{"id":48341,"date":"2025-08-29T16:29:02","date_gmt":"2025-08-29T19:29:02","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/sapatao-com-muito-orgulho-pesquisadora-busca-na-mitologia-amazonida-origem-do-enunciado\/"},"modified":"2025-08-29T16:29:02","modified_gmt":"2025-08-29T19:29:02","slug":"sapatao-com-muito-orgulho-pesquisadora-busca-na-mitologia-amazonida-origem-do-enunciado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/sapatao-com-muito-orgulho-pesquisadora-busca-na-mitologia-amazonida-origem-do-enunciado\/","title":{"rendered":"\u2018Sapat\u00e3o, com muito orgulho\u2019: pesquisadora busca na mitologia amaz\u00f4nida origem do enunciado"},"content":{"rendered":"<p>Cristiane Oliveira \u00e9 uma mulher da Amaz\u00f4nia, nascida em Bel\u00e9m do Par\u00e1 e autointitulada sapat\u00e3o. Mas nem sempre foi assim. \u201cPassei a vida toda com medo de ser quem eu era. Das piadas que ouvia na rua, na escola. At\u00e9 minha juventude, eu aprendi que dificilmente arrumaria um emprego me vestindo como me identifico\u201d, disse Cristiane ao <strong>Brasil de Fato<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas foi justamente esses obst\u00e1culos vivenciados em sua hist\u00f3ria que foram o motor propulsor para que ela fosse em busca de entender quando e como a palavra \u201csapat\u00e3o\u201d passou a ser usada, n\u00e3o apenas como mera defini\u00e7\u00e3o, mas como um marcador repleto de significados, at\u00e9 mesmo pol\u00edtico, para a luta pela visibilidade l\u00e9sbica.  <\/p>\n<p>No dia 21 de agosto, na Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), Cristiane defendeu sua tese de doutorado com tema <em>Entre dispositivos coloniais e resist\u00eancias: Narrativas Sapat\u00e3o no Brasil e a Ressignifica\u00e7\u00e3o da Matinta Perera na Amaz\u00f4nia<\/em>, do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Letras. Nela, a pesquisadora se prop\u00f5e a fazer uma \u201carquegenealogia\u201d do enunciado sapat\u00e3o, com o objetivo de come\u00e7ar a construir o que ela chama de \u201cc\u00e2none sapat\u00e3o\u201d a respeito do tema, a partir do protagonismo dessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O grande questionamento que lan\u00e7ou para iniciar a pesquisa foi: \u201cpor que, afinal, algumas mulheres gostam de ser chamadas de l\u00e9sbicas e outras de sapat\u00e3o?\u201d. Para isso, Cristiane lan\u00e7ou um olhar sobre o passado, onde encontrou diversas refer\u00eancias, entre elas a figura m\u00edtica de Matinta Perera. <\/p>\n<p>Se apropriando do lugar de fala de uma mulher sapat\u00e3o, preta e perif\u00e9rica, Cristiane desenvolve sua tese a partir dessas interseccionalidades, refletindo sobre corpos dissidentes, como o dela pr\u00f3prio. A agora doutora explica que viveu uma jornada de autoconhecimento durante a pesquisa, que virou fonte inspiradora de for\u00e7as para continuar sendo quem ela \u00e9, ao mesmo tempo em que percebe a pot\u00eancia e import\u00e2ncia de escolher seus aliados nessa luta.<\/p>\n<p>Confira a entrevista completa.<\/p>\n<p><strong>A arquegenealogia do enunciado sapat\u00e3o, pelo menos dentro do que voc\u00ea pesquisou, \u00e9 uma investiga\u00e7\u00e3o in\u00e9dita. Quando voc\u00ea decidiu por esse foco, esse ineditismo foi algo que a motivou, ou foi se dar conta disso j\u00e1 em campo?<\/strong><\/p>\n<p>Essa pesquisa foi muito intuitiva. No sentido de que eu comecei em 2020, com uma pesquisa de necropol\u00edtica lingu\u00edstica. A\u00ed, em 2023, veio a proposta de fazer sobre o enunciado sapat\u00e3o. E a\u00ed eu lembro que quando a minha orientadora, a professora doutora Iv\u00e2nia dos Santos Neves, \u00a0prop\u00f4s essa pesquisa, era justamente para trabalhar a essa diferen\u00e7a, porque algumas mulheres gostam de ser chamadas de sapat\u00f5es e outras de l\u00e9sbicas? O que tem a\u00ed? Mas a pesquisa mesmo foi se moldando no percurso. A pergunta norteadora foi: \u201cComo as mulheres da Amaz\u00f4nia conseguem se enxergar na figura de Safo e Lesbo?