{"id":44701,"date":"2025-08-14T11:30:23","date_gmt":"2025-08-14T14:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/financeirizacao-da-natureza-o-processo-de-cooptacao-do-ar-na-regiao-nordeste\/"},"modified":"2025-08-14T11:30:23","modified_gmt":"2025-08-14T14:30:23","slug":"financeirizacao-da-natureza-o-processo-de-cooptacao-do-ar-na-regiao-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/financeirizacao-da-natureza-o-processo-de-cooptacao-do-ar-na-regiao-nordeste\/","title":{"rendered":"Financeiriza\u00e7\u00e3o da natureza: o processo de coopta\u00e7\u00e3o do ar na regi\u00e3o Nordeste"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem-1-1024x683-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem-1-1024x683-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem-1-1024x683-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem-1-1024x683-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Assentamento popular Maria Aparecida \u2013 S\u00e3o Miguel do Gostoso\/RN. Foto: Morgana Souza<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Matheus Mendes*<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Em todo o mundo, atravessamos uma crise do modelo de desenvolvimento capitalista. Sua dimens\u00e3o ambiental tem um grande potencial destrutivo para a reprodu\u00e7\u00e3o da vida na terra, amea\u00e7ando, principalmente, as popula\u00e7\u00f5es e ecossistemas em situa\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria. Esse modelo se baseia em megaprojetos destruidores da natureza, como a minera\u00e7\u00e3o, o agroneg\u00f3cio, a venda de madeira ilegal e o monocultivo de plantas para produ\u00e7\u00e3o de energia (cana-de-a\u00e7\u00facar e soja, entre outros), que amea\u00e7am as pessoas que vivem nos territ\u00f3rios explorados, seja no campo ou nas cidades.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o que est\u00e1 na mesa de negocia\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses do norte global \u00e9 o processo de descarboniza\u00e7\u00e3o do globo terrestre, e com esse debate, traz-se as energias renov\u00e1veis (e\u00f3licas e solar) como sendo a sa\u00edda para a crise ambiental.<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameros os desafios relacionados \u00e0 pauta da produ\u00e7\u00e3o de energia enquanto vivemos uma crise ambiental, econ\u00f4mica e social. O Brasil tem quase 70% de sua matriz energ\u00e9tica derivada de combust\u00edveis f\u00f3sseis, hidrel\u00e9trricas ou fontes renov\u00e1veis. Ao mesmo tempo que temos um elevado n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o, existe uma forte dualidade com a desigualdade no acesso \u00e0 mesma, com muitas comunidades enfrentando diversos desafios para ter acesso \u00e0 energia.<\/p>\n<p>O incentivo governamental \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos no Brasil come\u00e7ou em 2001. \u00c0 \u00e9poca, uma s\u00e9rie de apag\u00f5es pa\u00eds afora colocou em xeque o modelo energ\u00e9tico fundado na gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica. O governo federal, ent\u00e3o, lan\u00e7ou programas de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e\u00f3lica e linhas de cr\u00e9dito com juros baixos. Mas o boom dos parques e\u00f3licos s\u00f3 viria depois da crise mundial de 2008, causada pelo esgotamento do mercado imobili\u00e1rio nos Estados Unidos. De 2005 a 2017, tudo mudou. Com um aumento de impressionantes 43.910,3% na capacidade instalada de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica, o Brasil atropelou at\u00e9 mesmo a China, que cresceu 14.839% no per\u00edodo, e se tornou o maior mercado do setor no Sul do mundo, de acordo com dados do Conselho Global de Energia E\u00f3lica, o GWEC.<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u00e9 uma das pautas de maior visibilidade no mundo na \u00faltima d\u00e9cada. E no cen\u00e1rio nacional, todos os olhos seguem voltados para os estados do Nordeste. Concebidos como espa\u00e7os de luta e resist\u00eancia, territ\u00f3rios ocupados pelos povos do campo, \u00e1guas e florestas enfrentam novas tens\u00f5es e conflitos. Trazidos por um inimigo com nova roupagem, atrav\u00e9s da expans\u00e3o de empreendimentos de energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>O Brasil encerrou 2024 com um crescimento de 10,8% da capacidade instalada de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. No final de dezembro \u00faltimo, eram 1.103 parques e\u00f3licos e 11.720 aerogeradores em opera\u00e7\u00e3o, ultrapassando os 33 gigawatts (GW) de capacidade instalada. Os n\u00fameros fazem parte do Boletim Anual 2024 da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica e Novas Tecnologias (ABEE\u00f3lica). A gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica \u00e9 a segunda maior fonte da matriz el\u00e9trica brasileira, respons\u00e1vel por 16,1% de toda a capacidade instalada do pa\u00eds. O Nordeste \u00e9, de longe, a regi\u00e3o com mais parques. S\u00e3o 930 ao todo \u2013 610 em opera\u00e7\u00e3o, 143 em constru\u00e7\u00e3o e 177 com licen\u00e7a de instala\u00e7\u00e3o concedida.