanos. Mas o livro n\u00e3o \u00e9 uma simples celebra\u00e7\u00e3o. Figuras como Patrice Lumumba, Kwame Nkrumah, Am\u00edlcar Cabral, Agostinho Neto, Aim\u00e9 C\u00e9saire e Maryse Cond\u00e9 passam pelo microsc\u00f3pio de Okoth, que analisa os limites, os erros, as diverg\u00eancias e as contradi\u00e7\u00f5es das pr\u00e1ticas desses grandes l\u00edderes pol\u00edticos do s\u00e9culo 20, al\u00e9m das aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas do chamado <\/span><span>socialismo africano<\/span><span>, e da elite neocolonial dos pa\u00edses rec\u00e9m-independentes. Torna-se, ent\u00e3o, em certa medida, um acerto de contas com as experi\u00eancias da liberta\u00e7\u00e3o nacional e da constru\u00e7\u00e3o do socialismo em \u00c1frica.<\/span><\/p>\n<p><span>Por outro lado, Kevin desmembra todo o pensamento da Escola de Estudos Decoloniais e o Afro-Pessimismo \u2013 em minha opini\u00e3o, o ponto alto do livro \u2013, sendo esse \u00faltimo movimento uma das modas mais recentes dos movimentos negros do norte-global, que tem ecoado pelos cantos do mundo. Se, em certa medida, a decolonialidade tem um papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o de um novo humano, um novo negro \u2013 afinal, <\/span><i><span>\u201c<\/span><\/i><i><span>almejamos nada menos do que libertar o homem de cor de si mesmo<\/span><\/i><i><span>\u201d<\/span><\/i><span> \u2013, quando apartado da luta pol\u00edtica concreta, se torna apenas um macete que, no fim, deseja descolonizar as mentes, as institui\u00e7\u00f5es e os saberes, evitando desmantelar o problema principal: o capitalismo e o imperialismo. No caso do Afro-Pessimismo \u2013 que Okoth vai chamar de AP 2.0 (Afro-Pessimismo 2.0) \u2013 podemos encontrar uma infinidade de problemas. O principal deles \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica da hist\u00f3ria, que torna o negro como \u00fanico e grande Outro da humanidade, desconsiderando as mudan\u00e7as estruturais que tornaram \u00e1rabes, chineses, coreanos e outros povos em povos racializados, t\u00e3o pass\u00edveis quanto ao negro de serem colonizados, exterminados, e sofrerem toda sorte de racismo. Um exemplo pr\u00e1tico disso pode ser observado nas <\/span><span>reflex\u00f5es de Frank B. Wilderson III<\/span><span>, um dos principais te\u00f3ricos do AP 2.0. Al\u00e9m disso, ambos os campos \u2013 Afro-Pessimismo e Estudos Decoloniais \u2013 t\u00eam sido tomados pelas universidades neoliberais, principalmente nos Estados Unidos, produzindo o que Kevin chama de anti-pol\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p><span>Da\u00ed a import\u00e2ncia de <\/span><i><span>\u00c1frica Vermelha<\/span><\/i><span> para o debate atual sobre ra\u00e7a e revolu\u00e7\u00e3o, num momento em que a ascens\u00e3o de Ibrahim Traor\u00e9, em Burkina Faso, tem levantado discuss\u00f5es acaloradas sobre as lutas anti-coloniais, para n\u00e3o falar dos protestos populares na <\/span><span>Nig\u00e9ria<\/span><span> e <\/span><span>Angola<\/span><span>. No Brasil, o livro pode ser um dos instrumentos de mobiliza\u00e7\u00e3o de certas camadas do movimento negro, perdidas em teorias insuficientes, e em pr\u00e1ticas acorrentadas ao governismo, minando uma poss\u00edvel organiza\u00e7\u00e3o de classe com rosto negro, como \u00e9 a maior parte do Brasil. O neo-freyrianismo dos debates sobre parditude tamb\u00e9m tem ganhado f\u00f4lego, o que demonstra como as teses sobre a quest\u00e3o racial est\u00e3o longe serem escritas em pedra.<\/span><\/p>\n<p><span>Kevin Ochieng Okoth consegue demonstrar como teoria e pr\u00e1tica consolidaram alguns acontecimentos na \u00c1frica e na di\u00e1spora negra, e se apodera do arsenal indispens\u00e1vel dos revolucion\u00e1rios africanos e afro-diasp\u00f3ricos, para dizer: o marxismo-leninismo \u2013 e, em certa medida, o pensamento do Presidente Mao Ts\u00e9-Tung \u2013 ainda s\u00e3o a melhor ferramenta te\u00f3rico-pr\u00e1tica n\u00e3o apenas para interpretar a \u00c1frica e a realidade negra, mas, principalmente, paras transform\u00e1-las em vermelhas, em alian\u00e7a com os demais povos oprimidos \u2013 como no <\/span><span>esp\u00edrito de Bandung.<\/span><\/p>\n<p><span>\u2013\u2013\u2013\u2013<\/span><\/p>\n<p><b><i>\u00c1frica Vermelha: resgatando a pol\u00edtica negra revolucion\u00e1ria<br \/>\n<\/i><\/b><b>Lan\u00e7amento: <\/b><span>2025<br \/>\n<\/span><b>Autor: <\/b><span>Kevin Ochieng Okoth<br \/>\n<\/span><b>N\u00famero de p\u00e1ginas:<\/b><span> 207<br \/>\n<\/span><b>Editora: <\/b><span>Boitempo<\/span><\/p>\n<div data-id=\"3a925c7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jnews_archive_title_elementor.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><em><strong>(*) Marco Aur\u00e9lio<\/strong>, mais conhecido como Marcola, \u00e9 estudante de hist\u00f3ria e fot\u00f3grafo documental nas horas vagas. Escreve e pesquisa o rap, o samba e outros temas da cultura popular brasileira.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-id=\"67151a1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jnews_archive_block_elementor.default\">\n<div>\n<div data-unique=\"jnews_module_59219_2_655f9ca9ae8fa\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<article>\n<div><\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O post Resgatando a \u00c1frica Vermelha apareceu primeiro em Opera Mundi.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/moraes-da-10-dias-para-pf-ouvir-flavio-em-caso-de-calunia-contra-lula\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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