{"id":50854,"date":"2025-09-09T17:14:02","date_gmt":"2025-09-09T20:14:02","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/brics-de-sigla-de-mercado-a-bloco-politico-que-redesenha-a-ordem-global\/"},"modified":"2025-09-09T17:14:02","modified_gmt":"2025-09-09T20:14:02","slug":"brics-de-sigla-de-mercado-a-bloco-politico-que-redesenha-a-ordem-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/brics-de-sigla-de-mercado-a-bloco-politico-que-redesenha-a-ordem-global\/","title":{"rendered":"BRICS: de sigla de mercado a bloco pol\u00edtico que redesenha a ordem global"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/globe-7510104_1280.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/globe-7510104_1280-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/globe-7510104_1280-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/globe-7510104_1280-768x512.jpg 768w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/globe-7510104_1280.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Pixelbay<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Fernanda Alc\u00e2ntara<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Em 2001, o economista Jim O\u2019Neill, ent\u00e3o no banco Goldman Sachs, publicou um relat\u00f3rio que viria a marcar o in\u00edcio de uma nova percep\u00e7\u00e3o sobre o peso econ\u00f4mico global. Naquele documento, O\u2019Neill destacava quatro pot\u00eancias emergentes \u2014 Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China \u2014 agrupando-as em uma sigla simples, mas poderosa: o BRIC. Essa sigla era pensada para chamar a aten\u00e7\u00e3o de investidores, sem qualquer inten\u00e7\u00e3o de se tornar uma diretriz pol\u00edtica oficial. <\/p>\n<p>No entanto, o que era apenas um marco anal\u00edtico logo transcendeu suas origens. Os pr\u00f3prios pa\u00edses, atentos ao simbolismo da sigla, come\u00e7aram a se reconhecer como parte de um mesmo movimento, e em 2006, \u00e0 margem da Assembleia Geral da ONU, seus chanceleres protagonizaram o primeiro encontro oficial do grupo.<\/p>\n<p>O caminho para uma uni\u00e3o mais s\u00f3lida, por\u00e9m, ainda estava por ser trilhado. Em 2009, os l\u00edderes das quatro na\u00e7\u00f5es se reuniram em Ecaterimburgo, na R\u00fassia, em um encontro que simbolizou o in\u00edcio da institucionaliza\u00e7\u00e3o do bloco. No ano seguinte, a ades\u00e3o da \u00c1frica do Sul ampliou o grupo para cinco membros e fortaleceu a ideia de que o BRICS j\u00e1 n\u00e3o era mais uma simples coincid\u00eancia estat\u00edstica, mas o embri\u00e3o de um projeto pol\u00edtico com ambi\u00e7\u00f5es globais claras.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"474\" height=\"474\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-3377017571.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-3377017571.jpg 474w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-3377017571-300x300.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-3377017571-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\"><figcaption><em>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Esse bloco emergiu em um momento de desgaste do sistema de governan\u00e7a internacional estabelecido ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, especialmente das institui\u00e7\u00f5es de Bretton Woods, criadas em 1944 para fomentar a coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global. No centro desse sistema est\u00e3o o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e o Banco Mundial. O FMI, com sua miss\u00e3o de garantir a estabilidade do sistema monet\u00e1rio internacional, combina assist\u00eancia financeira a aconselhamento econ\u00f4mico, enquanto o Banco Mundial se dedica \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da pobreza e ao desenvolvimento, sobretudo por meio do financiamento de grandes projetos de infraestrutura em pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Paulo Nogueira Jr., que durante oito anos foi diretor executivo do FMI representando o Brasil e outras na\u00e7\u00f5es em Washington, conhece de perto a dificuldade de transformar esse sistema. O economista esteve no<strong> <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/07\/11\/curso-sobre-brics-e-conselho-popular-comeca-nessa-sexta-feira-10-na-enff\/\">Curso de Forma\u00e7\u00e3o BRICS<\/a> <\/strong>e relata que