<\/p>\n<p>O modelo capitalista neoliberal, na atual hegemonia do capital financeiro, cria novas e diferentes formas de transformar as contradi\u00e7\u00f5es (do pr\u00f3prio sistema) em possibilidades de ac\u00famulo de capital na dimens\u00e3o ambiental. As formas cl\u00e1ssicas de explora\u00e7\u00e3o dos bens da natureza d\u00e3o espa\u00e7o para as formas \u201cverdes\u201d, que se desenham sob a \u00e9gide do \u201ccapitalismo verde\u201d.<\/p>\n<p>Assim, se exploram os bens comuns em detrimento de uma falsa solu\u00e7\u00e3o para a descarboniza\u00e7\u00e3o do planeta. Sendo esta uma pr\u00e1tica econ\u00f4mica que visa inserir elementos da natureza no processo de financeiriza\u00e7\u00e3o, apresentando-se como um agravante para a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Essa nova forma de explora\u00e7\u00e3o do capital sobre os bens da natureza, atrav\u00e9s da financeiriza\u00e7\u00e3o, possui um conjunto de mecanismos de mercado, como REDD (Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o Florestal), PSA (Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais), TEBB (Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade) e MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). Eles t\u00eam por finalidade mercantilizar e privatizar os bens da natureza, precificando e negociando nas bolsas de valores. Possibilitando que as grandes corpora\u00e7\u00f5es mundiais adquiram esses t\u00edtulos para se desresponsabilizar dos crimes ambientais cometidos. Adquirindo o aval para continuar desmatando e destruindo a sociobiodiversidade, passando por cima do clima, de povos, comunidades tradicionais e seus bens tang\u00edveis e intang\u00edveis.<\/p>\n<p>Na corrida pela transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, o Estado brasileiro abre uma fronteira no desenvolvimento sobre os bens comuns da natureza por meio do uso extensivo de terras agr\u00edcolas, permitindo a implanta\u00e7\u00e3o de projetos energ\u00e9ticos em larga escala territorial. Desde ent\u00e3o, entramos em um novo cap\u00edtulo da quest\u00e3o agr\u00e1ria e fundi\u00e1ria no pa\u00eds, a partir do protagonismo dos empreendimentos de energia e\u00f3lica e solar, principalmente na regi\u00e3o Nordeste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A territorializa\u00e7\u00e3o feita pelas empresas de energia, em grande parte sob dom\u00ednio do capital estrangeiro, traz consigo uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias al\u00e9m do desequil\u00edbrio ambiental que ocorre nas \u00e1reas atingidas, alavancando um processo de apropria\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e despossess\u00e3o das fam\u00edlias camponesas. Desse modo, usando um falso discurso de desenvolvimento e sustentabilidade, as empresas utilizam-se de contratos de arrendamento ou cess\u00e3o de uso de terra, acessando os territ\u00f3rios. As fam\u00edlias ficam restritas \u00e0 gest\u00e3o de suas terras, em troca de receber da empresa, por tempo determinado, valores irris\u00f3rios, que colocam em risco a perda de direitos comopor exemplo, a aposentadoria.<\/p>\n<p>A partir do potencial energ\u00e9tico, a apropria\u00e7\u00e3o privada dos recursos naturais acarreta diferentes formas de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das regi\u00f5es. Problemas de sa\u00fade, fauna, flora, \u00e1gua, acesso \u00e0 terra, concentra\u00e7\u00e3o de renda, privatiza\u00e7\u00e3o do sol e do vento englobam um cen\u00e1rio de injusti\u00e7a e racismo ambiental, contrariando o discurso positivo das renov\u00e1veis. Agrot\u00f3xicos s\u00e3o utilizados para a raspagem do solo durante o processo de instala\u00e7\u00e3o de parques de energia e\u00f3lica e solar. Com isso, h\u00e1 a degrada\u00e7\u00e3o do solo e a contamina\u00e7\u00e3o dos recursos naturais. Assim, os assentados que reproduziam a vida em seus territ\u00f3rios j\u00e1 n\u00e3o podem mais. O avan\u00e7o desenfreado desse modelo de explora\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no campo gera tamb\u00e9m casos de transtornos mentais, ins\u00f4nia, problemas de pele, surdez, entre outras doen\u00e7as nas popula\u00e7\u00f5es atingidas. Existe uma interrup\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas de vida, amea\u00e7ando a perman\u00eancia das juventudes em seus territ\u00f3rios. E fam\u00edlias que tanto lutaram para conquistar sua terra veem o \u00eaxodo como a \u00fanica alternativa para encerrar o problema.