\u201d. Porque h\u00e1 uma dist\u00e2ncia muito grande. E foi a\u00ed que a gente acabou caindo na Matinta Perera. E fomos ver que \u00e9 bem diferente pra n\u00f3s. Ent\u00e3o, aqui a gente tem como trazer a ressignifica\u00e7\u00e3o a partir da Matinta.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Cristiane-Oliveira.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/08\/Cristiane-Oliveira-225x300.jpeg 225w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/08\/Cristiane-Oliveira-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/08\/Cristiane-Oliveira-750x1000.jpeg 750w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Cristiane-Oliveira.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\"><figcaption>Cristiane defende a tese de doutorado | Foto: Eraldo Paulino<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Na tese, voc\u00ea problematiza a escassez de registros, e o fato de, em grande parte, quando h\u00e1 debates a respeito das mulheres l\u00e9sbicas, eles serem feitos por homens.<\/strong><\/p>\n<p>A minha pesquisa \u00e9 centrada em tr\u00eas \u00e9pocas, que considero simb\u00f3licas. A primeira \u00e9 no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, alguns anos depois da invas\u00e3o portuguesa, quando essa moral judaico-crist\u00e3 come\u00e7ou a ser imposta nesse territ\u00f3rio. Depois eu trato do per\u00edodo da Ditadura empresarial\/militar e, finalmente, na contemporaneidade. Na medida em que eu comecei a pesquisar mais sobre esse enunciado, eu fui vendo que os poucos registros que se tem a respeito das mulheres sapat\u00f5es brasileiras eram feitos, principalmente, por homens. A exemplo do Luiz Mott, um homem gay, que \u00e9 uma das maiores refer\u00eancias na luta por inclus\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+. Ent\u00e3o, eu percebi a escassez de informa\u00e7\u00f5es que deem conta da nossa identidade, enquanto sapatas. Tive muita dificuldade de encontrar bibliografia a respeito. Foi assim que minha orientadora e eu decidimos come\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o de um c\u00e2none sapat\u00e3o, por assim dizer, com a proposta de que n\u00f3s, sapat\u00f5es, sejamos protagonistas dessa constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E quando o enunciado sapat\u00e3o come\u00e7ou a ser usado para se referir \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual de mulheres?<\/strong><\/p>\n<p>Eu precisei trabalhar muito com oralidades, que tamb\u00e9m s\u00e3o instrumento de pesquisas. Atrav\u00e9s de hist\u00f3rias contadas, eu fui construindo uma linha do tempo. Foi assim que eu cheguei at\u00e9 as d\u00e9cadas de 1960 e 1970, quando a moda, a forma como as pessoas se vestiam passaram a fazer muitos contrapontos. Foi quando mulheres come\u00e7aram, ent\u00e3o, a usar sapatos chamados masculinos, porque elas se sentiam mais \u00e0 vontade. Nesse per\u00edodo da contracultura, as mulheres, algumas delas l\u00e9sbicas, come\u00e7aram a se permitir a usar roupas com que mais se identificassem, porque eram mais confort\u00e1veis. As mulheres tinham um tipo de vestimenta que era mais engessada, aqueles saltos, vestidos, e tal. E essas mulheres resolveram adotar a moda como uma subvers\u00e3o. E, mesmo que n\u00e3o fosse necessariamente com a inten\u00e7\u00e3o de subverter, quando elas come\u00e7aram a perceber que poderiam vestir e cal\u00e7ar como se identificavam, elas passaram a fazer isso. Era melhor usar uma bota, um sapato Zebu, que era muito comum naquela \u00e9poca na moda masculina, do que usar salto fino. Alguns desses relatos est\u00e3o registrados, inclusive, no document\u00e1rio \u201cFerro\u2019s Bar\u201d, do coletivo Cine Sapat\u00e3o, que conta a hist\u00f3ria do bar hom\u00f4nimo, s\u00edmbolo do movimento l\u00e9sbico brasileiro, a partir do final da d\u00e9cada de 1970. Ent\u00e3o, por elas usarem esses sapatos, que eram considerados grandes pra uma mulher usar, elas come\u00e7aram a ser chamadas de \u201csapat\u00e3o\u201d.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"721\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-35.