{"id":45428,"date":"2025-08-18T11:06:31","date_gmt":"2025-08-18T14:06:31","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/campanha-registros-da-terra-massificacao-da-agroecologia-na-mata-atlantica\/"},"modified":"2025-08-18T11:06:31","modified_gmt":"2025-08-18T14:06:31","slug":"campanha-registros-da-terra-massificacao-da-agroecologia-na-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/campanha-registros-da-terra-massificacao-da-agroecologia-na-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Campanha \u201cRegistros da Terra\u201d: massifica\u00e7\u00e3o da Agroecologia na Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-no-plantio-de-mudas-do-as-denis-goncalves-foto-Sara-Gehren-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-no-plantio-de-mudas-do-as-denis-goncalves-foto-Sara-Gehren-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-no-plantio-de-mudas-do-as-denis-goncalves-foto-Sara-Gehren-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-no-plantio-de-mudas-do-as-denis-goncalves-foto-Sara-Gehren-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-no-plantio-de-mudas-do-as-denis-goncalves-foto-Sara-Gehren-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-no-plantio-de-mudas-do-as-denis-goncalves-foto-Sara-Gehren-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Plantio de mudas no Assentamento D\u00eanis Gon\u00e7alves. Foto: Sara Gehren<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Comunica\u00e7\u00e3o do MST em Minas Gerais<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>O que um dia foi s\u00edmbolo do latif\u00fandio cafeeiro \u00e9 hoje territ\u00f3rio marcado pela luta popular. A antiga fazenda Fortaleza de Sant\u2019Anna, conquistada pelo MST, exibe uma paisagem formada por grandes \u00e1reas de mata preservada e por \u00e1gua abundante, que supre o consumo, a produ\u00e7\u00e3o e o lazer das fam\u00edlias. Entre as \u00e1rvores, o plantio de alimentos por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) se integra \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de gado leiteiro, revelando a diversidade produtiva do assentamento D\u00eanis Gon\u00e7alves, situado entre os munic\u00edpios de Ch\u00e1cara e Goian\u00e1, em Minas Gerais.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia do assentamento \u00e9 um exemplo do que pode ser feito para a preserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica que, com aproximadamente <strong>1,3 milh\u00e3o de km\u00b2<\/strong> e presente em <strong>17 estados brasileiros<\/strong>, abarca o trecho entre o Rio Grande do Sul e o Rio Grande do Norte, se adentrando tamb\u00e9m para \u00e1reas do interior do pa\u00eds, como Minas Gerais. \u00c9 um dos biomas mais ricos em biodiversidade, abrigando mais de 8 mil esp\u00e9cies end\u00eamicas (nascidas no bioma), conforme o <a href=\"https:\/\/sosma.org.br\/iniciativas\/atlas-da-mata-atlantica\">Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica (2022)<\/a>. No entanto, enfrenta amea\u00e7as constantes provenientes da minera\u00e7\u00e3o, da expans\u00e3o urbana e do agroneg\u00f3cio, que avan\u00e7am com desmatamento ilegal, agropecu\u00e1ria predat\u00f3ria e monocultivos de cana, caf\u00e9 e eucalipto.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 mais uma experi\u00eancia que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra quer mostrar e multiplicar com a campanha <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/06\/16\/mst-lanca-campanha-de-fotografias-em-homenagem-a-sebastiao-salgado\/\">\u201cRegistros da Terra: o MST e os biomas brasileiros\u201d<\/a>. Trata-se de uma convocat\u00f3ria aberta para que militantes, assentados e aliados enviem fotografias, a partir do olhar popular, retratem a rela\u00e7\u00e3o entre o povo Sem Terra e os biomas. A iniciativa tem como objetivo denunciar os crimes ambientais do agroneg\u00f3cio e mostrar as alternativas constru\u00eddas nos territ\u00f3rios.