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o energ\u00e9tica cumpre um papel importante no Programa Agr\u00e1rio do MST, estando diretamente relacionada com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a reprodu\u00e7\u00e3o dos modos de vida. Na Reforma Agr\u00e1ria Popular, o debate sobre as energias renov\u00e1veis assume um papel crucial na luta pela terra. \u00c9 necess\u00e1rio que a produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica esteja de acordo com as necessidades do povo, na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, na garantia da sa\u00fade coletiva e na preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>Um dos aspectos fundamentais na discuss\u00e3o sobre as energias renov\u00e1veis nos territ\u00f3rios de reforma agr\u00e1ria \u00e9 a busca pela autonomia energ\u00e9tica: primeiro, para a produ\u00e7\u00e3o e consumo de energia; segundo, para a gera\u00e7\u00e3o de renda por meio da redu\u00e7\u00e3o dos custos produtivos. Em contraponto ao modelo de explora\u00e7\u00e3o e expuls\u00e3o das fam\u00edlias, o movimento defende que a descentraliza\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica dialoga com o desenvolvimento coletivo, seja por meio de cooperativas ou associa\u00e7\u00f5es, atendendo ao consumo das fam\u00edlias, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agroindustrial e tamb\u00e9m aos espa\u00e7os comunit\u00e1rios, como unidades de sa\u00fade, escolas e centros culturais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de promover a autonomia energ\u00e9tica, o sistema de produ\u00e7\u00e3o descentralizado tamb\u00e9m fortalece as estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis. Focar no desenvolvimento social e na sustentabilidade ambiental est\u00e1 estreitamente ligado \u00e0 pr\u00e1tica agroecol\u00f3gica, englobando o cuidado com o solo, a \u00e1gua, a biodiversidade e as rela\u00e7\u00f5es humanas, estabelecendo uma conex\u00e3o verdadeira entre o homem e a natureza. Proteger os territ\u00f3rios de reforma agr\u00e1ria e defender uma pol\u00edtica de autonomia dos povos \u00e9 primordial.<\/p>\n<p><em>*Editado por Fernanda Alc\u00e2ntara<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/08\/14\/financeirizacao-da-natureza-o-processo-de-cooptacao-do-ar-na-regiao-nordeste\/\">Financeiriza\u00e7\u00e3o da natureza: o processo de coopta\u00e7\u00e3o do ar na regi\u00e3o Nordeste<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ciber-soberania-a-chinesa-caminho-para-a-independencia-digital\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/china-tecnologia-150x150.webp') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ciber-soberania \u00e0 chinesa: caminho para a independ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/russia-e-ucrania-concordam-com-breve-cessar-fogo-mas-tensao-permanece-elevada\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">R\u00fassia e Ucr\u00e2nia concordam com breve cessar-fogo, ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ditaduras-deixaram-a-america-do-sul-mais-dependente-dos-eua-diz-belluzzo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Belluzzo-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ditaduras deixaram a Am\u00e9rica do Sul mais dependent...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ataque-dos-eua-a-venezuela-mata-32-militares-cubanos\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ataque dos EUA a Venezuela mata 32 militares cuban...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assentamento popular Maria Aparecida \u2013 S\u00e3o Miguel do Gostoso\/RN. Foto: Morgana Souza Por Matheus Mendes*Da P\u00e1gina do MST Em todo o mundo, atravessamos uma crise do modelo de desenvolvimento capitalista. Sua dimens\u00e3o ambiental tem um grande potencial destrutivo para a reprodu\u00e7\u00e3o da vida na terra, amea\u00e7ando, principalmente, as popula\u00e7\u00f5es e ecossistemas em situa\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria. 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