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/08\/image-300x211.png 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/08\/image-1024x721.png 1024w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/08\/image-768x541.png 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/08\/image-750x536.png 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/08\/image-1140x815.png 1140w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-35.png 1166w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Charge de Miriam Martinho<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>E quando voc\u00ea come\u00e7ou a se sentir \u00e0 vontade em ser chamada de sapat\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Foi durante essa pesquisa. Passei a vida toda com medo de ser quem eu era. Das piadas que ouvia na rua, na escola, at\u00e9 minha juventude, eu aprendi que eu dificilmente arrumaria um emprego me vestindo como me identifico. Eu precisava estudar, pra conseguir uma vaga. Essa foi uma das minhas maiores motiva\u00e7\u00f5es para ingressar na UFPA. A\u00ed, em 2024, ouvindo os relatos das mulheres, que eu assumi o enunciado sapat\u00e3o pra mim, porque eu passei a participar de coletivos, como o Sapato Preto, formado por mulheres sapat\u00e3o da periferia de Bel\u00e9m. L\u00e1, ningu\u00e9m se coloca como l\u00e9sbica. Todas s\u00e3o sapat\u00f5es. Elas falam \u201ceu sou sapat\u00e3o\u201d. E a pesquisa foi casando pra eu entender que n\u00e3o teria problema nenhum em assumir, porque \u00e9 uma forma de resist\u00eancia. Quando algu\u00e9m te chama assim, querendo xingar, e voc\u00ea ressignifica, o opressor n\u00e3o tem mais essa arma contra voc\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Mas tamb\u00e9m h\u00e1 o fato de que nem todas as mulheres com essa orienta\u00e7\u00e3o sexual se sentem \u00e0 vontade com esse enunciado, at\u00e9 porque ele \u00e9 muitas vezes associado a quem tem identidade de g\u00eanero feminino, mas performa como o chamado masculino. S\u00e3o as \u201cmachudas\u201d, como se diz na linguagem popular. Contudo, s\u00e3o exatamente essas as que mais sofrem viol\u00eancia, justamente por performar dessa forma. Como voc\u00ea avalia a aceita\u00e7\u00e3o desse enunciado para toda a comunidade?<\/strong><\/p>\n<p>Eu, inclusive, tenho exemplos. Eu tenho amigas que performam mais essa feminilidade, s\u00e3o mais patricinhas e tal. E quando n\u00f3s sa\u00edmos, e as pessoas nos chamam de sapat\u00e3o, elas viram pra mim e falam: \u201cSapat\u00e3o \u00e9 ela. Eu sou l\u00e9sbica\u201d. \u00c9 porque h\u00e1 o pr\u00f3prio desconhecimento desse enunciado. Eu acredito que atravessa exatamente por essa quest\u00e3o de conhecer, do entender. Eu ando nos dois mundos. Ando com mulheres que n\u00e3o s\u00e3o militantes, n\u00e3o gostam muito de reflex\u00f5es mais politizadas ou intelectuais; e ando nos coletivos, que, em geral, contam com pessoas mais politizadas, que fazem essa op\u00e7\u00e3o por uma reflex\u00e3o mais complexa. Nesse \u00faltimo grupo de pessoas, todas se assumem como sapat\u00e3o, mesmo essas, que performam o que a sociedade imp\u00f5e como feminino. Por isso, a import\u00e2ncia de ampliar esse debate.<\/p>\n<p><strong>Agora, j\u00e1 que voc\u00ea falou do Ferros\u2019bar, que passou a ser um espa\u00e7o de resist\u00eancia e \u00e9 s\u00edmbolo da luta das mulheres l\u00e9sbicas, que abriu durante a Ditadura, gostaria que voc\u00ea comentasse sobre um epis\u00f3dio relatado em sua tese, que \u00e9 a Opera\u00e7\u00e3o Sapat\u00e3o. Mais um crime desse per\u00edodo tr\u00e1gico que n\u00e3o recebeu a devida puni\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Foi uma surpresa pra mim, porque eu nunca tinha ouvido falar. E a\u00ed, eu achei um recorte, uma reportagem sobre a Opera\u00e7\u00e3o Sapat\u00e3o, e uma charge. Ela foi uma opera\u00e7\u00e3o extremamente violenta, liderada pelo delegado Jos\u00e9 Wilson Richetti, deflagrada em S\u00e3o Paulo em novembro de 1980. Richetti foi um dos delegados mais cru\u00e9is do servi\u00e7o militar, que decidiu fazer rondas focadas em \u201cprender