essas institui\u00e7\u00f5es tinham muita dificuldade para se adaptar. Embora tenha havido algum progresso desde a crise global de 2008, ele diz acreditar que ainda \u00e9 um avan\u00e7o t\u00edmido diante das necessidades do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Por sua vez, os Estados Unidos entendiam que a legitimidade e a relev\u00e2ncia do FMI dependiam de uma reforma estrutural, que adaptasse a governan\u00e7a do fundo \u00e0 nova realidade econ\u00f4mica global. Naquele cen\u00e1rio, pa\u00edses emergentes e em desenvolvimento, especialmente da \u00c1sia, cresciam numa velocidade in\u00e9dita e exigiam maior participa\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia. Assim, a reforma do FMI passou a ser uma das principais bandeiras desse grupo, e o BRICS pressionava para que a distribui\u00e7\u00e3o de votos refletisse mais devidamente o novo mapa econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>A contesta\u00e7\u00e3o da ordem internacional liderada pelos Estados Unidos est\u00e1 presente nas discuss\u00f5es sobre a origem do BRICS e, principalmente, desta nova ordem mundial. O professor Mauricio Metri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tamb\u00e9m destacou em debate na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), que desde o fim da Guerra Fria a hegemonia ocidental foi sustentada n\u00e3o apenas por valores pol\u00edticos e econ\u00f4micos, mas tamb\u00e9m pela expans\u00e3o militar e a supremacia do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>\u201cOs cinco diretores executivos dos BRICS no FMI come\u00e7aram a se reunir com muito mais frequ\u00eancia, buscando coordenar posi\u00e7\u00f5es sobre os temas em pauta na diretoria e as nossas iniciativas\u201d, relata Paulo Nogueira Jr., em seu livro <em>O Brasil n\u00e3o cabe no quintal de ningu\u00e9m<\/em>. Para ele, cada avan\u00e7o desse grupo exigia meticulosa prepara\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o, revelando que o BRICS n\u00e3o era apenas um conceito econ\u00f4mico, mas um movimento estrat\u00e9gico de negocia\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<h2>Fortaleza, 2014: uma nova perspectiva<\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"578\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/14484559149_d46d335952_k.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/14484559149_d46d335952_k-1024x578.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/14484559149_d46d335952_k-300x169.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/14484559149_d46d335952_k-768x434.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/14484559149_d46d335952_k-1536x867.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/14484559149_d46d335952_k.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto oficial durante o segunda Sess\u00e3o de Trabalho da VI C\u00fapula dos BRICS e de pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, em 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho\/PR | Pal\u00e1cio do Planalto<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O avan\u00e7o mais tang\u00edvel da coopera\u00e7\u00e3o entre o BRICS aconteceu em 2014, durante a c\u00fapula realizada em Fortaleza, Brasil. Foi ali que os pa\u00edses lan\u00e7aram o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), criado para financiar projetos de infraestrutura e promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel. Paralelamente, surgiu o Arranjo Contingente de Reservas (ACR), um mecanismo de apoio m\u00fatuo destinado a enfrentar momentos de instabilidade cambial.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Nogueira Jr., o significado dessas iniciativas pode ser resumido na ideia de que foi dado um passo importante em dire\u00e7\u00e3o a um mundo mais multipolar. Segundo ele, apesar das diferen\u00e7as econ\u00f4micas, pol\u00edticas e hist\u00f3ricas, os onze pa\u00edses que comp\u00f5em o BRICS atualmente (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China, \u00c1frica do Sul, Ar\u00e1bia Saudita, Egito, Emirados \u00c1rabes Unidos, Eti\u00f3pia, Indon\u00e9sia e Ir\u00e3) compartilham caracter\u00edsticas em comum: s\u00e3o economias emergentes de grande porte econ\u00f4mico, territorial e populacional, com capacidade de atuar de forma aut\u00f4noma \u2014 algo que n\u00e3o ocorre com a maioria das demais na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento ou de economia emergente. <\/p>\n<p>\u201cNo governo Dilma, a atua\u00e7\u00e3o conjunta com os demais BRICS tornou-se uma das principais vertentes da pol\u00edtica externa brasileira. Isso culminou na c\u00fapula dos BRICS em Fortaleza, em julho de 2014, quando foram assinados os acordos que estabeleceram o ACR e o NBD. Esses dois mecanismos s\u00e3o complementares \u00e0s institui\u00e7\u00f5es multilaterais de Washington e podem inclusive cooperar com elas. Mas foram concebidos para serem autoadministrados e atuar de forma independente\u201d, recorda Nogueira Jr.