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rias da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>Na contram\u00e3o do desmatamento e da contamina\u00e7\u00e3o promovidos pelo agroneg\u00f3cio, o assentamento D\u00eanis Gon\u00e7alves organiza a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e o manejo da \u00e1gua de forma coletiva, integrando as fam\u00edlias \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica. Proteger as nascentes, cultivar da agroecologia e manter a floresta em p\u00e9 s\u00e3o pr\u00e1ticas di\u00e1rias e parte da luta pol\u00edtica do MST. Essa rela\u00e7\u00e3o entre o territ\u00f3rio e o bioma se materializa nas hist\u00f3rias de vida e de resist\u00eancia das fam\u00edlias Sem Terra que o fazem prosperar.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-e-Julia-no-trab-coletivo-Dowglas-Silva.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-e-Julia-no-trab-coletivo-Dowglas-Silva-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-e-Julia-no-trab-coletivo-Dowglas-Silva-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-e-Julia-no-trab-coletivo-Dowglas-Silva-768x512.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-e-Julia-no-trab-coletivo-Dowglas-Silva-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Rogerio-e-Julia-no-trab-coletivo-Dowglas-Silva.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Trabalho coletivo. Foto: Dowglas Silva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo Rog\u00e9rio Coutinho, militante do setor de produ\u00e7\u00e3o e presidente da Coopermatas, uma das cooperativas da regional, o assentamento \u00e9 respons\u00e1vel pelo cuidado com o abastecimento h\u00eddrico e a alimenta\u00e7\u00e3o escolar de parte da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. \u201cEntregamos mais de uma tonelada e meia de alimentos para escolas de quatro munic\u00edpios e cuidamos de um dos maiores mananciais de \u00e1gua daqui, que abastece essas cidades. Nosso territ\u00f3rio \u00e9 muito rico: temos uma grande por\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica e uma das principais fontes de \u00e1gua da regi\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o de coletividade, segundo Coutinho, s\u00f3 surgiu em sua vida a partir da organiza\u00e7\u00e3o do MST, uma vez que foi na luta pela terra que ele aprendeu a import\u00e2ncia de cuidar do bioma em que vive. \u201cO MST me trouxe o compromisso de plantar \u00e1rvores para cuidar da Mata Atl\u00e2ntica. Esse princ\u00edpio est\u00e1 em todas as nossas linhas produtivas: no leite, no gado, nas hortali\u00e7as. Al\u00e9m de reflorestar, isso organiza nosso sustento, nosso modo de vida e nosso alimento\u201d, pontua.<\/p>\n<h2>Do sonho da terra \u00e0 agroecologia<\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"767\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Julia-Guerra-Foto-Dowglas-Silva2-2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Julia-Guerra-Foto-Dowglas-Silva2-2-1024x767.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Julia-Guerra-Foto-Dowglas-Silva2-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Julia-Guerra-Foto-Dowglas-Silva2-2-768x575.jpg 768w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Julia-Guerra-Foto-Dowglas-Silva2-2.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>J\u00falia Guerra. Foto Dowglas Silva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O estado de Minas Gerais j\u00e1 teve 46% por cento de seu territ\u00f3rio coberto pela mata atl\u00e2ntica. Segundo os dados do IBGE, hoje o bioma representa apenas 10%, e est\u00e1 distribu\u00eddo em \u00e1reas pequenas e fragmentadas. No Assentamento D\u00eanis Gon\u00e7alves, restou apenas uma parte da Mata Atl\u00e2ntica, que j\u00e1 foi expressiva na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><span>Segundo J\u00falia Guerra, militante do setor de produ\u00e7\u00e3o do MST, os sinais da degrada\u00e7\u00e3o deixados pela antiga fazenda ainda s\u00e3o vis\u00edveis, e o desafio de recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 grande. \u201cMesmo com mais da metade da nossa \u00e1rea preservada, herdamos paisagens profundamente marcadas por d\u00e9cadas de explora\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p>Como coordenadora do viveiro de mudas, J\u00falia atua na rede de coletores de sementes da Mata Atl\u00e2ntica, trabalho essencial para recuperar o bioma. A iniciativa multiplica esp\u00e9cies nativas e implanta agroflorestas produtivas, aliando conserva\u00e7\u00e3o ambiental e gera\u00e7\u00e3o de sustento. Para as fam\u00edlias assentadas, o principal tarefa \u00e9 garantir a conviv\u00eancia harmoniosa com o bioma.