sapat\u00e3o\u201d nas ruas. Eles iam a bares e outros lugares, que esse p\u00fablico costumava frequentar, e botavam no cambur\u00e3o. A charge dizia exatamente isso: \u201cQuem \u00e9 sapat\u00e3o, pro cambur\u00e3o\u201d. Na reportagem, uma delas narra que estava na parada de \u00f4nibus, a viatura passa, os policiais perguntam se ela \u00e9 sapat\u00e3o, e ela, antes mesmo de responder, \u00e9 colocada no cambur\u00e3o. Foram mais de 200 mulheres que sofreram extors\u00e3o dentro da cadeia. As que tinham mais poder aquisitivo pagaram fian\u00e7a, e as que foram ficando eram as que n\u00e3o tinham grana. Foi uma opera\u00e7\u00e3o muito violenta, mas eu digo que foi um tiro no p\u00e9. Eles tentaram propagar medo, mas o que houve \u00e9 que muitas dessas mulheres decidiram criar um coletivo para resistir. E ent\u00e3o fundaram o <em>\u201cChanacomchana\u201d<\/em>, um jornal que foi um calo no p\u00e9 dos militares.<\/p>\n<p><strong>Agora vamos voltar \u00e0 Matinta Perera. Como essa figura m\u00edtica, t\u00e3o comum na Amaz\u00f4nia, foi abordada numa pesquisa sobre o enunciado sapat\u00e3o<\/strong>?<\/p>\n<p>Voltando a falar sobre apropria\u00e7\u00e3o, identidade, e nessa perspectiva de construir um c\u00e2none sapat\u00e3o, n\u00f3s come\u00e7amos, ent\u00e3o, a buscar figuras na nossa mitologia amaz\u00f4nida que pudesse nos representar. Quem \u00e9 a Matinta Perera, segundo os contos populares? \u00c9 uma mulher velha, associada \u00e0 bruxaria, na imagem e no tipo de pr\u00e1tica. As bruxas foram mulheres livres, que tiveram sua religiosidade e sua pr\u00f3pria liberdade criminalizadas pela inquisi\u00e7\u00e3o. Quando as hist\u00f3rias da Matinta s\u00e3o contadas, pelo senso heteronormativo, pelo senso comum, elas s\u00e3o apresentadas sempre como mulheres velhas, que nunca se casaram, nunca foram vistas com homem. E como mulheres assim s\u00e3o rotuladas? De sapat\u00e3o. Na pesquisa eu descobri que a Matinta pode ser qualquer pessoa, n\u00e3o s\u00f3 como a vers\u00e3o mais famosa \u00e9 mostrada. Ela pode ser, inclusive, homem. Ent\u00e3o, ela tamb\u00e9m pode ser sapat\u00e3o. Eu sou da Amaz\u00f4nia. Eu me sinto amaz\u00f4nida, eu nasci aqui, eu moro aqui e eu tenho o direito de ressignificar isso. \u00c9 uma forma de ressignificar essa narrativa como resist\u00eancia. \u00c9 mais uma vez voc\u00ea pegar o xingamento e transformar em luta.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/08\/29\/sapatao-com-muito-orgulho-pesquisadora-busca-na-mitologia-amazonida-origem-do-enunciado\/\">\u2018Sapat\u00e3o, com muito orgulho\u2019: pesquisadora busca na mitologia amaz\u00f4nida origem do enunciado<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/\">Brasil de Fato<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/proposta-de-prazo-maior-para-uso-de-recursos-da-lei-paulo-gustavo-avanca\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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\"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">No meio do caminho tinha uma norma \u2013 o que explica...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mercado-de-creditos-de-carbono-qual-e-a-realidade-dos-paises-do-brics-nesse-setor-promissor\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Mercado de cr\u00e9ditos de carbono: qual \u00e9 a realidade...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristiane Oliveira \u00e9 uma mulher da Amaz\u00f4nia, nascida em Bel\u00e9m do Par\u00e1 e autointitulada sapat\u00e3o. Mas nem sempre foi assim. \u201cPassei a vida toda com medo de ser quem eu era. Das piadas que ouvia na rua, na escola. At\u00e9 minha juventude, eu aprendi que dificilmente arrumaria um emprego me vestindo como me identifico\u201d, disse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[4703,4126,6245],"tags":[],"class_list":["post-48341","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bdf","category-direitos","category-visibilidade-lesbica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48341\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}