<\/p>\n<p>O encontro, ocorrido em Bras\u00edlia, tamb\u00e9m marcou um momento in\u00e9dito: a reuni\u00e3o dos l\u00edderes dos BRICS com 11 presidentes da Uni\u00e3o de Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas (Unasul). Este acontecimento seguiu-se ao an\u00fancio feito em Fortaleza sobre a cria\u00e7\u00e3o do NBD, dotado inicialmente de um capital de US$ 50 bilh\u00f5es, com o objetivo de apoiar projetos de infraestrutura em economias emergentes, estendendo suas a\u00e7\u00f5es para al\u00e9m dos pr\u00f3prios pa\u00edses-membros.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, a atua\u00e7\u00e3o do BRICS ganhou amplitude. Al\u00e9m das tradicionais c\u00fapulas anuais, passaram a ocorrer diversos f\u00f3runs ministeriais e encontros setoriais, ampliando a agenda para quest\u00f5es como com\u00e9rcio, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, seguran\u00e7a, sa\u00fade e meio ambiente. Em um contexto hist\u00f3rico marcado por um vazio diplom\u00e1tico percebido na pol\u00edtica externa dos Estados Unidos durante o governo Obama, os BRICS buscaram firmar novas bases de apoio pol\u00edtico e econ\u00f4mico na regi\u00e3o, tradicionalmente sob forte influ\u00eancia norte-americana.<\/p>\n<h3>Expans\u00e3o pelo mundo<\/h3>\n<p>Dentre os gestos simb\u00f3licos e pr\u00e1ticos desta coopera\u00e7\u00e3o financeira, o fundo de reservas do BRICS, criado como mecanismo de solidariedade preventiva, representa uma ferramenta importante para os momentos de dificuldade entre os pa\u00edses do grupo. Com reservas combinadas que ultrapassam os US$ 4 trilh\u00f5es, os onze membros disp\u00f5em de uma base financeira robusta para dar respaldo a essa iniciativa, refor\u00e7ando a capacidade de enfrentar crises com uni\u00e3o e autonomia.<\/p>\n<p>Em 1\u00ba de janeiro de 2024, o Egito, juntamente com Eti\u00f3pia, Ir\u00e3 e Emirados \u00c1rabes Unidos, formalmente se tornaram membros do BRICS, que j\u00e1 passava por mudan\u00e7as e discuss\u00f5es significativas nos \u00faltimos anos para adotar um processo gradual de expans\u00e3o. Posteriormente, em 6 de janeiro de 2025, a Indon\u00e9sia tamb\u00e9m ingressou oficialmente, consolidando a expans\u00e3o do grupo e refor\u00e7ando sua estrat\u00e9gia de ampliar a representatividade no cen\u00e1rio internacional. Al\u00e9m de abrir espa\u00e7o para novos pa\u00edses-membros, o grupo tamb\u00e9m passou a incluir na\u00e7\u00f5es convidadas como ouvintes em suas c\u00fapulas, sinalizando a inten\u00e7\u00e3o de ampliar sua influ\u00eancia geopol\u00edtica e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Esse movimento reflete at\u00e9 hoje a busca por maior representatividade no cen\u00e1rio internacional e pela constru\u00e7\u00e3o de alternativas \u00e0 ordem global dominada pelas pot\u00eancias ocidentais, mas n\u00e3o eliminou desafios internos. A China ainda \u00e9 a pot\u00eancia majorit\u00e1ria no bloco, levantando cr\u00edticas sobre a assimetria comercial e o risco de reprimariza\u00e7\u00e3o das economias parceiras. <\/p>\n<blockquote>\n<p><em>A principal dificuldade interna de coordena\u00e7\u00e3o dos BRICS \u00e9 o peso desproporcional da China quando comparado ao dos demais pa\u00edses. Os chineses t\u00eam porte e recursos para, em alguns casos, enxergarem vantagens em negociar separadamente com os americanos e os europeus. Entendimentos entre Brasil, R\u00fassia e \u00cdndia funcionam \u00e0s vezes como contrapeso \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o da China de atuar em faixa pr\u00f3pria\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><cite>\u2013 Paulo Nogueira Jr., O Brasil n\u00e3o cabe no quintal dos outros (Ed. Leya, 2019).