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Nosso desafio \u00e9 recriar a Mata Atl\u00e2ntica de forma integrada aos sistemas de agrobiodiversidade. N\u00e3o se trata apenas de manter a floresta intoc\u00e1vel, mas de criar novas \u00e1reas de intera\u00e7\u00e3o entre seres humanos, animais, cultivo e cultura\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Neste sentido, o bioma \u00e9 uma parte fundamental do cotidiano das fam\u00edlias locais, mas adquiriu um novo significado com o debate sobre agroecologia e coopera\u00e7\u00e3o promovido pelo MST. Um exemplo disso \u00e9 Geraldo \u2018Majela\u2019 dos Santos, assentado que, desde a inf\u00e2ncia, sonhava em ter um peda\u00e7o de terra com \u00e1gua limpa, inspirado pelas experi\u00eancias agr\u00edcolas e pelos passeios nas florestas com seus pais.<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria na agroecologia come\u00e7ou com o MST, onde passou a produzir milho crioulo no Sul de Minas e a realizar experimentos agroflorestais que combinam caf\u00e9, mucuna e bananeira. Ele se lembra de uma entrevista que fez para a faculdade, na qual discutiu o di\u00e1logo de saberes com Seu Sebasti\u00e3o, tamb\u00e9m do Sul de Minas.<\/p>\n<p>\u201cSeu Sebasti\u00e3o conta que, na juventude, a terra era dividida entre terra de campo, terra de mata (Mata Atl\u00e2ntica) e terra de cultura (Cerrado). A terra de mata era explorada e tinha valor, por isso foi muito degradada. E s\u00f3 depois, com o calc\u00e1rio descoberto, o cerrado passou a ter valor para a agricultura. Mas junto veio a ocupa\u00e7\u00e3o pelo agroneg\u00f3cio e a perda de frutos nativos como pequi, marolo e gabiroba, que sempre fizeram parte da alimenta\u00e7\u00e3o do povo\u201d, relembra Majela. <\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Majela-Dowglas-Silva.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Majela-Dowglas-Silva-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Majela-Dowglas-Silva-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Majela-Dowglas-Silva-768x512.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Majela-Dowglas-Silva-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Majela-Dowglas-Silva.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Geraldo Majela dos Santos. Foto: Dowglas Silva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Essas hist\u00f3rias que atravessam a vida de muitas pessoas que nasceram no campo, demonstra a import\u00e2ncia da defesa dos territ\u00f3rios e da constru\u00e7\u00e3o de modelos que sejam antagonistas ao pensamento do agroneg\u00f3cio, que trata natureza como mercadoria. Por isso, Majela segue investindo em sistemas que conciliam produ\u00e7\u00e3o e floresta.<\/p>\n<p>\u201cMuita gente pensa que solo que n\u00e3o produz soja \u00e9 ruim, mas ele pode produzir caju e uma infinidade de alimentos. Com piqueteamento para o gado, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel ter renda boa sem destruir a mata\u201d, explica.\u00a0<\/p>\n<p>Em meio \u00e0s esp\u00e9cies cultivadas na Mata Atl\u00e2ntica, est\u00e3o saberes tradicionais que contribuem para a sa\u00fade coletiva. Nesse resgate das tradi\u00e7\u00f5es, J\u00falia traz o exemplo de seu fruto favorito, que \u00e9 a copa\u00edba. A agricultora explica que o de copa\u00edba, extra\u00eddo da \u00e1rvore Copaifera, \u00e9 conhecido por suas propriedades anti-inflamat\u00f3rias, cicatrizantes e antimicrobianas \u201cA copa\u00edba \u00e9 um grande rem\u00e9dio, a seiva dela \u00e9 sagrada\u201d, afirma.<\/p>\n<h2>Mata viva, alimento saud\u00e1vel na mesa\u00a0<\/h2>\n<p>As a\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio do MST na Zona da Mata mineira mostram que conservar e restaurar a Mata Atl\u00e2ntica n\u00e3o \u00e9 apenas sobre a preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores, mas \u00e9 um compromisso com restaurar o que o agroneg\u00f3cio e o latif\u00fandio destru\u00edram. Paa isso, \u00e9 preciso criar sistemas produtivos que respeitam e fortalecem a biodiversidade, gerando \u00e1gua, alimento e cultura.