<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<h2>O contraponto \u00e0 hegemonia dos EUA<\/h2>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/BRICS-Brasil.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/BRICS-Brasil-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/BRICS-Brasil-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/BRICS-Brasil-768x512.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/BRICS-Brasil-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/BRICS-Brasil.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Chefes de Estado e de Governo dos pa\u00edses-membros, parceiros e de engajamento externo, em julho de 2025. Foto: Alexandre Brum\/BRICSBRASIL<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cO que o BRICS t\u00eam em comum? Para al\u00e9m de todas as diferen\u00e7as, fundamentalmente o seguinte: s\u00e3o pa\u00edses de grande dimens\u00e3o econ\u00f4mica, geogr\u00e1fica e populacional.\u201d Essas palavras de Paulo Nogueira Jr. s\u00e3o a ess\u00eancia do grupo, que, apesar da diversidade, compartilham caracter\u00edsticas poderosas que moldam seu papel no cen\u00e1rio global.<\/p>\n<p>Metri explicou que o custo da expans\u00e3o global dos EUA \u00e9 pago pelo resto do mundo. Isso acontece porque o d\u00f3lar \u00e9 a moeda dominante, imposta a todos, e a capacidade dos EUA de se endividarem est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 sua pol\u00edtica externa. \u201cPara os EUA, esse endividamento n\u00e3o \u00e9 sinal de fraqueza como em outros pa\u00edses, mas sinal de poder.\u201d Essa l\u00f3gica econ\u00f4mica, segundo o professor Metri, conecta-se diretamente a conflitos contempor\u00e2neos, como os pacotes bilion\u00e1rios de apoio \u00e0 Ucr\u00e2nia, Taiwan e Israel. \u201cN\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil conectar a barb\u00e1rie em Gaza com a capacidade de gasto do Estado americano\u201d, completou, ressaltando como decis\u00f5es financeiras globais reverberam em crises profundas.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 soberania, o BRICS adota um princ\u00edpio claro de respeito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos Estados-membros. Ant\u00f4nio Freitas, Subsecret\u00e1rio de Finan\u00e7as Internacionais e Coopera\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda, ressaltou que, apesar das diferentes inclina\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, o grupo mant\u00e9m o respeito \u00e0 soberania como valor fundamental. <\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Uma das prioridades do Brasil foi promover uma melhor integra\u00e7\u00e3o dos novos pa\u00edses membros do BRICS. Isso incluiu a defini\u00e7\u00e3o de mecanismos para a rota\u00e7\u00e3o das presid\u00eancias e a cria\u00e7\u00e3o de diversos itens que contribuem para uma institucionalidade ainda incipiente do grupo. Embora essa institucionalidade possa ser aprimorada, \u00e9 importante reconhecer que existem diferentes vis\u00f5es dentro do BRICS, inclusive sobre o que o grupo pode se tornar\u201d.<\/em><\/p>\n<p><cite> \u2013 Ant\u00f4nio Freitas<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Estes esfor\u00e7os tamb\u00e9m dizem muito sobre tens\u00f5es comerciais entre os Estados Unidos e os pa\u00edses do BRICS, que ganharam um novo cap\u00edtulo durante a administra\u00e7\u00e3o do segundo mandato do presidente estadunidense Donald Trump, quando o mesmo imp\u00f4s tarifas elevadas sobre produtos brasileiros e de outras na\u00e7\u00f5es do bloco na mesma semana em que o BRICS se reuniu no Rio de Janeiro, em julho deste ano. <\/p>\n<p>As medidas deixaram clara a resist\u00eancia americana ao crescimento econ\u00f4mico desses pa\u00edses, refor\u00e7ando a percep\u00e7\u00e3o de que a ordem internacional tradicional estava sendo desafiada n\u00e3o apenas no campo diplom\u00e1tico, mas tamb\u00e9m nas pr\u00e1ticas comerciais. Para os BRICS, as tarifas foram um lembrete da necessidade de buscar alternativas econ\u00f4micas que reduzissem a depend\u00eancia do mercado e das pol\u00edticas americanas.