<\/p>\n<p>No lugar onde antes o monocultivo de caf\u00e9 dominava, com o desmatamento da floresta nativa para gerar mais lucros,\u00a0 nascem agroflorestas semeadas pelas m\u00e3os dos e das agricultoras sem terra, que alimentam um sentimento coletivo de cohecimento da Mata Atl\u00e2ntica, cuidado e mem\u00f3ria, onde cada \u00e1rvore plantada \u00e9 tamb\u00e9m um gesto de resist\u00eancia e futuro.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/SaraGehren_D2403239709.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/SaraGehren_D2403239709-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/SaraGehren_D2403239709-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/SaraGehren_D2403239709-768x512.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/SaraGehren_D2403239709-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/SaraGehren_D2403239709.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Sara Gehren<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A luta das fam\u00edlias Sem Terra na Mata Atl\u00e2ntica mostra que preservar e restaurar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 manter a floresta intocada, mas criar sistemas produtivos que respeitam e fortalecem a biodiversidade. \u00c9 o oposto do modelo do agroneg\u00f3cio, que trata a natureza como mercadoria.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m por isso que a campanha <strong>Registros da Terra<\/strong> \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1ria: cada fotografia enviada ser\u00e1 mais que uma imagem, ser\u00e1 prova viva de que existe um Brasil campon\u00eas que cuida da \u00e1gua, planta alimento saud\u00e1vel e reconstr\u00f3i os biomas.<\/p>\n<p>A convocat\u00f3ria est\u00e1 aberta at\u00e9 <strong>21 de setembro de 2025<\/strong>. Qualquer pessoa pode participar enviando at\u00e9 cinco fotos pelo WhatsApp ou e-mail da campanha. As imagens far\u00e3o parte de uma exposi\u00e7\u00e3o nacional lan\u00e7ada no Encontro Nacional do MST, em janeiro de 2026, e tamb\u00e9m de uma mostra online permanente.<\/p>\n<p>Em um tempo de tantas cat\u00e1strofes ambientais, registrar e compartilhar essas hist\u00f3rias \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de garantir seguran\u00e7a e preserva\u00e7\u00e3o e de mostrar que outro futuro \u00e9 poss\u00edvel, j\u00e1 est\u00e1 sendo plantado e merece ser visto.<\/p>\n<p><em>O perfil e as imagens integram a campanha fotogr\u00e1fica do MST: \u201cRegistros da Terra: O MST e os biomas brasileiros\u201d, com o envio de fotografias at\u00e9 o dia 21 de setembro de 2025.<\/em>\u00a0<em>Saiba como enviar e acesse o regulamento pelo documento dispon\u00edvel abaixo.<\/em><\/p>\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\"><a href=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/REGISTROS-DA-TERRA_ORIENTACOES.pdf\">REGISTROS DA TERRA_ORIENTA\u00c7\u00d5ES<\/a><a href=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/REGISTROS-DA-TERRA_ORIENTACOES.pdf\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-308b4c8b-5e87-4aef-8aac-dbc0367bc4e3\">Baixar<\/a><\/div>\n<p><em>*Editado por Erica Vanzin<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/08\/18\/campanha-registros-da-terra-massificacao-da-agroecologia-na-mata-atlantica\/\">Campanha \u201cRegistros da Terra\u201d: massifica\u00e7\u00e3o da Agroecologia na Mata Atl\u00e2ntica<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/eua-revogam-vistos-de-funcionarios-do-governo-brasileiro-que-trabalharam-no-mais-medicos\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Foto: Sara Gehren Por Comunica\u00e7\u00e3o do MST em Minas GeraisDa P\u00e1gina do MST O que um dia foi s\u00edmbolo do latif\u00fandio cafeeiro \u00e9 hoje territ\u00f3rio marcado pela luta popular. A antiga fazenda Fortaleza de Sant\u2019Anna, conquistada pelo MST, exibe uma paisagem formada por grandes \u00e1reas de mata preservada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[3437,8338,4452,5969,316,191],"tags":[],"class_list":["post-45428","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-biomas","category-campanha-registros-da-terra","category-fotografia","category-mata-atlantica","category-minas-gerais","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45428"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45428\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}