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio acentuou a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o financeira e pol\u00edtica dentro do grupo, fortalecendo iniciativas j\u00e1 consolidadas como o Novo Banco de Desenvolvimento e o fundo comum de reservas. Ao criar mecanismos pr\u00f3prios para enfrentar crises e estimular investimentos, o BRICS passam a construir uma rede de apoio que funciona como contraponto \u00e0s a\u00e7\u00f5es protecionistas e restritivas externas. A imposi\u00e7\u00e3o de tarifas por Trump, portanto, evidenciou as fragilidades do sistema atual e impulsionou o bloco a acelerar sua busca por maior autonomia e por um espa\u00e7o mais influente no tabuleiro global.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"474\" height=\"510\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-4290036098-e1757441575319.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-4290036098-e1757441575319.jpg 474w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-4290036098-e1757441575319-279x300.jpg 279w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\"><figcaption><em>Fonte: Poder 360<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Outra amostra foi a nota publicada nesta segunda-feira (8 de setembro), por iniciativa do Presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, no exerc\u00edcio da Presid\u00eancia do bloco. O comunicado fala sobre uma Reuni\u00e3o Virtual de L\u00edderes, em que o grupo \u201creafirmou seu compromisso com a preserva\u00e7\u00e3o e o fortalecimento do multilateralismo, bem como com a reforma das institui\u00e7\u00f5es internacionais.\u201d Al\u00e9m disso, os pa\u00edses fizeram \u201cum balan\u00e7o abrangente da atual situa\u00e7\u00e3o mundial\u201d e houve \u201cconsenso sobre a necessidade de avan\u00e7ar rumo a uma ordem internacional mais justa, equilibrada e inclusiva, capaz de refletir as transforma\u00e7\u00f5es em curso e responder de maneira mais eficaz \u00e0s demandas do Sul Global.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a nota oficial divulgada pela Presid\u00eancia do Brasil, a reuni\u00e3o proporcionou tamb\u00e9m um espa\u00e7o para a troca de vis\u00f5es sobre como enfrentar \u201cos riscos associados ao recrudescimento de medidas unilaterais, inclusive no com\u00e9rcio internacional,\u201d al\u00e9m de discutir maneiras de ampliar os \u201cmecanismos de solidariedade, coordena\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio entre os pa\u00edses do BRICS.\u201d A nota destaca ainda que o encontro serviu de prepara\u00e7\u00e3o para importantes eventos internacionais, como a 80\u00aa Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, a COP-30 e a C\u00fapula de L\u00edderes do G20. <\/p>\n<p>Os participantes, que inclu\u00edram l\u00edderes da China, Egito, Indon\u00e9sia, Ir\u00e3, R\u00fassia, \u00c1frica do Sul, o pr\u00edncipe herdeiro dos Emirados \u00c1rabes Unidos, o chanceler da \u00cdndia e o Vice-Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Eti\u00f3pia, reafirmaram o empenho do agrupamento em \u201ccontribuir ativamente para a paz, para a defesa do multilateralismo e para a constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es coletivas para os desafios globais.\u201d<\/p>\n<h2>Novos dilemas <\/h2>\n<p>Quando falamos de BRICS e poder econ\u00f4mico, a palavra \u201cdesdolariza\u00e7\u00e3o\u201d inevitavelmente se tornada um ponto nas discuss\u00f5es econ\u00f4micas globais, impulsionada sobretudo por pot\u00eancias emergentes como R\u00fassia e China. A ideia est\u00e1 na busca para reduzir a depend\u00eancia das transa\u00e7\u00f5es comerciais e financeiras internacionais frente \u00e0 volatilidade e ao poder de influ\u00eancia conferidos ao d\u00f3lar americano. Para os pa\u00edses do Sul Global, diminuir o uso do d\u00f3lar significa recuperar espa\u00e7o de manobra pol\u00edtica e econ\u00f4mica, protegendo-se de san\u00e7\u00f5es e press\u00f5es externas que frequentemente acompanham a hegemonia da moeda norte-americana. <strong>No \u00e2mbito do BRICS, a desdolariza\u00e7\u00e3o \u00e9 vista n\u00e3o apenas como uma estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o cambial, mas tamb\u00e9m como um passo rumo a uma arquitetura financeira mais plural e representativa.<\/strong><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"474\" height=\"316\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-3537101862.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-3537101862.jpg 474w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/OIP-3537101862-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\"><\/figure>\n<p>A ideia de criar uma moeda comum do BRICS surge como uma extens\u00e3o natural desse debate, prometendo facilitar o com\u00e9rcio <em>intrabloco<\/em>, reduzir custos de c\u00e2mbio e consolidar a identidade econ\u00f4mica do agrupamento. Contudo, apesar do apelo estrat\u00e9gico, essa proposta enfrenta obst\u00e1culos substanciais: estruturas financeiras heterog\u00eaneas, n\u00edveis divergentes de desenvolvimento econ\u00f4mico, riscos de instabilidade e a falta de garantias robustas de governan\u00e7a compartilhada. Dessa forma, ainda que uma moeda \u00fanica do BRICS seja tema de estudo e de especula\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, n\u00e3o se configura como um plano fact\u00edvel em um horizonte de curto ou m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>Um aspecto que merece destaque \u00e9 a aus\u00eancia de uma institucionalidade mais consolidada, como um secretariado permanente para o BRICS. Segundo Freitas, embora essa pauta n\u00e3o estivesse formalmente estruturada na agenda do grupo neste ano, foi debatida de forma indireta. Ele enfatizou avan\u00e7os como a melhor integra\u00e7\u00e3o dos novos membros, a defini\u00e7\u00e3o de mecanismos para a rota\u00e7\u00e3o de presid\u00eancias e outros aspectos de governan\u00e7a, que contribuem para a constru\u00e7\u00e3o de uma institucionalidade nascente, ainda incipiente, mas fundamental para o futuro do bloco.<\/p>\n<p>Freitas reconhece que o Brasil ainda enfrenta desafios para alcan\u00e7ar uma posi\u00e7\u00e3o de igualdade plena dentro do bloco, mas refor\u00e7ou que o foco central do BRICS \u00e9 fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o entre as na\u00e7\u00f5es, sem interferir nas suas escolhas internas. \u201cNo cen\u00e1rio internacional, as delibera\u00e7\u00f5es exigem tempo e um grande esfor\u00e7o. Portanto, precisamos construir pacientemente, passo a passo, esse novo BRICS ampliado.\u201d<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da heterogeneidade do bloco foi destaque para pesquisadora Ana Garcia, Professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Coordenadora do N\u00facleo de Pesquisa \u201cA economia pol\u00edtica das rela\u00e7\u00f5es Sul-Sul\u201d do BPC, que tamb\u00e9m ressaltou que o BRICS ganha for\u00e7a de uma agenda reformista p\u00f3s-2008, voltada a questionar a efetividade das ag\u00eancias de Bretton Woods, mas n\u00e3o \u00e9 pensada em derrub\u00e1-las. \u201cO consenso entre analistas \u00e9 que o mundo atravessa uma transi\u00e7\u00e3o de uma ordem unipolar para uma multipolar, em meio a tens\u00f5es e conflitos. O BRICS \u00e9 visto como um ator relevante nesse processo, mas sua trajet\u00f3ria est\u00e1 marcada por assimetrias internas, disputas de poder e a press\u00e3o constante das estruturas hegem\u00f4nicas existentes\u201d, analisa.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Curso-ENFF.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Curso-ENFF-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Curso-ENFF-300x225.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Curso-ENFF-768x576.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Curso-ENFF-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Curso-ENFF.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Curso de Forma\u00e7\u00e3o BRICS (da esqu. \u00e0 dir.): Maur\u00edcio Metri (UFRJ), Ant\u00f4nio Freitas (M. Fazenda) e Ana Priscila (MMM). Foto: ENFF<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A pesquisadora Ana Priscila, da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e atuante na articula\u00e7\u00e3o dos movimentos populares, destacou a precariza\u00e7\u00e3o da vida no Sul Global e a \u201cdecad\u00eancia perigosa\u201d do imperialismo ocidental como fatores que tornam o BRICS uma alternativa vi\u00e1vel para muitos pa\u00edses. No entanto, ela tamb\u00e9m alertou para o car\u00e1ter \u201cmuito reformista\u201d das atuais discuss\u00f5es sobre a nova arquitetura financeira global, defendendo que os modelos de desenvolvimento precisam ir al\u00e9m da mera exporta\u00e7\u00e3o de <em>commodities<\/em>, buscando solu\u00e7\u00f5es mais sustent\u00e1veis e aut\u00f4nomas para essas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesse sentido,<strong> a desdolariza\u00e7\u00e3o figura hoje como um dos eixos centrais debatidos na agenda do bloco, com R\u00fassia e China liderando esfor\u00e7os para reduzir a depend\u00eancia da moeda norte-americana<\/strong>. No entanto, o professor Mauricio Metri chamou a aten\u00e7\u00e3o para as repres\u00e1lias que v\u00e3o surgindo em resposta a essa ruptura: \u201cSempre que h\u00e1 tentativa de rompimento com o d\u00f3lar, a puni\u00e7\u00e3o \u00e9 violentamente aplicada aos \u2018rebeldes\u2019\u201d. As press\u00f5es externas j\u00e1 consolidadas podem ser ainda mais duras durante per\u00edodos de fragilidade pol\u00edtica como vivemos hoje.<\/p>\n<p><strong>A efetividade do BRICS em consolidar uma alternativa concreta \u00e0 ordem global vigente permanece uma quest\u00e3o aberta, observada com interesse por governos e movimentos sociais ao redor do mundo. <\/strong>Nogueira Jr. destaca que o desenvolvimento, pensando em n\u00edveis nacionais, n\u00e3o pode depender apenas da coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses, j\u00e1 que as na\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas raramente confirmam, na pr\u00e1tica, as expectativas de solidariedade internacional.<\/p>\n<p>Diante disso, vemos que a democracia funciona principalmente dentro de cada pa\u00eds. J\u00e1 no cen\u00e1rio internacional, quem manda de verdade s\u00e3o as estruturas de poder de poucas na\u00e7\u00f5es ricas, como no FMI, no Banco Mundial e at\u00e9 na ONU, onde o poder de voto depende do tamanho da economia de cada pa\u00eds. \u201c\u00c9 v\u00e1lido, evidentemente, continuar o esfor\u00e7o para aumentar a representatividade dessas entidades e a influ\u00eancia dos pa\u00edses em desenvolvimento sobre suas agendas e iniciativas. Mas sem ilus\u00f5es. N\u00e3o est\u00e3o ao nosso alcance mudan\u00e7as profundas, que permitam transferir para a \u00f3rbita internacional as decis\u00f5es cruciais para o processo de desenvolvimento\u201d, completa Nogueira Jr.<\/p>\n<p><em>* Editado por Solange Engelmann<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/09\/09\/brics-de-sigla-de-mercado-a-bloco-politico-que-redesenha-a-ordem-global\/\">BRICS: de sigla de mercado a bloco pol\u00edtico que redesenha a ordem global<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/caiado-abandona-3a-via-se-alinha-ao-bolsonarismo-raiz-e-incomoda-flavio\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Ronaldo-Caiado-2048x1152-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Caiado abandona 3\u00aa via, se alinha ao bolsonarismo ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/comissao-externa-da-camara-apresenta-relatorio-final-sobre-feminicidios-no-rs-apos-oito-meses-de-investigacoes\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Comiss\u00e3o Externa da C\u00e2mara apresenta relat\u00f3rio fin...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/reginaldo-acolhe-varias-mudancas-do-senado-em-regras-da-reforma-tributaria-texto-sera-votado-nesta-terca\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Reginaldo acolhe v\u00e1rias mudan\u00e7as do Senado em regr...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/geral\/2026\/07\/camara-aprova-uso-de-indumentarias-tradicionais-em-fotos-de-documentos\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">C\u00e2mara aprova uso de indument\u00e1rias tradicionais em...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pixelbay Por Fernanda Alc\u00e2ntaraDa P\u00e1gina do MST Em 2001, o economista Jim O\u2019Neill, ent\u00e3o no banco Goldman Sachs, publicou um relat\u00f3rio que viria a marcar o in\u00edcio de uma nova percep\u00e7\u00e3o sobre o peso econ\u00f4mico global. Naquele documento, O\u2019Neill destacava quatro pot\u00eancias emergentes \u2014 Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China \u2014 agrupando-as em uma sigla [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1140,9128,1102,221,14217,191,5356,209],"tags":[],"class_list":["post-50854","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-brics","category-conselho-popular-dos-brics","category-desdolarizacao","category-economia","category-financeirizacao","category-noticias","category-reportagem-especial","category-reportagens-especiais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50854\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}